[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sábado, 27 de outubro de 2018

[1884.] MARIA VELEDA || ESTRELA DO MINHO | 1902

* MARIA VELEDA || 02/11/1902 *

1.ª página de 2 de Novembro de 1902 do periódico Estrela do Minho, de Vila Nova de Famalicão, dedicada a Maria Veleda e enviada por Amadeu Gonçalves, a quem, mais uma vez, muito se agradece.


[Estrela do Minho || N.º 377 || 02/11/1902]

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

[1616.] AMADEU GONÇALVES [I]

* OS PARTIDOS POLÍTICOS E A I REPÚBLICA: O CASO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO (1895-1926) *

[Amadeu Gonçalves || Museu Bernardino Machado/C. M. de V. N. de Famalicão || 2017]

Este livro de Amadeu Gonçalves, editado pelo Museu Bernardino Machado e Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e com Introdução do Professor Norberto Ferreira da Cunha, é particularmente esclarecedor quanto às ligações entre a evolução do republicanismo nacional e suas implicações locais, assim como, por vezes, se verifica o inverso.

Numa análise minuciosa, factual e atenta à dinâmica e contradições das diversas relações pessoais, sociais, económicas e políticas locais, Amadeu Gonçalves põe em evidência como Famalicão funcionou, desde antes da implantação da República, como um microcosmos das aspirações, desilusões e divisões dos republicanos, acompanhando o que se passava no resto do país.

Os republicanos famalicenses foram marcados por acordos e desacordos, uniões e dissensões, lutas eleitorais com alternância de vencedores e vencidos, sem nunca abdicarem da intervenção cívica que, nalguns casos se prolongou na oposição à Ditadura Militar e ao Estado Novo.

Num levantamento exaustivo, estão lá todos os nomes, de 1895 a 1926, os periódicos associados, os contextos em que cada um se moveu, as divisões e subdivisões em grupos e subgrupos e a afirmação de cidadania de cada um e de todos.

Um excelente contributo de Amadeu Gonçalves, contextualizado pela síntese introdutória do Professor Norberto da Cunha, para a percepção da evolução do republicanismo e da República em Famalicão e em Portugal.


[...]

sexta-feira, 27 de junho de 2014

[0695.] NATALINA BASTOS [I]

* NATALINA MORA PEREIRA BASTOS *
[1914-2011]
[in Lúcia Serralheiro, Mulheres em grupo contra a corrente, 2011]
Professora, terá nascido no Porto a 26 de Julho de 1914 [e não em 1915] e faleceu, na mesma cidade, a 1 de Agosto de 2011. 

Colaboradora da revista portuense Pensamento, subscreveu, em 1934, com com Aida Mesquita, Antónia Girão Azuaga Santos, Berta Neves, Cândida Bastos, Cecília Moreira, Claudina Martins, Ema Rosine Cunha, Henriqueta Mesquita, Laura Neves de Castro, Leopoldina Mesquita, Maria Clarisse Bastos, Maria Lucena e Maria Silva, o manifesto O dia do Armistício, distribuído profusamente no Porto e noutras terras do país. 

Presa em 14 de Maio de 1935 pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado do Porto, acusada de ter escrito e enviado “ao arguido João Dinis Cupertino de Miranda, uns versos que estão junto aos autos e em que demonstra claramente as suas ideias avançadas”, foi restituída à liberdade na mesma data.

Segundo Amadeu Gonçalves, no blogue Literatura e Filosofia, Natalina Bastos integrava então grupo “Jovens Liras”, composto por colaboradores da revista Pensamento, entre os quais João Dinis Cupertino de Miranda [1911-1993], com quem terá casado, tendo editado nesse ano o livro colectivo de poemas O nosso eu [Porto, Edições Pensamento, 1935]. Natalina Bastos era a "Lira de Oiro" e assinava com o pseudónimo Jodinal, enquanto aquele era a "Lira Irreverente" e tinha o pseudónimo Kupertinu. Do mesmo grupo, entre outros, fazia parte Armando Bacelar [1918-1998] (a "Lira Indómita") e Maria Clarisse, outra das subscritores do manifesto pacifista.

Novamente presa a 29 de Janeiro de 1937 e solta em 9 de Fevereiro.

Nos anos 40, participou no núcleo do Porto da Associação Feminina Portuguesa para a Paz (AFPP) e fez parte, enquanto 1.ª Vogal, da Direcção eleita para o ano de 1943-1944. 

Sócia, com o número 11969,  da Associação de Solidariedade Social dos Professores.

Lúcia Serralheiro, no livro dedicado àquela delegação, insere a fotografia aqui publicada de Natalina Pereira Bastos [Mulheres em Grupo Contra a Corrente, Rio Tinto, Evolua Edições, 2011] e Feminae. Dicionário Contemporâneo contém uma entrada dedicada a esta professora [Lisboa, Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, 2013].

[João Esteves]

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

[0406.] ELISA AMADO BACELAR [I]

- Armando Bacelar -

Armando Bacelar foi casado com Elisa Amado [Bacelar], importante activista do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, quer em Coimbra quer, posteriormente, no Porto. O percurso do casal merece particular importância no estudo do associativismo feminino da oposição antisalazarista. Era ainda cunhado de Eva Amado que, nos anos 40, também militou no núcleo de Coimbra da AFPP.

Acerca de Armando Bacelar, v. o Blog do Dr. Amadeu Gonçalves:


[29.08.1911]