[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

[3133.] GABRIELA CASTELO BRANCO || CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS

 * GABRIELA CASTELO BRANCO *

Poetisa, concertista de piano e jornalista, Maria Gabriela de Azevedo Castelo Branco nasceu em 12 de Dezembro de 1904, em Lisboa. 

Cursou piano no Conservatório Nacional de Música, proferiu conferências sobre temas literários e femininos e colaborou nos periódicos Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Eva, Ilustração, Lusitânia e Notícias Ilustrado. 

Assinou textos sobre feminismo na revista Portugal Feminino e, na década de 60, dirigiu a Távola Redonda (1961-1963) e fundou A Esfera (1963-1980), ambos de Lisboa. 

Aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em 1944. No ano seguinte, em 11 de Julho, foi eleita 3.ª Vogal da Direcção e integrou as Comissões de Arte e de Propaganda. 

É da sua lavra a entrevista à Presidente da agremiação, Maria Lamas, publicada no vespertino Diário de Lisboa e da qual se transcreveram excertos na revista Alma Feminina, órgão do CNMP (Novembro de 1945). 

Autora de vários livros, prefaciou Sonhos da mocidade, editado em 1933 por Aníbal Mendes, e esteve representada, enquanto poetisa, na Exposição de Livros Escritos por Mulheres organizada pelo CNMP na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947).

[João Esteves]

[3128.] REGINA QUINTANILHA || PRIMEIRA ADVOGADA PORTUGUESA - 1913

 * REGINA QUINTANILHA *

[1893 - 1967]

[Ilustração Portuguesa || N.º 310 || 29/01/1912]

Regina da Glória Pinto de Magalhães Quintanilha (de Sousa e Vasconcelos) foi a primeira mulher a frequentar, a partir do ano letivo 1910-1911, a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tornando-se igualmente na primeira advogada portuguesa. 

Começou a exercer em 1913, no Tribunal da Boa-Hora, o que foi saudado pelo jornal A Madrugada, órgão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, como mais um triunfo do feminismo e, quando ainda era uma jovem advogada, militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas: assinou um texto no respetivo Boletim Oficial e chegou a ser eleita, em 1917, Presidente da Assembleia Geral, mas a sua experiência enquanto ativista durou pouco tempo. 

Esteve, ainda, associada à Cruzada das Mulheres Portuguesas, discursando em seu nome no funeral de Ana de Castro Osório (Março de 1935). 

[João Esteves]

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

[2943.] SEGUNDO CONGRESSO FEMINISTA E DE EDUCAÇÃO || MANUELA PALMA CARLOS - ENTREVISTA A "O REBATE"

 * SEGUNDO CONGRESSO FEMINISTA E DE EDUCAÇÃO *

"O problema da coeducação será um dos importantes problemas a discutir no Congresso Feminista e de Educação"

O Rebate || 23/06/1928

Palavras de Manuela Palma Carlos a O Rebate

[O Rebate || 23/06/1928]

[João Esteves]

[2942.] SEGUNDO CONGRESSO FEMINISTA E DE EDUCAÇÃO || CHEGADA A LISBOA DE ELISA SORIANO

 * SEGUNDO CONGRESSO FEMINISTA E DE EDUCAÇÃO *

"Congresso Feminista e de Educação"

O Rebate || 23/06/1928

Elisa Soriano

[O Rebate || 23/06/1928]

[João Esteves]

segunda-feira, 8 de março de 2021

[2519.] MARIANA DA ASSUNÇÃO DA SILVA [III] || 1867 - 1950

 * MARIANA DA ASSUNÇÃO DA SILVA *

[1867 - 1950]

[Fotografia oferecida a Maria Veleda, tendo a data de 27/10/1912]

Quatro décadas em defesa dos direitos das mulheres: 1908 - 1947

Muitas são as vivências que o tempo se tem encarregado de fazer cair no olvido e muitos os nomes para quem a memória histórica tem sido cruel.

Embora não tenha sido uma líder, nem se evidenciou pela palavra escrita, Mariana da Assunção da Silva foi, no entanto, companheira de luta(s) das principais dirigentes feministas e republicanas da 1.ª metade do século XX, sendo alguns anos mais velha do que elas, e o seu nome é indissociável do activismo militante durante décadas nas duas principais organizações – Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas –, atravessando quatro regimes – Monarquia, República, Ditadura Militar e o Estado Novo fascista.

Apesar dessa ininterrupta militância, a imprensa contemporânea dedicou-lhe parcas linhas e limitou-se a citar, por vezes, o nome, a historiografia ignorou-a e, como os holofotes nunca recaíram sobre ela, são escassos os dados biográficos disponíveis referentes ao seu percurso pessoal e profissional. 

