[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 21 de março de 2021

[2540.] FAUSTA PINTO DA GAMA [II] || LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS

 * FAUSTA PINTO DA GAMA *

[ ? - 03/05/1910]

[Fausta Pinto da Gama || A Mulher e a Criança || N.º 13 || Junho de 1910]

Filha de um jurisconsulto, Fausta Pinto da Gama foi das mais prestigiadas e fervorosas propagandistas da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, embora cultivasse o anonimato e a discrição. 

Pertenceu aos primeiros Corpos Gerentes, eleitos na assembleia geral de 27 de Fevereiro de 1909; secretariou reuniões; assinou mensagens endossadas aos dirigentes do Partido Republicano Português; e participou na campanha pela aprovação da lei do divórcio. 

Administradora da revista A Mulher e a Criança, colaborou activamente nela, apesar de raramente assinar os textos da sua responsabilidade, e foi por sua insistência que o nome deixou de constar do respectivo cabeçalho. 

Adoeceu em finais de 1909 e faleceu em 3 de Maio do ano seguinte, quando integrava a direcção da Liga e de A Mulher e a Criança. A seu pedido, o funeral foi civil e nele incorporaram-se muitas sócias e republicanos, tendo sido enterrada no cemitério de Belas. 

O n.º 13 da revista, datado de Junho de 1910, inseriu a sua fotografia, acompanhada de textos evocativos da autoria de Ana de Castro Osório, de Maria Benedita Pinho e de Adelina Júdice Samora e de poesias de Paulino de Oliveira, de Ribeiro de Carvalho e de Maria Feio de Azevedo: 

“Porque Fausta Pinto da Gama foi uma das mais entusiásticas e das mais trabalhadoras sócias fundadoras da nossa Liga; porque ela foi nesta revista uma das mais laboriosas colaboradoras; porque o seu procedimento foi sempre duma perfeita correcção, harmonizando os seus actos com o seu pensamento, numa coerência que é rara entre nós; porque Fausta da Gama fazia parte da direcção e por todas era igualmente apreciada, em vista do seu alto mérito; nós resolvemos prestar-lhe nas páginas desta revista, que é de nós todas, a sentida homenagem que todas lhe devíamos” [p. 12, col. 2].

[João Esteves]

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

[1330.] MARIA BENEDITA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE FARIA PINHO [I]

* MARIA BENEDITA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE PINHO *
[05/04/1865 - 12/01/1939]

Escritora, tradutora, feminista e republicana.

Filha de Maria do Amparo Raposo Mouzinho de Albuquerque [16/01/1843 – 03/04/1883] e de Diogo de Faria e Vasconcelos de Pinho Soares de Albergaria [08/11/1840 – 20/04/1901], Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Faria Pinho nasceu em 5 de Abril de 1865 [e não em 1864 como erroneamente é referido no Dicionário no Feminino (Livros Horizonte, 2005)], em Figueiró dos Vinhos, e faleceu em 12 de Janeiro de 1939, em Lisboa.

Casou, em 1 de Julho de 1882, quando tinha 17 anos, com o general Joaquim Lúcio Lobo [20/04/1851 – 24/03/1953], de quem se divorciou em 17 de Maio de 1911. 

Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinho foi uma defensora convicta dos ideais republicanos, disso dando conta na sua correspondência com Bernardino Machado e que se encontra depositada no Fundo Bernardino Machado da Fundação Mário Soares.

Integrou a primeira direção da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, tendo secretariado a importante assembleia geral de 27 de Fevereiro de 1909, aquela que marcou a fundação oficial da agremiação, e fez parte da comissão dirigente e proprietária da revista A Mulher e a Criança [1909-1911], tendo-se demitido posteriormente, em Julho de 1910, juntamente com Ana de Castro Osório, por não concordar que a publicação ficasse dependente dos corpos gerentes da Liga, perdendo autonomia.

Defensora da Lei do Divórcio, auxiliou a campanha a seu favor encetada antes da implantação da República e dinamizada por Ana de Castro Osório, constando o seu nome entre os apoiantes publicados no jornal O Mundo [“Jornal da Mulher - Em favor do divórcio”, O Mundo, 14/07/1909].

Amiga e correlegionária da professora Cristina Torres dos Santos [1891-1975]. Quando eclodiu a revolução, evidenciou-se, em 6 de Outubro de 1910, na grande manifestação nocturna de apoio à implantação da República realizada na Figueira da Foz e empunhou a bandeira da Liga [“A República na Província – Na Figueira da Foz”, O Mundo, 09/10/1910]. 

