[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sábado, 27 de maio de 2017

[1603.] ZÍLIA OSÓRIO DE CASTRO [I] || 26/05/2017

* HOMENAGEM A ZÍLIA OSÓRIO DE CASTRO || BIBLIOTECA NACIONAL || 26 DE MAIO *

|| "FACES DE EVA E OS ESPELHOS DE CLIO" ||

|| ORADORAS: ANNE COVA | REGINA TAVARES DA SILVA ||

|| LEITURA DE POESIA: MARIA JOSÉ AREAL ||

 

[Biblioteca Nacional de Portugal || 26 de Maio de 2017]

quarta-feira, 2 de março de 2016

[1381.] MULHERES & CIÊNCIA [II] || 8 DE MARÇO DE 2016

* SEMINÁRIO MULHERES E CIÊNCIA *

|| MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA || 8 DE MARÇO DE 2016 || AUDITÓRIO MANUEL VALADARES ||

[Como tem sido profundamente injusto o esquecimento a que tem sido votado a esposa de Manuel Valadares, a bióloga, e também cientista, MARIA DA COSTA VALADARES]

No próximo dia 8 de Março, Dia Internacional d Mulher, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência organiza o Seminário "MULHERES & CIÊNCIA" para debater, numa perspetiva multidisciplinar, o papel e a história das mulheres na investigação científica e na educação em Portugal - Séculos XIX e XX.




domingo, 28 de fevereiro de 2016

[1366.] MULHERES & CIÊNCIA [I] || 8 DE MARÇO DE 2016

* SEMINÁRIO MULHERES E CIÊNCIA *

|| MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA || 8 DE MARÇO DE 2016 || AUDITÓRIO MANUEL VALADARES ||

No próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência organiza o Seminário “Mulheres & Ciência” para debater, numa perspetiva multidisciplinar, o papel e a história das mulheres na investigação científica e na educação em Portugal, entre os séculos XIX e XX.

O Seminário decorre no Auditório Manuel Valadares, das 10h00 às 17h00.






quarta-feira, 17 de junho de 2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

[0975.] HINNERK BRUHNS [I]

* SEMINÁRIO DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS DE HISTÓRIA


** HINNERK BRUHNS - CNRS/EHESS, PARIS ** 

- 15 DE MAIO // 15h00 // Sala Polivalente // ICS-ULISBOA -

 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

[0810.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXII]

* NOS 100 ANOS DO CNMP || 1914-2014 *



Inserido nas Jornada Internacionais Falar de Mulheres - 10 anos depois, decorreu hoje de manhã a evocação do centenário do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Foram também oradores Anne Cova e Paulo Guinote, tendo a sessão sido moderada por Natividade Monteiro. 

O CNMP foi constituído há 100 anos, em Março de 1914, e merece ser evocado, celebrado e estudado por razões óbvias.

Apenas  algumas notas. 

1.º O CNMP sobreviveu durante 33 anos, tornando-se a organização de mulheres que mais tempo perdurou durante todo o século XX: nasceu e cresceu durante a 1.ª República; conheceu a Ditadura Militar; e foi extinta pela Ditadura do Estado Novo, em 28 de Junho de 1947.

2.º Durante esses anos sobressaem 3 nomes, embora só 2 é que permanecem vivos, historiograficamente falando:
  • Adelaide Cabete, nome mais sonante desde a fundação até 1935, ano em que faleceu.
  • Maria Lamas, que está associado aos três últimos anos do CNMP e que lhe deu nova vida.
  • Maria Clara Correia Alves, o nome “esquecido” e que foi essencial nos primeiros anos da sua existência até à viragem da década de 10 para a de 20.