Nasceu em Vila Franca de Xira e foi educanda do Asilo de S. João – a mesma instituição a que a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas decidira, estatuariamente, doar todos os haveres em caso de extinção –, de onde saíra com o curso de professora, “profissão que exerceu com elevado critério e proficiência”, segundo a notícia necrológica publicada aquando do falecimento pelo Jornal - Magazine da Mulher, acompanhada de uma diminuta fotografia.   

Já o percurso militante é facilmente reconstituível mediante a consulta da imprensa associativa e de jornais coevos.
 
Ultrapassara os 40 anos de idade quando aderiu à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, onde sobressaiu durante dez anos e permaneceu até à sua extinção, em 1919, enfileirando, depois, no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde assumiu responsabilidades diretivas durante anos consecutivos, merecendo, assim, a confiança e o reconhecimento de quantas com ela colaboraram. Entretanto, em 1916, foi iniciada na Maçonaria com o nome simbólico de Mariana de Lencastre e integrou as Lojas Carolina Ângelo do Grande Oriente Lusitano Unido e Humanidade do Direito Humano. 

Sócia n.º 467 da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, Mariana da Assunção da Silva integrou o restrito núcleo de sócias que permaneceu na organização durante a sua existência, sendo, por isso, inúmeras as atividades a que esteve associada: participou na jornada anticlerical de 1 e 2 de agosto de 1909, promovida pela Junta Liberal, onde se reclamava a execução das leis do Marquês de Pombal, de Joaquim António de Aguiar, de José da Silva Carvalho e de Anselmo Braamcamp Freire e que se promulgassem a lei do divórcio e a do registo civil obrigatório; integrou comissões e delegações; pronunciou-se amiudadamente sobre os destinos da organização, discordando, com frequência, de posições das principais dirigentes, nomeadamente sobre a manutenção da revista A Mulher e a Criança, considerando que a publicação despendia demasiado dinheiro dos cofres da Liga, que a subsidiava parcialmente; discursou em reuniões e sessões de propaganda; interveio na primeira revisão dos Estatutos; fez parte da direção da Obra Maternal (1910,1911, 1913,1914); pertenceu ao Grupo das Treze, constituído em 1911; e foi eleita, entre 1910 e 1918, para cargos no Conselho Fiscal, Mesa da Assembleia-Geral e Direção, tendo sido a militante que mais vezes exerceu funções nos respetivos Corpos Gerentes. 

No mesmo mês da implantação da República, numa das mais concorridas reuniões, opôs-se à hipótese de dissolução da agremiação, “porque sob a capa de republicano de última hora anda muito reacionário que bem desejaria estrangular a nossa jovem e querida República. Além disso a oradora diz que a mulher tem não só de afervorar na alma dos filhos o ideal da liberdade, igualdade e fraternidade como de pugnar pelos seus próprios direitos, visto não ser na sociedade portuguesa senão uma menor, uma pobre tutelada. A assembleia fez-lhe uma carinhosíssima ovação”. 

Trabalhou sob diferentes direções, sobreviveu às várias cisões que a afetaram posteriormente e, numa época em que a vida pública era vedada à esmagadora maioria das mulheres, talvez por ser solteira, o que lhe conferia maior liberdade quanto às opções, não se coibiu de marcar presença em centenas de atos da Liga, intensificando a atividade nos meses subsequentes à revolução.

Embora nem sempre tenha estado de acordo com a reivindicação do sufrágio feminino restrito, contestando-a na decisiva assembleia-geral de 26 de outubro de 1910, propôs, em Julho de 1911, que se pressionasse nesse sentido a Assembleia Nacional Constituinte e assinou, em 1918, a última representação da Liga endossada a Sidónio Pais, centrada na questão do voto das mulheres (19/06/1918). 

Nesta, subscrita igualmente por Angélica Viana Porto e Filipa de Vilhena e Oliveira, reivindicava-se que a Constituição contemplasse o voto de “toda a mulher nascida no território nacional, maior de 25 anos, de reputação ilibada, que saiba ler, ou que, tendo mais de 21, nas mesmas condições, possua qualquer dos cursos secundário ou superior”; e de toda a mulher que, “também de maior idade pelo Código Civil e no pleno uso dos direitos que este lhe reconhece, possua rendimento próprio, sem dependência do Estado, nunca inferior a seiscentos escudos anuais”, exigindo-se ainda que nenhuma mulher dependesse da autorização de marido, pai ou qualquer outra pessoa de família, para o uso deste direito cívico, punindo-se com gravidade os que recorram a meios coercivos.

Que Mariana da Assunção da Silva era um nome incontornável na coletividade demonstra-o o facto de ter sido chamada a assumir papel mais relevante aquando de dissensões que sangraram a Liga, sendo eleita Vice-Presidente da Direção (05/05/1911), cargo para que voltaria a ser escolhida em janeiro de 1914, tendo tido a incumbência de substituir a presidente, durante a doença e afastamento de Maria Veleda. 

