[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

[1947.] PEDRO JOAQUIM FAZENDA [I] || CONSPIRAÇÕES CONTRA A DITADURA MILITAR (1929 e 1931)

* PEDRO JOAQUIM FAZENDA *
[13/07/1877 - 05/04/1965]

[Pedro Joaquim Fazenda || 03/05/1929 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Teresa de Jesus Veiga Fazenda e de Francisco António Fazenda, Pedro Joaquim Fazenda terá nascido em 13 de Julho de 1877 [Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926)], 1879 [Grande Enciclopédica Portuguesa e Brasileira] ou 1880 [ANTT, Cadastro Político 3219] na Vidigueira.

Foi funcionário da Junta do Crédito Público e director-secretário do Montepio Oficial, antes de se tornar professor ao concluir os cursos de Ciências Histórico-Geográficas e de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Leccionou, então, nos Liceus Camões e Gil Vicente e nas Escolas Industriais Machado de Castro e Rodrigues de Freitas.

Dirigiu o Diário da Tarde em 1912 e, em 1918, foi eleito Deputado pelo círculo de Aljustrel, tendo sido preso por "ordem superior" em 6 de Dezembro de 1919, provavelmente acusado de conspirar com elementos monárquicos [Cadastro Político 3219].

Durante o ministério chefiado por Álvaro de Castro, foi, entre 19 de Dezembro de 1923 e 19 de Janeiro de 1924, Governador Civil de Lisboa.

Em 25 de Abril de 1929, quando era professor do Liceu Pedro Nunes, foi preso, acusado de estar envolvido em conspirações contra a Ditadura Militar e manter ligações a Álvaro de Castro [ANTT, PROCESSO CRIME PSE DE PEDRO JOAQUIM FAZENDA]. 

[Pedro Joaquim Fazenda || 03/05/1929 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Em 16 de Maio de 1929, partiu para Bragança por lhe ter sido aí fixada residência [Processo 4308].

Dois anos depois, Pedro Joaquim Fazenda tomou parte activa na Revolta de 26 de Agosto de 1931, sendo acusado de conspirar com vários militares.

[Pedro Joaquim Fazenda || 03/05/1929 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Em Setembro de 1935, encontrava-se fugido e, em 30 de Maio de 1936, foi julgado no Tribunal Militar Especial que o considerou abrangido pela amnistia concedida pelo Decreto-Lei n.º 26.636, de 25 de Maio de 1936 [Processo 183/935, do TME].

NOTA: Atenção ao uso indevido das imagens sem a devida autorização do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 3219 [Pedro Joaquim Fazenda / PT-TT-PIDE-E-001-CX14_m0744, m0744a, m0744b].
ANTT, Livro de Cadastrados, Fotografia 2023 [Pedro Joaquim Fazenda / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903_m0031].

A. H. de Oliveira Marques (Coordenador), Paulo Guinote, Pedro Teixeira de Mesquita e João José Alves Dias: Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926), Assembleia da República - Edições Afrontamento, 2000.

[João Esteves]

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

[1571.] CRUZADA DAS MULHERES PORTUGUESAS [XV] || EXPOSIÇÃO DA BNP

* CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DA BNP || 2016 *

[As doze enfermeiras: aqui]

Catálogo || Cruzada das Mulheres Portuguesas

Coord. || Luís Sá e Manuela Rêgo

Textos || Isabel Lousada, João José Alves Dias, Maria Lúcia de Brito Moura, Natividade Monteiro 

Edição impressa não disponível || Ebook €4.00 (IVA incluído)

"Descrição: 

A Cruzada das Mulheres Portuguesas (CMP), inspirada em La Croisade des Femmes Françaises, foi fundada a 20 de março de 1916 por um grupo de 80 mulheres, em que se incluíam Elzira Dantas Machado, mulher do presidente da República, Bernardino Machado, Ana de Castro Osório, Ana Augusta de Castilho, Antónia Bermudes e Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinto [Pinho]

A CMP foi a herdeira da Comissão Feminina «Pela Pátria» (1914), que tinha como objetivo prestar assistência aos lesados da Grande Guerra.

A CMP não se ficou pelas campanhas de recolha de donativos, pela confeção e distribuição de bens e agasalhos aos mais carenciados e pelo apoio aos soldados. 

Desenvolveu a sua ação através de comissões (Propaganda, Enfermagem e Assistência aos Militares Mobilizados), promoveu a organização de cursos destinados a preparar enfermeiras e a criação de um hospital, o qual, instalado no antigo convento de Arroios, sob a presidência de Ester Norton de Matos, visava a reinserção dos mutilados regressados da frente de batalha.

A CMP impulsionou também a criação de inúmeros estabelecimentos, tendo em vista quer o desenvolvimento das capacidades profissionais, quer o acolhimento aos mais desfavorecidos, nomeadamente a casa de trabalho em Xabregas, e promoveu a abertura de creches, escolas e orfanatos.

Criou ainda, em França, o Hospital Militar Português em Hendaia.

Esta obra é composta por três partes: um conjunto de estudos da autoria de Isabel Lousada, Maria Lúcia de Brito Moura, Natividade Monteiro e João José Alves Dias; um catálogo, que tem por base a documentação enviada para a Biblioteca Nacional, em 1917, pela Comissão Feminina «Pela Pátria», destinada ao projetado Museu de Guerra; e uma antologia de textos de Albino Forjaz de Sampaio, Ana de Castro Osório, Leal da Câmara e outros, publicados na imprensa da época sobre a Aldeia Portuguesa, um projeto idealizado por Leal da Câmara, em colaboração com Teixeira Lopes, que visava construir na Flandres um local que perpetuasse a memória dos portugueses que intervieram na Grande Guerra e onde pudessem ser enterrados os soldados mortos."