[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sexta-feira, 31 de maio de 2024

[3434.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXIX

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXIX *

01914. Luís António da Silva Tavares de Carvalho [1927, 1927, 1931, 1945]

[Luís António da Silva Tavares de Carvalho || AHP]

[Sabrosa, 05/05/1877. Tenente-coronel da Administração Militar. Filiação: Angélica Rosa da Silva, Joaquim de Carvalho Tavares e Silva. Casado. Residência: Rua da Escola do Exército, 36 - Lisboa. Integrou, como capitão da Administração Militar, o Corpo Expedicionário Português, embarcando em 23/02/1917. Mandado regressar em abril de 1918, por exceder o quadro de Oficiais da Administração Militar no CEP. Exerceu as funções de Secretário de ministros de diferentes ministérios (1915, 1919, 1920, 1920) e, em 1919 e 1921, foi eleito Deputado pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, nas listas do Partido Democrático. Participou na Revolução de Fevereiro de 1927. Preso em janeiro de 1927, por estar ligado à Esquerda Democrática, e levado para o Forte de S- Julião da Barra. Preso em 10/02/1927 e deportado para os Açores, ficando com residência fixada em Angra do Heroísmo em 22/02/1927. Passou, depois, para a Madeira, onde participou na revolta que eclodiu em 04/04/1931. Foi-lhe então, fixada residência em Cabo Verde, para onde seguiu no vapor "João Belo" em 12/05/1931. Foi um dos nomes excluídos da amnistia de 05/12/1932, continuando naquele arquipélago. O processo foi enviado para o TME em 13/07/1935, a fim de ser julgado. Abrangido pela amnistia concedida pelo Decreto 26.636, de 25/05/1936. Preso em 11/11/1945, «para averiguações», recolheu ao Aljube: libertado em 19/11/1945.]
[alterado em 21/06/2024]

[Luís António da Silva Tavares de Carvalho || PT-TT-PIDE-E-010-85-16804]

01915. José Lopes Soares [1928, 1931]

[Mealhada, c. 1897. Tenente de Infantaria. Filiação: Clementina de Jesus Lopes Soares, Eusébio Lopes Soares. Casado. Residência: Avenida de Berna, 11 - Lisboa. Chegou a ser preso em 1921, acusado de ser um dos autores morais da "Noite Sangrenta", de 21/10/1921: seria absolvido em 1923. Vigiado por vários informadores durante o ano de 1928, com registo de contactos e de locais que visitava. Preso em 20/10/1928, «por fazer parte do comité revolucionário», e  enviado para a Penitenciária, onde continuou a assegurar contactos. Deportado para os Açores em 08/01/1929, embarcou no vapor "Lima", juntamente com mais onze presos políticos: António Neves Rodrigues, Joaquim Pinto Lima, Luís de Loureiro da Conceição Melo Borges de Castro, Manuel Gregório Pestana Júnior, Urbano Rocha Dantas (todos detidos na Penitenciária), Adelino António Miranda, António José Chícharo, Ernesto Carneiro Franco, Ilídio Nogueira, Jorge Augusto da Silva Figueiredo e José Santos Graça (Aljube). Regressou em 26/02/1929 e entrou no Aljube. Embarcou, em 22/04/1929, para Ponta Delgada, onde lhe foi fixada residência. Participou na "Revolta das Ilhas" de abril de 1931, assumindo o papel de Comissário de Polícia dos revoltosos em Ponta Delgada, onde se encontrava com residência fixada. Enviado para Cabo Verde em junho desse ano. Excluído da amnistia de 05/12/1932. O seu processo foi enviado ao TME em 13/07/1935, a fim de ser julgado.]
[alterado em 24/11/2024]

01916. Custódio Pinto Faria Maia [1930]

[Penafiel, c. 1903. Empregado industrial. Filiação: Margarida Maia, Júlio Pinto de Faria. Casado. Residência: Bairro de Vilar, 2.ª Rua, 38 - Porto. Preso no Porto pela Polícia de Informações e entregue em 09/05/1930, por estar envolvido no fabrico de bombas. Deportado, em 08/06/1930, para a ilha de Santa Maria. Passou para a Madeira, onde participou ativamente na revolta iniciada em 04/04/1931. Fracassada esta, foi-lhe fixada residência em Cabo Verde, para onde seguiu em maio. ficou excluído da amnistia de 05/12/1932 e o levantamento da deportação só aconteceu em 1944.]

