[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sábado, 2 de setembro de 2017

[1641.] ANTÓNIO MARIA CARNEIRO FRANCO [V] || LOUVORES

ALFERES DE INFANTARIA DURANTE A I GRANDE GUERRA || LOUVORES *

[França || Setembro de 1917]

|| LOUVOR || 04/10/1918 ||

"Pelo notável zelo e distinta inteligência com que durante o seu comando exerceu os cargos que lhe estiveram confiados."

[PT AHM-DIV-1-35A-1-02-0454_m0026]

|| LOUVOR || 02/01/1919 ||

"Porque em todo o serviço nas linhas deu sempre provas de um excelente moral e exemplar dedicação e boa vontade. Mostrou sempre um inalterável bom humor mesmo nas circunstâncias mais críticas."

[PT AHM-DIV-1-35A-1-02-0454_m0027]

|| LOUVOR || 16/05/1919 ||

"Pelo muito interesse, dedicação e lealdade com que tem desempenhado o cargo que lhe está confiado."

[Outubro de 1917]

António Maria Carneiro Franco foi, tal como o irmão Ernesto Carneiro Franco, um dos muitos deportados políticos na sequência da Ditadura Militar saída do 28 de Maio de 1926. Outro irmão, Aníbal Carneiro Franco, foi preso na década de 30 por motivos políticos, cumprindo pena em Caxias e Peniche.

[João Esteves]

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

[1309.] ANTÓNIO MARIA CARNEIRO FRANCO (PAI) [I]

* ANTÓNIO MARIA CARNEIRO FRANCO *

[04/03/1860 - 03/12/1923]

Natural de Vilar Maior, Concelho de Sabugal.

Casado com Lucinda Augusta Rodrigues [19/05/1866-13/03/1933], natural de Mortágua.

Pai de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886 - 1965], de António Maria Carneiro Franco [22/10/1895-26/05/1946] e de Aníbal Carneiro Franco [20/02/1903 - 08/10/1957], entre outros filhos.

Antigo Fiscal do Selo, foi assassinado em Coimbra, em 3 de Dezembro de 1923, segunda-feira, às cinco horas da tarde.

Tinha 63 anos.

[Gazeta de Coimbra || 04/12/1923]

domingo, 2 de novembro de 2014

[0827.] ANÍBAL CARNEIRO FRANCO [II]

* ANÍBAL CARNEIRO FRANCO *

[20/02/1903 - 08/10/1957]

Professor do Ensino Secundário particular.

Filho de António Maria Carneiro Franco [04/03/1860-03/12/1923] e de Lucinda Augusta Rodrigues [19/05/1866-13/03/1933], nasceu a 22 de Março de 1903 e terá falecido em 1956.


[Lucinda Augusta Rodrigues e António Maria Carneiro Franco]

Irmão de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886-1965], de Ivandro César Carneiro Franco [1889-1889], de Albano Carneiro Franco [n. 11/12/1892], de António Maria Carneiro Franco [22/10/1895-26/05/1946], de César Carneiro Franco [n. 14/04/1898-1980 (?)], de José Luís Carneiro Franco [14/09/1900-19/03/1969], de Virgínia Maria Carneiro Franco  [11/01/1905-29/07/1935] e de Amílcar Rodrigues Carneiro Franco [n. 12/03/1909], este último casado com Maria Amália Dias [Lourenço Marques, 16/12/1915 - Brasil, 26/03/2015].

Frequentou, na década de 1920, a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, leccionou no Colégio Portugal e, na década seguinte, empenhou-se na oposição local à ditadura.  

Preso em Coimbra a 9 de Setembro de 1936, com 33 anos de idade, por suspeita comunista e acusado de propaganda subversiva, tentativa de organização da Frente Popular naquela cidade e de receber listas para angariar donativos a favor dos antifascistas espanhóis.

Foram arguidos do mesmo processo [TT, PIDE/DGS, SC, PC 1184/36]: Albano Pires Fernandes Nogueira (despronunciado); António Mano Fernandes, estudante membro da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas que faleceu, a 30 de Janeiro de 1938, por falta de assistência médica, tendo sido transferido já moribundo de Peniche para os Hospitais Universitários de Coimbra; António Ventura (alfaiate); Augusto Serra (trabalhador jornaleiro); Fernando Lopes Graça; Jaime Augusto; Manuel Augusto de Oliveira (trabalhador jornaleiro); João José Lopes Farinha (despronunciado e que, posteriormente, se retratou da sua actuação política, declarando-se fiel à orientação política do Estado Novo); José Gomes dos Santos (empregado comercial); Manuel Nunes (trabalhador jornaleiro); Mário Freitas Morais (despronunciado); Raul Mariz Seabra.  

[Pormenor de um postal enviado à sobrinha no Natal de 1936]

Transferido para Caxias a 25 de Outubro de 1936.

