[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

[0903.] JÚLIA AGUIAR [LIMA] [I]

* JÚLIA AGUIAR [LIMA] *

[Pormenor de uma fotografia de grupo retirada do livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira,
Joaquim Namorado - O herói no "Neo-realismo mágico", Lápis de Memórias, 2014] 

Quão difícil é reconstruir o percurso de cidadania de muitas e muitas mulheres que intervieram na Resistência ao Estado Novo. Elas estiveram lá, lutaram, participaram, arriscaram... quando tantos e tantos nada arriscavam. Quarenta anos depois do 25 de Abril, não deixa de ser preocupante, e mesmo incomodativo, que se continue a não reparar nelas e esteja ainda por fazer a sua História, tarefa tanto mais difícil quando, por vezes, os dados são escassos e as memórias vivas vão rareando.

Em Feminae - Dicionário Contemporâneo inseriu-se um pequeno texto sobre Júlia Aguiar para que os historiadores e os vindouros não se desculpem com a sua inexistência. 


Em Agosto, na Figueira da Foz, no livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira dedicado a Joaquim Namorado, descobriu-se o rosto de Júlia Aguiar numa fotografia de grupo, ao lado do marido, o advogado Lino Lima, e onde constam outros nomes a merecer posterior referência.  

"Casada com Lino de Carvalho Lima [21/02/1917-06/01/1999], conhecido advogado bracarense e militante comunista desde os primórdios da década de 40 até ao falecimento. 

Quando residia em Famalicão com o marido, militou na Delegação do Porto da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, sendo sua vice-presidente em 1943-1944. 

Aquando da candidatura de Ruy Luís Gomes à presidência da República, participou no comício realizado a 3 de Julho de 1951 em Rio Tinto, Porto, e assistiu à carga violenta da PSP depois de aquele já ter terminado, da qual resultaram ferimentos nos que rodeavam o candidato, incluindo o marido. 

José Ricardo, nome com que Lino Lima assinou Romanceiro do Povo Miúdo. Memórias e Confissões, dá indicações sobre Júlia Aguiar enquanto esposa, nomeadamente nas visitas quando preso, e cumplicidades política e partidária entre ambos.

Faleceu antes do companheiro, encontrando-se ambos sepultados no Cemitério de Vermoin." 

Estes dados, a completar brevemente, foram publicados em Feminae, editado em 2013 pela CIG.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

[0886.] ELISA AMADO BACELAR [II]

* ASSOCIAÇÃO FEMININA PORTUGUESA PARA A PAZ *

|| COIMBRA || PORTO ||

* ELISA AMADO BACELAR *

Filha de Augusto Amado e de Maria da Luz Sá Amado, nasceu em Coimbra e faleceu no Porto. 

Irmã de Maria de Lourdes [n. 05/03/1906], de Eva [n. 21/01/1908] e de Abílio Amado [n. 29/12/1912].

Casou com Armando Filipe Cerejeira Pereira Bacelar [25/09/1918-02/09/1998], advogado e militante comunista na década de 40. 

Para além de ter sido impulsionadora do núcleo de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, juntamente com Madalena Coelho Marques de Almeida, também pertenceu à Delegação do Porto, sendo a sócia nº 102, com residência em Vila Nova de Famalicão. 

Em 1942, viveu em Braga, cidade onde o marido estava a prestar um ano de serviço militar como oficial miliciano e em cuja casa, na Rua da Cónega, se realizaram várias reuniões políticas, nomeadamente com o casal Lino Carvalho de Lima [1917-06/01/1999] e Júlia Aguiar Lima. 

Subscreveu, no período a seguir à Guerra, as listas para a constituição do Movimento de Unidade Democrática (MUD).

Em 1949, aquando da prisão de Álvaro Cunhal [1913-2005] e de Militão Bessa Ribeiro [13/08/1896-02/01/1950] no Luso e sua transferência para a sede da PIDE do Porto, foi uma das pessoas que contribuiu para a divulgação da detenção daqueles e evitou que ela passasse despercebida aos familiares e à opinião pública. 

Em junho de 1958 participou, juntamente com Maria das Dores Cabrita e Cecília Areosa Feio, no 4º Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres realizado em Viena.

Segundo investigação do Dr. Amadeu Gonçalves, assinou, em 1938, diversos textos no periódico O Trabalho, de Viseu. Colaborou na Vértice, revista de arte e cultura fundada em Coimbra em maio de 1942. Traduziu vários livros de história e de filosofia.

As duas irmãs - Maria de Lourdes e Eva - integraram a Delegação de Coimbra da AFPP e Eva e Abílio Amado foram presos pela PIDE em 1962.  

Feminae - Dicionário Contemporâneo [Lisboa, CIG, 2013], inseriu a biografia possível de Elisa Amado.

O livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira dedicado a Joaquim Namorado – O herói do “Neo-realismo mágico” contém uma fotografia de grupo onde se pode ver, entre outros, Elisa Amado e Armando Bacelar e o casal Lino Lima e Júlia Lima.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

[0721.] JOAQUIM NAMORADO / GUILHERMINA NAMORADO / MARIA JOSÉ NAMORADO

* ASSOCIAÇÃO FEMININA PORTUGUESA PARA A PAZ || CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || COIMBRA *

Texto imprescindível para compreender o poeta, cidadão e militante Joaquim Namorado, contém ainda informações sobre Guilhermina Namorado, sua esposa, nome associado à fundação, em 1942, do núcleo de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz e, mais tarde, do núcleo local do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Também a irmã, Maria José Vitorino Namorado, esteve, em 1946, associado à criação deste organismo local.

A delegação de Coimbra da AFPP e a do CNMP envolveram mais de uma centena de nomes de mulheres que merecem destaque, investigação e divulgação. 

Alguns desses nomes já foram aqui referidos: Madalena Coelho Marques de Almeida, Maria Regina Dias Carvalheiro, Maria Judite Pinto Mendes de Abreu, Laura Celeste Tavares Mendes Lemos, Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes Nemésio, Lucinda Mendes [Saboga]

[0720.] JOAQUIM NAMORADO [I]

NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO
[Alter do Chão, 30 de Junho de 1914 - Coimbra, 29 de Dezembro de 1986]

[Lápis de Memórias, 2014]