01917. Joaquim Pinto de Lima [1928]

[Joaquim Pinto de Lima || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Vila Real, c. 1884. Contabilista. Filiação: Maria da Conceição Vieira, Augusto César Pinto de Lima. Solteiro. Residência: Avenida 5 de Outubro, 297 - Lisboa. Preso em 20/10/1928, por ter presidido a uma reunião na Rua Tenente Valadim e apresentar-se como representante do tenente Lopes Soares, querendo saber qual o armamento existente e quantas metralhadoras funcionavam. Deportado para os Açores em 08/01/1929. Passou, depois, para a Madeira, onde participou na revolta que eclodiu em 04/04/1931. Foi-lhe então, fixada residência em Cabo Verde, para onde seguiu no vapor "João Belo" em 12/05/1931. Foi um dos nomes excluídos da amnistia de 05/12/1932, continuando naquele arquipélago. Solicitou, talvez em agosto de 1935, autorização para emigrar para o Brasil, juntamente com a esposa, não havendo objeção por parte da SPS. Abrangido pela amnistia estabelecida pelo Decreto 26.636, de 25/05/1936.] 

[Joaquim Pinto de Lima || 1935_08_12 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-507_m0003]

[Joaquim Pinto de Lima || 1935_09_02 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-507_m0002]

[Joaquim Pinto de Lima || 1935_09_16 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-507_m0001]

[João Esteves]

segunda-feira, 14 de março de 2022

[2764.] DEPORTADOS PARA OS AÇORES || 8 DE JANEIRO DE 1929

 * DOZE DEPORTADOS POLÍTICOS PARA OS AÇORES *

NOTÍCIA CENSURADA DO JORNAL "O SÉCULO" || 09/01/1929

Embarcaram, em 8 de Janeiro de 1929, no vapor Lima, doze deportados políticos presos na Penitenciária de Lisboa e no Aljube.

Encontravam-se detidos na Penitenciária de Lisboa:

- António Neves Rodrigues
- Joaquim Pinto Lima
- José Lopes Soares
- Luiz de Loureiro da Conceição Melo Borges de Castro
- Manuel Gregório Pestana Júnior
- Urbano Rocha Dantas

Encontravam-se detidos no Aljube:

- Adelino António Miranda
- António José Chícharo
- Ernesto Carneiro Franco
- Ilídio Nogueira
- Jorge Augusto da Silva Figueiredo
- José Santos Graça

«Presos Políticos
Embarcaram, ontem, doze para Açores

 A bordo do "Lima", foram ontem deportados para os Açores doze presos políticos, aos quais o delegado especial do Governo em Ponta Delgada fixará residência onde julgar mais conveniente.

O embarque realizou-se de manhã, tendo sido feita previamente uma concentração de forças de Polícia e da Guarda Republicana no areal de Belém, as quais tomaram as embocaduras das ruas que ali convergem, impedindo a aproximação do público da cancela da linha de Cascais.

Pelas 9.30, chegou ao local um carro celular conduzindo os presos que se encontravam na Penitenciária, srs. José Lopes Soares, Joaquim Pinto Lima, engenheiro Luís Melo Borges e Castro, capitão Urbano Rocha Dantas e drs. António Neves Rodrigues e Manuel Pestana Júnior.

Naquela prisão ficou apenas o sr. tenente Araújo.

Pouco depois, em "táxis" acompanhados de agentes da Polícia de Informação, chegavam vindos do Aljube, os srs. Ernesto Carneiro Franco, José Santos Graça, Jorge Augusto da Silva Figueiredo, Ilídio Nogueira, António José Chicharro [Chícharo] e Adelino António Miranda.

Às famílias dos presos, contidas à distância, não foi permitido o aproximarem-se deles, limitando-se a acenar com os lenços.

Os deportados, acompanhados sempre por alguns agentes, embarcaram no rebocador "Atalaia", que os transportou para bordo do "Lima", o qual pelas 11 horas fundeou em frente à Junqueira, saindo mais tarde a barra.»

[ANTT, PT-TT-EPJS-A-2-032 || 
Empresa Pública Jornal O Século, 
Cortes de Censura de 'O Século', cx. 16, mç. 32, 09/01/1929]

[João Esteves]

sábado, 11 de janeiro de 2020

[2249.] LUÍS DA COSTA FIGUEIREDO [I] || 8 VEZES PRESO, 4 VEZES DEPORTADO, 3 FUGAS

* LUÍS DA COSTA FIGUEIREDO *
[25/06/1897 - 24/06/1976]

Entre 1928 e 1942, o advogado Luís da Costa Figueiredo foi preso oito vezes, deportado quatro e conseguiu fugir de três dos locais de deportação. Passou por S. Tomé, Ponta Delgada, Ilha Graciosa, Aljube e Campo de Concentração do Tarrafal.

[Luís da Costa Figueiredo || 25/08/1932 || ANTT || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

Filho de Virgínia de Sousa Figueiredo e de Francisco da Costa Figueiredo, Luís da Costa Figueiredo nasceu em 25 de Junho de 1897, em Sátão - Ferreira das Aves.

