[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

domingo, 8 de dezembro de 2024

[3471.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLVI

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLVI *

02060. António Luís Casquilho [1927]

[António Luís Casquilho.
Civil. Residência: Avenida Miguel Bombarda, 128. Preso em 23/07/1927, "por suspeita", quando se encontrava junto ao quartel de Artilharia 3, em Campolide. Levado para o Governo Civil, foi entregue à Polícia de Informações do Ministério do Interior.]

02061. Manuel Vieira [1927]

[Manuel Vieira. 
Preso em julho de 1927 pela Polícia de Informações do Ministério do Interior, "acusado de conspirar contra a atual situação".]

02062. Manuel Martins dos Reis [1927]

[Manuel Martins dos Reis.
Capitão e antigo oficial da PSP. Preso em 28/07/1927 e levado para o Forte de S. Julião da Barra.]

02063. António Carvalho Júnior [1927]

[António Carvalho Júnior.
Capitalista. Preso em julho de 1927, em Braga, por motivos políticos. Transferido, em 29/07/1930, para Lisboa, ficando à disposição do Ministério do Interior.]

02064. Manuel Pereira de Assunção [1927]

[Manuel Pereira de Assunção.
1.º cabo de Artilharia 5. Preso na sequência da revolução de fevereiro de 1927, foi libertado da Casa de Reclusão Militar do Porto, onde se encontrava detido à ordem da Polícia de Informações, em 30/07/1927.]

02065. Manuel Afonso [1927]

[Manuel Afonso.
1.º cabo de Artilharia 5. Preso na sequência da revolução de fevereiro de 1927, foi libertado da Casa de Reclusão Militar do Porto, onde se encontrava detido à ordem da Polícia de Informações, em 30/07/1927.]

02066. Henrique Ferreira Guerreiro [1927]

[Henrique Ferreira Guerreiro.
Alferes de Infantaria 13. Preso por ter participado no movimento revolucionário de fevereiro de 1927. Esteve na Penitenciária de Lisboa, de onde seguiu para a Casa de Reclusão Militar do Porto.]

02067. Joaquim Augusto Mendes Braga [1927, 1930, 1932, 1934, 1934, 1935, 1938]

[Joaquim Augusto Mendes Braga || F. 30/01/1939 || ANTT || RGP/1286]

[Joaquim Augusto Mendes Braga ou Joaquim de Oliveira.
Oliveira do Douro - Vila Nova de Gaia, 22/06/1899. Tipógrafo. Filiação: Rita de Oliveira, Augusto Mendes Braga. Casado. Residência: Rua 1.º de Maio, 151 - Vila Nova de Gaia / Rua do Sol, 16 - Porto / Campo dos Mártires da Pátria, 225 - Porto. Antigo agente da Polícia do Porto, "faz a impressão de folhetos onde se ataca a atual Situação". Terá participado na revolução de fevereiro no Porto. Preso em 03/04/1927, "por ser revolucionário e legionário vermelho", e entregue à "Central de Informações" em 05/04/1927. Libertado no Porto em 30/07/1927, "por ter cumprido a pena que lhe fora imposta pelo Tribunal Militar Especial". Preso em 13/04/1930, "por ser bombista e professar ideias avançadas". Entregue pela Polícia de Informações do Porto à Polícia Polícia Internacional Portuguesa em 26/04/1930, "por ser um perigoso conspirador extremista e um elemento fogoso e irrequieto no meio revolucionário de Gaia, por pertencer a um grupo fortemente organizado constituído por comunistas e ainda por ter encomendado 60 bombas ao «Almacinha»" Assistiu às reuniões políticas realizadas em casa de Manuel dos Santos, com o fim de organizar uma sociedade intitulada "Socorro Republicano", de ajuda às famílias dos deportados e presos políticos. Teria, ainda, ligações à Carbonária e foi o fundador de "O Oriente Sport Club". Deportado, em 08/06/1930 para a ilha de Santa Maria / Açores. No ano seguinte, estava na ilha da Madeira, de onde fugiu a bordo do vapor "Guiné" em 13/04/1931. Preso em 06/09/1932, "por andar fugido à ação da Polícia e por fazer parte do Socorro Vermelho". Ter-se-á filiado no Partido Comunista no início de 1932, por intermédio de Rodrigo Gonçalves Lopes, integrando, com Constantino Costa e David da Silva e Costa, a Célula N.º 1 localizada em Santa Marinha - Vila Nova de Gaia. É, também, acusado de ter assistido, juntamente com Fausto José de Carvalho e José Manuel de Oliveira, ao Plenário do Partido Comunista realizado em frente a Avintes, ocupando o cargo de tesoureiro, e fazer parte do Comité Local do Socorro Vermelho Internacional. Entre as várias atividades desenvolvidas, consta uma deslocação a Lisboa, ter escondido em sua casa o espanhol António Cândido Moreira e ter convidado José Pereira de Andrade para aderir ao SVI. Requereu para ser libertado, mas um despacho do Ministro do Interior, datado de 19/01/1933, ordenava que fosse julgado nos Tribunais Especiais. Libertado em 14/02/1933. Preso em 24/04/1934, "por professar ideias avançadas e fazer propaganda das mesmas"; libertado em 18/05/1934. Preso em 02/07/1934, "por estar envolvido em manejos conspiratórios de caráter comunista"; libertado em 07/07/1934. Preso pela SPS do Porto em 23/06/1935, "para averiguações"; libertado em 03/07/1935. Preso pela Delegação do Porto da PVDE em 12/03/1938, sob a acusação de "propaganda subversiva por meio de imprensa clandestina": autor dos originais dos manifestos clandestinos "Proletários de todos os países uni-vos", "Frente Popular" e "Camaradas". Relacionava-se, neste processo, com Álvaro Afonso, António Domingos de Araújo, Edmundo da Silva Monteiro, José Monteiro, José Sequeira, Raul de Sousa Assunção e Rodrigo Teixeira. Julgado pelo TME em 28/07/1938, seria condenado a dois anos de prisão correcional. Passou pela 1.ª esquadra e, em 31/01/1939, seguiu para Peniche. Libertado em 24/12/1939, "por ter sido indultado".]        