Em 1915, quando esta se demitiu para fundar a Associação Feminina de Propaganda Democrática, foi eleita para a comissão administrativa que ficou à frente da Liga, ainda que contestada pelas sócias demissionárias, não mais abandonando a direção colegial até 1918. Simultaneamente, integrou a direção da Obra Maternal (1910, 1911, 1913, 1914), iniciativa que procurava recolher e proteger crianças desfavorecidas e abandonadas. 

A intervenção militante manteve-se ininterrupta até ao fim, não sendo abalada com as cisões que deram origem à Associação de Propaganda Feminista (1911-1918), dinamizada por Ana de Castro Osório e Carolina Beatriz Ângelo, e à Associação Feminina de Propaganda Democrática (1915-1916), tutelada por Maria Veleda, contribuindo, pelo contrário, para a sua continuidade.

Mariana da Assunção da Silva transitou para o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde manteve a mesma capacidade de intervenção e, tal como na Liga, muito concorreu para a sua sobrevivência “durante os anos em que ele quase estagnou”. 

A militância foi em crescendo e prolongou-se por um quarto de século, tendo sido eleita Vogal da Direção (1925-1929), pertenceu à Comissão de Beneficência (1921), chegando a ser sua Presidente (1927), e exerceu, durante 15 anos consecutivos, o cargo de Tesoureira Geral da Direção (1931-1945). Também integrou a Secção de Finanças (1931-1934) e, numa das últimas reuniões do Conselho, em Junho de 1946, a escassos meses de ser proibida pela ditadura salazarista, foi eleita 1.ª Vogal da Assembleia Geral. 

Em 21 de Janeiro de 1932, foi exarado em acta um voto de louvor a esta sócia, pelo zelo e probidade com que exercia as suas funções. 

Se não foi uma teórica, o seu exemplo e ação devem ser evocados, até porque tem o mérito de ser, provavelmente, a única ativista que, entre 1908 e 1947, nunca se escusou a intervir de forma organizada em prol dos direitos das mulheres, mesmo quando as condições eram adversas, fazendo a ponte entre diferentes gerações de republicanas e feministas. 

Como escreveu Maria Veleda nas suas Memórias, era uma “pessoa destemida, republicana de antes quebrar que torcer, e que ainda hoje na casa dos setenta e picos continua mantendo as mesmas ideias dentro da República”.

Mariana da Assunção da Silva encontra-se, assim, entre as resistentes do associativismo e da militância feminista, persistindo na sua intervenção mesmo quando tudo parecia desmoronar. 

Faleceu em 1950, com 83 anos de idade, sem nunca abdicar dos princípios por que tanto tinha lutado e sofrido. 

Como Mariana Assunção da Silva, há muitos outros nomes que importa redescobrir e recolocar na História.

[João Esteves]

sábado, 20 de fevereiro de 2021

[2503.] BÁRBARA ROSA DE CARVALHO PEREIRA [I] || CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS

 * BÁRBARA ROSA DE CARVALHO PEREIRA *

[Rosa Pereira || 1928 || Pormenor de uma fotografia do II Congresso Feminista]

Natural de Tomar, Bárbara Rosa de Carvalho Pereira distinguiu-se por mais de três décadas dedicadas às causas republicana, pacifista, maçónica e feminista.

Aderiu, no primeiro trimestre de 1907, ao Comité Português da associação pacifista francesa La Paix et le Désarmement par les Femmes e tornou-se numa das militantes mais activas do núcleo de Tomar da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (sócia n.º 223): interveio, em 1910, no plebiscito interno sobre a revisão dos Estatutos, manifestando-se pela eliminação do antigo art.º 11, já que a “Liga deve interessar-se por tudo quanto seja a emancipação da mulher e quebrar todos os preconceitos que a oprimem e sufocam”; contribuiu para subscrições; participou, em 1912, na campanha a favor da aprovação pelo Parlamento duma lei proibitiva da venda de tabaco e bebidas alcoólicas a menores; e, enquanto subscritora da Obra Maternal, apoiou a manutenção da sua directora em 1915.

Posteriormente, estando já a residir em Lisboa, na R. Augusto José Vieira, n.º 11, r/c, aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde se manteve em actividade durante mais de 20 anos, até à sua proibição pelas autoridades salazaristas.

Tal como muitas outras activistas, o desempenho de cargos directivos no CNMP coincidiu com a iniciação na Maçonaria.

Rosa Pereira distinguiu-se sobretudo na área financeira e na gestão das quotas das associadas da província: foi eleita Secretária do Interior - Arquivista (1923); Tesoureira Adjunta da Direcção (1927) e Tesoureira da Província (1928, 1929, 1931-1934, 1936-1945); e 1.ª Vogal da Assembleia Geral (1946). Pertenceu à Comissão de Beneficência (1924), onde exerceu a presidência em 1925 e 1926, e à Secção de Finanças (1931-1934).