Advogado, foi preso, pela primeira vez, em Maio de 1928, «por fazer parte do comité revolucionário de Viseu e Coimbra» e deportado, em 7 de Junho, para S. Tomé [Processo 3699], de onde se evadiu em 1 de Julho [ANTT, Cadastro Político 209].

Terá regressado a Lamas de Ferreira de Aves, onde nascera, e no âmbito da "Revolta do Castelo" de 20 de Julho de 1928, participou activamente, juntamente com Aquilino Ribeiro, que vivia próximo, em Soutosa, nas movimentações efectuadas pelo regimento de Pinhel, tendo sido presos em Contenças na sequência do assalto ao comboio da Beira Alta [informação prestada pelo Filho]. 

Levado, juntamente com os outros implicados, nomeadamente Aquilino Ribeiro e o médico António Gomes Mota, para o Presídio Militar de Fontelo, os três evadiram-se na noite de 15 de Agosto, pelas 21 horas e 15 minutos, após terem serrado o soalho da casa onde se encontravam e passado através de uma abertura de cerca de 0,55m por 0,40m, descido para uma loja com o auxílio de uma escada e, uma vez livres da prisão e da loja, saltaram o muro da vedação que rodeava o edifício [ANTT, http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4280434].

Os encontros conspirativos de Luís Figueiredo com Aquilino Ribeiro repetiram-se, tendo-se, também, reencontrado em Paris. 

No ano seguinte, o informador Trovão detectou Luís Figueiredo na região de Viseu, segundo comunicação feita em 27 de Junho de 1929, sendo preso dois dias depois «por se ter evadido de S. Tomé».

Deportado, em 22 de Julho de 1929, para Ponta Delgada [Processo 4350], onde se reencontrou com o tenente Manuel António Correia. Segundo este, no livro Memórias de um Resistente às Ditaduras [Temas e Debates, 2011], os dois fugiram juntos em Agosto de 1929, num pequeno veleiro. Daí, com várias interrupções para contactarem com outros republicanos na mesma situação, passaram pela Ilha do Pico; Horta, onde embarcaram num transatlântico com destino a Marselha, mas com o objectivo, falhado, de saírem em Lisboa; Palermo; Nápoles; Marselha; La Guardia, onde se encontrava Bernardino Machado; e Tui, onde fizeram a travessia do rio Minho, separando-se em Braga.

Sempre vigiado, as informações de Abril e Junho de 1930 referiam que Luís da Costa Figueiredo fornecera bombas a Eleutério Santa Cruz Barbeitos, reunia-se no escritório da Rua dos Fanqueiros e mantinha ligações conspirativas com o Aspirante da Marinha Alexandre Rodrigues, Capitão Jaime Baptista e Tenentes Francisco de Oliveira Pio, Moura e Quilhó.

Novamente preso em 15 de Junho de 1930, «por se ter evadido de Ponta Delgada, onde se encontrava com residência fixa» e continuar a conspirar, com o ex-Tenente Manuel António Correia e o ex-Aspirante da Marinha Alexandre Rodrigues, entre outros, contra a Ditadura. Estava, então, envolvido na revolta reviralhista preparada para 21 de Junho.

Deportado, em 8 de Agosto de 1930, para Angra do Heroísmo [Processo 4600], passou para o Depósito de Deportados Políticos de Santa Cruz, na Ilha Graciosa, de onde escapou em 4 de Novembro dentro de um cesto de vime levado para o navio Carvalho Araújo, juntamente com outro deportado político de apelido Gonçalves.

Chegou a desembarcar em Ponta Delgada e no Funchal para contactar outros deportados políticos e, depois, seguiu para Vigo a bordo de um barco estrangeiro.

Entrou em Portugal por Monção e foi preso, pela quinta vez, em 26 de Julho de 1932, «por andar fugido», tendo-se «evadido da Ilha Graciosa, onde se encontrava com residência fixa, por motivos políticos, em 1930».

[Luís da Costa Figueiredo || 25/08/1932 || ANTT || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

Segundo os informadores policiais, continuava a conspirar, reunindo-se, entre outros, com o ex-Capitão Jaime Baptista, José Lopes Soares, José Severo dos Santos, Sarmento de Beires e Utra Machado. Era ainda apontado como tendo participado na revolta de 26 de Agosto de 1931.

Por estar tuberculoso, em 7 de Setembro de 1932 foi-lhe fixada residência obrigatória em Sátão, de onde era natural, tendo seguido para aí no dia 10, em regime de liberdade condicional [Processo 485].