[João Esteves]

sábado, 7 de dezembro de 2024

[3470.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLV

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLV *

02051. José Joaquim da Silva Lobato [1927]

[José Joaquim da Silva Lobato.
Civil. Preso em fevereiro de 1927, acusado de envolvimento nos atentados dinamitistas contra os pontões em Pero Negro e Dois Portos, a fim de travar o avanço das forças militares que seguiam para Lisboa. Levado para a Escola de Aplicação de Infantaria, em Mafra. Entrou na Penitenciária de Lisboa em 17/03/1927.]
[alterado em 04/05/2025]

02052. José Maria Gomes [1928, 1928]

[José Maria Gomes || F. 10/11/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[José Maria Gomes.
Preso em 09/11/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de 20 de Julho, em Alcochete e Aldegalega"; libertado em 24/12/1928. Preso em 25/12/1928, "por, juntamente com outros indivíduos, andar numa camioneta, no Barreiro, dando gritos subversivos"; multado em 200$00 e libertado em 28/12/1928. Provável familiar de José Gomes da Costa Lopes.]

02053. João Bernardo [1927]

[João Bernardo.
Civil. Preso em fevereiro de 1927, acusado de envolvimento nos atentados dinamitistas contra os pontões em Pero Negro e Dois Portos, a fim de travar o avanço das forças militares que seguiam para Lisboa. Levado para a Escola de Aplicação de Infantaria, em Mafra. Entrou, em 17/03/1927, na Penitenciária de Lisboa.]
[alterado em 04/05/2025]

02054. Carlos Herculano da Silva Gomes Vilar [1927]

[Carlos Herculano da Silva Gomes Vilar ou Torres Vila.
Civil. Preso em fevereiro de 1927, acusado de envolvimento nos atentados dinamitistas contra os pontões em Pero Negro e Dois Portos, a fim de travar o avanço das forças militares que seguiam para Lisboa. Levado para a Escola de Aplicação de Infantaria, em Mafra. Entrou, em 17/03/1927, na Penitenciária de Lisboa. Esteve detido no Forte de Elvas e foi transferido para a Cadeia Nacional a fim de ser julgado, em 22/08/1927, no Tribunal Militar de Santa Clara.]
[alterado em 11/03/2025]
[alterado em 04/05/2025]

02055. José de Oliveira Júnior [1927]

[José de Oliveira Júnior.
Civil. Preso em fevereiro de 1927, acusado de envolvimento nos atentados dinamitistas contra os pontões em Pero Negro e Dois Portos, a fim de travar o avanço das forças militares que seguiam para Lisboa. Levado para a Escola de Aplicação de Infantaria, em Mafra. Entrou na Penitenciária de Lisboa em 17/03/1927.]
[alterado em 04/05/2025]