Em 1914, Benedita Mouzinho de Albuquerque constituiu, com Ana Augusta de Castilho, Ana de Castro Osório e Antónia Bermudes, a Comissão Feminina “Pela Pátria” [“A Questão Atual – As mulheres e a guerra”, A Semeadora, nº 1, 15/07/1915] e publicou, em 1915, a pequena coletânea de contos As andorinhas de forma a angariar dinheiro para essa iniciativa. 

Colaborou na imprensa de Leiria, traduziu, para a revista A Mulher e a Criança, o folhetim Les Deux Vies de Paul e Victor Margueritte, centrado na questão do divórcio, e escreveu diversos romances na década de dez. 

Trabalhou como tradutora para o jornal O Mundo, tendo solicitado, por mais de uma vez, a intervenção de Bernardino Machado para que a recomendasse junto de Artur Leitão e de França Borges. Também traduziu romances, nomeadamente de Tolstoi, e assinou textos evocativos de Fausta Pinto da Gama, falecida em 1910 [“Fausta”, A Mulher e a Criança, nº 13, Junho, 1910], e de Mariana Osório de Castro, desaparecida em 1917 [A Semeadora, nº 30, 30/12/1917].

Morou na Rua João de Barros, 8, 3.º Esq, junto a Santo Amaro, e na Travessa de Santa Quitéria, 31, 2.º, em Lisboa, cidade onde faleceu.

[João Esteves]

domingo, 26 de dezembro de 2010

[0284.] MARIA VELEDA [XIII] || GRUPO DAS TREZE [VI]

* GRUPO DAS TREZE || 1911 *

Maria Veleda na fotografia publicada na revista A Mulher e a Criança [n.º 24, Maio de 1911] aquando da constituição do Grupo das Treze.

domingo, 19 de dezembro de 2010

[0255.] ADELAIDE CABETE [VI] || BIBLIOGRAFIA SOBRE

* ADELAIDE CABETE *

D) BIBLIOGRAFIA SOBRE
[ordem cronológica]