Abrangido pela amnistia de 5 de Dezembro de 1932, foi restituído à liberdade definitiva. Poucos meses depois, em 15 de Julho de 1933, quando estava novamente para ser detido, Luís da Costa Figueiredo escapou à prisão ao manter-se escondido na casa dos pais, em Sátão, com a cumplicidade da irmã Amélia, conseguindo iludir a GNR quando esta revistou a casa, concluindo-se que teria fugido.

Sempre vigiado, foi preso, pela sexta vez, em 21 de Maio de 1935, «por haver conhecimento nesta polícia de que andava desenvolvendo uma grande actividade revolucionária», sendo considerado «um elemento perigoso dentro do País» [Processo 1486]. Preso pela Secção Política e Social da PVDE e levado para uma esquadra, foi transferido para o Aljube em 6 de Junho.

[Luís da Costa Figueiredo || ANTT || RGP/1051 || PT-TT-PIDE-E-010-6-1051_m0107]

Libertado em 19 de Outubro de 1935, voltaria a ser detido em 24 de Novembro de 1936, «por manter ligações político-revolucionárias», directa ou indirectamente, com alguns dos arguidos no processo do assalto ao cobrador da Alfândega de Lisboa [Processo 2410], nomeadamente com Maria do Rosário Campos, ex-Tenente Manuel António Correia e António Joaquim.

Transferido para o Aljube em 11 de Janeiro de 1937, em Maio desse ano foi, ainda, acusado de estar envolvido, juntamente com Manuel António Correia e Abílio dos Reis Morais, então já no Brasil, num movimento revolucionário em preparação [Processos 3362/SPS e 390/38].

[Luís da Costa Figueiredo || ANTT || RGP/1051 || PT-TT-PIDE-E-010-6-1051_m0107]

Em 5 de Junho de 1937, integrou a 2.ª leva de presos políticos que embarcou para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde chegou no dia 12.

Por ter sido autorizado a viver no estrangeiro, embarcou, em 20 de Abril de 1939, no vapor Guiné de forma a aguardar, em S. Vicente, um transporte para o Rio de Janeiro.

Por despacho do Ministro do Interior de 3 de Março de 1940, «foi deferido o requerimento de Miguel de Sousa Figueiredo, em que solicitava autorização para o epigrafado, seu irmão, regressar ao País por se encontrar em estado precário de saúde».

Seria preso pela oitava, e última, vez em 9 de Junho de 1942 e libertado dois dias depois.


[Luís de Figueiredo || ANTT || Livro de Cadastrados 3 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Segundo Manuel António Correia, Luís Figueiredo, aquando da terceira ou quarta prisão, em Junho de 1929 ou Junho de 1930, teria sido ferozmente torturado pela Polícia de Informações, tanto na sede da Rua da Leva da Morte, como na Serra de Monsanto,  para onde fora levado, salvando-se ao ser socorrido por uma patrulha da GNR.

Ainda segundo o mesmo autor: «O Luís de Figueiredo, extremamente valente, a quem os maus tratos da Polícia de Informações não conseguiram arrancar os nomes dos seus camaradas, era bastante acanhado» [Manuel António Correia, Memórias de um Resistente às Ditaduras].

Segundo o Filho, aquando da Segunda Guerra Mundial, esteve envolvido, juntamente com os irmãos, na extracção e processamento de volfrâmio que era vendido aos ingleses.

Luiz da Costa Figueiredo ainda pôde assistir ao 25 de Abril de 1974 e ao fim da ditadura. Faleceu em 24 de Junho de 1974 e foi sepultado no dia seguinte, dia em que completaria 79 anos.

Na maior parte da documentação, o nome próprio aparece com z (Luiz), tal como tinha sido registado.

NOTA: O meu reconhecido agradecimento ao Filho, Luís Figueiredo, que prontamente se disponibilizou a completar dados biográficos de Luiz da Costa Figueiredo e que tem procurado perpetuar muitos dos episódios de resistência vividos pelo Pai, fazendo questão de os transmitir aos vindouros.

Fontes:
ANTT, Livro de Cadastrados 3 [Luís da Costa Figueiredo / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903].

ANTT, Livro de Cadastrados 3 [Luís de Figueiredo / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903].

ANTT, Livro de Cadastrados 4 [Luís da Costa Figueiredo / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-4-NT-8904_m0034].

ANTT, Cadastro Político 209 [Luís da Costa Figueiredo / PT-TT-PIDE-E-001-CX13_m0199, m0199a, m0199b, m0199c, m0199d, m0199e, m0199g, m0199e].

ANTT, Registo Geral de Presos 1051 [Luís da Costa Figueiredo / PT-TT-PIDE-E-010-6-1051_m0107].

[João Esteves]