02056. David José Vieira [1931]

[David José Vieira.
Cristelo - Barcelos, c. 1900. Empregado na Exploração do Porto de Lisboa. Filiação: Carolina Rosa Ferreira, José Domingues Vieira. Solteiro. Residência: Rua da Mouraria, 13 - Lisboa. Terá colaborado com os revoltosos  de fevereiro de 1927 e terá sido demitido da Exploração do Porto de Lisboa, onde trabalhava como telefonista. Preso em 18/05/1931, "por suspeita de estar implicado no lançamento de bombas no Largo de S. Domingos quando da saída dos estudantes do Coliseu dos Recreios". Libertado no dia 19/05/1931.]

02057. José Matos Vieira Azevedo [1927]

[José Matos Vieira Azevedo.
Tenente da Administração Militar. Preso em julho de 1927, no Porto, recolheu à Casa de Reclusão Militar.]

02058. José Lourenço [1927]

[José Lourenço.
Civil. Residência: Rua Latino Coelho, 87. Preso em 23/07/1927, "por suspeita", quando se encontrava junto ao quartel de Artilharia 3, em Campolide. Levado para o Governo Civil, foi entregue à Polícia de Informações do Ministério do Interior.]

02059. José Dinis Marques [1927]

[José Dinis Marques.
Civil. Residência: Avenida Conde Valbom, 57. Preso em 23/07/1927, "por suspeita", quando se encontrava junto ao quartel de Artilharia 3, em Campolide. Levado para o Governo Civil, foi entregue à Polícia de Informações do Ministério do Interior.]

[João Esteves]

[3469.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLIV

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLIV *

02045. Jerónimo de Campos Calhau [1931]

[Jerónimo de Campos Calhau.
Lisboa, c. 1901. Pedreiro. Filiação: Maria da Silva, José Maria de Campos Calhau. Solteiro. Residência: Travessa do Meio, à Cascalheira, 26 - Lisboa. Preso na Praça do Brasil, dentro do edifício da Assistência Pública, durante a revolta de 26/08/1931. Levado para a Cadeia Nacional e, depois, deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou em 09/06/1933, apresentou-se no dia 12/06/1933 e declarou ir residir na Rua Veríssimo Dias, 1, ao Arco do Carvalhão.]

02046. João dos Santos Coelho [1931]

[João dos Santos Coelho.
Lisboa, c. 1897. Jardineiro. Filiação: Jesuína da Conceição, António dos Santos Coelho. Casado. Residência: Rua dos Sete Moinhos - Pátio do Ventura, 2. Preso em 26/08/1931, na Rua do Arco, a São Mamede, acusado de ter participado no movimento revolucionário desse dia. Levado para o Quartel do Carmo e deportado, em 02/09/1931, para Timor. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou em 09/06/1933, apresentou-se no dia 12/06/1933 e declarou ir residir na mesma morada.]

02047. Eliseu Alves Batista [1931, 1937, 1939]

[Eliseu Alves Batista || ANTT || PT-TT-PIDE-Policias-Anteriores-1-NT-8902]

[Eliseu Alves Batista.
Lisboa, 03/01/1900. Funileiro. Filiação: Maria Rosa da Conceição, João Alves Batista. Solteiro. Residência: Largo das Amoreiras, 31 - Lisboa. Preso em 09/10/1923, "por arremessar bombas". Desertor, foi enviado à Unidade a que pertence em 29/11/1923. Preso na Rotunda em 26/08/1931, acusado de ter participado no movimento revolucionário desse dia, levado para o Quartel de Artilharia 3 e deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou em 09/06/1933, apresentou-se no dia 12/06/1933 e declarou ir residir para a Charneca de S. Bartolomeu, Campo das Amoreiras, 30. Preso em 14/08/1937 pela SPS, "por estar envolvido em assuntos de propaganda comunista": distribuía e vendia o jornal "Avante", que recebia através de Manuel da Silva Nunes. Levado, incomunicável para uma esquadra, passou pela 1.ª esquadra e seguiu para Caxias em 25/11/1937. Julgado pelo TME em 14/05/1938, seria condenado a 24 meses de prisão correcional. Seria, então, transferido para Peniche em 20/05/1938. Saiu em liberdade condicional em 08/04/1939, mas seria detido em 13/04/1939, "para averiguações". Levado, incomunicável, para uma esquadra, passou para a 1.ª esquadra e seria libertado em 27/04/1939.]

