[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

[2162.] PEDRO SOARES [II] MARIA LUÍSA COSTA DIAS [VII] || PEDRO E LUÍSA - MORRER ANTES DO FIM

* PEDRO SOARES || MARIA LUÍSA COSTA DIAS *

PEDRO E LUÍSA - MORRER ANTES DO FIM
[JUNHO DE 1975]

[Pedro Soares e Maria Luísa Costa Dias no exílio, em Itália || in Pedro e Luísa: morrer antes do fim || edições dêágâ || Junho de 1975]

[14 de Maio de 1975 || Cortejo fúnebre || in Pedro e Luísa: morrer antes do fim || Texto: Nuno Gomes dos Santos || Fotos: José Tavares || edições dêágâ || Junho de 1975]

sábado, 3 de janeiro de 2015

[0891.] ARMINDA DOS SANTOS SOARES [I]

* ARMINDA SOARES *


|| UMA MULHER NOS PREPARATIVOS DA FUGA DE PENICHE A 3 DE JANEIRO DE 1960 ||

[Gravura de Margarida Tengarrinha segundo desenho de Álvaro Cunhal]

Filha de Olívia dos Santos Espinho Soares e de Luís António Soares, antifascista que se opôs à ditadura salazarista, combateu na Guerra Civil de Espanha, foi preso e esteve internado num campo de concentração em França aquando da Segunda Guerra Mundial.

Irmã de Pedro dos Santos Soares [13/01/1915-10/05/1975], militante clandestino do Partido Comunista.

Casou, no início da década de 1940, com o advogado escalabitano Humberto Pereira Diniz Lopes [17/10/1919-23/11/1984], jovem militante do Partido Comunista, embora na legalidade, passando o casal a revelar as mesmas opções políticas. 

Segundo Teresa Lopes Moreira, Arminda Soares envolveu-se, em 1944, no projecto do Club Literário Guilherme de Azevedo e do Grupo Pró-Cultura dos Empregados no Comércio para fundar o primeiro jardim-de-infância em Santarém, projecto pioneiro que durou apenas três meses.

A partir de 1946, a militância política fez com que Humberto Lopes fosse várias vezes preso nas cadeias políticas, passando Arminda Soares a visitar quer o marido, quer o irmão Pedro. 

Arminda também conheceu a prisão durante quatro meses, entre 24 de dezembro de 1953 e 24 de abril de 1954, quando o marido estava novamente detido e condenado a dois anos e meio, acusado de pertencer ao Movimento Nacional Democrático.

Quando Humberto Lopes e Pedro Soares se encontravam presos no Forte de Peniche e se preparou a fuga de Álvaro Cunhal, do irmão e de outros camaradas em janeiro de 1960, Arminda dos Santos Soares constituía o primeiro sinal para a confirmar, através da visita dominical ao marido, o que não sucedeu pelo facto dos planos terem sido antecipados uma semana. 

Recorrendo novamente às palavras de Teresa Lopes Moreira, inscritas no Correio do Ribatejo de 31 de outubro de 2014, "o divórcio e a morte do irmão e da cunhada [Maria Luísa Costa Dias] num acidente [9 de maio de 1975] tornaram-na mais amarga, mas não quebraram os laços da militância".

Feminae - Dicionário Contemporâneo, editado em 2013 pela CIG, inseriu a biografia possível de Arminda dos Santos Soares, constituindo um primeiro passo para a divulgação e estudo do seu percurso político. Por sua vez, os textos de Teresa Lopes Moreira no Correio do Ribatejo permitem redescobrir o percurso comum do casal.

terça-feira, 24 de junho de 2014

[0690.] MARIA LUÍSA COSTA DIAS [VI]


[1916-1975]
[in Movimento Democrático de Mulheres (MDM), Toponímia no Feminino na Região de Setúbal, 2013]

[0689.] MARIA LUÍSA COSTA DIAS [V] || PEDRO E LUÍSA - MORRER ANTES DO FIM

* PEDRO E LUÍSA - MORRER ANTES DO FIM *
[JUNHO DE 1975]

