[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sábado, 18 de maio de 2024

[3421.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCVI

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCVI *

01820. Francisco António Ribeiro [1933]

[Soldado da Guarda Fiscal. Levado preso de Ponte da Barca para a SPS/Porto em 05-06/12/1933. Transitou, em 14-15/12/1933, para a Casa de Reclusão.]
[alterado em 20/05/2024]

01821. Joaquim Pereira [1933]

[Soldado da Guarda Fiscal. Levado preso de Ponte da Barca para a SPS/Porto em 05-06/12/1933. Transitou, em 14-15/12/1933, para a Casa de Reclusão. Libertado da Casa de Reclusão pela SPS/Porto em 25-26/12/1933.]
[alterado em 20/05/2024]
[alterado em 24/05/2024]

01822. Manuel José Cerqueira [1933]

[Soldado da Guarda Fiscal. Levado preso de Ponte da Barca para a SPS/Porto em 05-06/12/1933. Transitou, em 14-15/12/1933, para a Casa de Reclusão. Libertado da Casa de Reclusão pela SPS/Porto em finais de 1933 ou início de 1934.]
[alterado em 20/05/2024]
[alterado em 24/05/2024]

01823. Manuel José Bernardes [1933]

[Soldado da Guarda Fiscal. Levado preso de Ponte da Barca para a SPS/Porto em 05-06/12/1933. Transitou, em 14-15/12/1933, para a Casa de Reclusão. Libertado da Casa de Reclusão pela SPS/Porto em 25-26/12/1933.]
[alterado em 20/05/2024]
[alterado em 24/05/2024]

01824. Guedes Infante Amado [1933]

[Levado preso de Bragança para a SPS/Porto em 05-06/12/1933. Transitou, em 14-15/12/1933, para as prisões do Aljube.]
[alterado em 20/05/2024]

01825. João Ferreira de Abreu [1933]

[Lisboa, c. 1913. Serralheiro. Filiação: Catarina Martins Ferreira, Ricardo Ferreira de Abreu. Solteiro. Residência: Rua 1.º de Maio, 88 - Lisboa. Preso pela PSP em 24/01/1933 e entregue, em 26/01/1933, à SPS, «por fazer parte da Organização avançada». Referenciado como o filiado 430 da Célula 43 do Comité de Zona N.º 4 das Juventudes Comunistas. Integrava este Comité, controlado por António da Piedade Cipriano, onde tinha a cargo a Comissão Agrária e Camponesa e, em dezembro de 1932, passou a fazer parte do Comité Regional de Lisboa das JC. De seguida, terá ascendido ao Comité Central Executivo dessa organização. A sua detenção deu-se na Rua 1.º de Maio, na sequência de uma reunião do Comité de Zona N.º 4 e onde estiveram presentes Adolfo Teixeira Pais, António da Piedade Cipriano, Floriano Gabriel Soares Sampaio Luz e Manuel dos Santos. No momento da prisão, foi morto um guarda da PSP, cabendo a autoria dos disparos a Manuel dos Santos. Transferido, em 19/12/1933, da 1.ª esquadra para o Aljube. Julgado pelo TME em 02/03/1934 e condenado a 20 meses de prisão correcional. Libertado em 22/09/1934.] 
[alterado em 21/05/2024]

01826. José António Machado [1933]

[Transferido, em 05/12/1933, da enfermaria da Cadeia do Limoeiro para o Aljube.]

01827. Firmino da Silva Rosado [1933, 1937]

[Firmino da Silva Rosado || ANTT || RGP/6119 || PT-TT-PIDE-E-010-30-6119]