[Eliseu Alves Batista || ANTT || RGP/7798 || PT-TT-PIDE-E-010-39-7798_P2]

[Eliseu Alves Batista || F. 14/04/1939 || ANTT || RGP/7798 || PT-TT-PIDE-E-010-39-7798_P1]

02048. Rafael Pereira [1927]

[Rafael Pereira.
2.º Sargento reformado. Preso em fevereiro de 1927, por ter participado no movimento revolucionário que então ocorreu, e levado para a Casa de Reclusão da Trafaria.]

02049. Augusto Mateus [1927]

[Augusto Mateus.
Civil. Preso em fevereiro de 1927, acusado de envolvimento nos atentados dinamitistas contra os pontões em Pero Negro e Dois Portos, a fim de travar o avanço das forças militares que seguiam para Lisboa. Levado para a Escola de Aplicação de Infantaria, em Mafra. Entrou, em 17/03/1927, na Penitenciária de Lisboa.]
[alterado em 04/05/2025]

02050. Manuel António Branco Dores [1927]

[Manuel António Branco Dores.
Civil. Preso em fevereiro de 1927, acusado de envolvimento nos atentados dinamitistas contra os pontões em Pero Negro e Dois Portos, a fim de travar o avanço das forças militares que seguiam para Lisboa. Levado para a Escola de Aplicação de Infantaria, em Mafra. Entrou, em 17/03/1927, na Penitenciária de Lisboa.]
[alterado em 04/05/2025]

[João Esteves]

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

[3468.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLIII

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLIII *

02038. João Lopes Simões Dinis [1931, 1935]

[João Lopes Simões Dinis || ANTT || RGP/1070]

[João Lopes Simões Dinis.
Canas de Sabugosa / Canas de Santa Maria - Tondela, 19/05/1909. 2.º sargento de Infantaria 11. Filiação: Maria da Encarnação e Silva, António Lopes Simões Dinis. Solteiro. Residência: Tondela - Canas de Sabugosa / Travessa de Santa Marta, 7. Preso em 26/08/1931, por participar no movimento revolucionário, e deportado para a Timor em 02/09/1931, tendo embarcado no vapor "Pedro Gomes". Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou em 09/06/1933, apresentou-se no dia 12 e seguiu para Tondela. Preso pela PSP de Beja e enviado para a SPS da PVDE em 23/05/1935, por suspeita de ter ido àquela cidade fazer ligações de caráter conspiratório, foi levado para a 1.ª esquadra. Libertado em 15/07/1935, por falta de provas.]

02039. José Masseneiro [1929, 1931, 1935]

[José Masseneiro.
Coimbra, 05/03/1892. Comerciante. Filiação: Joaquina Pinheiro, José Masseneiro. Casado. Residência: Rua de S. Bento, 17 - Lisboa. Preso pela PSP em 18/07/1929, "acusado de proferir injúrias contra a situação"; libertado em 22/07/1929. Preso em 26/08/1931, junto ao Quartel de Artilharia 3, levado para a Cadeia Nacional e deportado, em 02/09/1931, para Timor. Embarcou no vapor "Pedro Gomes" e evadiu-se em Port Said, durante a viagem. Preso pela SPS em 10/09/1935, "por estar comprometido no movimento revolucionário que teve a sua tentativa de eclosão na madrugada deste dia". Mantinha ligações de "carácter revolucionário" com, entre outros, Abel Lopes de Almeida, Hernani Martins Vagueiro, Jacinto Henriques, Jaime Batista, João Severino Gago da Câmara, José dos Santos Marcelo, Luís Maia Monteiro, Manuel Caipira, Roberto de Melo Queirós, Tomás António Serra e Moura. Evadiu-se da 1.ª esquadra, quartos particulares do Governo Civil. em 31/10/1935 ou 01/11/1935. Requereu ao Ministro do Interior, em 10/06/1936 ou 05/12/1938, para ser amnistiado ao abrigo do Decreto-Lei 26636, de 25/05/1936. Foi deferida a sua pretensão em 23/12/1938.]

