[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Aranha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Aranha. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de dezembro de 2019

[2200.] ÁLVARO MONTEIRO RODRIGUES PATO [I] || MUSEU DO ALJUBE - 4 DE DEZEMBRO

* ÁLVARO PATO *

[Álvaro Pato]

MUSEU DO ALJUBE || VIDAS NA RESISTÊNCIA 

CONVERSA CONDUZIDA POR ANA ARANHA || 4 DE DEZEMBRO DE 2019 || 16 HORAS


Falar de Álvaro Pato é reviver décadas de luta antifascista, marcadas pela dor, sofrimento, resistência e coerência política ímpar, mas serve, também, para constatar a impunidade, após 1974, dos que prenderam, torturaram e mataram durante 48 anos.

                [Octávio Pato]                [Antónia Joaquina Monteiro]

Filho de Antónia Joaquina Monteiro e de Octávio Floriano Rodrigues Pato [01/04/1925 - 19/02/1999], ambos militantes do Partido Comunista, Álvaro Monteiro Rodrigues Pato nasceu em Março de 1950, quando os pais estavam na clandestinidade.

[Carlos Pato]

Quando nasceu, o tio, Carlos Pato [Carlos Alberto Rodrigues Pato (21/12/1920 - 26/06/1950)], igualmente militante do Partido Comunista, estava preso em Caxias e não tardaria a morrer devido às violentas torturas sofridas às mãos da PIDE, deixando uma filha e um filho muito pequenos, respectivamente com 20 e 7 meses. 

Como os riscos eram muitos e, com apenas dezasseis meses, Álvaro Pato passou a viver com os avós paternos [Maria da Conceição Rodrigues Pato (n. 1900) e João Floriano Baptista Pato (26/06/1895 - 14/12/1983)], em Vila Franca de Xira, sendo que a avó foi a mulher que, entre 1949 e 1974, mais anos passou a caminho das prisões fascistas para visitar os filhos, a nora ou o neto.

[Maria da Conceição Rodrigues Pato || Diário de Lisboa || 25/09/1974]

Aos nove anos, Álvaro reencontrou-se, fugazmente, com o pai num encontro clandestino preparado na Nazaré; voltou a ver a mãe somente aos treze, quando ela lhe apareceu junto à casa dos avós paternos.

[Abel Rodrigues Baptista Pato || 20/11/1953 || ANTT || RGP/21381 || PT-TT-PIDE-E-010-107-21381_m0367]

Em 1961, com a prisão do pai e da companheira, Albina Fernandes [05/01/1929 - 02/10/1970], Álvaro Pato, um rapazito de 11 anos, iniciou as suas caminhadas semanais a Peniche e a Caxias para os ver, acompanhando o tio Abel [Abel Rodrigues Baptista Pato, chegou a estar preso no Aljube em finais de 1953, inícios de 1954], a avó Maria, o avô João e os (novos) irmãos Isabel e Rui. Visitas que se prolongaram por muitos anos, nove, até à libertação do pai, chegando, nas férias, a estar acampado 15 dias no parque de campismo de Peniche, para o poder visitar com mais frequência, muito contribuindo para o estreitamento dos laços afectivos (e também políticos) entre os dois.

[Albina Fernandes]

Entretanto, Álvaro Pato começou a participar na secção cultural da União Desportiva Vila-franquense, onde conheceu, por exemplo, Vítor Dias, e por volta dos dezasseis anos ingressou no Partido Comunista.  

Passou pela Escola Machado de Castro e, em 1968, entrou no Instituto Industrial, também em Lisboa, tendo feito parte da direcção da Associação, entretanto encerrada pelas autoridades académicas, o que provocou greves às aulas e a prisão de vários colegas. A viver num quarto em Lisboa, foi avisado pelos avós que a GNR o tinha procurado com um mandado de captura e passou a viver numa semi-clandestinidade, sustentando-se como desenhador através de projectos de construção civil que Álvaro Veiga de Oliveira [25/01/1929 - 24/08/2006] lhe entregava.

