[Cipriano Dourado]

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[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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terça-feira, 15 de novembro de 2016

[1545.] MULHERES: RESISTÊNCIAS QUOTIDIANAS, CLANDESTINIDADE E LUTA ARMADA [I] || IHC - FCSH-UNL

* COLÓQUIO INTERNACIONAL || 24-26 DE NOVEMBRO || IHC - FCSH-UNL *

* PROGRAMA *

|| 24 de novembro ||  Auditório 1 || FCSH ||

09:30 Recepção aos participantes

|| 09:45 - 11.30 || Mesa 1 ||

Vera Silva (CRIA-FCTUC), As insurgentes: resistências e lutas de mulheres nas prisões do Estado Novo.

Marta Romero-Delgado (Universidad Complutense de Madrid), Experiencias carcelarias: Castigo físico, social y simbólico contra las mujeres de los grupos armados peruanos.

Erik Zubiaga Arana (Departamento de Historia Contemporánea, Facultad de Ciencias Sociales, Universidad del País Vasco), «Subversivas». Mujeres ante los tribunales militares franquistas durante la inmediata posguerra (1937-1945). El caso de Vizcaya.

María Laura Martín-Chiappe (CCHS-CSIC/UAM), Exhumaciones de fosas de mujeres represaliadas por el franquismo: (re) pensando la violencia contra las mujeres.

Pausa

|| 11:45 -13.15 || Mesa 2 ||

Gabriela de Lima Grecco (Departamento de Historia Contemporánea de la Universidad Autónoma de Madrid), Mulheres censuradas: literatura clandestina durante a ditadura de Getúlio Vargas.

Lílian Lima Gonçalves dos Prazeres (Universidade Federal do Espírito Santo (Brasil), em intercâmbio na Università Ca'Foscari di Venezia) e Adelia Miglievich-Ribeiro (Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil), Nas entrelinhas de uma história de amor: a ditadura argentina no conto quarta versão de Luisa Valenzuela.

Víctor Benavides Escrivá (Asociación Cultural Instituto Obrero) e Cristina Escrivá (Universitat de València, Asociación Cultural Instituto Obrero), Las mujeres del Internado Escuela Durruti de Valencia, España 1937.

Almoço: 13.15 às 14.15

|| 14:15 às 16.00 || Mesa 3 ||

Beatriz Gomes (FLUL), Luta e Resistência das Mulheres Indígenas no Brasil.

Anouk Guiné (Facultad de Relaciones Internacionales de la Universidad de le Havre), Del Movimiento Femenino Popular al Movimiento Hijas del Pueblo: Tres generaciones de mujeres maoístas en el Perú (1963-2016).

Anabel Garrido Ortolá (UCM), Mujeres guerrilleras en Colombia: una historia de ausências.

Manuel Ramírez Chicharro (Instituto de Historia-CCHS), Redes de inserción y acción política de las mujeres cubanas en la insurrección contra el gobierno de Fulgencio Batista, 1952-1959.

Pausa para café

|| 16:15 – 17:35 || Mesa 4 ||

Lucía Vecino Souto (Universidade de Santiago de Compostela), Movimentos sociais na Galiza da primeira metade do século XX: O caso das camponesas galegas.

Paula Godinho (FCSH e IHC), Trânsitos mundiais: costureiras de Verín, entre experiência e expectativa.

Sara Porras Sánchez (UCM), La importancia de los hogares en la ciudad. Un análises feminista.

Pausa

|| 17:45 às 19:00 || Conferência Plenária ||

Cristina Viano (Universidade Nacional de Rosário): Las mujeres en las organizaciones armadas del cono sur latinoamericano: entre la revuelta cultural y la revolución política.

|| 25 de novembro || Sala T11 ||


|| 09:30 - 11.15 || Mesa 5 ||

Cláudia Susana Rodrigues de Araújo (FCSH), Muslima: arte e narrativa de guerra, protesto e resistência um projeto de Autodeterminação online.

Marcos Fábio Freire Montysuma (UFSC/UNL), “O diabo fazendo escaramuças na Terra de Santa Cruz” - Discursos misóginos sobre a Presidenta Dilma Rousseff nas redes sociais e na mídia brasileira.

|| Mesa 6 ||

Paulo Marques Alves (ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e investigador do DINÂMIA’CET-IUL), Da exclusão à sub-representação – dois séculos de relações problemáticas entre sindicatos e mulheres.

Maria João Antunes (FPCEUP) e Bruno Madeira (FLUP), O papel das mulheres na luta pela habitação no Porto durante 74-75.

Pausa

|| 11:30 -13.15 || Mesa 7 ||

Sérgio Valente (FLUP), Ruth Pflüger Lara: de exilada alemã a nacionalista angolana.

Gonzalo Vitón García (Universidad Autónoma de Madrid), Mulheres, debates e experiências. Aportes aos debates teóricos dos feminismos africanos desde a experiência de lutas das mulheres moçambicanas.
Catarina Antunes Costa (FLUP), Uma americana na FRELIMO: o caso do Instituto Moçambicano.

Anabela Silveira (FCSH-UNL), Langidila guerrilheira e dirigente nacionalista. O percurso de Deolinda Rodrigues no movimento nacionalista angolano.