Colaborou em parceria com Mariana da Assunção da Silva, a outra Tesoureira do Conselho, secretariou a 2.ª Sessão Ordinária do Congresso Abolicionista Português (03/08/1926), integrou a Comissão responsável pela aquisição duma bandeira nacional a ser enviada à Aliança Internacional Feminista, participou na recepção promovida pelo Conselho a Adelaide Cabete quando do seu regresso de África e fez parte da delegação que, em 10 de Fevereiro de 1940, entregou à Assembleia Nacional um requerimento, onde se pedia que as competências da Tutoria da Infância sobre as raparigas fosse alargada dos 16 para os 21 anos, de forma a impedir o registo de toleradas antes desta idade, como estava sucedendo.

Assinou, na revista Alma Feminina, uma carta de homenagem à activista Angélica Lopes Viana Porto.

A par da militância feminista, foi iniciada na Maçonaria em 1922 e integrou a Loja Humanidade do Grande Oriente Lusitano Unido e a Loja Humanidade do Direito Humano, com o nome simbólico de Leonor da Fonseca Pimentel.

Enquanto republicana, e num momento particularmente difícil, aderiu, em Maio de 1928, à campanha promovida pelo jornal O Rebate a favor dos presos, deportados e emigrados políticos.

O seu nome aparece indistintamente como Rosa de Carvalho, Rosa de Carvalho Pereira ou Rosa Pereira e era irmã da activista Maria Emília de Carvalho Gonçalves, tendo ambas idêntico percurso político e associativo.

[v. JE, "Bárbara Rosa de Carvalho Pereira", Dicionário no Feminino (Séculos XIX-XX), Livros Horizonte, 2005, pp. 162-163]

[João Esteves]

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

[2502.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || DIRECÇÃO - 1928

 * CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS *

DIRECÇÃO || 1928

[Civilização || 1930]

Direcção do CNMP aquando do II Congresso Feminista e de Educação

1.º plano (da esquerda para a direita):

- Maria Leonarda Correia da Costa
 
Natural de Lisboa, cidade onde também vivia e terá casado. 
Militante do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, pertenceu a vários corpos gerentes e desempenhou cargos entre, pelo menos, 1917 e 1934. 
Iniciada na Maçonaria em 1925.

- Isaura Seixas Marques

Natural de Lisboa, militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas desde finais da década de 1920 até, pelo menos, 1945.
Referenciada como Dr.ª.

- Tetralda Teixeira de Lemos (advogada)

Aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas quando era estudante universitária, concluindo em 1929, com a classificação de 17 valores, a licenciatura em Direito. Só terá mantido activismo no final da década de 1920.

- Maria do Céu Branquinho

Moradora em Lisboa, militou, durante a década de 20, no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. 

- Sara Beirão (escritora)
[Sara de Vasconcelos Carvalho Beirão]

Nasceu em Tábua, em 30 de Julho de 1880. Para além da notoriedade enquanto autora foi, desde a Monarquia, propagandista republicana. Militou na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, dinamizando a criação de um núcleo em Tábua em Maio de 1909,  e no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas onde, a partir de 1925 teve grande protagonismo, mediante o desempenho de cargos dirigentes. Durante a década de 30, e até à viragem protagonizada por Maria Lamas, em 1945, tornou-se no seu rosto mais visível. Manteve colaboração diversificada na imprensa, assinou textos em jornais brasileiros e proferiu conferências sobre temas educativos e femininos. Faleceu em 21 de Maio de 1974, em Tabua, com quase noventa anos.

- Bárbara Rosa de Carvalho Pereira

Natural de Tomar, Rosa Pereira distinguiu-se por mais de três décadas dedicadas às causas republicana, pacifista, maçónica e feminista. Aderiu, no primeiro trimestre de 1907, ao Comité Português da associação pacifista francesa La Paix et le Désarmement par les Femmes e tornou-se numa das militantes mais activas do núcleo local da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Posteriormente, estando já a residir em Lisboa, aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde se manteve em actividade durante mais de 20 anos, até à sua proibição pelas autoridades fascistas do Estado Novo. Tal como muitas outras militantes, o desempenho de cargos directivos coincidiu com a iniciação na Maçonaria, em 1922.  Enquanto republicana, e num momento particularmente difícil, aderiu, em Maio de 1928, à campanha promovida pelo jornal O Rebate a favor dos presos, deportados e emigrados políticos.

2.º plano:


- Maria O'Neill (escritora) 
[Maria da Conceição Infante de Lacerda Pereira de Eça Custance O’Neill]
 
Escritora, poetisa, conferencista e propagandista republicana, socialista, feminista e espírita, nasceu em Lisboa, em 19 de Novembro de 1873. Para além da actividade literária, não descurou a intervenção associativa, cívica e política. Referenciada, em 1919, como militante socialista, tornou-se, depois, num dos nomes emblemáticos do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, evidenciando-se no início da década de 20. O seu dinamismo estendeu-se aos dois Congressos Feministas (1924, 1928) e Abolicionistas (1926, 1929). Tal como outras intelectuais suas contemporâneas, dedicou-se ao espiritismo e pertenceu ao Conselho Superior da Federação Espírita Portuguesa. Faleceu em 21 de Março de 1932, no Oceano Atlântico, quando regressava do Brasil, aonde se deslocara para fazer a sua propaganda.