02040. José Maria Jorge [1931]

[José Maria Jorge.
Penamacor, c. 1903. Servente de pedreiro. Filiação: Henriqueta Martins, Manuel Jorge. Casado. Residência: Rua da Correnteza, 34, Belém - Lisboa. Preso em 26/08/1931, na Praça Marquês de Pombal, por ter participado no movimento revolucionário desse dia. Levado para a Cadeia Nacional, seria deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou no dia 09/06/1933 e apresentou-se em 12/06/1933. Voltou a residir na Rua da Correnteza, no n.º 36.]

02041. Manuel Antunes da Silva [1931]

[Manuel Antunes da Silva.
Lisboa, c. 1876. Marceneiro. Filiação: Luísa Maria Machado, Francisco Antunes da Silva. Casado. Residência: Rua do Capelão, 11 - Lisboa. Preso pela GNR em 26/08/1931, próximo do matadouro, acusado de ter participado no movimento revolucionário desse dia. Levado para a esquadra do Matadouro e, depois, para a Cadeia Nacional, seria deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou no dia 09/06/1933 e apresentou-se em 13/06/1933, voltando a residir na Rua do Capelão, 15.]

02042. Libânio Ribeiro Pancas [1931]

[Libânio Ribeiro Pancas.
Lisboa, c. 1905. Vendedor ambulante. Filiação: Mariana dos Santos. Joaquim Ribeiro Pancas. Solteiro. Residência: Quinta da Letrada, Quinta do Pires - Lisboa. Preso em 26/08/1931, junto do Regimento de Telegrafistas, fardado de marinheiro da Armada, acusado de participar no movimento revolucionário desse dia. Transferido para o Governo Civil, seria deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou no dia 09/06/1933 e apresentou-se em 12/06/1933, voltando a residir na Quinta da Letrada, Vale Escuro, à Penha de França - Lisboa.]

02043. José Lourenço Fortes [1931]

[José Lourenço Fortes.
2.º sargento do RSM. Preso em 26/08/1931, por estar envolvido no movimento revolucionário desse dia. Deportado para Timor em 02/09/1931, embarcando no vapor "Pedro Gomes". Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou em 09/06/1933 e apresentou-se nesse mesmo dia, indo residir para a Rua Maria J. C. - Lisboa e, na Marinha Grande, Casa Singer.]

02044. João David Rodrigues [1931]

[João David Rodrigues.
Alandroal, c. 1897. Motorista. Filiação: Ana da Conceição, David Rodrigues. Casado. Residência: Pátio do Seabra, à Ajuda, 4 - Lisboa. Preso em 26/08/1931, no Largo do Rato, acusado de ter participado no movimento revolucionário desse dia. Conduzido por um capitão ao Quartel de Artilharia 3, seria deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou no dia 09/06/1933 e apresentou-se em 12/06/1933, voltando a residir na mesma morada.]

[João Esteves]

