[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

terça-feira, 30 de outubro de 2018

[1888.] TARRAFAL [III] || ANGOLANOS NO TARRAFAL

* ANGOLANOS NO TARRAFAL - ALGUNS CASOS DE HABEAS CORPUS *

[Afrontamento || Porto || 1974]

Em Outubro e Novembro de 1969 foram presos em Luanda, pela PIDE, 14 trabalhadores e estudantes de cursos médicos e da Universidade.

Em fins de Abril de 1970, foram transferidos da cadeia daquela polícia política e embarcaram no cargueiro "Manuel Alfredo" com destino ao Campo de Concentração do Tarrafal, rebaptizado de Campo de Trabalho de Chão Bom.

Não lhes foi entregue qualquer nota de culpa e, através de despacho administrativo, foram-lhes aplicadas penas de prisão maior de 6, 8 ou 10 anos.

[Da "Nota Introdutória" assinada por Levy Baptista e datada de Agosto de 1973]

O Campo de Trabalho de Chão Bom foi instituído pela Portaria Nº 18539 de 17 de Junho de 1961, assinada por Adriano Moreira enquanto Ministro do Ultramar, e destinava-se a receber prisioneiros oriundos das então colónias portuguesas.

Funcionou exactamente no mesmo local onde funcionara o Campo de Concentração do Tarrafal.








segunda-feira, 29 de outubro de 2018

[1887.] TARRAFAL [II] || NOMES DA LEVA DE 29/10/1936

* LISTA DOS 152 PRESOS QUE, EM 29 DE OUTUBRO DE 1936, "INAUGURARAM" O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL *






[Tarrafal - Testemunhos || Caminho || Fevereiro de 1978 |\ Capa de Gil Teixeira Lopes]

sábado, 27 de outubro de 2018

[1885.] MARC BLOCH [I] || INTRODUÇÃO À HISTÓRIA

* MARC BLOCH || INTRODUÇÃO À HISTÓRIA *

Professor e Historiador, Marc Bloch [06/07/1886 - 16/06/1944] foi um dos fundadores da revista Annales em 1929 e, durante a 2.ª Guerra Mundial, integrou a resistência francesa. 

Detido e torturado pela Gestapo, foi fuzilado em 16 de junho de 1944, deixando inacabada a obra de metodologia Apologie pour l'histoire ou métier d'historien [Introdução à História], publicada em 1949 por Lucien Febvre [22/07/1878 - 26/09/1956].



[Marc Bloc || Introdução à História || Publicações Europa-América]

[1884.] MARIA VELEDA || ESTRELA DO MINHO | 1902

* MARIA VELEDA || 02/11/1902 *

1.ª página de 2 de Novembro de 1902 do periódico Estrela do Minho, de Vila Nova de Famalicão, dedicada a Maria Veleda e enviada por Amadeu Gonçalves, a quem, mais uma vez, muito se agradece.


[Estrela do Minho || N.º 377 || 02/11/1902]

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

[1883.] ÓSCAR LOPES [II] || CARTA-ENSAIO DE AMOR

* ÓSCAR LOPES *

CARTA-ENSAIO DE AMOR (Um bater-nos o coração do Mundo no coração)


As oito páginas dactilografadas desta Carta-Ensaio foram descoberta por Manuela Espírito Santo - responsável pela inventariação do acervo do autor - num "aluvião de papéis" e a sua edição encerra as comemorações do centenário do nascimento de Óscar Lopes (1917 - 2013), promovidas pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras sob o lema "Longos Dias Têm Cem Anos".

"Um manto de mistério envolve as circunstâncias da criação do texto que agora se publica" e que conta com textos de Lídia Jorge ("Carta-Ensaio de Amor") e de José Manuel Mendes ("O amor, este amor") e ilustrações do artista plástico António Fernando. 

Um muito obrigado à Manuela Espírito Santo pela capacidade de  proporcionar outros caminhos em tempos de banalidades, de irracionalidades, de inculturas e do efémero.

[Óscar Lopes || Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto || 2018]

terça-feira, 23 de outubro de 2018

[1882.] ROBERTO SANTANDREU [I] "OS DIAS DE MÁRMORE"

* ROBERTO SANTANDREU * 

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA "OS DIAS DE MÁRMORE" 

|| 23 de Outubro a 21 de Novembro de 2018 ||

Galiarte || Calçada Marquês de Abrantes, 72 || Lisboa ||


"O fotógrafo chileno que viveu duas revoluções e renasceu em Portugal". De nacionalidade chilena, trabalhou como assistente do fotógrafo chileno Tito Vásquez. Em 1973, deixou o seu país, trabalhou em Oslo e em Londres. Em 1975, fixou a sua residência em Lisboa, onde reside actualmente. Tem realizado inúmeras exposições em Portugal e no estrangeiro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

[1881.] ANTÓNIO BORGES COELHO [VI] || O TRABALHO DO HISTORIADOR

* ANTÓNIO BORGES COELHO || CICLO DE PALESTRAS *



Entre os dias 22 e 26 de Outubro de 2018, a Editorial Caminho promove um ciclo de palestras de homenagem a António Borges Coelho, sob o título "O Trabalho do Historiador", em sessões que decorrem às 18 horas na Livraria Buchholz (Rua Duque de Palmela, nº 4 em Lisboa):

22/10 (segunda-feira): Cláudio Torres, Campo Arqueológico de Mértola.
23/10 (terça-feira): Silvestre Lacerda, Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
24/10 (quarta-feira): Vítor Serrão, ARTIS-Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras de Lisboa.
25/10 (quinta-feira): Manuel Loff, Faculdade de Letras do Porto.
26/10 (sexta-feira): Hermenegildo Fernandes, Centro de História da Universidade de Lisboa.