- Angélica Porto - Vice-Presidente
[Angélica Cristina Irene Lopes Viana Porto]

Natural de Paço de Arcos, Angélica Porto tornou-se, pela militância e dedicação, um dos pilares do associativismo feminista português das primeiras três décadas do século XX. Começou por integrar, em 1907, a comissão de senhoras que procurou implementar, em Lisboa, uma Escola Maternal destinadas às crianças desprotegidas entre os 3 e os 6 anos de idade. Depois, aderiu à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e, em 1916, foi iniciada na Maçonaria. No âmbito da Liga Republicana, participou na vida associativa entre, pelo menos, 1914 e 1918, concorrendo para a sobrevivência da organização quando parte dos nomes mais relevantes a iam abandonando. Depois da extinção da Liga, manteve-se fiel ao ideal feminista e, com o mesmo voluntarismo, passou a colaborar, a partir de 1919, na revista Alma Feminina, órgão do CNMP, e exerceu cargos nos corpos gerentes. Devido à sua abnegação e desvelo, foi proclamada, no final da década de 1930, Presidente Honorária do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Para além da enorme respeitabilidade que granjeou nos meios feministas, educativos e operários, solidarizou-se, em 1928, com a campanha desenvolvida pelo jornal republicano O Rebate a favor dos presos, deportados e emigrados políticos e respectivas famílias, vítimas do regime repressivo que começava a consolidar-se em Portugal. 

- Beatriz Teixeira de Magalhães

Professora do ensino primário geral desde os primeiros anos do século XX, interveio no movimento associativo da classe, desempenhou cargos de direcção e participou em congressos. Identificada com os princípios da Educação Nova e da Escola Única, integrou o Grémio dos Professores Primários Oficiais, a União dos Professores Primários de Portugal, a Casa dos Professores Primários, a Associação dos Professores de Portugal e a Liga de Acção Educativa. Também se evidenciou enquanto feminista, encetando a sua colaboração com o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em meados da década de 20, onde desempenhou, entre 1927 e 1944, as mais diversas funções.

- Adelaide Cabete (médica) - Presidente
[Adelaide de Jesus Damas Brazão e Cabete]

Médica ginecologista e destacada propagandista republicana e feminista durante mais de três décadas, com influência e prestígio a nível nacional e além fronteiras, nasceu em Elvas, em 25 de Janeiro de 1867. Só depois de casada fez o exame de instrução primária, não mais parando de estudar até concluir, em 26 de Julho de 1900, a Licenciatura na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, com a Tese A Protecção às mulheres grávidas pobres como meio de promover o desenvolvimento físico das novas gerações. Combativa e persistente, tanto trabalhou pela melhoria das condições de vida das mulheres e das crianças, preocupando-se com os direitos das grávidas e a protecção das pobres, como se revelou intransigente defensora do ideário político e feminista, integrando o quarteto, com Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo e Maria Veleda, que marcou a sociedade portuguesa nas primeiras décadas do século XX. Começou por aparecer como Vogal do Comité Português da associação francesa La Paix et le Désarmement par les Femmes (1906); em 1907, iniciou-se na Maçonaria, no seio da qual batalhou pela igualdade de tratamento entre homens e mulheres; integrou, no mesmo ano, o Grupo Português de Estudos Feministas; e esteve associada à fundação da  Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1908. Ainda durante a Monarquia, desdobrou-se por iniciativas do Partido Republicano Português, dos Centros Escolares Republicanos, da Associação do Registo Civil e da Junta Federal do Livre Pensamento, não sendo um acaso ser escolhida para confeccionar as bandeiras vermelhas e verdes utilizadas na Rotunda durante a revolução de 5 de Outubro de 1910. Depois da militância na LRMP, surgiu, em 1914, como a impulsionadora do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, ainda que só a partir de 1920 se tenha tornado mais notório o papel por si desempenhado. O seu nome é indissociável do historial da agremiação por ter exercido o cargo de Presidente da Direcção, sucessivamente reeleita entre 1914 e 1935. Participou em Congressos nacionais e internacionais, quer como delegada oficial do governo, quer como mandatária do CNMP, em resultado da filiação na International Council of Women e na International Woman Suffrage Alliance. Preocupada, enquanto médica e professora, com a divulgação de informações científicas, escreveu sobre a educação, a amamentação, o espartilho, os preceitos da higiene, as doenças infecciosas, o alcoolismo, a puericultura, o abolicionismo e a eugenia, sempre numa perspectiva didáctica e recorrendo a uma linguagem acessível, por vezes coloquial. Participou, em 1928, na primeira campanha realizada em prol das famílias dos presos, deportados e emigrados políticos, promovida por sugestão do jornal republicano O Rebate e, em 1929, partiu inesperadamente para Angola, onde, talvez ingenuamente, plebiscitou a Constituição de 1933. Faleceu em Lisboa em 19 de Setembro de 1935, com 66 anos. 