[Coruche, 1913. Estudante / Empregado de escritório. Filiação: Joaquina do Castelo Rosado, Luís da Silva Rosado. Solteiro. Residência: Rua Saraiva de Carvalho, 74 - Lisboa / Coruche. Preso pela SPS de Lisboa em 07/12/1933, por fazer parte do Grupo de Defesa Académica N.º 29, da Escola Comercial Rodrigues Sampaio, o qual dependia da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas. Relacionava-se com Alberto dos Santos, Aristides Aníbal de Campos Fragoso e Francisco Pereira Ferreira. Transferido, em 20/12/1933, da 14.ª esquadra para os calabouços do Governo Civil. Libertado em 24/12/1933. Entregue pelo Comando da PSP de Santarém à SPS em 15/02/1937, recolhendo aos calabouços daquele. Transferido, em 07/04/1937, para Lisboa, recolheu à 1.ª esquadra. Seguiu, em 14/05/1937, para Caxias. Reingressou na 1.ª esquadra em 13/10/1937, afim de ser julgado nesse dia pelo TME. Condenado em 12 meses de prisão correcional, regressou a Caxias em 20/10/1937. Libertado em 20/01/1938.]
[alterado em 22/05/2024]
[alterado em 24/05/2024]

[João Esteves]

quinta-feira, 7 de maio de 2020

[2371.] AMÉRICO GOMES [I] || A MORTE AOS 21/22 ANOS POR COMBATER A DITADURA

* AMÉRICO GOMES *
[1912 (?) - 16/03/1934]

Américo Gomes faleceu em 1934, na Penitenciária de Lisboa, depois de 14 meses de cativeiro, na sequência de pertencer às Juventudes Comunistas e ter participado em diversas acções de rua contra a Ditadura implantada em 28 de Maio de 1926.

Havendo três presos políticos com o mesmo nome, tem sido apresentado, incorrectamente, como serralheiro mecânico, nascido em 31 de Outubro de 1906. 

Filho de Elisabete Ferreira e de Alfredo Gomes, Américo Gomes terá nascido em 1912, em Lisboa. 

Ajudante de caldeireiro, com residência na Travessa do Conde da Ponte - 13, Américo Gomes militou nas Juventudes Comunistas desde, pelo menos, 1931, tendo desempenhado algumas tarefas relevantes.

Em Janeiro de 1932, participou na distribuição de manifestos em inglês aquando da passagem de navios de guerra ingleses pelo Tejo.

Fez parte da Célula da Fábrica Dargent, uma fábrica de estruturas metálicas e caldeiras, e integrou, posteriormente, o Comité de Zona N.º 4, juntamente com Adolfo Teixeira Pais - "O Diabo", João Ferreira de Abreu, Manuel dos Santos - "O Manuel da Fonte Santa", e Virgínio de Jesus Luís, entre outros, onde representava a Célula N.º 40. 

Foi preso, pela primeira vez, em 26 de Setembro de 1932, por suspeita de ter participado na manifestação e comício-relâmpago organizado pela Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas no Largo de Alcântara, em 4 de Setembro de 1932, para celebrar o Dia da Juventude, tendo Francisco de Paula  Oliveira (Pavel) sido o orador e estando presentes, entre outros, Domingos dos Santos - "O Calabrez", Manuel dos Santos e Pedro Batista da Rocha [v. Processo 558]. Acabou por ser libertado em 21 de Outubro de 1932, por falta de provas.

Pouco tempo depois, em 20 de Janeiro de 1933, foi preso pela PSP em Alcântara, na sequência da distribuição de manifestos clandestinos à porta das Oficinas Gerais da CML. Estava, então, armado de um revólver, tendo disparado um tiro para o ar. Anteriormente, tinha servido de ligação entre Aníbal Trindade, que andava fugido e só seria preso em 1938, e Virgínio de Jesus Luís.

Devido às actividades que desenvolveu, foi considerado «um elemento activo e bastante perigoso» [Processo 626] e julgado pelo Tribunal Militar Especial em 2 de Março de 1934, sendo condenado na pena de 600 dias de prisão correccional [Processo 31/933 do TME].  

Segundo registo no seu Cadastro Político, faleceu em 16 de Março de 1934, na Penitenciária de Lisboa. 

Fonte:
ANTT Cadastro Político 5939 [Américo Gomes / PT-TT-PIDE-E-001-CX05_m0962, m0962a, m0962b].

[João Esteves]