[3467.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLII

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLII * 

02035. António Lopes de Araújo [1927, 1928, 1931]

[António Lopes de Araújo.
Marmeleira, 23/08/1897. Tenente de Artilharia. Filiação: Maria da Encarnação Araújo Lopes Pereira, Joaquim Lopes Pereira. Solteiro. Residência: anda fugido. Vigiado, estava referenciado em setembro de 1927 como fazendo parte do "comité revolucionário de Coimbra". Em novembro, é apontado como estando a conversar com os tenentes Alfredo da Silva Gomes, do Batalhão Caçadores 2, e Carlos Gomes dos Santos, da GNR. Preso pelo Comando Militar de Coimbra em 22/11/1927, "acusado de fazer parte do comité revolucionário daquela cidade". Deportado para as Ilhas, de onde se evadiu mais tarde. Preso em 15/11/1928, "por ter fugido das Ilhas onde estava deportado" e "ter tomado parte ativa na organização do movimento de 20 de julho de 1928", em Coimbra, mantendo contactos, entre outros, com o capitão Nuno Cruz, capitão Chaves, Dr. António Dias e Avelino Augusto da Silva Belo. Além disso, era acusado de ter vário material de guerra escondido no Choupal, o qual viria a ser apreendido. Evadiu-se, em 19/01/1929, da Casa de Reclusão de S. Julião da Barra. Encontrava-se, em novembro de 1930, no Porto, onde mantinha ligações com o estudante Silo Cal Brandão. Os dois terão entregado dois caixotes com bombas a Hermenegildo Gonçalves Granadeiro, de Coimbra, os quais seriam apreendidos nesta cidade em dezembro, sendo cúmplices Afonso de Moura e Henrique de Magalhães. Aparece referenciado, em março de 1931, no distrito de Leiria, com ligações a José Carlos Afonso, administrador gerente da Companhia Leiriense de Moagem, Joaquim Rebelo Alves, guarda-livros, e José Alves Pereira de Sousa, caixeiro-viajante. Nessa cidade, vivia também o irmão, o médico Serafim Lopes Pereira, com quem mantinha ligações revolucionárias. Nas Caldas da Rainha, relacionava-se com o farmacêutico Maldonado de Freitas. Continuou a ser vigiado em todos os seus contactos até ser preso em 26/08/1931, dentro do Regimento de Artilharia 3: foi o responsável pelo assalto à unidade, que comandou durante o movimento revolucionário. Deportado para Timor em 02/09/1931, evadiu-se do vapor "Pedro Gomes" em Port Said. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932. Em 1934-1935, era procurado "por estar envolvido em manejos conspiratórios", acusado de fazer parte de uma organização revolucionária que assentou em Pinheiro da Bemposta, Ermesinde e Trofa  e que prepararia uma revolução dirigida, no norte do país, por Camilo Zuzarte Cortesão. Julgado à revelia pelo TME de 02/05/1935, reunido no Tribunal Militar Territorial no Porto, seria condenado a seis anos de desterro, em local à escolha do Governo, e doze mil escudos de multa. O TME, em sessão de 20/07/1940, considerou que estava abrangido pela amnistia estipulada pelo Decreto-Lei de 30484, de 01/06/1940.]

02036. Fernando Pais Teles de Utra Machado [1931, 1939]

[Fernando de Utra Machado || Seara Nova, 1184-85, Setembro de 1950]

[Fernando Pais Teles de Utra Machado.
Lisboa, 16/05/1882. Tenente-coronel de Infantaria. Filiação: Maria José de Campos Pais, Alberto Teles de Utra Machado. Fez carreira militar, assentando praça em 1900: alferes (1904), tenente (1911), capitão (1914), major (1918), tenente-coronel (1928). Permaneceu em Angola entre 1906 e 1916, tendo sido governador distrital da Lunda (1911-1915) e governador-geral (1915-1916), substituindo Norton de Matos. Integrou, durante a I Guerra, o Corpo Expedicionário Português, tendo participado na Batalha de La Lys. Depois, entre 1919 e 1931, exerceu a docência na Escola do Exército, lecionando a cadeira de "Colonização". Militou no Partido Republicano Português, tornou-se Ministro das Colónias entre 8 de março e 26 de junho de 1920 e, finda esta experiência, aderiu à União Liberal Republicana. Revelou-se, em 1930, crítico do Ato Colonial, fazendo, em 29 de maio, uma declaração de voto no Conselho Superior de Colónias, que integrava. Foi um dos chefes do movimento revolucionário de 26/08/1931, tendo sido demitido do Exército e deportado para Timor em 02/09/1931. Fugiu, num barco holandês, a bordo do qual assinou, em 28/02/1932, o manifesto "Um Grupo de Deportados de Timor à Nação Portuguesa". Subscreveram-no outros deportados em fuga: Alfredo Marques Mendonça, Eduardo Carmona, Francisco de Oliveira Pio, Joaquim Ramos Munha, José Pereira Gomes, Manuel António Correia, Manuel Vireilha da Costa e Miguel de Abreu. Fez parte da lista dos banidos do território nacional, a que se refere o Decreto-Lei 21943, de 05/12/1932. Conheceu o exílio em Espanha, durante o qual morreu um filho, sendo considerado próximo do Grupo dos Budas. Por ter assinado um manifesto dos exilados portugueses contra Salazar, publicado no jornal "El Sol" em 04/10/1936, foi acusado de alta traição à pátria. Com a derrota republicana, seria entregue às autoridades portuguesas em Barcelona e preso na fronteira de Vilar Formoso em 30/03/1939. 