3.º plano:


- Fábia Ochôa Arez

Professora, natural de Bragança, foi iniciada na Maçonaria em 1912 e militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde exerceu cargos dirigentes ao longo de toda a década de 20.

- Maria da Luz de Campos Santos

Militante do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, desempenhou, entre 1928 e 1934, diversos cargos. 

- Zoé Grabit Pereira

Militante de Lisboa do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, pertenceu à sua Direcção durante quase duas décadas, entre 1928 e 1945. 

- Mariana da Assunção da Silva

Natural de Vila Franca de Xira e educanda do Asilo de S. João, de onde saiu com o curso de professora, manteve, ao longo de quase quarenta anos, intervenção ininterrupta em organizações de mulheres, tendo vivido essa militância em regimes tão díspares como a Monarquia, a República, a Ditadura Militar e o Estado Novo: batalhou na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas até à sua extinção (1919) e, depois, no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde desenvolveu actividades directivas durante anos consecutivos. Depois de se ter revelado um quadro fundamental na subsistência da LRMP, manteve no CNMP a mesma capacidade de intervenção, muito contribuindo para a sua sobrevivência “durante os anos em que ele quase estagnou”. Foi, provavelmente, a única activista que, entre 1908 e 1947, nunca se escusou a intervir em prol dos direitos das mulheres, mesmo quando as condições eram adversas, fazendo a ponte entre diferentes gerações de republicanas e feministas. Faleceu em 1950, com 83 anos.

- Elina Guimarães (advogada) - Vice-Presidente
[Elina Júlia Chaves Pereira Guimarães da Palma Carlos]

Dedicou-se, desde muito nova, à defesa intransigente dos direitos das mulheres e pode ser considerada a herdeira dos valores da primeira geração de feministas portuguesas, preservando-os durante a vigência do Estado Novo e avivando-os no período subsequente à revolução de Abril de 1974. Nasceu em Lisboa, em 8 de Agosto de 1904 e licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, com a classificação de 18 valores. Não chegou a exercer a advocacia, embora assinasse os textos como advogada, trabalhou durante algum tempo no Tribunal de Menores e casou, em 1928, com o advogado Adelino da Palma Carlos, colega desde os tempos do Liceu. A partir de 1925, quando estudante universitária, interveio no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, para o qual terá sido convidada por Adelaide Cabete, mantendo-se na agremiação até à sua proibição. Coube-lhe a presidência da Comissão Executiva da subscrição nacional aberta pelo jornal O Rebate a favor das famílias dos presos, deportados e emigrados políticos.

- Maria Luísa Amaro

Professora em Lisboa, militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde desempenhou cargos entre 1921 e 1934. Aderiu, em Junho de 1928, à campanha nacional promovida pelo jornal republicano O Rebate a favor das famílias dos presos, deportados e emigrados políticos.

- Deolinda Lopes Vieira Pinto Quartin

Nasceu em Beja, em Julho de 1888, e faleceu em Lisboa, cidade onde passou a viver desde os doze anos, em 8 de junho de 1993, com 104 anos de idade. Frequentou a Escola Normal de Lisboa, participou na greve académica de 1907, especializou-se no ensino infantil e exerceu a profissão docente na Escola Oficina N.º 1. Após a implantação da República, interveio no Segundo Congresso Nacional do Livre Pensamento e, entre 1913 e 1915, esteve no Brasil, por o marido, o jornalista anarcossindicalista António Tomás Pinto Quartim ter sido expulso do país. De volta a Portugal, voltou a leccionar na Escola-Oficina N.º 1 e aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas onde, a partir do início da década de 20, interveio no âmbito da sua actividade profissional. Depois de um interregno, voltou a aderir ao CNMP, integrando o numeroso grupo de Lisboa que, em 1945, se filiou na agremiação. 

- Cipriana Nogueira

Natural de Lisboa, militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas durante mais de uma dezena de anos. Iniciada na Maçonaria em 1923.

- Fernanda de Pinho Ferreira Pimentel

Activista do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas entre, pelo menos, 1925 e 1945. Trata-se de mais um caso em que a militância feminista é subsequente à iniciação na Maçonaria (1924).

[João Esteves]

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

[2498.] CARMEN DOLORES [I] || 1924 - 2021

 * CARMEN DOLORES *

[22/04/1924 - 15/02/2021]

Em 1945, com 21 anos, quando já trabalhava na Rádio e tinha participado no filme Amor de Perdição, Carmen Dolores integrou o numeroso grupo de mulheres que aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas [“Novas sócias”, Alma Feminina, n.º 14, Novembro de 1945].