Pedro e Luísa, morrer antes do fim
[Pedro e Luísa: morrer antes do fim || Texto: Nuno Gomes dos Santos || Fotos: José Tavares || edições dêágâ || Junho de 1975]

[informação via Margarida Castro]

domingo, 4 de maio de 2014

[0620.] MARIA LUÍSA COSTA DIAS [IV]

- Maria Luísa Palhinha da Costa Dias -

[15/10/1916-10/05/1975]

Maria Augusta Seixas escreveu uma extensa, detalhada e relevante biografia de Maria Luísa Costa Dias para Feminae. Dicionário Contemporâneo.
[in Feminae. Dicionário Contemporâneo, CIG, 2013]

[0619.] MARIA LUÍSA COSTA DIAS [III]

* MARIA LUÍSA PALHINHA DA COSTA DIAS *

[15/10/1916-10/05/1975]
- Biografia Prisional -



[Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, Presos Políticos no Regime Fascista VI – 1952-1960, Mem Martins, 1988, pp. 261-263]

[0618.] MARIA LUÍSA COSTA DIAS [II]



- Maria Luísa Palhinha da Costa Dias -
[15/10/1916-10/05/1975]

Crianças emergem da sombra: contos de clandestinidade, Lisboa, Edições Avante!, 1982.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

[0614.] FEMINAE [XXXI] - Letra M [V]

- ENTRADAS -


- LETRA M [V] -


0751. Maria Lúcia Ramos Frutuoso [Namorado]
0752. Maria Lucília Estanco Louro
Maria Luísa Costa Dias - v. Maria Luísa Palhinha da Costa Dias
0753. Maria Luísa Costa Silva Bastos
0754. Maria Luísa de Melo Carneiro Zagalo
0755. Maria Luísa de Sousa e Holstein
0756. Maria Luísa Domingas de Sales e Borja de Assis de Paula de Sousa e Holstein 
0757. Maria Luísa Faria de Magalhães
0758. Maria Luísa Maire 
0759. Maria Luísa Palhinha da Costa Dias
Maria Machado - v. Maria dos Santos Machado
0760. Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia de Azeredo Perdigão
Maria Madalena Azeredo Perdigão - v. Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia de Azeredo Perdigão
Maria Madalena Biscaia Farinha - v. Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia de Azeredo Perdigão
0761. Maria Madalena de Azevedo Duarte de Sousa Gerbert
Maria Madalena Martel Patrício - v. Maria Madalena Valdez Trigueiros de Martel Patrí-cio
0762. Maria Madalena Valdez Trigueiros de Martel Patrício
0763. Maria Manuela da Conceição Carvalho Margarido
0764. Maria Manuela de Brito e Castro de Figueiredo e Melo da Costa Lorena 
0765. Maria Margarida Canavarro de Meneses Fernandes Costa 
0766. Maria Margarida da Silva
0767. Maria Margarida Oliveira Pinto 
0768. Maria Matos
0769. Maria Micaela de Sousa Folque
0770. Maria Miquelina Monteiro
Maria Monjardino - v. Maria Medina Monjardino Brito do Rio
0771. Maria Ofélia Freire de Oliveira Corrêa 
0772. Maria Olímpia da Cunha Viana Vaz Simões Anjos
Maria O´Neill - v. Maria da Conceição Infante de Lacerda Pereira de Eça Custance O´Neill
0773. Maria Palmira Passos da Fonseca de Abreu Castelo Branco 
0774. Maria Peres
Maria Pia - v. Maria Seabra da Cruz Almeida
Maria Pia de Almeida - v. Maria Seabra da Cruz Almeida
0775. Maria Pia de Sabóia e Bragança [Rainha D.]
0776. Maria Pinto
0777. Maria Pinto Ribeiro
0778. Maria Portuzelos
0779. Maria Pureza 
0780. Maria Reis
Maria Ribeiro de Oliveira Freire - v. Maria da Graça Freire
Maria Rita Chiappe Cadet - v. Maria Rita Colaço Chiappe Cadet
Maria Rita Colaço Chiappe - v. Maria Rita Colaço Chiappe Cadet
0781. Maria Rita Colaço Chiappe Cadet 
0782. Maria Rita Mesquita
0783. Maria Rodrigues Pato

[Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

sábado, 11 de janeiro de 2014

[0463.] MARIA LUÍSA COSTA DIAS [I]

* MARIA LUÍSA PALHINHA DA COSTA DIAS *

[15/10/1916-10/05/1975]


Médica.

Nasceu em Coimbra a 15 de Outubro de 1916 e morreu com o marido, Pedro dos Santos Soares (1915-1975), num grave acidente de viação ocorrido a 09 de Maio de 1975.

Pertenceu ao Movimento de Unidade Democrática e ao Partido Comunista.

Em 1947, partiu em trabalho partidário com Pedro Soares para Moçambique, de onde regressou em 1950, entrando para a clandestinidade no ano seguinte.

Presa em 3 de Dezembro de 1953, em Palmela, recolheu ao Forte de Caxias e foi libertada a 18 de Dezembro de 1954.

Novamente presa com o marido em 5 de Dezembro de 1958. Torturada, saiu da prisão em 20 de Abril de 1962, depois duma campanha nacional e internacional a favor da sua libertação. Pesaria então pouco mais de 30 quilos.

Autora duma das treze cartas incluídas no manifesto enviado clandestinamente da Prisão de Caxias, datado de Maio de 1961, e dirigido às “organizações femininas e democráticas do mundo inteiro”, onde se fazia a denúncia das torturas e das condições em que as mulheres estavam presas:

“Fui julgada ao fim de dois anos de prisão preventiva e condenada a dois anos de prisão correccional e medidas de segurança. Tal condenação foi-me aplicada em contradição com as conclusões expressas pelo próprio tribunal que, tendo negado a comprovação dos factos essenciais de que era acusada pela PIDE, me condenou, agravando ainda a pena com medidas de segurança, apesar de me encontrar tão doente que tive de ser dispensada pelo tribunal de assistir ao julgamento.
O meu estado de saúde está profundamente abalado por doença grave e sem nenhum tratamento, dado que a assistência de que necessito não pode ser ministrada na prisão e é-me negado internamento hospitalar. Em Agosto de 1960 tive de ser submetida a uma intervenção cirúrgica urgente consequência daquela ausência de tratamento. As torturas psíquicas que então me foram infligidas pela PIDE, os violentíssimos choques que com ela tive de travar nas vésperas da operação e durante os escassos dias que estive hospitalizada, provocaram-me um estado de extremo depauperamento físico, um grave esgotamento nervoso que [se] mantém passado oito meses, encontrando-me ainda incapacitada de realizar qualquer actividade intelectual.
Neste estado precário de saúde foi-me aplicado, assim como a todos os outros presos da cadeia, alguns dos quais gravemente doentes, um castigo de dois meses em regime de subalimentação, cortes de visitas e de lanches.
Neste estado de saúde, de há três meses, tenho sido sujeita arbitrariamente a longos períodos de isolamento que fortemente têm abalado a minha saúde” [transcrição no Público por São José Almeida, 20/11/2004, p. 12].

Libertada, voltou de novo à clandestinidade.

Cumpriu missões na Argentina, Brasil e Chile e participou, com Cecília Areosa Feio, Maria da Piedade Morgadinho, Maria José Ribeiro e Sofia Ferreira, no Congresso Mundial de Mulheres realizado em Helsínquia (1969).

Integrou, depois de Abril de 1974, a delegação portuguesa à Assembleia Geral da ONU (Setembro de 1974).

Católica, teve funeral religioso.

Escreveu: Crianças emergem da sombra: contos de clandestinidade, Lisboa, Edições Avante!, 1982.

[JE]