[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

[1137.] CLÁUDIA DE CAMPOS [I] || 25/05/1906

* CLÁUDIA DE CAMPOS *

[1859 - 1916]

A Vanguarda de 25 de Maio de 1906 destina a “Galeria Feminista” à escritora e feminista Cláudia de Campos, acompanhada de fotografia.

 [Vanguarda, 25 de Maio de 1906]

sábado, 4 de janeiro de 2014

[0440.] BEATRIZ PINHEIRO [I]

Beatriz Paes Pinheiro de Lemos
[1872-14/10/1922]



- Escritora e professora.

- Filha de Francisco Pinheiro e de Antónia Paes de Figueiredo,  nasceu em Viseu, em 1872. 

- Pertenceu à geração das republicanas e feministas portuguesas mais relevantes do princípio do século XX. 

- Fez a estreia literária na revista académica A Mocidade, quando ainda era aluna do liceu. 

- Com o marido, Carlos de Lemos, poeta e professor do Liceu de Viseu que, em 1909, foi Presidente da Comissão Municipal Republicana, sendo então perseguido pelo seu posicionamento político, dirigiu a revista literária Ave Azul (1899-1900). 

- Aí assinou textos dedicados à emancipação feminina e, considerando que o feminismo pretendia “pôr a mulher em condições de viver dignamente na sociedade, por meio do seu trabalho, sem precisar dum homem que a mantenha” [15/11/1899, p. 500], incitou as mulheres à luta, para “que reivindiquem os seus direitos, que façam por conquistar a igualdade civil e política, que sejam nos bancos das Escolas as dignas rivais dos mais inteligentes e dos mais estudiosos” [15/8/1899, p. 324]. 

- Nos seus escritos, revelou-se defensora da independência económica das mulheres e considerava que ela só era possível de alcançar com uma educação diferente para o sexo feminino.
- Colaborou nos periódicos A Beira, Nova Aurora (1900-1901), Almanaque das Senhoras* (1901, 1916, 1924), A Crónica (1900-1906), Alma Feminina (1907-1908), e O Garcia de Resende (1908-1909). 

- Correspondente local da Liga Portuguesa da Paz, dirigida por Alice Pestana, nunca deixou de caucionar a propaganda republicana e aderiu à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

- Empenhou-se na campanha a favor da aprovação da lei do divórcio e reivindicou o ensino e a enfermagem laicas, servindo-se da imprensa para difundir o seu ideal. 

- Diplomada em Ciências e Letras, terá começado a leccionar em 1900. Poucos anos volvidos sobre a implantação da República passou a residir em Lisboa, onde era professora provisória do Liceu Maria Pia e leccionava Francês, Geografia e História. 

- Foi escolhida, juntamente com Ana Augusta de Castilho, Ana de Castro Osório, Luthgarda de Caires, Joana de Almeida Nogueira e Maria Veleda, para fazer parte da comissão que deveria representar as feministas portuguesas no sétimo Congresso da International Women Suffrage Alliance, a realizar em Budapeste. 

- Em 8 de Junho de 1916, proferiu no Liceu Maria Pia a conferência “A Mulher Portuguesa e a Guerra Europeia”, editada pela Associação de Propaganda Feminista. 



- Segundo Henrique Perdigão, “deve-se-lhe a criação da Escola Liberal João de Deus, para raparigas pobres, fundada como protesto à educação congreganista por ocasião do célebre ‘caso Calmon’”, e pertenceu ao Instituto de Coimbra. 

- Faleceu em Lisboa, em 14 de Outubro de 1922.

 [João Esteves,
v. Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Lisboa, Livros Horizonte, 2005]

terça-feira, 16 de novembro de 2010

[0100.] LIGA PORTUGUESA DA PAZ [I]

* ESTATUTOS DA LPP || 15/11/1899 *



Em sessão de 15 de Novembro de 1899, aprovam-se os Estatutos da Liga Portuguesa da Paz presidida por Alice Pestana.

domingo, 7 de novembro de 2010

[0070.] CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS [I] || OLGA MORAIS SARMENTO [I]

* CARTÃO PARA OLGA MORAIS SARMENTO || CNMP *


Cartão, sem data, enviado no sentido de se diligenciar na constituição de um Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas ainda na 1.ª década do século XX.

"Fundado em Março de 1914, sob a égide da médica ginecologista Adelaide Cabete (1867-1935), o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas tornou-se na mais importante e duradoura organização de mulheres da primeira metade do século XX português e foi a única a lograr perdurar para além do Armistício, mantendo actividade ininterrupta até 1947, quando as autoridades salazaristas determinaram o seu encerramento.

A primeira tentativa de se fundar em Portugal um Conselho terá surgido ainda na primeira década, quando Carolina Michaëlis de Vasconcelos apresentou à escritora Olga de Morais Sarmento a canadiana Mrs. Sânford, “vinda de longe, em viagem de propaganda, a fim de tentar a formação de um Conselho Nacional de Mulheres portuguesas dispostas a trabalharem energicamente a favor do Bem” . Num cartão, não datado, Carolina Michaëlis sugere-lhe que reunisse “em sua casa algumas senhoras que falam inglês – e que desejam colaborar no movimento feminista”, já que “prestava-nos, com certeza, um grande serviço”, podendo recorrer àquelas que constituíam a Liga Portuguesa da Paz. Tais diligências não tiveram consequências e só em 1914 é que ele se concretizaria, em resultado do empenho de Magalhães Lima, “grande republicano e incansável propagandista das ideias novas” , e da feminista Adelaide Cabete."

["Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947)", Faces de Eva, n.º 15, 2006, pp. 113-135]