Em Outubro de 1970, Albina Fernandes suicidou-se, cabendo a Álvaro Pato dar a notícia ao pai e ao irmão Rui.

Mobilizado para a tropa em 1971, desertou em Abril de 1972 por estar em vias de ser enviado para a Guiné, já que era «politicamente suspeito», informação dada por um alferes, comandante de pelotão. Entrou, então, na clandestinidade, chegando a reencontrar o pai, também na clandestinidade, numa reunião política ocorrida no Porto em Outubro de 1972. Passou a ser António Gomes da Silva, segundo o forjado documento de identificação.


[Álvaro Pato || in Joana Pereira Bastos, Os últimos presos do Estado Novo, Oficina do Livro, 2013, p. 135]

Em 25 de Maio de 1973, quando tinha por tarefa a organização, na Margem Sul, de um movimento de jovens trabalhadores, foi preso num autocarro apanhado em Coina, devido a denúncia do jovem com quem se ia encontrar: Silvano, com dezoito anos, era, afinal, informador da PIDE. 

Seguiu, primeiro, para a delegação da PIDE em Setúbal, onde não prestou quaisquer declarações. Levado para Caxias, e apesar da recusa em se identificar, foi reconhecido por um guarda do tempo em que visitava a companheira do pai, Albina Fernandes.

Começaram as torturas, tendo a do sono perdurado por 11 dias e 11 noites. Não falou. Quando presente a Tribunal Militar, devido à deserção, ousou  denunciar os maus-tratos que a PIDE lhe tinha infligido, o que teve por consequência ser espancado no regresso à prisão.

Libertado em 27 de Abril de 1974, tinha à sua espera a mãe: "Não trocaram uma palavra. Abraçaram-se a chorar, durante largos minutos" [Joana Pereira Bastos, Os últimos presos do Estado Novo, Oficina do Livro, 2013, p. 135].

[Álvaro Pato || in Joana Pereira Bastos, Os últimos presos do Estado Novo, Oficina do Livro, 2013, p. 135]

Recuperar a liberdade não é sinónimo de remeter para o passado os espancamentos e as torturas infligidas pela PIDE. Esses momentos nunca se apagam, continuam alojados na memória e no corpo. Sempre. Por tudo isto, é necessário falar sobre o que foram 48 anos de ditadura. E é das suas vivências, muitas delas dolorosas, que Álvaro Pato, provavelmente, conversará nesta quarta-feira, 4 de Dezembro, no Museu do Aljube, com Ana Aranha.

[João Esteves]

segunda-feira, 11 de março de 2019

[2073.] HELENA NEVES [II] || VIDAS PRISIONÁVEIS NO MUSEU DO ALJUBE

* VIDAS PRISIONÁVEIS || HELENA NEVES *

MUSEU DO ALJUBE, DA LIBERDADE E DA RESISTÊNCIA

CONVERSA CONDUZIDA POR ANA ARANHA || 13 DE MARÇO DE 2019 || 16 HORAS


«Vidas Prisionáveis

De jovem estudante contra o regime a lutadora pelos direitos das mulheres no quadro do Movimento Democrático de Mulheres. Pelo meio as prisões da Ditadura e depois a vida de empenhamento político no Portugal de Abril. Assim se fez, em traços muito largos, a vida de Helena Neves que vamos ouvir contar em Vidas Prisionáveis.»

quarta-feira, 28 de março de 2018

[1778.] MEMÓRIAS DO EXÍLIO [I]

* MEMÓRIAS DO EXÍLIO || ANA ARANHA E CARLOS ADEMAR *

[Edições Parsifal || 2018 || Imagem de capa de Fernando Mariano Cardeira]

Contam-se por muitos milhares os exilados políticos portugueses entre 1926 e 1974. Os militares, republicanos, anarcossindicalistas e comunistas que se envolveram nas revoltas e revoluções contra a Ditadura Militar tiveram como destino a prisão, a deportação, o exílio e, por vezes, a morte, sendo que muitos desses nomes perderam-se no tempo e permanecem no anonimato, sem o devido reconhecimento dos vindouros. Suportaram e superaram dificuldades hoje inimagináveis, longe de familiares e amigos, num quotidiano sem comunicações e onde a luta pela sobrevivência e a penúria económica era uma constante, num mundo de perigos entre as Grandes Guerras.