[Carmen Dolores com 20 anos || in Jornal de Letras, 25/05/2005-07/06/205]

domingo, 21 de abril de 2019

[2115.] VIRGÍNIA INÊS DE LIMA [I] || PRESA POLÍTICA (1937 - 1938)

* VIRGÍNIA INÊS DE LIMA *
[13/07/1912 - ?]

[Virgínia Inês Lima || 1937 || ANTT || RGP/8925 || PT-TT-PIDE-E-010-45-8925_m0255]

Filha de Maria de Castro Lima e de Teófilo Augusto Rodrigues de Lima, Virgínia Inês Lima nasceu em 13 de Julho de 1912, em Lisboa.

Professora, envolveu-se em actividades políticas na década de 30. 

Presa em 22 de Novembro de 1937 pela Secção Política e Social da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, juntamente com o professor liceal e importante dirigente comunista Alberto Emílio de Araújo [14/12/1909 - 19/031955], enviado posteriormente para o Campo de Concentração do Tarrafal, depois de ter passado pelas prisões do Aljube, Caxias e Peniche [ANTT, Cadastro Político 8401 - Processo 3198]. 

[Virgínia Inês Lima || 1937 || ANTT || RGP/8925 || PT-TT-PIDE-E-010-45-8925_m0255]

Levada para uma esquadra incomunicável, foi transferida para a Cadeia das Mónicas em 28 de Março de 1938 e libertada em 11 de Junho de 1938, permanecendo encarcerada cerca de sete meses [Processo 25/938].

[Virgínia Inês Lima || 1937 || ANTT || RGP/8925 || PT-TT-PIDE-E-010-45-8925_m0255]

Pouco tempo depois, Virgínia Lima terá ido estudar para Paris e, devido à 2.ª Guerra, refugiou-se na Suíça onde conheceu um refugiado húngaro que também sabia latim e com quem acabaria por casar.

De regresso a Portugal, militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e integrou, em 1945, as Comissões de Educação e de Propaganda, sendo referenciada como Dr.ª.


Leccionou Português e Latim no Liceu de Oeiras, onde era muito conceituada. Como não podia concorrer, era o Reitor que se responsabilizava por ela.

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 8401 [Virgínia Inês de Lima / PT-TT-PIDE-E-001-CX15_m0702].
ANTT, Registo Geral de Presos 8925 [Virgínia Inês Lima / PT-TT-PIDE-E-010-45-8925_m0255].

[João Esteves]

sábado, 17 de fevereiro de 2018

[1743.] ADELAIDE BRAMÃO [I]

* ADELAIDE BRAMÃO *
[1872 - 1963]

* ACTIVISTA DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || 1945 || LISBOA *

Nasceu em 1872 e faleceu, nonagenária, em 1963. 

Casada com o escritor e político Alberto Allen Pereira de Sequeira Bramão [1865-1944] que, nos últimos anos da Monarquia, reivindicou a Lei do Divórcio e cooperou, em 1909, com Ana de Castro Osório na campanha promovida pela Liga Republicana das Mulheres Portuguesas a favor da sua aprovação pelo Parlamento. 

A sua casa era frequentada por Maria Lamas, enviuvou em 1944 e no ano seguinte, já septuagenária, integrou o numeroso grupo de mulheres que, em Lisboa, aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas quando aquele passou a ser presidido por aquela escritora. 

[12/01/1935 || O júri do concurso infantil promovido pelo Modas e Bordados || Maria Lamas; Alice Ogando; Adelaide de Lima Cruz; Maria Rio de Carvalho; Adelaide Bramão; Judite Maggioli Serra Ribeiro || ANTT]

Na mesma época, substituiu o marido na chefia da delegação da Voz de Portugal, periódico do Rio de Janeiro, e colaborou em O Senhor Doutor, “um amigo que diverte, educa e instrui”, jornal para crianças criado na década de trinta. 

Usou o pseudónimo Baronesa X, sob o qual publicou O que as crianças devem saber: história de dois traquinas, para os mais novos, e os livros Breviário da dona de casa e Saber viver: regras de etiqueta, opiniões e conselhos, que teve várias edições. 

Esteve representada com este último na “Exposição de Livros Escritos por Mulheres” promovida pelo CNMP na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947). 

Colaborou na organização de dois livros póstumos do marido, ambos datados de 1945. 

[João Esteves]

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

[1739.] ABIGAIL DE PAIVA CRUZ [I]

* ABIGAIL DE PAIVA CRUZ *
[1883 - 1944]

* CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || 1931-1938 || LISBOA *

[Abigail de Paiva Cruz || 1928]

Escultora, pintora e tecedora de rendas. 