[02.08.1908] “D. Adelaide Cabete”, O Mundo, p. 4, col. 1.
[09.10.1908] “O plebiscito das mulheres portuguesas”, O Mundo, p. 1, col. 3.
[Outubro 1908] Álbum Republicano [c/fot.], n.º 10, 2.º vol.
[28.02.1909] “Vida Republicana - Liga Republicana das Mulheres Portuguesas”, O Mundo, p. 3, col. 5.
[19.04.1909] “Em favor do divórcio”, A República, p. 1, col. 6.
[24.04.1909] “O Congresso Republicano - A liga das mulheres portuguesas”, O Mundo, p. 2, col. 4.
[27.04.1909] “Congresso Republicano - A mensagem da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas”, O Mundo, p. 3, cols. 4-5.
[Maio 1909] “A catástrofe do Ribatejo”, A Mulher e a Criança, n.º 2, p. 7, col. 1 e p. 8.
[04.06.1909] “Saudações ao novo Directório”, O Mundo, p. 1, col. 3.
[04.07.1909] “Grupo auxiliar da associação ‘La Paix et le désarmement par les femmes’”, Vanguarda, p. 2, col. 1.
[14.07.1909] “Jornal da Mulher - Em favor do divórcio”, O Mundo, p. 5, col. 5.
[20.07.1909] “Pela Instrução - Festa escolar e republicana”, O Mundo, p. 2, col. 3.
[26.07.1909] “Liga Republicana das Mulheres Portuguesas - A sessão de ontem”, O Mundo, p. 3, col. 1.
[Agosto 1909] “Expediente da Liga - Sessão de 25 de Julho de 1909 na sede da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 5, pp. 13-14.
[13.09.1909] “Liga Republicana das Mulheres Portuguesas - O progresso da agremiação - Necessidade de combater o clericalismo”, O Mundo, p. 3, col. 4.
[Setembro 1909] “Expediente da Liga - [...] - Subscrição para a mobília da sede da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 6, p. 13, col. 2.
[25.10.1909] “O protesto em Portugal - Na Liga das Mulheres Portuguesas”, O Mundo, p. 1, cols. 6-7.
[Novembro 1909] “Expediente da Liga - Sessão de protesto pelo fuzilamento de Ferrer”, A Mulher e a Criança, n.º 8, pp. 11-12.
[Dezembro 1909] “Expediente da Liga - Acta da sessão em assembleia geral da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, realizada em 18 de Novembro de 1909”, A Mulher e a Criança, n.º 9, p. 11 e p. 12, col. 1.
[07.03.1910] “Festas Democráticas”, O Mundo, p. 1.
[Abril 1910] “Expediente da Liga - Sessão comemorativa do 1.º aniversário da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas”, A Mulher e a Criança, n.º 11, pp. 10-14.
[06.06.1910] “D. Adelaide Cabete”, O Mundo, p. 1, col. 5.
[Setembro 1910] “Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 16, pp. 10-12.
[21.10.1910] “Vida Republicana - A Liga Republicana das Mulheres reúne e delibera”, O Mundo, p. 2, col. 6.
[27.10.1910] “Reclamações Feministas - A Liga Republicana das Mulheres em acção”, O Mundo, p. 3, col. 7.
[Novembro 1910] “Doutora Adelaide Cabete” [c/fot.], A Mulher e a Criança, n.º 18, pp. 2-3.
[Dezembro 1910] “Expediente da Liga - [...] - Plebiscito”, A Mulher e a Criança, n.º 19, p. 12, col. 1.
[Fevereiro 1911] “Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 21, pp. 11-13.
[08.02.1912] “D. Adelaide Cabete - É nomeada médica do Instituto Torre Espada” [c/fot.], O Mundo, p. 1, col. 7.
[17.11.1913] “Ecos das eleições - O regozijo em Lisboa”, O Mundo, p. 2, cols. 6-7.
[02.05.1914] Oldemiro César, “Feminismo - O que é e o que pretende o ‘Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas’ - Segundo informações da activa propagandista D. Adelaide Cabete”, O Mundo, p. 3.
[28.10.1914] “Vida política - Centro Republicano Democrático”, O Mundo, p. 1, col. 5.
[01.11.1914] “Movimento Feminista – Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, O Mundo, p. 4, col. 5.
[Novembro 1914] “Assembleia Ordinária”, Boletim Oficial do CNMP, N.º 1.
[Maio 1915] “Acta da Assembleia Geral realizada em 8 de Abril de 1915”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 2, pp. 22-23.
[Novembro 1915] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 4, pp. 47-48.
[13.01.1916] “Manuel Fernandes Cabete - O seu funeral resultou uma importante manifestação de sentida homenagem”, O Mundo, p. 4, cols. 3-5.
[Fevereiro 1916] “Conselho Nacional das Mulheres Portugueses”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 5, pp. 59-60.
[Maio 1916] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 6, p. 71.
[Agosto 1916] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 7, pp. 83-84.
[Julho 1917] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 7, p. 83.
[Novembro 1917] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 11, p. 132.
[Outubro 1919] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 10, pp. 107-108.