Se esses exilados, que foram, sublinhe-se, aos milhares, continuam olvidados, Memórias do Exílio, conversas/entrevistas radiofónicas com Ana Aranha datadas de 2017 e editadas com Carlos Ademar [Edições Parsifal, 2018], dão a conhecer vivências e percursos de doze exilados políticos da década de 1960.

O país, mais de três décadas depois dos primeiros exilados, continuava sob Ditadura, entretanto rebaptizada de Estado Novo, e se o combate, a dor da partida, a solidão, a saudade, as rupturas familiares/afectivas e o desenraizamento seriam idênticos, acrescentava-se, a partir de 1961, a Guerra Colonial. À prisão e à tortura de quem combatia e denunciava o regime, sobrepunha-se a incorporação militar tendo como destino a Guerra Colonial nos territórios onde, na transição da década de 20 para a de 30, milhares de presos políticos tinham sido deportados.

Se quase todos os nomes expostos por Ana Aranha e Carlos Ademar são facilmente reconhecidos na sociedade pós-25 de Abril, já os sobressaltos, temores e lutas por que passaram estes sete homens e cinco mulheres constituem um importante contributo para avivar a memória de um país desmemoriado e pouco dado a brandos costumes.

Mais do que Memórias do Exílio, são memórias de exílios: Ana Benavente, exilada em Genebra entre 1965 e 1974, partiu aos 19 anos; Cláudio Torres saiu em 1961, aos 21 anos, e passou por Rabat, Argel e Praga, antes de se fixar em Bucareste; Fernando António Almeida passou, nos seus oito anos de exílio, por França, Itália, Bélgica e Argélia; Fernando Mariano Cardeiro, desertor da Guerra Colonial, exilou-se na Suécia a partir de Setembro de 1970; Hélder Costa partiu, em 1967, a salto para França, tendo, no entanto, vindo por três vezes clandestino a Portugal; Helena Cabeçadas partiu aos dezassete anos, proibida de concluir a cadeira que lhe faltava do 7.º ano do Liceu, e fixou-se, em 1965, na Bélgica [v. Helena Cabeçadas, Bruxelas, Cidade de Exílios, Chiado Editora, 2014], tendo, nesses dez anos, entrado em Portugal nalgumas ocasiões; Luís Cília, cujo disco Portugal-Angola é um marco na luta anticolonialista, rumou a Paris em 1964; Luísa Tito de Morais, tal como quatros irmão, conheceu o exílio forçado a partir de 1961, passando por Paris, Praga e Argel; Manuel Pedroso Marques, participou no Golpe de Beja e, depois de quase três anos asilado na Embaixada do Brasil, seguiu clandestinamente para Paris, donde viajou para aquele país [v. Manuel Pedroso Maques, Os Exilados – Não Esquecem Nada Mas Falam Pouco, Âncora Editora, 2015]; Manuel Villaverde Cabral permaneceu onze anos em França (“tinha vinte e três anos e voltei ia fazer trinta e quatro”); Margarida Tengarrinha esteve exilada seis anos, após o assassinato de José Dias Coelho, seu companheiro, radicando-se em Moscovo e, depois, em Bucareste, regressando à luta política em 1968; e por fim, Teresa Rita Lopes, com três filhos pequenos, rumou para França em finais de 1963. 

[Edições Parsifal || 2018]

Cada um dos testemunhos incorpora Histórias pessoais e colectivas, ramificando-se por muitos outros nomes e acontecimentos, devidamente explicitados em esclarecedoras notas de rodapé.  Em todos, sobressai a mesma vontade de lutar contra o fascismo, a militância anticolonialista, a solidariedade entre os pares, o alargamento de horizontes, a saudade das pequenas coisas e, também, quão importante foi o apoio familiar, mesmo quando à distância de milhares de quilómetros. 