Nasceu em 28 de Abril de 1883, no Porto, e faleceu em Lisboa em 8 de Outubro de 1944. 

Embora autora de quadros a óleo e de estatuetas, esta discípula de Marques de Oliveira e aluna de Teixeira Lopes destacou-se enquanto artista de rendas, com exposições em Lisboa, Paris (Casa Fast, 1925) e Madrid. 

A revista lisboeta Vida Feminina dedicou-lhe, no número de 10 de Agosto de 1925, uma notícia elogiosa e Sara Beirão enalteceu, em texto datado de Março de 1928, o talento reconhecido internacionalmente. 

[Abigail de Paiva Cruz || Ilustração Portuguesa - N.º 734 || 15/03/1920]

Em 1931, foi convidada pela revista Portugal Feminino a inserir nas suas páginas um curso de rendas de bilros, de croché e outras. 

Nesse mesmo ano, quando gozava de reconhecido prestígio e acabara de abrir uma escola de rendas na Rua das Picoas, n.º 9, aderiu, juntamente com a pintora Emília Adelaide dos Santos Braga, ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas por proposta da Vice-Presidente em exercício, a escritora Sara Beirão. 

Desempenhou, entre 1932 e 1938, funções na Comissão de Arte, onde colaborou com as escritoras Ana das Neves Patrício Álvares (Anita Patrício), Beatriz Arnut, Branca de Gonta Colaço e Maria Amélia Teixeira. Foi eleita sua Secretária em 1936 e 1937 e, em 1938, tornou-se Presidente.

[João Esteves]

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

[1692.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLVI] || 1947

* CIRCULAR DO CNMP ÀS SÓCIAS INFORMANDO-AS DA DECISÃO, FAVORÁVEL, DO AUDITOR ADMINISTRATIVO DE LISBOA || 08/08/1947 *


[1691.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLV] || 1947

* CIRCULAR DO CNMP ÀS SÓCIAS INFORMANDO-AS DA DECISÃO, FAVORÁVEL, DO AUDITOR ADMINISTRATIVO DE LISBOA || 04/08/1947 *


[1690.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLIV] || 1947

* DESPACHO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA DE LISBOA, FAVORÁVEL AO RECURSO INTERPOSTO PELO CNMP || 28/07/1947 *

Em 23 de Julho, Maria Lamas, na qualidade de Presidente do CNMP, interpôs recurso para a Auditoria Administrativa de Lisboa que suspendeu, provisoriamente, o despacho do Governador Civil de 4 de Julho de 1947.


[1689.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLIII] || 1947

* EXPOSIÇÃO DO CNMP AO MINISTRO DO INTERIOR NA SEQUÊNCIA DO SEU ENCERRAMENTO PELO GOVERNADOR CIVIL DE LISBOA *

 

[1688.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLII] || 1947

* CARTA DO GOVERNADOR CIVIL DE LISBOA, MÁRIO MADEIRA, A MARIA LAMAS, CONFIRMANDO O ENCERRAMENTO DO CNMP E DA SUA SEDE || 08/07/1947 *



[1687.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLI] || 1946

* CONVOCATÓRIA PARA A ASSEMBLEIA GERAL DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS DE 25 DE JUNHO DE 1946 || 08/06/1946 *


[1686.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XL] || 1948

* CIRCULAR DA DIRECÇÃO DO CNMP ÀS SÓCIAS || 10/01/1948 *

Circular dirigida às sócias do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas a explicar as diligências realizadas para reabrir a agremiação de forma a que "continue no desempenho da utilíssima missão para que foi instituído".


[1685.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESES [XXXIX] || 1947

* DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO AO RECURSO INTERPOSTO PELO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS NA AUDITORIA ADMINISTRATIVA DE LISBOA || 16/08/1947 *

Em 28 de Junho de 1947, o CNMP foi proibido por despacho do Governador Civil de Lisboa, Mário Madeira, tendo a sua sede sido encerrada.

Em 23 de Julho, Maria Lamas, na qualidade de Presidente do CNMP, interpôs recurso para a Auditoria Administrativa de Lisboa que suspendeu, provisoriamente, o despacho do Governador Civil.

O Governador Civil recorreu para o Supremo Tribunal Administrativo, tendo este revogado a decisão da Auditoria Administrativa de Lisboa, considerando que este não tinha competência para decidir sobre o recurso apresentado pelo CNMP.

Esta decisão data de 16 de Agosto de 1947.

Em 1 de Outubro, Maria Lamas tentou interpor recurso directo perante o Supremo Tribunal Administrativo, o qual não foi aceite "por haverem já passado vinte dias sobre a notificação ao Conselho da decisão recorrida."



[1684.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXXVIII] || 1947

* CNMP || PROGRAMA DA EXPOSIÇÃO DE LIVROS ESCRITOS POR MULHERES DE TODO O MUNDO NA SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES || JANEIRO 1947 *

|| PALESTRAS E FILMES ||