[Dezembro 1919] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 12, pp. 127-129.
[Março/Abril 1921] “Assembleia geral”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 17-18.
[Janeiro/Fevereiro 1922] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 5-7.
[Janeiro/Fevereiro 1923] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas - Assembleia Geral”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 5-10.
[Maio/Junho 1923] “Congresso feminista de Roma”, Alma Feminina, n.º 5 e 6, pp. 28-30.
[Setembro/Outubro 1923] “Propaganda feminista”, Alma Feminina, n.º 9 e 10, p. 49.
[Janeiro/Fevereiro 1924] “Assembleia geral do CNMP”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 7-8.
[Março/Abril 1924] “Congresso Nacional Feminista”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 14-15.
“Contra o alcoolismo”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 15-18.
[04.05.1924] Adelaide Cabete - Médica Elvense: Homenagem de ‘A Fronteira’ e dos seus admiradores [c/fot.], Separata do jornal ‘A Fronteira’ de 4 de Maio de 1924, Elvas, Tipografia Elvense de António dos Santos.
[1.º trimestre 1925] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, p. 8.
[1925] Arnaldo Brazão, O Primeiro Congresso Feminista e de Educação (Relatório), Lisboa, Edições Spartacus.
[1.º trimestre 1926] “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 1, p. 8.
[4.º trimestre 1926] “Relatório do Congresso Abolicionista Português”, Alma Feminina, n.º 4.
[Março/Abril 1927] “Assembleia Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 2, p. 16.
[Maio/Junho 1927] “Corpos gerentes do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 3, p. 24.
[Novembro/Dezembro 1927] “Congresso feminista e de educação”, Alma Feminina, n.º 6, pp. 50-51.
[25.01.1928] “Dr.ª Adelaide Cabete” [c/ fot.], O Rebate, p. 4, cols. 3-4.
[Janeiro/Fevereiro 1928] “Assembleia Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 1, pp. 5-8.
[01.06.1928] “Presos! Deportados! Emigrados! - Mulheres de Portugal, socorrei-os! - Mais nomes de senhoras que acudiram carinhosamente ao nosso apelo”, O Rebate, p. 1, cols. 2-3.
[08.06.1928] “Um formidável movimento liberal”, O Rebate, p. 1, col. 5.
[09.06.1928] “Congresso Feminista e de Educação - A nossa ilustre colaboradora sr.ª dr.ª Adelaide Cabete, presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, confia a ‘O Rebate’ as suas impressões acerca da magna assembleia”, O Rebate, p. 1, cols. 5-6.
[24.06.1928] “O Segundo Congresso Nacional Feminista e de Educação” [c/fot.], O Rebate, p. 1.
[26.06.1928] - J. Fernandes Alves, “O 2.º Congresso Nacional Feminista e de Educação - Notas à margem da tese da dr.ª Adelaide Cabete, sobre o ensino da puericultura na escola infantil”, A Notícia, p. 2, cols. 1-3.
- “O Segundo Congresso Feminista e de Educação, inaugura solenemente os seus trabalhos sob a presidência da sr.ª D. Elisa Soriano, presidente do Conselho Nacional das Mulheres Espanholas”, O Rebate, p. 4, cols. 3-5.
[27.06.1928] “Uma importante assembleia – Congresso Feminista e de Educação – Na sessão de ontem, que foi dedicada à criança, foram aprovados alguns trabalhos de grande valor moral e pedagógico”, O Rebate, p. 4, cols. 4-5.
[Julho/Agosto 1928] “Assembleia Geral do CNMP”, Alma Feminina, n.º 4, p. 7.
[Setembro/Outubro 1928] “Associação das Mulheres Universitárias de Portugal”, Alma Feminina, n.º 5, p. 7.
[Janeiro/Fevereiro 1929] “Assembleia Geral do ‘Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas’”, Alma Feminina, n.º 1, pp. 3-5.
[Setembro/Outubro 1929] Angélica Porto, “Um merecido preito”, Alma Feminina, n.º 5, pp. 8-10.
Aurora Teixeira de Castro, “Doutora Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 5, pp. 5-7.
Maria O’Neill, “Improviso” [poesia], Alma Feminina, n.º 5, p. 7.
[Novembro/Dezembro 1929] Beatriz de Magalhães, “A obra educativa da Doutora Cabete”, Alma Feminina, n.º 6, p. 6.
“Doutora Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 6, p. 3.
[Setembro 1931] Maria Teixeira, “Dr.ª Adelaide Cabete”, Portugal Feminino, n.º 20, p. 13.
[Setembro/Outubro 1934] “Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 9 e 10, pp. 121-122.
[Novembro/Dezembro 1935] Sara Beirão, “Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 11 e 12, p. 1.
[1935] Elina Guimarães, “Uma alma de mulher - a Dr.ª Adelaide Cabete” [c/fot.], Portugal Feminino, n.º 70.
[Janeiro/Fevereiro 1936] Angélica Porto, “A Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 3-4.
