[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 18 de novembro de 2018

[1920.] JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [X] || MANUEL FERNANDES TOMÁS. A REVOLUÇÃO DE 1820

MANUEL FERNANDES TOMÁS. A REVOLUÇÃO DE 1820 *
[Recolha, Prefácio e Notas de José Tengarrinha]

1.ª Edição: Seara Nova, 1974 || 2.ª Edição: Caminho, 1982



[Editorial Caminho || 1982]

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

[1889.] JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [IX] || DIÁRIO DA GUERRA CIVIL (1826 - 1832)

* DIÁRIO DA GUERRA CIVIL (1826 - 1832), DE SÁ DA BANDEIRA [Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo Sá da Bandeira (marquês de)] ||  RECOLHA, PREFÁCIO E NOTAS DE JOSÉ TENGARRINHA *

2 Volumes || Seara Nova || 1975





[Sá da Bandeira || Diário da Guerra Civil || Seara Nova || 1975]

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

[1875.] JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [VIII]

* JOSÉ TENGARRINHA: "O PROFESSOR E O HISTORIADOR" *

[12/04/1932 - 29/06/2018]

SEARA NOVA || N.º 1744 || 2018 || OUTONO



[Seara Nova || 1744 || 2018 || Outono]

segunda-feira, 2 de julho de 2018

[1840.] JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [VII]

* NA DERRADEIRA DESPEDIDA A JOSÉ TENGARRINHA *

[Fotografia retirada do Cartão de Estudante da Faculdade de Letras da UL, datado de 20 de Setembro de 1963 || in José Tengarrinha: o Passado que ilumina o futuro / Diálogo com José Jorge Letria, Guerra e Paz, 2015]

Quando os desígnios nacionais parecem confinar-se à glorificação, exaustiva, do efémero, as palavras de Viriato Soromenho-Marques na derradeira despedida a José Tengarrinha - sobre o Homem, o Cidadão, o Resistente libertado em 27 de Abril de 1974, o Político, o Democrata, o Constituinte, o Professor, o Investigador, o Amigo -, coroadas pelas de Margarida Tengarrinha – evocativas da fraternidade inabalável de uma vida -, mereceriam extravasar para outras audiências, nomeadamente as académicas, que só se enobreceriam com a afirmação da sua presença.

[João Esteves]

domingo, 1 de julho de 2018

[1839.] JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [VI]

* JOSÉ TENGARRINHA || HISTÓRIA DA IMPRENSA PERIÓDICA PORTUGUESA || 1965 *

[José Tengarrinha || Portugália Editora || 1965]

Na cuidada e pouco conhecida Fotobiografia de Agostinho Fernandes - Um industrial inovador, um coleccionador de arte, um homem de cultura, Coordenada por José da Cruz Santos e Direcção Gráfica de Armando Alves (2000), José Manuel Tengarrinha testemunha a importância do proprietário da Portugália Editora e do seu projecto editorial ao acolher e dar voz a muitos dos intelectuais antifascistas perseguidos pelo fascismo português: "Quando saí da prisão em Janeiro de 1962 e fui expulso do ensino e do jornalismo, foi lá que tive acolhimento, passando a viver de traduções". 

Na inovadora "Colecção Portugália", inspirada e dirigida por Augusto da Costa Dias, editaram-se, entre outros, livros deste, de António Borges Coelho, de Alexandre Cabral, de Armando Castro, de Alberto Ferreira, de Joel Serrão, de Victor de Sá e de José Tengarrinha, nomeadamente a Obra Política de José Estêvão (2 vols.) e a primeira edição da História da Imprensa Periódica Portuguesa (1965), dedicada à irmã Margarida Tengarrinha.




[José Tengarrinha || Portugália Editora || 1965]

sexta-feira, 29 de junho de 2018

[1838.] JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [V]

* JOSÉ MANUEL TENGARRINHA (1932 - 2018) *



José Tengarrinha foi um dos escassos Professores dignos desse título que tive enquanto aluno de História da Faculdade de Letras.

