[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

[1308.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [II]

* VIVER NA CLANDESTINIDADE *

|| FAUSTINA BARRADAS || MARIANA RAFAEL ||

|| MUSEU DO ALJUBE || 20 DE JANEIRO ||


Sobre a militância de Faustina Barradas [Faustina Maria Condeças Barradas], jovem alentejana que entrou para a clandestinidade aos 16 anos, ver o Público de dezembro de 2012 ou reler as declarações/informações prestadas ao Diário de Notícias em Fevereiro de 2015.


[Fotografia de Faustina Barradas retirada, com a devida vénia, de Terra Ruiva - Jornal do Concelho de Silves || 28/05/2015]

Faustina Barradas é, provavelmente, filha de Faustina Maria Candeias Condeças e de Sebastião Camilo Barradas, presos numa casa de apoio em Outubro de 1965.

Quanto a Mariana Rafael, independentemente do próprio percurso trilhado, ver notas biográficas da mãe, Catarina Ramos Machado Rafael [e aqui] e do pai, Joaquim Serrão Rafael, um casal que viveu 26 anos consecutivos na clandestinidade.

domingo, 19 de julho de 2015

[1032.] CATARINA RAMOS MACHADO [RAFAEL] [IV]


[1917-15/04/2010]

Quase 90 anos decorridos sobre o triunfo do Golpe  Militar de 28 de Maio de 1926 e 41 sobre o 25 de Abril de 1974, a Historiografia e os estudos académicos continuam a deixar na sombra muitos dos, apesar de tudo, poucos Homens e Mulheres que quiseram e souberam combater e resistir a uma ditadura de 48 anos.

E porque muitos desses Homens e Mulheres nunca procuraram o protagonismo, não tiveram necessidade de se evidenciar publicamente ou vangloriar-se, o silêncio torna-se ainda mais pesado e duradouro.

Catarina Ramos Machado é um daqueles nomes pouco estudados e conhecidos, até porque nunca foi presa pela polícia política, embora tenha mantido, entre 1947 e 1973, ininterrupta atividade nas tipografias clandestinas do Partido Comunista.

Mesmo antes de casar com Joaquim Serrão Rafael [14/12/1907-22/07/1974] e de enveredar pela clandestinidade, Catarina Machado já sabia o que era a luta política e a repressão policial. 

Nascida em Vale de Vargo, concelho de Serpa, era filha de Bernardino Batista Machado [n. 16/08/1889, filho de Bernardino José Machado e de Catarina de Jesus Batista] e de Mariana Ramos Godinho.

O pai, comerciante, era militante do Partido Comunista desde a 1.ª República e por sua casa, junto à fronteira com Espanha, passaram muitos quadros clandestinos em trânsito, incluindo Bento Gonçalves.

Também o irmão de Catarina Machado, Fiel Godinho Machado [n. 1912], teve militância e pai e filho foram presos em Janeiro de 1937 por propaganda comunista. Fiel Machado foi libertado em 6 de Maio e o pai, violentamente agredido e enviado para o Aljube, saiu a 5 de Junho de 1937, tendo sido encaminhado para a enfermaria nos dias anteriores à sua libertação. 

Catarina Ramos Machado aderiu ao Partido Comunista no início da década de 40 e com Joaquim Rafael, camponês nascido em Tremês, no distrito de Santarém, com quem casou, trabalhou 26 anos consecutivos em tipografias clandestinas de vários pontos do país sem que o casal tenha sido preso pela PIDE. 

Devido ao estado de saúde do marido, vítima de doença provocada pelo chumbo das tipografias, tiveram de deixar, contra vontade, a clandestinidade em 1973, tendo Joaquim Rafael morrido três meses após o 25 de Abril. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

[1025.] CATARINA RAMOS MACHADO [RAFAEL] [III]

* CATARINA RAMOS MACHADO E JOAQUIM SERRÃO RAFAEL *
- 26 ANOS CONSECUTIVOS NAS TIPOGRAFIAS CLANDESTINAS || [1947-1973] -

JOAQUIM RAFAEL
 [14/12/1907-22/07/1974]

                  [Diário de Lisboa, 24/07/1974]               

CATARINA MACHADO 
[1917-15/04/2010]

* ENTREVISTA A GINA DE FREITAS || DIÁRIO DE LISBOA || NOVEMBRO 1974 *



[Diário  de Lisboa, 27/11/1974]

quarta-feira, 7 de maio de 2014

sábado, 3 de maio de 2014

[0615.] CATARINA RAMOS MACHADO [RAFAEL] [I]


* CATARINA RAMOS MACHADO *

[1917-15/04/2010]

** 26 anos consecutivos em tipografias clandestinas **

Nasceu em Vale de Vargo, concelho de Serpa, em 1917 e faleceu a 15 de abril de 2010, em Almada, com 92 anos. 

O pai e o irmão tinham, desde os anos 30, atividade política, recebendo em sua casa, entre outros, Bento Gonçalves. 

Catarina Ramos Machado terá aderido ao Partido Comunista no início da década seguinte e manteve, entre 1947 e 1973, papel de destaque na edição da imprensa clandestina. 

Com Joaquim Serrão Rafael [14/12/1907-22/07/1974], camponês nascido em Tremês, no distrito de Santarém, com quem casou, trabalhou 26 anos consecutivos em tipografias clandestinas de vários pontos do país, nunca sendo presos pela polícia política. 

O trabalho de tipógrafo do casal foi sempre considerado de extrema importância e reconhecido pelas sucessivas direções políticas. 

Ela e o marido foram responsáveis pela impressão do Avante!, O Militante, O Camponês, O Têxtil, A Terra, Tribuna Militar (órgão da Comissão de Unidade Militar), o Amanhã (jornal de jovens das Juntas Patrióticas da Juventude) e outros jornais e folhetos. 

Devido ao estado de saúde do marido, vítima de doença provocada pelo chumbo das tipografias, tiveram de deixar, contra vontade, a clandestinidade em 1973, tendo Joaquim Rafael morrido escassos dois meses após o 25 de Abril. 

A filha, Mariana Rafael, nascida em 1949 numa tipografia situada na freguesia de Coina, cresceu e viveu na clandestinidade até 1974 e muito cedo passou a ajudar na composição e impressão das edições, tornando-se a mais nova tipógrafa clandestina. Os seus dois filhos também nasceram na clandestinidade.


[João Esteves, "Catarina Ramos Machado [Rafael], Feminae. Dicionário Contemporâneo, Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]