[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 19 de junho de 2016

[1497.] O 25 DE ABRIL EM COIMBRA [I]

* A FORÇA DO POVO. O 25 DE ABRIL EM COIMBRA *

|| TEXTO: VICTOR COSTA || IMAGENS: ALEXANDRE RAMIRES ||

|| COIMBRA || LÁPIS DE MEMÓRIA || 2014 ||


O 25 de Abril de 1974 foi uma conquista (e não uma dádiva).

Este livro de Victor Costa, embora comece a narrativa em 1969, com o fortalecimento do Movimento Democrático de Coimbra, é elucidativo quanto ao papel das forças progressistas para o fazer triunfar perante um poder consolidado e decidido a resistir.

Dado muito significativo é o cerco à sede da PIDE de Coimbra, feito pelos populares, ter começado em 26 de Abril e só ter terminado ao fim de quatro tensos dias, em 30 de Abril, quando à hora do almoço os agentes foram finalmente retirados da Rua Antero de Quental pelos militares e levados para Peniche.

Por aqui passa também a constituição dos novos poderes democráticos, nomeadamente na Universidade, na Cidade, na representação do Estado, nas Autarquias do Distrito.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

[1495.] RUI NAMORADO [I]

* ABRIL ANTES DE ABRIL. A CRISE UNIVERSITÁRIA DE COIMBRA DE 1969 *

[LÁPIS DE MEMÓRIA || 2016]

Embora Rui Namorado tenha sido um dos "protagonistas" da Crise Académica de 1962, tendo sido preso em 19 de Maio, libertado em 30 de Maio e expulso por dois anos da Universidade de Coimbra, este livro representa uma reflexão documentada sobre os acontecimentos de 1969 em Coimbra, constituindo um importante e diferenciado contributo para a sua análise.

Como o título sugere, com "a incorporação de estudantes de Coimbra nas forças armadas" "pode dizer-se que houve uma excepcional contaminação de rebeldia no exército português que viria a dar frutos, hoje, evidentes, no 25 de Abril de 1974." [p. 17].


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

[1072.] VASCO PAIVA [I]

* CRÓNICAS DE UM TEMPO NOVO || NOVEMBRO DE 2014 *

  

[Coimbra, Lápis de Memória, 2014]

Numa cuidada edição de Lápis de Memória, pequenas Histórias de Homens e Mulheres que em terras de Aveiro, de Coimbra, de Vila Real, entre 1974 e 1988, quiseram e souberam lutar por um "Tempo Novo".

Para além do testemunho sobre pessoas - anónimas ou conhecidas -, episódios, acontecimentos vividos fraternalmente, com humor, camaradagem e "imensa alegria", constitui um importante documento sobre as esperanças que o 25 de Abril trouxe e os obstáculos diários que muitos tiveram de transpor para o levar a certas terras e zonas.

Escrito de uma forma simples mas cativante, tão cativante que se lê sem parar, não foi fácil encontrá-lo nas actuais livrarias! Sinais dos  tempos...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

[0903.] JÚLIA AGUIAR [LIMA] [I]

* JÚLIA AGUIAR [LIMA] *

[Pormenor de uma fotografia de grupo retirada do livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira,
Joaquim Namorado - O herói no "Neo-realismo mágico", Lápis de Memórias, 2014] 

Quão difícil é reconstruir o percurso de cidadania de muitas e muitas mulheres que intervieram na Resistência ao Estado Novo. Elas estiveram lá, lutaram, participaram, arriscaram... quando tantos e tantos nada arriscavam. Quarenta anos depois do 25 de Abril, não deixa de ser preocupante, e mesmo incomodativo, que se continue a não reparar nelas e esteja ainda por fazer a sua História, tarefa tanto mais difícil quando, por vezes, os dados são escassos e as memórias vivas vão rareando.

