[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

segunda-feira, 10 de abril de 2023

[3267.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [CCVIII] || 1926 - 1933

PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCVIII * 

01318. Carlos António Bragança Parreira [1931]

[Major. Residência: Rua da Torre da Pólvora, 4 - Lisboa. Demitido do Exército por ter participado na Revolta da Madeira e enviado, em 12/05/1931, para Cabo Verde. Em 28/12/1932, foi comunicado pelo Ministério do Interior que estava abrangido pela amnistia de 05/12/1932, tendo regressado de Cabo Verde, onde estava com residência obrigatória, e apresentou-se na SVPS em 15/01/1933. Declarou ir viver para a rua da Torre da Pólvora.]

01319. José Silvano de Sousa ou Silvano de Sousa ou Silvano Teófilo de Sousa [1927, 1928, 1933, 1933]

[Silvano de Sousa || F. 05/09/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

["O Sousa Pasteleiro". Lisboa, c. 1895, pasteleiro. Filiação: Maria Narciso Serrano, Francisco José de Sousa. Casado. Residência: Rua dos Douradores, 177 - Lisboa / Rua da Fé, 34 - Lisboa. Preso em 25/11/1927, "acusado de saber onde se encontrava armamento e de pertencer ao grupo revolucionário conhecido pelo grupo das Laranjeiras"; libertado em 31/12/1927. Preso, como Silvano Teófilo de Sousa, em Setembro de 1928, como indica a fotografia de 05/09/1928. Preso em 15/01/1933, "sob a acusação de saber onde se encontra armamento e de estar em ligação com elementos revolucionários". Levado, incomunicável, para o Aljube; libertado em 24 ou 25/01/1933. Preso em 12/02/1933, acusado de haver planeado, com Horácio da Silva Alves, Manuel Vicente Pedroso, António Silva José Maria de Almeida Júnior, um atentado contra Salazar, que se encontrava no Caramulo. Passou, em 05/12/1933, da enfermaria da Cadeia do Limoeiro para o Aljube. Deu entrada no Aljube em 11/05/1934 e foi julgado pelo TME em 09/06/1934, acusado de, no 1.º semestre de 1932 (ou 1933?), se ter reunido em Segões com aqueles, a fim de matar o Presidente do Ministério: acabou por ser condenado a dois anos de prisão correcional, já que não "teve intenção criminosa". Regressou, em 30/08/1935, ao Aljube e, em 08/02/1936, foi transferido para a Fortaleza Militar de Peniche. Reingressou, em 17/03/1936, no Aljube e, em 18/10/1936, foi deportado para Angra do Heroísmo - Fortaleza de S. João Batista, de onde regressou em 07/01/1940, saindo em liberdade por ter sido indultado.] 

[José Silvano de Sousa ||ANTT || RGP/531 || PT-TT-PIDE-E-010-3-531_m0267]

[alterado em 19/05/2023]
[alterado em 18/05/2024]

[João Esteves]

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