[in Alberto Vilaça, Para a história remota do PCP em Coimbra 1921-1946, Edições Avante!, 1997]

Em 14 de Abril de 1937, foi condenado em tribunal a 22 meses de prisão correcional, restando cumprir 439 dias.

Transferido para o Forte de Peniche em 26 de Abril de 1937, sendo libertado na última semana de Junho de 1938.

[Aníbal Carneiro Franco e Maria Rodrigues]

Casou, posteriormente, em 17 de Abril de 1948, com Maria Rodrigues [Franco], viúva do irmão António Maria Carneiro Franco. Nascida a 29 de Maio de 1909, em S. Pedro do Sul, emigrou para o Brasil em 1958 depois de ter novamente enviuvado. 

O irmão, Ernesto Carneiro Franco, foi também várias vezes detido na sequência da Ditadura Militar e do Estado Novo, tendo sido deportado, em 1929, para a Fortaleza de Angra do Heroísmo e preso, já sexagenário, no Aljube e em Caxias (1947-1948). Conspirou, na década de 30, com o Grupo dos Budas, sediado em Espanha, e integrou a oposição republicana sediada no Brasil, país onde se exilou entre 1949 e 1965.

Adenda: agradecemos a Cristina Valente as preciosas informações sobre as datas de nascimento, casamento e falecimento. 

[João Esteves]

sábado, 18 de outubro de 2014

[0804.] ANTÓNIO MARIA CARNEIRO FRANCO [I]

* ANTÓNIO CARNEIRO FRANCO *
[22/10/1895 - 26/05/1946]
|| ALFERES DE INFANTARIA DURANTE A I GRANDE GUERRA || REGIMENTO DE INFANTARIA N.º 23 ||

[Setembro de 1917, em França]

Filho de António Maria Carneiro Franco [04/03/1860-03/12/1923] e de Lucinda Augusta Rodrigues [19/05/1866-13/03/1933], nasceu em Figueira de Castelo Rodrigo a 22 de Outubro de 1895 e faleceu a 26 de Maio de 1946, com 50 anos de idade.

Irmão de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886-1965], de Ivandro César Carneiro Franco [1889-1889], de Albano Carneiro Franco [n. 11/12/1892], de César Carneiro Franco [n. 14/04/1898], de José Luís Carneiro Franco [14/09/1900-19/03/1969], de Aníbal Carneiro Franco [n. 20/02/1903], de Virgínia Maria Carneiro Franco  [11/01/1905-29/07/1935] e de Amílcar Rodrigues Carneiro Franco [n. 12/03/1909].

[01/07/1927, em Malanje]

Teve uma filha do primeiro casamento, Maria Helena, que faleceu aquando do segundo parto, a 22 de Outubro de 1946, no dia do aniversário natalício do pai e no mesmo ano do desaparecimento deste.

[22/10/1927, aos 32 anos]

Casou, em segundas núpcias, com Maria Rodrigues [Franco], nascida a 29 de Maio de 1909 em S. Pedro do Sul, tendo tido mais duas filhas: Virgínia Maria Rodrigues Carneiro Franco [n. 10/04/1938] e Belmira Maria Rodrigues Carneiro Franco [n. 01/09/1941], ambas naturais de Castro Daire e que emigraram para o Brasil, juntamente com a mãe, em 1958.

[28/07/1936, em Castro Daire]

O Espólio E25 do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional contém uma fotografia sua datada de Outubro de 1917. Pertence ao conjunto iconográfico sobre a Grande Guerra existente no espólio de Jaime Cortesão [Esp. E25/1665-1666].


sexta-feira, 19 de março de 2010

[0016.] JOSÉ LUÍS CARNEIRO FRANCO [I]

* JOSÉ LUÍS CARNEIRO FRANCO *
[Figueira de Castelo Rodrigo, 14/09/1900 - Coimbra, 19/03/1969]

[José Luís Carneiro Franco || 1968]

Filho de António Maria Carneiro Franco, nascido em Vila Maior, concelho do Sabugal, em 1860, e de Lucinda Augusta Rodrigues, nascida em Mortágua em 1866, José Luís Carneiro Franco nasceu em 14 de Setembro de 1900, em Figueira de Castelo Rodrigo, e faleceu de doença oncológica a 19 de Março de 1969, nos Hospitais Universitários de Coimbra.

Irmão de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886 - 1965] que interveio activamente na implantação da República; de António Maria Carneiro Franco [22/10/1895 - 26/05/1946], alferes que integrou o Regimento de Infantaria 23 durante a I Guerra; e de Aníbal Carneiro Franco [n. 20/02/1903], professor antifascista que esteve preso por militância comunista em Caxias e em Peniche na segunda metade da década de 30.

Casado com a professora primária Berta da Conceição Gomes [25/11/1903 - 04/02/1994]; genro de João Gomes Júnior; e cunhado de José Gomes dos Santos.  

[João Esteves]