As aulas de “História de Portugal (Séculos XVIII-XX)”, com o trabalho de equipa em torno de “A base social do liberalismo na Revolução burguesa de 1820 a 1834”, e o Seminário de Opção “Greves Operárias em Portugal no Século XX”, com dezenas de milhares de páginas lidas e/ou folheadas referentes ao período entre 1870 e 1890, fizeram-me acreditar que, afinal, estava no Curso certo.

O projecto colectivo do levantamento das Greves em Portugal nos Séculos XIX e XX, pioneiro e muito influenciado pelo estudo de Michelle Perrot "Les Ouvriers en grève: France 1871-1890", datado de 1973, era inovador e fascinante, tendo proporcionado a catalogação exaustiva de muitas centenas de paralisações até então desconhecidas.

Com o Professor Tengarrinha, aprendi a arte metódica de saber ler, interpretar e citar com rigor (jornal, número, data, título da notícia, página, coluna) a imprensa periódica.

Temporariamente seu Monitor, conversámos muito, com frequência na Biblioteca Nacional e, raras vezes, na sua casa do Estoril. Num tempo de grande proximidade, em que se aprendia com o que se escutava dos outros.

Em 1984, presenciei a tentativa, frustrada, de o sanear, meticulosamente planeada por quem julgava que se tratava do elo mais fraco de um conjunto de Professores que urgia afastar do corpo docente de História.

Então, perante professores e assistentes coniventes ou receosos de reagir junto dos novos poderes emergentes, os alunos e ex-alunos foram inexcedíveis e souberam lutar pela permanência do professor Tengarrinha na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa: movimentaram-se, denunciaram o caso, intervieram junto dos órgãos directivos, recorreram à comunicação social (jornais, rádio e televisão) e fizeram greve(s). Não se calaram, tendo alguns dos protagonistas desses dias sido seriamente prejudicados enquanto estudantes e nas carreiras académicas.

Dez anos depois, José Tengarrinha voltava a entrar na Faculdade de Letras através dos seus alunos!

No dia da sua partida, num desenlace esperado, fica a delicadeza de trato, a capacidade de escutar, a amabilidade, o saber e a amizade, mesmo que só nos reencontrássemos muito esporadicamente.

E fica, também, a sua duradoura luta antifascista, só sendo libertado com o 25 de Abril de 1974, o trabalho político desenvolvido com o MDP/CDE e a renovação da historiografia, com estudos incontornáveis na área da Imprensa e dos Movimentos Sociais.

Até sempre, Professor Tengarrinha!

[João Esteves]

domingo, 19 de julho de 2015

[1033.] JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [IV]

* ALGUMA COISA É DITA, MUITO MAIS FICOU POR DIZER *



[Guerra e Paz, 2015]

A propósito deste pequeno livrinho, que rapidamente se devora iniciada a leitura, vale a pena referir que José Tengarrinha entrou duas vezes na Universidade pelas mãos dos estudantes. 

A primeira, mencionada neste diálogo com José Jorge Letria, em 1974, na sequência do 25 de Abril. A segunda, exatamente dez anos depois, em 1984, aquando da tentativa frustrada do seu saneamento meticulosamente planeado por quem julgava que se tratava do elo mais fraco de um conjunto de Professores que urgia afastar do corpo docente de História.

Então, perante professores e assistentes coniventes ou receosos de reagir junto dos novos poderes emergentes, os alunos e ex-alunos foram inexcedíveis e souberam lutar pela permanência do professor Tengarrinha na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa: movimentaram-se, denunciaram o caso, intervieram junto dos órgãos diretivos, recorreram à comunicação social (jornais, rádio e televisão) e fizeram greve(s). Não se calaram, tendo alguns dos protagonistas desses dias sido seriamente prejudicados enquanto estudantes e nas carreiras académicas. 

[Diário de Lisboa, 3 de Dezembro de 1984]


Um dia valerá a pena voltar a este "episódio" que visou, também, atingir António Borges Coelho e Hernâni Resende. 
  