Almoço: 13.15 às 14.15

|| 14:20 às 15:45 || Mesa 8 ||

João Esteves (CESNOVA), A militância feminina na luta e resistência antifascistas em Portugal na década de 40: redes legais e clandestinas da AFPP e do CNMP.

Maria João Raminhos Duarte (FLUL e ISMAT), As Companheiras algarvias.

Maria Alice Samara (IHC) e Vanessa de Almeida (IHC), Vidas clandestinas: história de vida de S.

|| 16.00 – 17:20 || Mesa 9 ||

Ana Bigotte Vieira (IHC), Maria Madalena de Azeredo Perdigão, a formação de um "povo pop" e a "curadoria da falta".

Dunia Etura (Universidad de Valladolid) e Virginia Martín Jiménez (Universidad de Valladolid), Feminismo y televisión pública durante el franquismo: la lucha por la igualdad en los contenidos informativos.

José Manuel Peláez Ropero (Centro de Estudos de Comunicacão e Sociedade da Universidade do Minho- Instituto de Cultura y Tecnología Miguel de Unamuno de la Universidad Carlos III de Madrid) e Beatriz de las Heras Herrero (Universidad Carlos III de Madrid), Mujeres en y para una guerra: España, 1936-1939. Análisis a través de la mirada del fotógrafo Santos Yubero, cronista gráfico de Madrid.

Pausa para café

|| 17:30 – 19:00 || Mesa 10 ||

José M. Faraldo (Universidad Complutense de Madrid), Double Resistance: Women against Nazis and Soviets in Central and Eastern Europe (1939-1948).

Cristina Nogueira (IHC), Mulheres fora dos carris. Suspeição política e actos de sobrevivência das classes pobres.

Sara Martín Gutiérrez (Universidad Complutense de Madrid), Las obreras de la HOAC/F en las huelgas del franquismo: de la solidaridad a la protesta.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

[1515.] AS MULHERES E AS GUERRAS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO [II] || ANABELA SILVEIRA

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL *
[AQUI e AQUI]


|| 28 DE SETEMBRO || 15 HORAS || FCSH/UNL ||

|| BEATRIZ PINHEIRO: POR ANABELA SILVEIRA ||


"De pacifista a defensora da Guerra. O percurso singular de Beatriz Pinheiro (1871-1922)"


CONFERENCISTA: Anabela Silveira (IHC-FCSH/NOVA)

Anabela Silveira é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Mestre em História da Educação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Doutorada em História pela Universidade do Porto com a tese Dos nacionalismos à Guerra, os movimentos de libertação angolanos -1945/1965. Investigadora integrada no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A sua dissertação de Mestrado teve como título: Bata preta, cinto vermelho, gola branca: subsídios para o estudo do ensino privado em Portugal durante o Estado Novo, teve ensejo de trabalhar também História de género. Tem-se debruçado sobre esta feminista republicana, fundamentalmente a partir da revista Ave Azul. Dentro desta temática efectuou a comunicação “O pensamento feminista de Beatriz Pinheiro a partir da revista viseense Ave Azul (1899/1900)”, no II Congresso da I República e do Republicanismo, Lisboa, 2/10/2014.



RESUMO: De pacifista a defensora da Guerra. O percurso singular de Beatriz Pinheiro (1871-1922)


"Beatriz Pinheiro, natural de Viseu onde nasceu em 1871, foi republicana, feminista, pedagoga, escritora, pacifista, membro da Liga Portuguesa da Paz e da Liga republicana das Mulheres Portuguesas. Correligionária de Afonso Costa no Partido Democrata, defendeu a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial.

Nas páginas da revista viseense Ave Azul (1899-1900), de que era directora juntamente como o marido Carlos de Lemos, deixou muito do seu pensamento republicano, feminista e pacifista. Na Chronica, com que abre o número 15, de Outubro de 1899, Beatriz Pinheiro discorre sobre a importância da manutenção da paz, esse “ideal deslumbrantíssimo” pois “a Humanidade já não precisa da Guerra para progredir; é na Paz que hoje estão os elementos do progresso: e o Progresso é a lei da Humanidade”. Ao enaltecer o papel da mulher na consecução de uma cultura de paz, aproveita para divulgar a fundação, em Lisboa, a 18 de Maio daquele ano, da Liga Portuguesa da Paz, presidida por Alice Pestana. Beatriz Pinheiro veio a ser uma das primeiras «correspondentes» da Liga na «província», sendo sua representante em Viseu.

Se em 1909 adere à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, como propagandista republicana Beatriz Pinheiro usava a imprensa para a difusão das suas ideias, colaborando em periódicos como A Beira, Almanaque de Senhoras, Alma Feminina ou A Crónica. A militância republicana dos directores da Ave Azul alimentou tais anti-corpos em Viseu, que o casal teve de abandonar a cidade nos primeiros anos do século XX. Depois da instauração da República, Beatriz Pinheiro passou a residir em Lisboa, leccionando no Liceu Maria Pia. Foi precisamente neste Liceu que, a 8 de Junho de 1916, proferiu a célebre conferência “A mulher Portuguesa e a Guerra Europeia”.   A comunicação, que aqui proponho, tem por objectivo analisar os dois discursos, proferidos e escritos com dezassete anos de diferença, e perceber o caminho percorrido de militante pacifista à defenda da participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial."