[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sexta-feira, 10 de maio de 2019

[2134.] ANTÓNIO DOMINGUES JUBILEU [I] || 18/01/1934 - MARINHA GRANDE

* ANTÓNIO DOMINGUES JUBILEU *
[28/10/1906 - 24/09/2004] 

[António Domingues Jubileu || 1934 || ANTT || RGP/15 || PT-TT-PIDE-E-010-1-15_P2_m0035b]

Por ter tido participação activa na Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934, juntamente com os irmãos Manuel [n. 06/12/1908] e Albino Domingos Jubileu [n. 01/06/1910], todos vidreiros da Marinha Grande, António Jubileu foi preso e deportado para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, de onde regressou em 23 de Julho de 1943 para seguir para Peniche, só sendo libertado em 25 de Dezembro do mesmo ano, após praticamente dez anos de cativeiro.

[António Domingues Jubileu || 10/03/1949 || ANTT || RGP/15 || PT-TT-PIDE-E-010-1-15_P2_m0035b]

Novamente preso em 6 de Março de 1949, na Marinha Grande, passou pelo Aljube, Caxias e Peniche. 

Apesar de ter sido absolvido pelo Tribunal Plenário Criminal de Lisboa de 6 de Dezembro de 1949, foi-lhe aplicada a medida de segurança e só saiu em liberdade condicional em 12 de Julho de 1951.

Retomou as actividades políticas clandestinas no âmbito do Partido Comunista e faleceu com 97 anos de idade, em 24 de Setembro de 2004.

O nome consta do Memorial de Homenagem aos Ex-Presos Políticos, inaugurado na Fortaleza de Peniche em 9 de Setembro de 2017.

[João Esteves]

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

domingo, 6 de maio de 2018

[1801.] FIRMINO DOMINGUES [I]

* FIRMINO DOMINGUES || 18 DE JANEIRO DE 1934 - MARINHA GRANDE || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO (1934-1940) *

Firmino Domingues foi um dos muito jovens vidreiros da Marinha Grande que participou na Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934 e que sofreu a deportação para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, onde permaneceu encarcerado cerca de seis anos.

[Firmino Domingues || ANTT || RGP/64]

Filho de Piedade Domingues e de Isidoro Domingues, Firmino Domingues nasceu na Marinha Grande em 18 de Agosto de 1908.

Vidreiro, este envolvido nos preparativos da Greve Geral Revolucionária de 18 de Janeiro de 1934, reunindo no Casal Galego com, entre outros, Álvaro de Carvalho, José Gregório e Pedro Pereira Amarante Mendes, o alfaiate Amarante que integrava o Comité Local do Partido Comunista.

Sob a chefia de Amarante, participou no assalto ao posto local da GNR armado de uma espingarda, integrou a escolta aos soldados que, após a rendição, foram levados para a Fábrica Nacional e, na Praça, fez frente às tropas idas de Leiria, disparando dois tiros [Processo 966].

[Firmino Domingues || ANTT || RGP/64]

Preso, foi entregue pelo Comando da PSP de Leiria à Secção Política e Social da PVDE em 1 de Fevereiro de 1934.

O Tribunal Militar Especial, reunido na Trafaria em 19 de Fevereiro, condenou-o a seis anos de desterro, multa de doze mil escudos e perda dos direitos políticos por dez anos [Processo 16/933, do TME].

Deportado para Angra do Heroísmo em 8 de Setembro de 1934, Firmino Domingues foi libertado em 24 de Junho de 1940, indo residir para Almoinhas - Leiria.

O seu nome consta da toponímia da Marinha Grande.

[Firmino Domingues || ANTT || RGP/64]

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 5116 [Firmino Domingues / PT-TT-PIDE-E-001-CX09_m0299, m0299a].

ANTT, Registo Geral de Presos/64 [Firmino Domingues / PT-TT-PIDE-E-10-1-64_c0142].

ANTT, Fotografia 2620 [Firmino Domingues / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-4-NT-8904_m0018].

[João Esteves]

terça-feira, 20 de março de 2018

[1772.] MANUEL SILVÉRIO [I]

* MANUEL SILVÉRIO || PARTICIPAÇÃO NO 18 DE JANEIRO DE 1934 - MARINHA GRANDE || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO (1934 - 1936) *

[Manuel Silvério || 1934 || ANTT || RGP/150]

Filho Teresa Ferreira e de Manuel Silvério, nasceu na Marinha Grande em 18 de Março de 1910.

Vidreiro, com o mesmo nome que o pai, participou, com 23 anos, nos preparativos da Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934: interveio na reunião realizada no Casal Galego, onde terá recebido duas bombas do alfaiate Amarante e, no dia 18, integrou o grupo que, no Valeirão, tentou impedir o avanço das tropas idas de Leiria. 

Entregue, em 27 de Janeiro de 1934, pelo Comando da PSP de Leiria à Secção Política e Social da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado.

[Manuel Silvério || 1934 || ANTT || RGP/150]

Julgado pelo Tribunal Especial Militar em 2 de Fevereiro e condenado a quatro anos de desterro, multa de oito mil escudos e  perda de direitos políticos por 12 anos [Processos 15 a 19 e 21-22/934, do TME].

Embarcou, em 8 de Setembro de 1934, para Angra do Heroísmo e ficou detido na Fortaleza de São João Baptista.

[Manuel Silvério || 1934 || ANTT || RGP/150]

Foi autorizado, em 27 de Dezembro de 1935, a cumprir a pena que faltava na terra da sua naturalidade. 

Regressado de Angra em 7 de Janeiro de 1936 e com residência fixada, ficou obrigado a apresentar-se semanalmente na Administração do Concelho da Marinha Grande.

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 5095 [Manuel Silvério / PT-TT-PIDE-E-001-CX14_m0164, m0164a].
ANTT, Registo Geral de Presos / 150 [Manuel Silvério / PT-TT-PIDE-E-10-1-150_c0326]

[João Esteves]

quinta-feira, 15 de março de 2018

[1767.] FRANCISCO DA CRUZ - "O COBRA MORTA" [I]

* FRANCISCO DA CRUZ (1909 - 1936) || GREVE GERAL DE 18 DE JANEIRO DE 1934 - MARINHA GRANDE || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO, ONDE FALECEU EM 1936 *

Vidreiro da Marinha Grande, Francisco da Cruz ("O Cobra Morta") participou na Greve Geral Revolucionária de 18 de Janeiro de 1934 e foi deportado para a Fortaleza de São Baptista, em Angra do Heroísmo, onde faleceu em 30 de Julho de 1936.

 [Francisco da Cruz || 1934 || ANTT || RGP/66]

Filho de Joaquina Custódia e de Frutuoso da Cruz, Francisco da Cruz nasceu em 25 de Setembro de 1909, na Marinha Grande.

Participou nos preparativos da Greve Geral de 18 de Janeiro, nomeadamente na reunião realizada no Casal Galego. 

 [Francisco da Cruz || 1934 || ANTT || RGP/66]

Detido na Marinha Grande pela Polícia de Leiria, tendo na sua posse uma espingarda caçadeira e vários cartuchos [Processo 963/SPS].

Entregue à Secção Política e Social da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado em 1 de Fevereiro de 1934.

 [Francisco da Cruz || 1934 || ANTT || RGP/66]

Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 19 de Fevereiro, reunido na Trafaria, foi condenado a cinco anos de desterro, dez mil escudos de multa e perda dos direitos políticos por oito anos [Processos 54, 56 a 63 e 72/934, do TME].

Embarcou, em 8 de Setembro de 1934, para a Fortaleza de São João Baptista e, segundo o Registo Geral de Presos, faleceu no Hospital Militar de Angra do Heroísmo em 30 de Julho de 1936. 

Tinha 26 anos de idade.

Mais uma vez, há discrepância quanto à data de nascimento que consta do Cadastro Político (1910) e a do Registo Geral de Presos (1909).

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 5129 [PT-TT-PIDE-E-001-CX09_m0442, m0442a].
ANTT, Registo Geral de Presos/66 [PT-TT-PIDE-E-10-1-66_c0146].

[João Esteves]

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

[1730.] ALBINO DOMINGOS JUBILEU [I]

* ALBINO DOMINGOS JUBILEU || 18 DE JANEIRO DE 1934 || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO *

[Albino Domingos Jubileu || ANTT || RGP/14]

Filho de Joaquina Josefa e de José Domingos [ou Domingues] Jubileu, Albino Domingos Jubileu nasceu na Marinha Grande em 1 de Junho de 1910.

Vidreiro da Marinha Grande, participou, tal como os irmãos António e Manuel, mais velhos, no movimento revolucionário de 18 de Janeiro de 1934.

Segundo o seu Cadastro Político [ANTT, Cadastros, 5142], participou na reunião preparatória ocorrida no Casal Galego, integrou, com Álvaro de Carvalho, José Gregório e Teotónio Martins, o grupo que atacou o posto local da GNR, e, por fim, colaborou no assalto ao Sindicato dos Vidreiros, sendo um dos responsáveis pela distribuição de cartuchos de caçadeira e transporte de duas bombas de choque que, no entanto, não utilizou.

Foi um dos vidreiros que socorreu o seu irmão Manuel Jubileu, ferido pela GNR de Leiria.

[Albino Domingos Jubileu || ANTT || RGP/14]

Entregue pela PSP de Leiria à Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) em 1 de Abril de 1934, foi julgado no Tribunal Militar Especial em 25 de Julho e condenado a 11 anos de degredo e multa de vinte mil escudos, ficando à disposição do governo depois de cumprida a pena.

Recorreu da pena, mas o mesmo tribunal confirmou-a uma semana depois, em 1 de Agosto.

Embarcou para a Fortaleza de são João Baptista, em Angra do Heroísmo, em 8 de Setembro de 1934, de onde só regressou em 9 de Julho de 1943. 

[Albino Domingos Jubileu || ANTT || RGP/14]

Permaneceu em Peniche até 25 de Dezembro, quando saiu em liberdade condicional.

O nome tanto aparece como Albino Domingos Jubileu como Albino Domingues Jubileu.

Consta do Memorial de Homenagem aos Ex-Presos Políticos, inaugurado na Fortaleza de Peniche em 9 de Setembro de 2017.

Fontes: ANTT, Cadastro Político 5142; RGP/14.

[João Esteves]

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

[1727.] OS TRÊS IRMÃOS JUBILEU [I] 18/01/1934 - MARINHA GRANDE

* ANTÓNIO, MANUEL E ALBINO DOMINGOS JUBILEU || GREVE GERAL DE 18 DE JANEIRO DE 1934 || DEPORTADOS PARA ANGRA DO HEROÍSMO *

Por terem tido participação activa na Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934, os três irmão António (28/10/1906 - 24/09/2004), Manuel (06/12/1908) e Albino Domingos Jubileu (01/06/1910), todos vidreiros da Marinha Grande, foram presos e deportados para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo.

[António Domingues Jubileu || ANTT || RGP/15]

António e Albino seguiram para os Açores em 8 de Setembro de 1934 e Manuel seguiu 15 dias depois, em 23 de Setembro.

Durante o movimento revolucionário, Manuel Domingos Jubileu "foi ferido por uma rajada de metralhadora e transportado em braços", nomeadamente pelo irmão Albino, "para o posto dos bombeiros, onde recebeu os primeiros tratamentos pelo médico da terra" [José Gregório, 1955]. 

[Manuel Domingos Jubileu || ANTT || RGP/155]

[Albino Domingos Jubileu || ANTT || RGP/14]

Os apelidos aparecem como Domingos ou Domingues.

[João Esteves]

domingo, 21 de janeiro de 2018

[1702.] RODRIGO HENRIQUES DOS SANTOS [I]

* RODRIGO HENRIQUES DOS SANTOS - "O CIDADÃO" || VIDREIRO DA MARINHA GRANDE *

[ANTT || RGP 167]

Filho de Adelaide de Jesus e de António Henriques, Rodrigo Henriques dos Santos nasceu no Lugar de Ordem, Marinha Grande, em 2 de Dezembro de 1911.

Vidreiro na Marinha Grande, conhecido por "O Cidadão", esteve envolvido nos acontecimentos revolucionários de 18 de Janeiro de 1934, sendo preso pela PSP de Leiria e entregue à PVDE em 5 de Fevereiro, por ter sido encontrado em sua casa uma bomba de dinamite.

Julgado pelo TME em 26 de Fevereiro de 1934, reunido na Trafaria, foi condenado a 10 anos de degredo e à pesada multa de 20 contos.

Tal como muitos outros presos políticos, embarcou para Angra do Heroísmo em 8 de Setembro e permaneceu no Forte de São João Baptista nove longos anos, até Junho de 1943.

Regressou em 9 de Junho e enviado para Peniche, saiu em liberdade condicional em 25 de Dezembro de 1943.

[ANTT || RGP 167]

Novamente detido em 30 de Setembro de 1947, na Marinha Grande, foi enviado para o Aljube e "classificado de difícil correcção" pelo 3.º Juízo Criminal de Lisboa. 

Em 2 de Outubro de 1947 entrou nas Cadeias Civis Centrais de Lisboa, de onde saiu em liberdade condicional em 15 de Junho de 1949.

[ANTT || RGP 167]

Preso, pela primeira vez, com 22 anos, Rodrigo Henriques dos Santos passou doze anos nas cadeias fascistas.


O nome consta do Memorial de Homenagem aos Ex-Presos Políticos inaugurado na Fortaleza de Peniche em 9 de Setembro de 2017.

Fontes: ANTT, Cadastro Político 5094; RGP 167.

[João Esteves]  

[1701.] JOSUÉ DOMINGUES [I]

* JOSUÉ DOMINGUES || VIDREIRO DA MARINHA GRANDE *

[ANTT || RGP 116]

Filho de Joaquina Pereira e de Francisco Domingues, Josué Domingues nasceu na Marinha Grande em 26 de Março de 1894.

Operário vidreiro, com 39 anos de idade tomou parte activa na Greve Geral de 18 de Março de 1934: participou numa reunião preparatória com António Guerra e, no dia do movimento revolucionário, integrou o grupo chefiado por José Domingues que tinha por missão a defesa da vila perante tropas idas de Leiria.

[ANTT || RGP 116] 

Armado de uma caçadeira, foi preso pela PSP de Leiria e entregue à Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) em 27 de Janeiro.

Uma semana depois, em 2 de Fevereiro, o TME condenou-o a quatro anos de desterro, oito mil escudos de multa e perda dos direitos políticos por 12 anos.

Embarcou para Angra do Heroísmo em 8 de Setembro, de onde regressou em 7 de Janeiro por ter sido autorizado, por proposta da PVDE e despacho do ministro do Interior, a cumprir a restante pena na sua terra. 

Saiu, então, em liberdade condicional com residência fixada, devendo-se apresentar todas as semanas perante a administração do concelho da Marinha Grande.

Desconhece-se o percurso posterior de Josué Domingues.

Fontes: ANTT, Cadastro 5131; ANTT, RGP, 116.

[João Esteves]

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

[1699.] JÚLIO DE SOUSA MARQUES [I]

* JÚLIO DE SOUSA MARQUES *

Passados 84 anos sobre a Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934, motivada pela ofensiva encetada pela Ditadura do Estado Novo contra os sindicatos livres, evoca-se Júlio de Sousa Marques, um dos participantes nos acontecimentos revolucionários da Marinha Grande e que foi, primeiro, deportado para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, e depois enviado para o Tarrafal.

[ANTT || RGP 118]

Filho de Guilhermina de Jesus Marques e de Gervásio Marques, Júlio de Sousa Marques nasceu na Marinha Grande em 1 de Março de 1905.

Operário vidreiro, registado na Polícia de Vigilância e Defesa do Estado como "O filho do mestre Gervásio" [ANTT, ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-4-NT-8904_m0019 / Fotografia 2633], Júlio de Sousa Marques interveio nos preparativos da greve, em ligação com José Gregório e Miguel Barbeiro, tendo participado no assalto ao posto local da GNR.

Preso e entregue à PVDE em 5 de Fevereiro de 1934, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial reunido na Trafaria em 24 do mesmo mês e condenado a 5 anos de degredo e perda dos direitos políticos por 10 anos.

Interpôs recurso e, como o mesmo tribunal confirmasse a sentença, embarcou para Angra do Heroísmo em 8 de Setembro.

Dois anos depois, em 23 de Outubro de 1936, integrou a primeira leva de presos políticos enviada para o Tarrafal, onde desembarcou em 29 do mesmo mês.

Regressou do Tarrafal em 15 de Julho de 1940 e libertado após 6 anos e meio de prisão, foi viver para Engenho, freguesia da Marinha Grande.

[ANTT || RGP 118]

Detido, novamente, em 1 de Outubro de 1941, foi libertado em 3 de Novembro.
  
[ANTT || RGP 118]

Faleceu em 1967, aos 61 anos de idade.

[João Esteves]