[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sábado, 20 de maio de 2017

[1602.] SUSANA DE SOUSA DIAS [II] || LUZ OBSCURA

* DOCUMENTÁRIO DE SUSANA DE SOUSA DIAS *

PORMENOR DE FOTOGRAFIA DE ALBINA FERNANDES PATO (1928 - 1970) DANDO A MÃO A RUI E ISABEL PATO


PORMENOR DA FOTOGRAFIA PRISIONAL DE ANTÓNIA JOAQUINA MONTEIRO [18 DE JULHO DE 1963]


Esta fotografia consta da Biografia Prisional de Antónia Joaquina Monteiro (n. 1921), presa pela primeira vez em 18 de Julho de 1963.


Muito obrigado a Gina Pato pelas informações partilhadas.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

[1593.] ALBINA FERNANDES (PATO) [IV] || SUSANA DE SOUSA DIAS [I]

* LUZ OBSCURA *

|| DOCUMENTÁRIO DE SUSANA DE SOUSA DIAS (2017) QUE TEVE NA ORIGEM A FOTOGRAFIA DE CADASTRO DE ALBINA FERNANDES COM O FILHO (19/12/1961) ||

Nota/correcção muito importante: o excerto desta fotografia de Luz Obscura corresponde ao rosto de Antónia Joaquina Monteiro, primeira companheira de Octávio Pato e mãe da Álvaro e Isabel Pato, tendo sido tirada pela PIDE em 18 de Julho de 1963. 


Feminae. Dicionário Contemporâneo, publicado pela CIG em 2013, inseriu a biografia, então possível, de Albina Fernandes (Pato) [05/01/1929 - 02/10/1970], procurando retirar do anonimato historiográfico uma mulher que optou por se empenhar na luta contra o fascismo, com elevado preço pessoal, político e de vida. 

Porque o Dicionário não é de venda pública, publica-se aqui, pela primeira vez, o texto completo.

[Feminae - Dicionário Contemporâneo || CIG || 2013]

NOTA: Os pais de Albina Fernandes eram naturais do Porto e chamavam-se Agostinho Ferreira da Silva e Clara Fernandes.

[João Esteves]

domingo, 5 de janeiro de 2014

[0442.] MARIA RODRIGUES PATO [I]


Uma vida de resistência a caminho das prisões políticas salazaristas * 
[1949-1974] 

Casada com João Floriano Baptista Pato, Maria Rodrigues Pato nasceu em outubro de 1900. 

Mãe de Abel, Carlos Alberto (1921-26/06/1950) e Octávio Floriano Rodrigues Pato (1925-1999), “sogra” de Albina Fernandes (1929-1970) e avó de Álvaro Pato, militantes comunistas. 

Foi a mulher que mais tempo caminhou para as prisões fascistas para ver aqueles familiares, presos, em simultâneo, ou de forma continuada, a partir da década de 40: segundo palavras do neto Álvaro, "percorreu milhares de quilómetros a andar de cadeia para cadeia"


[pp. 27-31]

Em 1974, em conversa com a jornalista Gina de Freitas, publicada a 25 de setembro de 1974 no Diário de Lisboa, contou o que foram “30 anos de sofrimento”, entre maio de 1949 e abril desse ano, a partir do momento em que a PIDE prendeu o filho Carlos, morto em Caxias depois de barbaramente torturado com 130 horas de estátua e sem lhe prestarem assistência médica, apesar das insistências dos outros presos, tendo guardado “uns sapatos dele, todos rebentados devido a ter ficado muito inchado por causa das torturas” [A força ignorada das companheiras, p. 30]. 

Depois detiveram Abel, empregado bancário, para ver se denunciava Octávio Pato, na clandestinidade desde 1945; de seguida, em 1961, calhou a vez a este e a Albina Fernandes, sua companheira, serem detidos com os dois filhos pequenos em Caxias; e, por último, em 1973, foi o neto, preso onze meses e um dia, sendo libertado de Peniche em 26 de abril de 1974. 
[João Esteves]

* Júlia Coutinho, no blogue As Causas da Júlia, insere a fotografia de Maria Rodrigues Pato, assim como a respectiva entrevista publicada no Diário de Lisboa *