[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
Mostrar mensagens com a etiqueta Álvaro Augusto Ferreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Álvaro Augusto Ferreira. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de abril de 2025

[3583.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXXXII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXXXII *

02301. Álvaro Augusto Ferreira [1932]

[Álvaro Augusto Ferreira || ANTT || RGP/535 || PT-TT-PIDE-E-010-3-535_P2]

[Álvaro Augusto Ferreira.
Nasceu no Porto, em finais do século XIX, filho de Gracinda Rosa Ferreira e de António Augusto Ferreira. Pintor, com residência em Lisboa, era militante do Partido Comunista, fazendo parte do Comité de Zona N.º 2, e esteve envolvido nos preparativos da jornada de luta de 29 de fevereiro de 1932, que não se concretizou. Preso na Serra de Monsanto em 24 de abril quando ensaiava, com outros ativistas, engenhos explosivos a utilizar nas ações do 1.º de Maio. Entrou no Aljube em 5 de maio de 1932 e, em 24 de maio, foi transferido para a Penitenciária de Lisboa. Acusado de “comunista e bombista” e de ser um dos responsáveis pela preparação de ações violentas no primeiro quadrimestre de 1932, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial em 20 de outubro de 1934 e condenado a 12 anos de degredo e 20.000$00 de multa. Regressou ao Aljube em 20 de março de 1935 e, três dias depois, embarcou para Angra do Heroísmo, de onde seguiu para o Tarrafal em 23 de outubro de 1936, integrando a primeira leva de presos que o inaugurou. Terá regressado de Cabo Verde por motivos de saúde, já que, em 5 de fevereiro de 1941, foi transferido para o Aljube e enviado para a sua enfermaria, onde permaneceu até 24 de dezembro do mesmo ano. Libertado, condicionalmente, nesta data, por ter sido indultado.]

[Álvaro Augusto Ferreira || F. 06/02/1941 || ANTT || RGP/535 || PT-TT-PIDE-E-010-3-535_P2]

[João Esteves]

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

[1624.] ABEL AUGUSTO GOMES DE ABREU [I] || PRESO EM 1932, 1937, 1944

* ABEL AUGUSTO GOMES DE ABREU *

PRESO EM 1932, 1937, 1944 || ALJUBE || PENICHE

[Abel Augusto Gomes de Abreu || ANTT || PT-TT-PIDE-E-10-1-191]

Referenciado somente como "bombista" no Livro 1 do Registo Geral de Presos [ANTT], tendo dado entrada no Aljube em 4 de Dezembro de 1934, o percurso político de Abel Augusto Gomes de Abreu começou antes: foi preso, pela primeira vez, em 24 de Abril de 1932, na sequência de intervenção política do Partido Comunista, partido onde militava activamente.

Filho de Maria de Oliveira Gomes e de Manuel Maria Gomes de Abreu, Abel Augusto Gomes de Abreu nasceu em 24 de Junho de 1889, em Lisboa. 

Gráfico da Casa da Moeda, a viver na Rua do Sacramento, 74, seria o filiado 150 da Célula 19 do Comité de Zona 1 do Partido Comunista, com o pseudónimo "Vasconcelos", trabalhando com Álvaro Augusto Ferreira, António Franco Trindade, Eleutério Lopes Grosso e Jaime da Fonseca e Sousa. 

Segundo transcrição do Cadastro elaborado pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, era «um elemento perigosíssimo, duma actividade extraordinária tanto na parte organizadora como na parte revolucionária» [ANTT, PIDE, Serviços Centrais, Cadastros / Cadastro Político 5268].

Em 24 de Abril de 1932, foi preso na Serra de Monsanto quando «assistia à demonstração de lançamento de bombas, onde se encontrava recebendo lições para aquele fim». 

[Abel Augusto Gomes de Abreu || ANTT || PT-TT-PIDE-E-10-1-191]

Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 20 de Outubro de 1934, foi «acusado de, em 1932, por diversas vezes, ter tomado parte no fabrico, transporte, detenção e uso, para experiência, de bombas explosivas», sendo condenado, para além da prisão preventiva entretanto sofrida, a dez anos de degredo «numa das Colónias».

Abel Augusto Gomes de Abreu interpôs  recurso e em novo julgamento, realizado em 3 de Novembro de 1934, a pena foi alterada para dois anos de prisão correccional, cumprida em parte com a prisão preventiva, e «dois anos de multa, à razão de três escudos diários».

Enviado para o Aljube em 4 de Dezembro de 1934 e transferido para a Fortaleza de Peniche em 9, foi libertado em 4 de Fevereiro de 1935. Vivia, então, na Rua do Conde, 73, 1.º - Lisboa.

[Abel Augusto Gomes de Abreu || ANTT || RGP/191 || PT-TT-PIDE-E-10-1-191]

Novamente preso em 5 de Março de 1937 e levado para uma esquadra incomunicável, por «suspeita de manter ligações com os seus antigos colegas da Casa da Moeda, para fins de organização comunista», foi libertado em 2 de Abril por estar «afastado de todos os assuntos de carácter político-social». 

Preso, pela última vez, em 17 de Fevereiro de 1944, foi absolvido pelo Tribunal Militar Especial de 15 de Março.

O nome de Abel Augusto Gomes de Abreu consta do Memorial dos Presos Políticos de Peniche, inaugurado em 25 de Abril de 2017.

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 5268 [Abel Augusto Gomes de Abreu / [PT-TT-PIDE-E-001-CX05_m0007, m0007a].
ANTT, Registo Geral de Presos 191 [Abel Augusto Gomes de Abreu / PT-TT-PIDE-E-10-1-191].

[João Esteves]