Beatriz Arnut, “Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, p. 8.
Branca de Gonta Colaço, “Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 2-3.
Elina Guimarães, “Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 4-5.
Maria Gertrudes Amarante, “D. Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 7-8.
Mariana A. da Silva, “Recordando”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 6-7.
Zoé Grabit Pereira, “À inolvidável Presidente do C. N. M. Portuguesas”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 5-6.
[Março/Abril 1936] Cândida de Sousa Madeira Pinto, “Dr.ª Adelaide de Jesus Damas Brazão e Cabete”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, p. 8.
Maria Ermelinda dos Stuarts Gomes, “Dr.ª Adelaide Cabete - A mulher forte”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 4-6.
[Maio/Junho 1936] Henrique de Vilhena, “Alocução proferida pelo ilustre mestre Dr. Henrique de Vilhena, na sessão solene em homenagem póstuma à Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 5 e 6, pp. 1-3.
[Julho/Agosto 1936] Henrique de Vilhena, “Alocução proferida pelo ilustre mestre Dr. Henrique de Vilhena, na sessão solene em homenagem póstuma à Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 7 e 8, pp. 1-2.
[Setembro/Outubro 1936] Henrique de Vilhena, “Alocução proferida pelo ilustre mestre Dr. Henrique de Vilhena, na sessão solene em homenagem póstuma à Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 9 e 10, pp. 1-2.
[Agosto 1980] Helena Neves, “Para a História dos Movimentos de Mulheres em Portugal - IX”, Mulheres, n.º 28.
[Setembro 1980] Helena Neves, “Para a História dos Movimentos de Mulheres em Portugal - X”, Mulheres, n.º 29.
[1983] Maria Regina Tavares da Silva, "Feminismo em Portugal na voz de mulheres escritoras do início do séc. XX", Análise Social, vol. XIX (77-78-79), pp. 875-907.
[1986] A. H. de Oliveira Marques, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, Lisboa, Editorial Delta, vol. I, col. 226.
[1991] Cândido dos Santos, A Mulher e a Universidade do Porto.
[1992] João Esteves, A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas - uma organização política e feminista (1909-1919), Lisboa, ONG do Conselho Consultivo da CIDM.
[1993] António Nóvoa (dir.), A imprensa de educação e ensino: repertório analítico (séculos XIX-XX), Lisboa, Instituto de Inovação Educacional.
Maria Regina Tavares da Silva, “História no feminino: os movimentos feministas em Portugal”, História de Portugal, dir. João Medina, Ediclube, vol. XV, pp. 282-297
[1994] Vanda Gorjão, A reivindicação do voto no programa do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947), Lisboa, CIDM.
[Novembro 1995] Marília Abel, “Adelaide Cabete”, A Voz do Operário, p. 9.
[1995] Rosmarie Wank-Nolasco Lamas, Mulheres para além do seu tempo, Venda Nova, Bertrand Editora.
[1996] Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), Lisboa, Grifo.
[09.04.1997] Maria João Martins, “'A Maçon' no D. Maria II - Uma mulher livre” [entrevista a Lídia Jorge], Jornal de Letras, Artes e Ideias, p. 29.
[1997] Alda Pereira da Silva, Cecília Casaca e João Mário Mascarenhas, Adelaide Cabete: alma de mulher, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa.
Lídia Jorge, A Maçon [Peça em 2 actos], Lisboa, Sociedade Portuguesa de Autores/Publicações D. Quixote.
[1998] Ana Barradas, Dicionário Incompleto de Mulheres Rebeldes, Lisboa, Edições Antígona, pp. 13-14.
[1999] Maria Regina Tavares da Silva, “Cabete, Adelaide de Jesus Damas Brazão e”, Dicionário de História de Portugal, coordenação de António Barreto e Maria Filomena Mónica, Porto, Figueirinhas, vol. VII, p. 196
[2003] João Esteves, “Cabete, Adelaide de Jesus Damas Brazão”, Dicionário de Educadores Portugueses (dir. António Nóvoa), Porto, Edições ASA, pp. 203-206.
[2004] Joaquim Mário Cortes Eduardo, Adelaide Cabete (1867-1935) - Biografia de uma professora feminista, Tese de Mestrado apresentada na Universidade Aberta.
[2005] João Esteves, “Adelaide de Jesus Damas Brazão e Cabete”, Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Lisboa, Livros Horizonte, pp. 20-26.
[s/d] Fernando Marques da Costa, A Maçonaria Feminina, Lisboa, Editorial Vega.
[s/d] Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. VI.
[s/d] Maria Regina Tavares da Silva, “Adelaide Cabete (1867-1935)”, Mulheres Portuguesas: Vidas e Obras Celebradas – Vidas e Obras Ignoradas, Lisboa, CIDM, pp. 69-76.