[Diário Popular, 3 de Dezembro de 1984]

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[0907.] DEMOCRATAS DE BRAGA - TESTEMUNHOS E EVOCAÇÕES [II]

* TESTEMUNHOS DA RESISTÊNCIA AO ESTADO NOVO NO DISTRITO DE BRAGA *

|| 7 DE FEVEREIRO DE 2012 || MUSEU BERNARDINO MACHADO || VILA NOVA DE FAMALICÃO ||

|| JOSÉ MANUEL TENGARRINHA APRESENTA O LIVRO OS DEMOCRATAS DE BRAGA (EDIÇÕES HÚMUS), ORGANIZADO POR ARTUR SÁ DA COSTA, HENRIQUE BARRETO NUNES E JOSÉ VIRIATO CAPELA ||



v. BLOGUE DOPRESENTE, de AMADEU GONÇALVES
+
BLOGUE BERNARDINO MACHADO, DO DR. MANUEL SÁ MARQUES

sábado, 21 de junho de 2014

[0680.] ALBERTO FERREIRA [I]

[05.10.1920-10.12.2000]

Um resistente e um Homem íntegro, injustamente esquecido, que comecei por conhecer enquanto ímpar professor e pedagogo no Liceu Camões, depois do 25 de Abril, sempre pronto a conviver com os mais novos e a ouvi-los, em sala de aula ou em voltas incessantes pelo pátio, mesmo com aqueles que não eram seus alunos (como era o meu caso). 

Reencontrei-o, depois, em casa dos meus pais. A ele e à Maria José Marinho, pois a filha, também Maria José Marinho, já a conhecia.

Mas foi na Faculdade de Letras e na Biblioteca Nacional, durante a década de 1980, que mais contatámos e conversámos, convidando-me, sempre que nos cruzávamos, para a sua mesa, a que se juntavam, não raras vezes, entre outros, os professores José Tengarrinha e Manuel Ferreira. 

Afetuoso, sensível, excelente ouvinte e, simultaneamente, um contador de histórias e de História que a todos prendia, dotado de uma cultura vastíssima, muito contribuiu para a minha formação enquanto cidadão interessado pela História e Histórias, interpelando, com interesse genuíno, o estado dos meus trabalhos.

domingo, 20 de abril de 2014

[0599.] SILÊNCIOS... JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [III]

[0598.] SILÊNCIOS... JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [II]

Para que se perceba uma pequena parte do percurso de José Manuel Tengarrinha até 1974.


[0597.] SILÊNCIOS... JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [I]

* HISTÓRIA E HISTÓRIAS DAS OPOSIÇÕES *

01. Reescrevendo, a História das Oposições e da Resistência à Ditadura não é só uma listagem de nomes, embora também o seja.

02. Há nomes, sobretudo de mulheres, que importa redescobrir, tarefa tanto mais difícil por muitas destas não terem sido presas ou não constarem, directamente, de processos da polícia política.

03. Será possível continuar a silenciar na historiografia nomes como Maria Helena Magro, que viveu e morreu na clandestinidade sem nunca ter sido identificada, ou Cecília Simões Areosa Feio, cujo papel no seio da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos não é demais salientar? 

04. O que se aplica às mulheres, muito mais silenciadas, ignoradas ou menosprezadas pela historiografia, também se estende aos homens. Não se pode reduzir a notas de rodapé o papel oposicionista desempenhado por José Manuel Tengarrinha, um dos presos políticos libertados a 27 de Abril de 1974, nos anos sessenta e setenta, nomeadamente no âmbito da CDE/Comissão Democrática Eleitoral.

05. A História é sempre uma reconstrução de quem a escreve. E, como tal, depende de opções de quem a faz.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

[0591.] Presos Políticos - 18 de Abril de 1974


- 15 Presos a 18 de Abril de 1974 - 

[Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, Presos Políticos - Documentos 1972-1974, Iniciativas Editoriais, 1975]