Como os testemunhos de Memórias do Exílio bem evidenciam, o Exílio não constitui apenas uma ruptura para quem partiu e afecta, de outra forma, quem vê partir sem prazo de regresso.  

Falar de exílios é, numa nota pessoal, evocar um tio-avô materno que, depois de primeiro exílio em Paris e em Madrid, na década de trinta, voltou a exilar-se em 1949, após mais uma prisão na sequência do movimento de 10 de Abril de 1947, encabeçado por Mendes Cabeçadas. Quando regressava à sua terra, ao fim de dezasseis anos no Brasil, onde se cruzou com Manuel Pedroso Marques [autor de um dos testemunhos], faleceu de comoção à entrada da barra do Tejo, com 78 anos de idade.

Falar de exílios é, também, recordar uma mãe que todos os domingos à noite, entre Outubro de 1971 e Abril de 1974, preparava meticulosamente um pacote, atado por dois cordéis, de recortes seleccionados do Diário de Lisboa para ser enviado, acompanhado da carta semanal da família, sempre numerada, para milhares de quilómetros de distância.

Falar de exílios é, ainda, não esquecer um pai e uma mãe que puderam e souberam cuidar da família através de reencontros regulares aqui e acolá, pais esses dispostos, caso continuasse a Guerra Colonial, a abdicar da sua vida profissional e já preparados para acompanhar os outros filhos, todos rapazes, num exílio mais que previsível.

“Porque já passaram muitos anos, o tempo corre contra esta memória” [Ana Aranha, p. 53] e, por isso mesmo, urge preservá-la. Pelos exilados, pelos que ficaram e pelos contemporâneos. Por tudo, é de enaltecer este excelente documento histórico de Memórias do Exílio da autoria de Ana Aranha e Carlos Ademar e co-autoria dos doze exilados.

[João Esteves]

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

[1531.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [XI]

* MULHERES NA RESISTÊNCIA E NA CLANDESTINIDADE *

|| 19 DE OUTUBRO || 16 HORAS *

|| MESA REDONDA COM MULHERES DE MONTEMOR-O-NOVO E ÉVORA ||

|| MODERAÇÃO: ANA ARANHA ||


01. A reconstrução da História reflecte, sempre, os pressupostos  (ideológicos) do Historiador. 

02. Não há oposição e resistência duradoura à(s) Ditadura(s) sem a participação feminina. Muito menos quando ela se prolonga por décadas. 

03. A História das Oposições (1926-1974) continua a ser feita no masculino.

04. A História das Oposições, em Portugal, continua a preferir as partes ao todo.

05. Perduram os silêncios e esquecimentos. 

06. As mulheres, aquelas que lutaram, resistiram e afirmaram-se não podem ser entendidas como personagens secundárias ou figurantes.

07. Intervieram, mesmo quando muitos e muitas outras não o fizeram, não o quiseram ou cansaram-se.

08. E só porque intervieram, sobretudo em tempos difíceis e sombrios em que poucos e poucas ousavam arriscar, não merecem o atributo de vencidas, derrotadas ou irrelevantes, detentoras de papéis menores.

09. A História destas Mulheres, bem como dos Homens, está muito para além das suas prisões, insucessos, erros, episódios. 

10. A sua História é, também, o que souberam construir, as vitórias do dia a dia, a capacidade de resistir, as sociabilidades que desenvolveram... E isto, só por si, é muito, muitíssimo!

11. Estiveram lá, mesmo quando não as viam. Deixaram um legado, tarefa tanto mais difícil por muitas daquelas não terem sido presos ou não constarem, directamente, de processos da polícia política.

12. Importa redescobri-lo, sendo que por detrás de cada nome há um rosto e uma história. 

[Rose Nery Nobre de Melo, 1975]

[Gina de Freitas, 1975]

[Vanda Gorjão, 2002]


[Ana Barradas, 2004]

[Antónia Balsinha, 2005]


[João Céu e Silva, 2006]

[Teresa Fonseca, 2007]

[Lúcia Serralheiro, 2011]

[Cecília Honório, 2014]

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

[1529.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [X]

* VIDAS PRISIONÁVEIS || AURORA RODRIGUES *
[Aurora Rosa Salvador Rodrigues]

|| CONVERSAS CONDUZIDAS POR ANA ARANHA || 12 DE OUTUBRO DE 2016 || 16 HORAS ||


Presa pela PIDE em 3 de Maio de 1973, foi levada para Caxias e, durante três meses, mantida em regime de rigoroso isolamento, sem possibilidade de contactar um advogado.