3.º Os 33 anos do CNMP foram desiguais, passando por várias fases:
  • A década de 1910, que corresponde ao início, teve como principais dinamizadoras Adelaide Cabete e Maria Clara Correia Alves. Está ainda por esmiuçar o porquê do surgimento em Março de 1914, quando ainda subsistiam a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e a Associação de Propaganda Feminista, organizações lideradas por correlegionárias de Adelaide Cabete? Os republicanos e maçónicos já não confiavam em Ana de Castro Osório ou era uma orientação internacional que se impunha às feministas portuguesas?
  • Na década de 1920, quando a República estava já a soçobrar, atingiu o seu primeiro ponto alto ao tornar-se uma organização feminista com impacto em Portugal e no estrangeiro mediante os 6 congressos internacionais e 4 nacionais a que esteve associado entre 1920 e 1929. É também nestes anos que maçónicas repartiram os sucessivos corpos gerentes.
  • Com o endurecimento da ditadura Militar e a sua mutação em Estado Novo, sobrevive com muitas dificuldades e ambiguidades, verificando-se um difícil equilíbrio do CNMP com as outras organizações de mulheres criadas pela ditadura: OMEN e MPF. Talvez por o CNMP não ser então uma organização “segura”, as mulheres de esquerda tenham avançado para a fundação da Associação Feminina Portuguesa para a Paz (1935-1952). Até 1935, mesmo quando estava em Angola, Adelaide Cabete continuava a ser a sua figura tutelar.
  • Em meados da década de 40 deu-se o renascimento do CNMP com a eleição de uma direção presidida por Maria Lamas.

4.º O CNMP tinha começado como uma organização republicana e feminista, embora se declarasse apolítica e arreligiosa, e acabava como uma agremiação antifascista.

  •  A forte adesão de jovens mulheres universitárias, intelectuais e oposicionistas por altura do fim da II Guerra não foi um acaso.
  • Em torno do CNMP, da AFPP, do MUD e do MUD Juvenil despontava a segunda geração de mulheres oposicionistas.
  • A resistência ao fascismo não se deu só no masculino e continua a ser um erro crasso não ver o alcance da militância política, para além da cultural, destas mulheres.

5.º Em conclusão, o CNMP deixa, pelo menos, dois legados: enquanto aglutinador de republicanas, feministas e maçónicas num primeiro momento e, na última fase, enquanto mobilizador e dinamizador da oposição feminina antifascista.

6.º Alguns estudos sobre o CNMP:


sábado, 31 de dezembro de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

[0368.] MARIA VELEDA [XIX] || MEMÓRIAS [III]

* MARIA VELEDA || MEMÓRIAS NA BMRR || 05 DE ABRIL DE 2011 *


Um sentido obrigado à Natividade Monteiro e a Maria José Guerreiro da Franca, bisneta de Maria Veleda, pela excelente edição das Memórias de Maria Veleda e pela comovente e familiar sessão realizada hoje na Biblioteca Museu República e Resistência, que contou também com a presença das netas Maria Leonor e Maria Ester, contribuindo, assim, para perpetuar a memória desta invulgar republicana.

* MARIA VELEDA *

Contemporânea de Adelaide Cabete, Ana de Castro Osório, Angelina Vidal, Carolina Beatriz Ângelo e Beatriz Pinheiro de Lemos, Maria Veleda interveio activamente no processo de transição da Monarquia para a República, notabilizando-se nos acontecimentos sociais, políticos e educativos. E embora não seja tão conhecida como aquelas companheiras, não deixando obra publicada para além de alguns contos e uma colectânea de discursos, datada de 1909, manteve regular colaboração na imprensa e editou, no jornal República, em 1950, as suas Memórias, quando já tinha quase 80 anos.


Estas, constituem um dos raros documentos de uma protagonista feminina desse período e são elucidativas dos obstáculos que as mulheres tinham de enfrentar quando procuravam a sua independência, mesmo na área do ensino, tradicionalmente considerada mais acessível. Reflectem ainda a esperança e o desencanto que o regime republicano transportou consigo.