[Fernando Utra Machado || F. 31/03/1939 || ANTT || RGP/11219]

Levado para Caxias, seria deportado, em 23/04/1939, para os Açores / Depósito de Presos de Angra do Heroísmo. Julgado pelo TME de 24/07/1939, seria condenado a quatro anos de desterro. Abrangido pela amnistia de 01/06/1940, regressou de Angra do Heroísmo em 24/06/1940, saiu em liberdade e foi residir na Rua Augusto Gil, 39 - Lisboa. Faleceu em Lisboa, em 25/09/1949. A revista "Seara Nova" dedicou-lhe, em setembro de 1950, um número, com textos de Norton de Matos, João de Barros, Augusto Casimiro e Sant'Ana Dionísio. Também inseriu um texto seu: "Origem do topónimo Moçâmedes". Seria reintegrado no Exército e promovido a coronel, a título póstumo, em 25/10/1976.]

02037. João Roque [1927, 1930, 1931]

[João Roque. 
Tenente do QAA. Preso em 10/02/1927, "por suspeita de tomar parte no movimento revolucionário"; libertado em 13/02/1927. Esteve envolvido no movimento revolucionário de 20/07/1928. Vigiado em 1930, foi-lhe fixada residência nos Açores, para onde seguiu em 08/08/1930, "por estar implicado no movimento revolucionário" que esteve para eclodir em julho. Procurou regressar ao Continente em dezembro, mas a informação da Polícia de Informações do Ministério do Interior, em ofício confidencial enviado ao Ministério da Guerra, em 05/01/1931, foi desfavorável. Depois de nova insistência, foi autorizado a regressar por ofício datado de 02/02/1931. Por estar implicado no movimento de 26/08/1931, seria deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou em 09/06/1933, apresentou-se em 12/06/1933 e declarou ir residir na Rua de Santa Marta, 80 - Lisboa.]

[João Esteves]

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

[3466.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLI

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLI * 

00622. Luís Emílio dos Santos Seca [1927, 1929, 1931, 1939, 1945]

[Luís Emílio dos Santos Seca || F. 01/04/1939 || ANTT || RGP/11048 || PT-TT-PIDE-E-010-56-11048]

[Luís Emílio dos Santos Seca.
Freguesia da Sé - Bragança, 22/02/1896. Tenente do Exército, S. A. M. / Industrial. Filiação: Teresa Rodrigues Seca e Augusto César dos Santos Seca. Casado. Residência: Rua São Roque da Lameira, 2275 - Porto / Rua B à Calçada do Poço dos Mouros, 14 - Lisboa. Quando tenente da GNR no Porto, participou ativamente na Revolta de Fevereiro de 1927. Preso, ficou detido na Casa de Reclusão do Porto até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres" e seria deportado nesse mesmo mês, como muitos outros militares, para os Açores - Angra do Heroísmo. Participou na Revolta de 20/07/1928 e conseguiu fugir, desertando. Referenciado como tendo participado na reunião noturna de 12 (ou de 23, segundo informe da Polícia) de Fevereiro de 1928, realizada no Porto, na Rua Duarte Ferreira - 17, onde se registaram confrontos com a polícia e do qual houve um morto e um ferido grave. Apesar da investida repressiva da Polícia de Informações daquela cidade, conseguiu fugir com Alcídio Lopes de Almeida e Manuel António Correia, escapando ao cerco. Vigiado através de informadores, foi preso em 07/01/1929 e entregue às autoridades militares em 12/01/1929. Embarcou, em 08/09/1929, para Ponta Delgada, onde lhe foi fixada residência. Interveio, em 8 de Abril de 1931, quando estava deportado em São Miguel, na Revolta das Ilhas contra a Ditadura e, durante o processo de rendição daquela ilha, dirigiu-se para Madeira no vapor "Pero de Alenquer", juntamente com outros revoltosos civis e militares, quase todos deportados. Preso, seguiu em 09/05/1931, no vapor Pedro Gomes para Cabo Verde, onde lhe foi fixada residência. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou ao Continente e apresentou-se em 16/01/1933, ficando a residir em Lisboa. Continuou a ser vigiado. Preso pela Delegação do Porto em 24/01/1939; libertado em 06/04/1939. 