[João Esteves]

[0254.] ADELAIDE CABETE [V] || BIBLIOGRAFIA DA AUTORA

* ADELAIDE CABETE *

C) BIBLIOGRAFIA DA AUTORA


[1900] A protecção às mulheres grávidas pobres como meio de promover o desenvolvimento físico de novas gerações [Tese], Lisboa, Escola Médico-Cirúrgica – Tip. Matos Moreira e Pinheiro, 1900. 
[Abril 1909] “Necessidade do repouso nas mulheres grávidas”, A Mulher e a Criança, n.º 1, pp. 8-9.
[Fevereiro 1911] “Aborto provocado”, A Mulher e a Criança, n.º 21, p. 4.
[1913] “A mulher na política”, Almanaque das Senhoras para 1913.
[Novembro 1914] “A tuberculose”, Boletim Oficial do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, n.º 1, p. 2, col. 3.
[Fevereiro 1915] “Tuberculose - II”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 1-A, pp. 4-6.
[Maio 1915] “Tuberculose - III”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 2, pp. 16-17.
[Agosto 1915] “O alcoolismo”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 3, pp. 27-29.
[Novembro 1915] “Luta contra o alcoolismo”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 4, pp. 39-40.
[Agosto 1916] “Luta contra o alcoolismo”, Boletim Oficial do CNMP, n.º 7, pp. 75-76.
[Agosto 1916] “O ensino doméstico em Portugal” [relatório apresentado no Congresso de Gand, em 1913, por intermédio da Liga Nacional de Instrução], Boletim Oficial do CNMP, n.º 7, pp. 80-82.
[Fevereiro 1917] “Higiene – Micróbios - II”, Alma Feminina, n.º 2, pp. 16-17.
[Março 1917] “Higiene - Micróbios e sua fisiologia - III”, Alma Feminina, n.º 3, pp. 28-30.
[Abril 1917] “Higiene - Marcha duma infecção microbiana - IV”, Alma Feminina, n.º 4, pp. 40-42.
[Setembro 1917] “Higiene - Doenças contagiosas”, Alma Feminina, n.º 9, pp. 99-101.
[Outubro 1917] “Higiene - Doenças contagiosas”, Alma Feminina, n.º 10, pp. 116-118.
[Dezembro 1917] “Higiene - Doenças infecciosas”, Alma Feminina, n.º 12, pp. 138-139.
[Fevereiro 1918] “Higiene - Doenças infecciosas”, Alma Feminina, n.º 2, pp. 16-17.
[Abril 1918] “Doenças contagiosas indígenas”, Alma Feminina, n.º 4, pp. 40-41.
[Maio 1918] “Higiene - Doenças microbianas indígenas”, Alma Feminina, n.º 5, pp. 50-52.
[Junho 1918] “Higiene - Doenças infecciosas”, Alma Feminina, n.º 6, pp. 61-62.
[Julho 1918] “Higiene - Doenças exóticas”, Alma Feminina, n.º 7, pp. 72-73.
[Outubro 1918] “Higiene - Doenças exóticas”, Alma Feminina, n.º 10, pp. 106-108.
[Dezembro 1918] “Higiene - Doenças exóticas”, Alma Feminina, n.º 12, pp. 127-128.
[Janeiro 1919] “Higiene - Doenças infecciosas”, Alma Feminina, n.º 1, pp. 3-4.
[Maio 1919] “Higiene - Doenças contagiosas”, Alma Feminina, n.º 5, pp. 49-50.
[Junho 1919] “Higiene - Doenças infecciosas”, Alma Feminina, n.º 6, p. 59.
[Julho 1919] “Higiene - Doenças infecciosas”, Alma Feminina, n.º 7, pp. 69-70.
[Outubro 1919] “Higiene - Doenças infecciosas transmitidas pelos animais”, Alma Feminina, n.º 10, pp. 102-103.
[Novembro 1919] “Higiene - Quisto hidático”, Alma Feminina, n.º 11, pp. 113-114.
[Dezembro 1919] “Higiene - Doenças infecciosas”, Alma Feminina, n.º 12, p. 124.
[Janeiro/Fevereiro 1920] “Higiene da alimentação”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 7-8.
[Março/Abril 1920] “Qual deverá ser o tempo a prescrever para o repouso da mulher grávida”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 17-18.
[Julho/Agosto 1920] “Higiene da alimentação”, Alma Feminina, n.º 7 e 8, pp. 36-37.
[Março/Abril 1921] “O organismo humano”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 14-16.
[Maio/Junho 1921] “Algumas palavras sobre a digestão”, Alma Feminina, n.º 5 e 6, pp. 26-28.
[Novembro/Dezembro 1921] “Necessidade de repouso nas mulheres grávidas”, Alma Feminina, n.º 11 e 12, pp. 55-56.
[Julho/Agosto 1922] “O álcool não é um alimento”, Alma Feminina, n.º 7 e 8, pp. 93-94.
[Novembro/Dezembro 1922] “Efeitos nefastos do álcool”, Alma Feminina, n.º 11 e 12, pp. 113-114.
[Julho/Agosto 1923] “Congresso Internacional Feminista de Roma - Relatório da Delegada do Governo Português Dr.ª Adelaide Cabete”, Alma Feminina, n.º 7 e 8, pp. 32-41.