Nascida em Faro, em 1871, só na viragem do século é que começou a ganhar notoriedade: começou por exercer a profissão de professora no Algarve, Alentejo e, finalmente, em Lisboa; ambicionou ser escritora e acabou a lutar pela implantação da República; promoveu a emancipação feminina; liderou o movimento reivindicativo dos docentes do ensino livre; e foi pioneira das campanhas de protecção às crianças de rua.

É com a partida para Lisboa, em 1905, que começou a desvincular-se da produção literária e a sua vida mudou de rumo, ao empregar-se como professora regente no Centro Escolar Republicano Afonso Costa. De dia, ensina as crianças e, à noite, convivia com os principais dirigentes republicanos que frequentavam a casa, iniciando aí a sua formação política.

Começou por assistir a conferências e sessões de propaganda e, cedo, passou a oradora e a redigir artigos de opinião sobre questões feministas e educativas, onde defendeu a emancipação política e económica da mulher e combateu a educação congreganista.

Ainda durante a Monarquia, procurou implementar, juntamente com Ana de Castro Osório, Escolas Maternais, e esteve na origem da criação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Foi no âmbito desta organização que promoveu a criação, em 1909, da Obra Maternal, organismo que visava proteger e educar as crianças de rua sem família, abandonadas ou vítimas de maus tratos. Dependia das contribuições dos respectivos subscritores e conseguiu recolher apenas nove crianças. Aliás, esta dedicação às crianças contribuiu para a sua nomeação para Delegada da Tutoria Central de Infância de Lisboa, onde exerceu funções entre 1912 e 1941.

Maria Veleda preocupou-se igualmente com a situação do sexo feminino, tendo criado, em 1911, o Grupo das Treze, como forma de combater as superstições e, em 1914, promoveu a Escola Solidariedade Feminina, orientada por uma educação moderna e sem recorrer a castigos corporais. O projecto não vingou, devido ao reduzido número de inscrições.

Com a implantação da República, lutou pela sua consolidação, denunciando os oportunistas e adesivos; participou em campanhas de esclarecimento; combateu a ditadura de Pimenta de Castro; e apoiou convictamente a intervenção de Portugal na Guerra.

Desiludida com o rumo da Liga Republicana, ainda fundou, em 1915, a Associação Feminina de Propaganda Democrática, organização assumidamente política e que visava apoiar a acção de Afonso Costa. Mas as divergências e cisões entre os políticos republicanos; a instabilidade governativa; as revoltas e revoluções constantes; a resignação de Manuel de Arriaga; o consulado sidonista; e a noite sangrenta de 19 de Outubro de 1921, fizeram com que abandonasse prematuramente as actividades de carácter político, ainda que nunca tivesse abdicado dos seus ideais.

Morreu em 1955, com 84 anos de idade.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

[0367.] MARIA VELEDA [XVIII] || MEMÓRIAS [II]

* MARIA VELEDA || MEMÓRIAS *


O lançamento, amanhã, dia 5 de Abril de 2011, das Memórias de Maria Veleda, com introdução, transcrição e anotações da historiadora Natividade Monteiro, é um acontecimento extremamente importante a vários níveis.

- As Memórias são o único testemunho memorialista feminino dos acontecimentos que antecederam a implantação da República e reflectem o empenhamento das mulheres republicanas na construção do novo regime.

- Comprovam que a República também foi uma construção no feminino, antes e depois da Revolução de 5 de Outubro de 1910.

- São paradigmáticas na forma como revelam a necessidade do republicanismo capitalizar a intervenção feminina, de modo a acelerar a corrosão da Monarquia.

- Evidenciam os sobressaltos por que a mulher, ainda para mais mãe solteira e com um filho adoptivo a cargo, passava para conseguir sobreviver e obter emprego, mesmo na área do ensino, tradicionalmente considerada mais acessível.

- A sua publicação é uma justa homenagem a uma republicana íntegra e coerente que sempre serviu a República e nunca se serviu dela, nem por ela foi beneficiada: “a República não me concedeu favores nem a mim nem aos meus – e disso me orgulho.