[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
Mostrar mensagens com a etiqueta Helena Lopes Braga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Helena Lopes Braga. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de julho de 2014

[0707.] GABRIELA MONJARDINO DE AZEVEDO GOMES NEMÉSIO [I] || SECÇÃO DE COIMBRA DA AFPP

* GABRIELA MONJARDINO DE AZEVEDO GOMES NEMÉSIO *
[21/05/1900 - 29/08/1980]


* ASSOCIAÇÃO FEMININA PORTUGUESA PARA A PAZ || COIMBRA *

Nascida Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, filha de Francisco de Azevedo Gomes e de Georgina de Ornelas de Almeida Monjardino [26/01/1870 - 22/10/1930], nasceu na Horta, Faial, a 21 de Maio de 1900 e faleceu em Lisboa a 29 de Agosto de 1980, com 80 anos. 

Casou em Coimbra, na Igreja de Sta. Maria de Celas, a 12 de Fevereiro de 1926, com o professor e escritor Vitorino Nemésio [19/12/1901 - 20/02/1978], igualmente açoriano, da Praia da Vitória, Ilha Terceira, e que concluíra, em 1921, o Liceu naquela cidade e onde pediu para ser sepultado.

Nos anos 40, Gabriela Monjardino Gomes Nemésio tornou-se, por proposta da professora de Educação Física Maria Joana Duarte Rosendo Dias, sócia do núcleo de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz.

Tornou-se sua Presidente provisória em 1949-1950, nomeada por indicação de Lisboa.

Embora a Presidente eleita em 1950-1951 e 1951-1952 fosse Laura Celeste Tavares Mendes [Lemos], casada com Álvaro Viana de Lemos, foi Gabriela Nemésio que, em 26 de Março de 1952, foi intimada da dissolução e encerramento daquela, devendo indicar o nome e morada dos restantes membros dos corpos gerentes [(1947-1952), “Processo Associação Feminina Portuguesa para a Paz”, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_149100 (2014-7-10)]. 

Apesar de o marido se encontrar a leccionar em Lisboa, Gabriela Nemésio manteve sempre uma grande ligação a Coimbra, onde se relacionava há muito com vários intelectuais ligados à oposição, nomeadamente com a família Cochofel, sendo que Maria Albina de Manique e Melo Cochofel [12/09/1887 - 29/10/1947] e Maria da Graça Simões de Carvalho Dória Cochofel, respectivamente mãe e esposa de José João Cochofel [1919-1982], integravam o núcleo de Coimbra do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. 

Sobre o convívio de Gabriela Nemésio com a família Cochofel, ver os recentes estudos e conferências de Helena Lopes Braga [De Francine Benoît e algumas das suas redes de sociabilidade: invisibilidades, género e sexualidade entre 1940 e 1960 - dissertação de Mestrado; "Para a história da invisibilidade lésbica na musicologia - Francine Benoît"; Mulheres da oposição - elites culturais e artísticas em torno de Francine Benoît - conferência proferida a 21 de Junho de 2014 na Casa da Achada / Centro Mário Dionísio]. 

Por sua vez, a filha mais nova, Ana Paula Nemésio [Ana Paula Monjardino de Azevedo Gomes Nemésio, n. 20/12/1931], quando estudante do Liceu, aderiu nos anos de 1947-1948 ao MUD Juvenil local, segundo informação de Alberto Vilaça [O MUD Juvenil em Coimbra. História e estórias, 1998].  

 [João Esteves]

domingo, 15 de junho de 2014

[0661.] HELENA LOPES BRAGA [I]

Nasceu em Braga, onde iniciou os estudos musicais.

Licenciada em ciências musicais e mestre em musicologia histórica (bolsa de mérito Luiz Kruz) pela FCSH, UNL, tem desenvolvido investigação em música, género, sexualidades e sociabilidades nos séculos XX e XXI, com especial enfoque em Portugal. 

É vice-presidente da SPIM, Sociedade Portuguesa de Investigação em Música (2013-2016), cofundadora do NEGEM, Núcleo de Estudos em Género e Música, e do SociMus, Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música, ambos pertencentes ao Centro de Estudos em Sociologia e Estética da Música, FCSH, UNL.

[0660.] FRANCINE BENOÎT

- HELENA LOPES BRAGA / 21.06.2014 -
- CASA DA ACHADA / CENTRO MÁRIO DIONÍSIO -
MULHERES DA OPOSIÇÃO: ELITES CULTURAIS E ARTÍSTICAS EM TORNO DE
FRANCINE BENOÎT | Helena Lopes Braga

"Fala-se frequentemente na oposição de elites enquanto alargado leque heterogéneo de nomes, essencialmente de homens, que se assumiram antifascistas. Mas não houve mulheres nestes círculos ou com eles relacionadas? Quem foram e o que sabemos sobre elas?

Partindo de Francine Benoît (1896-1990), compositora e musicógrafa, enquanto elo de ligação entre mulheres activas na oposição, vamos saber de mulheres ligadas, por exemplo, ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, Associação Feminina Portuguesa para a Paz e M.U.D.

Além de Francine Benoît, Irene Lisboa, Arminda Correia, Maria Palmira Tito de Morais, Maria da Graça Amado da Cunha, Maria Letícia Clemente da Silva, Maria Vitória Quintas, são apenas algumas de quem falaremos. Em comum, a ligação às artes, mas também o combate diário pela resistência, pela subsistência até, e, tão ou mais importante, as pequenas histórias de que é feita a vida."