[1923] - O Congresso Internacional Feminista de Roma (Relatório da delegada oficial do Governo Português), Lisboa, Oficinas Gráficas do Instituto Profissional dos Pupilos do Exército.
- O ensino doméstico em Portugal, Lisboa, Tipografia da Cooperativa Militar.
[Março/Abril 1924] “Contra o alcoolismo”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 15-18.
[1924] - A luta anti-alcoólica nas escolas, Tip. da Casa Garrett.
- Protecção à mulher grávida e à criança, Lisboa, Tipografia da Casa Garrett.
[1924-1925] Higiene e puericultura [Programa do curso realizado na Universidade Popular Portuguesa], Lisboa.
[15.03.1925] “A dobrez do homem: o pai e o marido perante a mulher”, Educação Social, n.º 3, pp. 1-4.
[1.º trimestre 1925] “Amamentação mercenária”, Alma Feminina, n.º 1, pp. 4-6.
[3.º trimestre 1925] “Amamentação maternal”, Alma Feminina, n.º 3, pp. 19-22.
[4.º trimestre 1925] - “Congresso Internacional Feminista de Washington - Relatório da Delegada do Governo Português entregue ao Ex.mo Sr. Ministro do Trabalho”, Alma Feminina, n.º 4, pp. 25-28.
- “Discurso pronunciado pela Delegada do Governo na sessão solene de 6 de Maio de 1925 em Washington”, Alma Feminina, n.º 4, pp. 29-30.
[1925] Discurso pronunciado na sessão inaugural do Primeiro Congresso Feminista Português.
[15.02.1926] “Culto da violência: escola do crime”, Educação Social, pp. 3-4.
[1.º trimestre 1926] “Amamentação artificial”, Alma Feminina, n.º 1, pp. 2-3.
[3.º trimestre 1926] “Polícia feminina”, Alma Feminina, n.º 3, pp. 23-26.
[1926] - Relatório do Congresso Internacional Feminista de Washington, Lisboa, Oficinas Gráficas do Instituto Profissional dos Pupilos do Exército.
- “Polícia feminina”, Teses Abolicionistas enviadas pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas ao Primeiro Congresso Nacional Abolicionista, Lisboa, Oficinas Gráficas do Instituto Profissional dos Pupilos do Exército, pp. 23-26.
[Março/Abril 1927] “Higiene da alma”, Alma Feminina, n.º 2, pp. 13-16.
[Setembro/Outubro 1927] “Diálogo entre mãe e filha”, Alma Feminina, n.º 5, pp. 42-44.
[Novembro/Dezembro 1927] “Justa homenagem”, Alma Feminina, n.º 6, p. 49.
[Janeiro/Fevereiro 1928] “Relatório da Secção da Paz”, Alma Feminina, n.º 1, p. 7.
[25.02.1928] “Amamentação mercenária”, O Rebate, p. 4, cols. 1-2.
[Março/Abril 1928] “O ensino da puericultura na escola infantil”, Alma Feminina, n.º 2, pp. 10-13.
[Novembro/Dezembro 1928] “O horror à palavra ‘feminismo’” [transcrição do jornal O Rebate], Alma Feminina, n.º 6, pp. 9-11.
[1928] O ensino da puericultura na escola infantil, Lisboa, Tip. da Cooperativa Militar.
[Março/Abril 1929] “A eugénica e a eugenética”, Alma Feminina, n.º 2, pp. 3-12.
[Maio/Junho 1930] “O Conselho”, Alma Feminina, n.º 5 e 6, pp. 21- 23.
[Julho/Agosto 1930] “O Conselho”, Alma Feminina, n.º 7 e 8, pp. 29-30.
"Dr.ª Cármen Marques”, Alma Feminina, n.º 7 e 8, pp. 24-25.
Agosto 1930] “Saias curtas”, Portugal Feminino, n.º 7, p. 6.
[Setembro/Outubro 1930] “O Conselho”, Alma Feminina, n.º 9 e 10, pp. 38-39.
[Janeiro 1931] “O espartilho”, Portugal Feminino, n.º 12, p. 8.
[Março/Abril 1931] “Selecção humana” [Conferência realizada em Luanda, no Liceu Salvador Correia], Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 9-10.
[Maio/Junho 1931] “Selecção humana” [Conferência realizada em Luanda, no Liceu Salvador Correia], Alma Feminina, n.º 5 e 6, pp. 20-22.
[Julho/Agosto 1931] “Selecção humana” [Conferência realizada em Luanda, no Liceu Salvador Correia], Alma Feminina, n.º 7 e 8, pp. 27-28.
[Janeiro/Fevereiro 1932] “Os brinquedos do Natal”, Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 1-2.
[Janeiro/Fevereiro 1933] “A Paz e a criança” [Conferência realizada no Liceu Salvador Correia de Luanda, pela ilustre presidente do C. N. M. P. e presidida pelo Ex.mo Governador Geral, que fez a apresentação da conferente], Alma Feminina, n.º 1 e 2, pp. 49-53.
[Março/Abril 1934] “Psicologia do preto”, Alma Feminina, n.º 3 e 4, pp. 102-103.

