[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

[0473.] MARIA MACHADO [V]


* MARIA DOS SANTOS MACHADO *
[1890-1958]

v. Blogue As Causas da Júlia

[0472.] MARIA MACHADO [IV]


* MARIA DOS SANTOS MACHADO *
[1890-1958]


 [pp. 23-26]

[0471.] MARIA MACHADO [III]


* MARIA DOS SANTOS MACHADO *
[1890-1958]

Biografia Prisional
 
 
[Comissão do livro negro sobre o regime fascista. Presos políticos no regime fascista. II. 1936-1939, Mira-Sintra, Presidência do Conselho de Ministros. Comissão do Livro Negro Contra o Regime Fascista, 1982, pp. 448-450]

[0470.] MARIA MACHADO [II] || DICIONÁRIO DOS EDUCADORES PORTUGUESES (2003)

* MARIA DOS SANTOS MACHADO *
[1890-1958]

[1958]

Nascimento: Vila da Calheta (S. Jorge, Açores) (25/02/1890)
Morte: Amadora (04/10/1958)

Biografia
Filha de Bartolomeu Silveira Lucas e de Maria dos Santos Teixeira. 

Nasceu na Ilha de S. Jorge, Açores, onde foi professora primária oficial e abriu uma biblioteca dirigida tanto a alunos como a adultos, de forma a estimular o contacto com a literatura. 

No Continente, continuou a orientar as suas aulas segundo o "Método Activo". 

Dirigiu uma escola destinada aos filhos dos ferroviários, encerrada pelas autoridades do Estado Novo; fundou uma biblioteca em Algés; leccionou português na sede da Liga dos Esperantistas Ocidentais. 

Era dirigente da Escola Primária nº 97 quando, em 1 de Agosto de 1936, foi detida pela primeira vez. 

Afastada do ensino público, por motivos políticos, tornou-se governanta e continuou a ensinar gratuitamente adultos.

Fundadora da Associação Feminina Portuguesa para a Paz (1936) e importante activista do Partido Comunista Português nas décadas de trinta e quarenta, tendo, inclusivamente, desempenhado tarefas em Paris (1937-1938). 

Maria Machado foi, por quatro vezes, presa entre 1936 e 1956 (Cadeia das Mónicas, Caxias). 

Segundo a Ficha da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, era conhecida pelos pseudónimos de "Rubina" e "Passionária Portuguesa".

[ver João Esteves, "Machado, Maria dos Santos", Dicionário de Educadores Portugueses, Edições ASA, 2003]

[0469.] MARIA MACHADO [I] || DICIONÁRIO NO FEMININO (2005)

* MARIA DOS SANTOS MACHADO *
[25/02/1890 - 04/10/1956]


Nasceu em Vila da Calheta, na ilha de S. Jorge, Açores. 

No exercício da sua actividade de professora do ensino primário, procurou pôr em prática métodos de ensino inovadores, baseados na Escola Activa. 

Organizou na ilha natal uma biblioteca, destinada aos alunos da sua escola e a toda a comunidade.
     
Inconformada com o ambiente limitado do arquipélago, cedo se transferiu para o continente, sendo colocada em Lisboa, na escola primária nº 97. 

A pedagogia inovadora que pratica granjeia-lhe a hostilidade do regime e é afastada do ensino público. Criou, então, uma escola particular para os filhos dos ferroviários de Campolide, encerrada pela polícia política, e fundou uma biblioteca em Algés.

No início dos anos 30, tornou-se esperantista e aderiu ao Partido Comunista Português. 

Na mesma década, integrou o Bloco Académico Anti-Fascista (BAAF) e a secção portuguesa do Socorro Vermelho Internacional.

O facto de leccionar português na Liga dos Esperantistas Ocidentais, considerada pela polícia política como um baluarte do PCP, constituiu o motivo da sua primeira prisão, a 1 de Agosto de 1936. Restituída à liberdade em Dezembro desse ano.

Em finais de Dezembro de 1937 ou em princípios de Janeiro de 1938, partiu para França. Em Paris, integra a Federação Portuguesa dos Emigrados neste país, uma organização frentista criada pelo PCP. 

Exerceu funções de relevo junto da Internacional Comunista e colabora também com membros do Partido Comunista Espanhol e do Partido Comunista Francês.

Regressou a Portugal em 1942, passou à clandestinidade e tornou-se numa das primeiras mulheres a viver nesta condição. 

Trabalhou nas tipografias clandestinas do PCP até 7 de Novembro de 1945, dia em que é presa no lugar de Barqueiro, freguesia de Maçãs de D. Maria, concelho de Alvaiázere. 

Restituída à liberdade a 31 de Agosto de 1947, voltou a Caxias a 20 de Dezembro de 1953 e, pela última vez, a 14 de Abril de 1954.

Já sexagenária e proibida de ensinar, trabalhou, para sobreviver, como governanta numa casa particular e bordando tapetes de Arraiolos. Continuou, gratuita e clandestinamente, a alfabetizar adultos. 

Morreu, subitamente, aos 66 anos, a 4 de Outubro de 1958, em plena rua da Amadora, quando procurava alojamento, após ter sido despejada, por pressão policial, do quarto em que vivia.

Existiu, entre 1975 e 1991, no âmbito da Reforma Agrária, uma unidade colectiva de produção com o nome de Maria Machado, no lugar de Fazendas do Cortiço, freguesia de Nª Sª do Bispo, concelho de Montemor-o-Novo.

[informações recolhidas em Teresa Fonseca, "Maria dos Santos Machado", Dicionário no Feminino, Lisboa, Livros Horizonte, 2005]