Foi barbaramente espancada e submetida a longos períodos de tortura do sono, tendo sido libertada ao fim de três meses, sem acusação e sem ir a julgamento.

Ana Aranha e Carlos Ademar reuniram o seu testemunho no livro No limite da dor. A tortura nas prisões da PIDE [Edições Parsifal, 2014].

[In Ana Aranha e Carlos Ademar || No limite da dor || Edições Parsifal, 2014]

domingo, 15 de maio de 2016

[1476.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [VII]

* VIDAS PRISIONÁVEIS *

|| ARTUR PINTO || FILIPE ROSAS *

|| CONVERSAS CONDUZIDAS POR ANA ARANHA || 18 DE MAIO DE 2016 || 16 HORAS ||


|| ARTUR PINTO ||

[Fotografia retirada do Blogue Antifascistas da Resistência]

|| Dados retirados da Biografia de Helena Pato para o Blogue Antifascistas da Resistência || 05 de Junho de 2015 ||

Nasceu em 1942.

Participou na campanha eleitoral da candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958.

Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa entre 1961 e 1965, sendo dirigente estudantil entre 1963 e 1965.

Em 1965, foi preso pela PIDE e julgado em Tribunal Plenário.

Em 1968, enquanto prestava serviço militar, apoiou e colaborou na fuga de dois camaradas africanos que se vão juntar à luta do PAIGC.

Militou no movimento CDE, em 1969.

Em 1970 apoiou e colaborou na fuga de dois militantes antifascistas para França.

Em Maio de 1974, enquanto independente, encontrou-se com um elemento do secretariado do PCE para colaborar no apoio à visita clandestina a Lisboa de Santiago Carrillo, secretário-geral daquele partido.

[...]

Foi um dos fundadores, em 2005, do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM), integrando os seus corpos gerentes desde o principio desta associação. 

Criou e coordenou a Comissão para as Comemorações da Crise Académica de 1962, de que se destacaram as do Cinquentenário. 

Coordenou a publicação do livro evocativo "100 Dias Que Abalaram o Regime".

Foi um dos obreiros da homenagem aos advogados dos presos políticos, promovida pelo NAM, na Assembleia da República, em Janeiro de 2014.

|| FILIPE MANUEL MENDES ROSAS ||

Preso em 1965.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

[1464.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [VIII]

* VIDAS PRISIONÁVEIS || JAIME CONDE *
[Jaime do Rosário Fernandes Conde]

|| CONVERSAS CONDUZIDAS POR ANA ARANHA || 11 DE MAIO DE 2016 || 16 HORAS ||



Sobre a "Revolta da Sé" [1959], ler o texto de Irene Pimentel, de 23 de Março de 2009, no Blogue Caminhos da Memória.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

[1460.] O QUE O TEMPO NÃO APAGOU [III] || CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO

* ANTENA 1 || PROGRAMA DE ANA ARANHA || CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO *

8.º Episódio: A vida e a obra de Carolina Beatriz Ângelo. Médica, republicana e sufragista, foi a primeira mulher a votar em Portugal. 

Neste programa de Ana Aranha, participam: Maria João Fagundes (bisneta), Vasco Ferreira (trineto) e o investigador João Esteves | 29 Abr, 2016.



sexta-feira, 29 de abril de 2016

[1457.] O QUE O TEMPO NÃO APAGOU [II] || CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO

* O QUE O TEMPO NÃO APAGOU || ANTENA 1 || PROGRAMA DE ANA ARANHA *

|| CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO || 29 DE ABRIL || 23 HORAS ||



A propósito deste programa de Ana Aranha, reproduz-se um excerto do texto escrito aquando do centenário do voto de CBA, em maio de 2011, celebrado na Universidade Nova de Lisboa

"Carolina Beatriz Ângelo e o Voto – Um não acaso

Apesar do voto de Carolina Beatriz Ângelo ser considerado como fortuito e, como tal, sistematicamente desvalorizado no contexto da I República, ele deve ser antes entendido no contexto de um processo iniciado nos últimos anos da Monarquia e que levou a esse desfecho não tão imprevisível como isso.