[João Esteves]

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

[0173.] REIVINDICAÇÕES FEMINISTAS [V] || 05/05/1911 - LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS

* REPRESENTAÇÃO DAS PROFESSORAS DA LRMP AO MINISTRO DO INTERIOR || 05/05/1911 *

"Excelentíssimo Senhor.

A «Liga Republicana das Mulheres Portuguesas», reunida em assembleia geral, resolveu dirigir-se a V. Ex.ª para juntar a sua à voz de todos os professores de ensino livre, que apresentaram a V. Ex.ª as suas justíssimas e ponderadas reclamações.

A Liga foi obra vossa – pode dizer-se que é vossa filha, e filha que soube inspirar-se no vosso exemplo revolucionário, colaborando convosco na arriscada empresa de agitar as turbas, quando sobre nós assentava, como uma condenação, a garra ferina da monarquia.

Entre as sócias da Liga, há muitas senhoras que exercem o ensino livre e às quais a nova reforma da instrução primária veio prejudicar; muitas que, se a monarquia tivesse triunfado, teriam ficado condenadas a morrer de fome, porque eram professoras dos centros republicanos, a quem a vingança do regímen não pouparia; e essas mesmas, Ex.mo Senhor, são aquelas que hoje vêem o seu futuro em jogo, pela reforma do ensino primário, que, dentro em pouco, as terá reduzido à miséria.

A «Liga Republicana das Mulheres Portuguesas», Ex.mo Senhor, não podia deixar de solidarizar-se com as suas irmãs, e fazer suas as reclamações do professorado particular. São centenas de mulheres por esse país fora, que ficam reduzidas a não poder ganhar um pedaço de pão.

Os centros não podem sustentar-se, e as escolas particulares, mantidas a muito custo, não conseguirão corresponder às exigências perfeitamente justificáveis da reforma, mas incompatíveis com os minguados recursos de que dispõem os professores de ensino livre.

A situação é horrorosa, Ex.mo Senhor! A reforma tornou negro e ameaçador o futuro já muito problemático do professorado particular.

Se V. Ex.ª se informar com pessoas que possam dizer-lhe a verdade e que se interessem pelo assunto, - V. Ex.ª, que decerto desconhece o que é a situação angustiosa do professor de ensino livre, - por isso que tem vivido num meio muito diferente, e porque os seus colaboradores na lei da reforma pertencem ao mundo do professorado oficial, onde os gemidos dos outros professores não chegam, se V. Ex.ª descer do alto da sua situação ao raso destes esquecidos obreiros, que ensinaram o povo a soletrar a palavra República, porque não foi nas escolas oficiais, como V. Ex.ª sabe, que se podia fazer a propaganda do nosso Ideal, - V. Ex.ª achará que as suas reclamações são de todo o ponto justas e dignas de ser atendidas.

Os professores de ensino livre pedem apenas Justiça. A «Liga Republicana das Mulheres Portuguesas» dá-lhes o seu incondicional apoio, como instituição de carácter oficialmente político, e que tem por principal objectivo o triunfo da Igualdade e da Confraternização Social.

Lisboa, 5 de maio, de 1911

Ao Ilustre Ministro do Interior, Sr. Dr. António José d’Almeida.

Saúde e Fraternidade"

[“Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança || n.º 23 || Abril de 1911]

[João Esteves]