[1880.] JOSÉ ADELINO DOS SANTOS [II] || ASSASSINADO EM 23/06/1958

* JOSÉ ADELINO DOS SANTOS || ASSASSINADO PELA GNR E PELA PIDE EM 23 DE JUNHO DE 1958 *

[1912 - 1958]

Artigo de Teresa Fonseca sobre “José Adelino dos Santos e a resistência à ditadura em Montemor-o-Novo”, publicado em Almansor | Revista de Cultura, N.º 7, 2008, pp. 217-227. 


[Almansor | Revista de Cultura | N.º 7 || 2.º Série || 2008] 

[1879.] JOSÉ ADELINO DOS SANTOS [I] || LIVROS NO ALJUBE

* JOSÉ ADELINO DOS SANTOS || LIVROS NO ALJUBE * 

[25/10/1912 - 23/06/1958]

"Memórias de um assassinato em Montemor-O-Novo. José Adelino dos Santos, radiografia de uma luta pela Liberdade" 

Livro de Carlos André, editado pela Colibri em 2017, com apresentação de Teresa Fonseca e de Fernanda Santos || Actuação do Grupo de Teatro de Carnide || 23 de Outubro || 18.30 ||


Trabalhador muito respeitado e influente na região de Montemor -o- Novo, militante do Partido Comunista desde o início da década de 40, José Adelino dos Santos (n. 1912) destacou-se na sua organização e nas acções reivindicativas pela subida de salários e melhorias das condições de vida, tendo sido assassinado a tiro pela GNR e PIDE em 23 de Junho de 1958.

Já tinha sido preso pela PIDE por duas vezes: em 1945, permanecendo três meses no Aljube e em Caxias; e em 1947, tendo estado encarcerado encarcerado 29 meses no Aljube, Caxias e Peniche.

Em 28 de Junho de 1986, o núcleo de Montemor-o-Novo da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses, com o apoio da Câmara Municipal, inauguro uma escultura dedicada à memória de José Adelino dos Santos.

Para além deste livro de Carlos André, Teresa Fonseca escreveu sobre “José Adelino dos Santos e a resistência à ditadura em Montemor-o-Novo”, publicado em Almansor | Revista de Cultura, N.º 7, 2008, pp. 217-227. Também algumas das mulheres que prestaram depoimento para o livro "A memória das mulheres. Montemor-o-Novo em tempo de ditadura", coordenado por Teresa Fonseca e editado em 2007, também se referem ao sucedido com José Adelino dos Santos.



  
[Carlos André || Edições Colibri || 23 de Junho de 2017]

domingo, 21 de outubro de 2018

[1878.] FERNANDO ROSAS [II]

* FERNANDO ROSAS *

 "A Primeira República 1910 - 1926 - Como venceu e porque se perdeu"

A reter e a reflectir desta excelente e didáctica síntese, actualizada e acrescentada, de Fernando Rosas:

a par da obra modernizadora que perdura no tempo (símbolos, laicização, separação das Igrejas do Estado, Registo Civil, Divórcio, reforma universitária...), como do "Bloco do 5 de Outubro", o da aliança entre republicanos e o operariado organizado que proporcionou o triunfo da Revolução, se foi construindo a sua ruptura, com repressão brutal quase contínua, entre 1911 e 1926, do movimento sindical e operário (prisões, deportações sem julgamento, assassinatos, repressão quotidiana,,,), em contraste com a complacência, quando não cumplicidade, com os golpistas de matriz integralista e influência fascizante que abertamente conspiravam e que iam saindo impunes ou amnistiados.

E como tal orientação de classe dos governos e dos governantes republicanos, incapazes de alargar a sua base social de apoio, foi fatal para o fim da 1.ª República, facilitou os triunfos da Ditadura Militar e da do Estado Novo e dificultou a comunhão de forças das que se lhes opunham e tentaram resistir entre 1927 e 1931.

Livro precioso para a compreensão do triunfo e derrota da 1.ª República, com especial incidência no período do pós-guerra.



 [Fernando Rosas || A Primeira República 1910 - 1926 - Como venceu e porque se perdeu || Bertrand || 2018]

sábado, 20 de outubro de 2018

[1877.] SOFIA POMBA GUERRA [VI] || EXPOSIÇÃO NA CASA DO ALENTEJO || ORG. LUÍS CARVALHO

* SOFIA POMBA GUERRA *
[1906 - 1976]

[Sofia Pomba Guerra || 1950 (Pouco depois de sair da prisão de Caxias) || Colecção Particular]

Numa merecida evocação de Sofia Pomba  Guerra na Casa do Alentejo, perante sala cheia onde sobressaiam familiares de várias gerações, Diana Andringa, Carlos Lopes Pereira e Luís Carvalho desvendaram o percurso, ímpar, da farmacêutica antifascista, feminista e anticolonialista.

Desde a partida para Moçambique em meados da década de 30, intervenção associativa e cultural na imprensa e colectividades, primeira mulher a presidir a um comício celebrativo do 1.º de Maio, convívio e cumplicidades com os deportados anarcosindicalistas e comunistas, militância no Partido Comunista, prisão em 1949 e regresso à metrópole, até ao roteiro africano, com destaque para as campanhas da oposição e apoio clandestino aos partidários dos movimentos de libertação, nomeadamente o seu reconhecido papel na Guiné, Cabo Verde e Moçambique.

A visitar, no átrio da Casa do Alentejo, a Exposição da responsabilidade de Luís Carvalho.



























[Casa do Alentejo || 20 de Outubro de 2018]