Em Feminae - Dicionário Contemporâneo inseriu-se um pequeno texto sobre Júlia Aguiar para que os historiadores e os vindouros não se desculpem com a sua inexistência. 


Em Agosto, na Figueira da Foz, no livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira dedicado a Joaquim Namorado, descobriu-se o rosto de Júlia Aguiar numa fotografia de grupo, ao lado do marido, o advogado Lino Lima, e onde constam outros nomes a merecer posterior referência.  

"Casada com Lino de Carvalho Lima [21/02/1917-06/01/1999], conhecido advogado bracarense e militante comunista desde os primórdios da década de 40 até ao falecimento. 

Quando residia em Famalicão com o marido, militou na Delegação do Porto da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, sendo sua vice-presidente em 1943-1944. 

Aquando da candidatura de Ruy Luís Gomes à presidência da República, participou no comício realizado a 3 de Julho de 1951 em Rio Tinto, Porto, e assistiu à carga violenta da PSP depois de aquele já ter terminado, da qual resultaram ferimentos nos que rodeavam o candidato, incluindo o marido. 

José Ricardo, nome com que Lino Lima assinou Romanceiro do Povo Miúdo. Memórias e Confissões, dá indicações sobre Júlia Aguiar enquanto esposa, nomeadamente nas visitas quando preso, e cumplicidades política e partidária entre ambos.

Faleceu antes do companheiro, encontrando-se ambos sepultados no Cemitério de Vermoin." 

Estes dados, a completar brevemente, foram publicados em Feminae, editado em 2013 pela CIG.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

[0729.] JOSÉ GOMES DOS SANTOS [V]

* JOSÉ GOMES DOS SANTOS *
[1899-1991]
[Manifestação de 26/04/1974 - Coimbra,
in Victor Costa e Alexandre Ramires, A força do Povo. O 25 de Abril em Coimbra, Lápis de Memórias, 2014]
- MUD JUVENIL - 1946 -
[in Alberto Vilaça, O MUD Juvenil em Coimbra. História e estórias, Campo das Letras, 1998]


Na década de 1930, em parte devido ao caso que envolveu o jornal A Verdadeligado a Afonso Costa e com alguns números publicados clandestinamente e escondidos no armazém do pai [João Gomes Júnior, 0363], José Gomes dos Santos "passou" por Peniche (1933), Fortaleza de Angra do Heroísmo e Aljube (1939-1940), onde "conviveu" com Miguel Torga, de quem tinha toda a obra autografada e com dedicatória, caso raríssimo naquele autor. 

Alberto Vilaça descreveu, no seu livro À Mesa d'A Brasileira, a importância do relacionamento de José Gomes dos Santos com escritores, artistas e inteletuais.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

[0721.] JOAQUIM NAMORADO / GUILHERMINA NAMORADO / MARIA JOSÉ NAMORADO

* ASSOCIAÇÃO FEMININA PORTUGUESA PARA A PAZ || CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || COIMBRA *

Texto imprescindível para compreender o poeta, cidadão e militante Joaquim Namorado, contém ainda informações sobre Guilhermina Namorado, sua esposa, nome associado à fundação, em 1942, do núcleo de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz e, mais tarde, do núcleo local do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Também a irmã, Maria José Vitorino Namorado, esteve, em 1946, associado à criação deste organismo local.

A delegação de Coimbra da AFPP e a do CNMP envolveram mais de uma centena de nomes de mulheres que merecem destaque, investigação e divulgação. 

Alguns desses nomes já foram aqui referidos: Madalena Coelho Marques de Almeida, Maria Regina Dias Carvalheiro, Maria Judite Pinto Mendes de Abreu, Laura Celeste Tavares Mendes Lemos, Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes Nemésio, Lucinda Mendes [Saboga]

[0720.] JOAQUIM NAMORADO [I]

NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO
[Alter do Chão, 30 de Junho de 1914 - Coimbra, 29 de Dezembro de 1986]

[Lápis de Memórias, 2014]