Embora se possa sempre invocar que se tratou de um acto isolado, sem consequências outras que não uma vitória individual, a que não seria alheio o facto do juiz que autorizou o recenseamento eleitoral de Carolina ser o pai da amiga Ana de Castro Osório, também não é menos verdade que o sufrágio feminino era o culminar de uma estratégia mobilizadora das militantes republicanas e que vinha sendo delineada antes do triunfo da República.

O voto, mais do que um acaso, só foi tornado possível porque a elite das republicanas funcionara, ainda durante a Monarquia, como um verdadeiro grupo de pressão junto dos dirigentes republicanos, por pertencerem à mesma geração e frequentarem meios e terem objectivos comuns.

A força da sua capacidade reivindicativa e mobilizadora foi potenciada pelo 5 de Outubro de 1910 e o sufrágio feminino restrito, ao ter adeptos importantes na nova governação, chega a ser encarado como uma possibilidade real, disso dando conta a jornalista e feminista francesa Madeleine Pelletier que se deslocara a Portugal para se inteirar do que se passava.

O seu voto só foi possível na sequência de uma revolução e quando o país ainda estava sob o efeito das suas consequências mais imediatas. Não por acaso, aconteceu sob a governação do Governo Provisório saído do 5 de Outubro e a sua aspiração seria definitivamente afastada com o triunfo do republicanismo mais conservador, patente nos governos subsequentes. Com ele, Carolina ganhou notoriedade em Portugal, reforçou a mobilização em torno da reivindicação do sufrágio feminino e contribuiu, de forma decisiva, para a internacionalização do feminismo português.

Considerar o sucedido a 28 de Maio de 1911 um acaso é não valorizar a intensa e persistente campanha que mobilizou, entre 1906 e 1911, cerca de dois milhares de mulheres em torno do reconhecimento de alguns dos seus direitos."

[João Esteves, Maio de 2011]

quarta-feira, 27 de abril de 2016

[1451] O QUE O TEMPO NÃO APAGOU [I] || CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO

* O QUE O TEMPO NÃO APAGOU || ANTENA 1 || PROGRAMA DE ANA ARANHA *

|| CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO || 29 DE ABRIL || 23 HORAS ||

Evocar e retratar um grupo de personalidades de várias áreas.
Todas já falecidas e vistas sob o olhar de familiares.
Um programa de Ana Aranha, 6ª feira às 23h00.

Próxima 6.ª Feira: CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO


sábado, 13 de fevereiro de 2016

[1346.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [IV]

* VIDAS PRISIONÁVEIS *

* CONVERSAS CONDUZIDAS POR ANA ARANHA || 17 DE FEVEREIRO DE 2016 || 16 HORAS *

|| JOSÉ PEDRO SOARES || ALFREDO MATOS ||



|| JOSÉ PEDRO SOARES ||

Militante comunista, José Pedro Soares foi preso a 1 de Julho de 1971, com 21 anos, e tornou-se num dos presos políticos mais barbaramente torturado, quer através de espancamentos sucessivos, quer mediante recurso prolongado à tortura do sono.

O seu caso, amplamente divulgado e denunciado antes de 25 de Abril de 1974, nomeadamente pela Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, devia servir para questionar a construção de uma pretensa "Primavera Marcelista", tão do agrado de certa historiografia e de "jornalistas de referência".







[1972]


 [...]

[...]
[Ana Aranha, Carlos Ademar || No limite da dor || Edições Parsifal || 2014]

|| ALFREDO MATOS ||

Sobre Alfredo Rodrigues de Matos, ver fotografia e biografia aqui.