[Luís Emílio dos Santos Seca || F. 11/08/1945 || ANTT || RGP/11048 || PT-TT-PIDE-E-010-56-11048]

Preso em 31/07/1945 e levado para Caxias; libertado em 16/08/1945.]
[alterado em 11/04/2023]
  [alterado em 22/06/2024]

02031. Abílio dos Reis Morais [1927, 1931, 1935] 

[Abílio dos Reis Morais || ANTT || RGP/1760 || PT-TT-PIDE-E-010-9-1760]

[Abílio dos Reis Morais.
Praia - Cabo Verde, 16/08/1896. Tenente de Infantaria. Filiação: Valentina dos Reis Morais, Augusto César de Morais. Casado. Residência: Avenida Marquês de Tomar, 37 - Lisboa. Quando alferes miliciano de Infantaria, integrou o 1.º Corpo Expedicionário Português e terá recebido louvores. Já tenente, aderiu às revoltas contra a Ditadura Militar de 3 de fevereiro de 1927, 20 de julho de 1928 e 26 de agosto de 1931. Preso em fevereiro de 1927 e deportado, neste mesmo mês, para a Guiné - Cacheu. Votaria a ser deportado pelo envolvimento no movimento revolucionário de 26/08/1931: enviado para Timor, embarcou no vapor "Pedro Gomes" na noite de 2 de Setembro de 1931, com mais 357 deportados (271 civis e 87 militares). Abrangido pela amnistia de 5 de dezembro de 1932, regressou a Portugal em meados de 1933. Continuou a conspirar e participou ativamente na Revolta de Mendes Norton, sendo preso em 26/08/1935, acusado de ser o lugar - tenente do tenente-coronel Ribeiro de Carvalho que, entretanto, se refugiou em Espanha. A Secção Política e Social da PVDE prendeu-o por indicação dos serviços secretos que consideravam a sua detenção como uma das "indispensáveis para fazer abortar o movimento prestes a eclodir". Quando foi detido, preparava-se para se deslocar a Mafra para mobilizar tropas para a revolta, tendo andado anteriormente pela província a fazer ligações revolucionárias, contando com a adesão de muitos sargentos e alguns oficiais. Levado para uma esquadra, seguiu para o Aljube em 01/10/1935. Por decisão do Conselho de Ministros de 16 de Dezembro de 1935, foi deportado, preso, para Angra do Heroísmo, para onde seguiu, em 18 do mesmo mês, a bordo do vapor "Cabo Verde". Mandado regressar em 13/05/1936, por ter sido autorizado a ir para o Brasil. Embarcou, em 14 de junho, com destino ao Rio de Janeiro, onde faleceu em fevereiro de 1955, com 58 anos.]
[alterado em 25/03/2025]
[alterado em 11/05/2025]

02032. Alfredo Marques Mendonça [1931]

[Alfredo Marques Mendonça]

[Alfredo Marques Mendonça. 
Capitão do Serviço de Administração Militar (S.A.M.) e advogado. Por ter participado no movimento revolucionário de 26/08/1931, foi deportado para Timor em 02/09/1931, embarcando no vapor "Pedro Gomes". Fugiu, num barco holandês, a bordo do qual assinou, em 28/02/1932, o manifesto "Um Grupo de Deportados de Timor à Nação Portuguesa". Subscreveram-no outros deportados em fuga: Eduardo Carmona, Fernando de Utra Machado, Francisco de Oliveira Pio, Joaquim Ramos Munha, José Pereira Gomes, Manuel António Correia, Manuel Vireilha da Costa e Miguel de Abreu.] 

02033. Américo Augusto Martins Sanches [1931]

[Américo Augusto Martins Sanches.
Capitão de Aeronáutica. Participou no movimento revolucionário de 26/08/1931 e foi deportado para Timor em 02/09/1931, embarcando no vapor "Pedro Gomes". Não foi abrangido pela amnistia de 05/12/1932, por ser considerado um dos "50 mais perigosos".]

02034. António Augusto Dias Antunes [1928, 1931, 1931]

[António Augusto Dias Antunes]

[António Augusto Dias Antunes.
Castelo Branco, 27/10/1876. Coronel de Infantaria. Filiação: Maria da Piedade Dias Antunes, António Joaquim Antunes. Frequentou o Colégio Militar, a Escola Politécnica de Lisboa e os cursos de Infantaria e de Cavalaria da Escola do Exército. Participou em campanhas militares em Angola, onde foi capitão-mor e Governador da Província de Benguela e Quanza Norte. Desempenhou, entre novembro de 1927 e maio de 1928, o cargo de Diretor-Geral da Imprensa Nacional na sequência do falecimento de Luís Derouet. Preso aquando do movimentos revolucionários de 20/07/1928, e em 09/04/1931, foi um dos principais dirigentes do levantamento de 26/08/1931, integrando, com Agatão Lança, tenente-coronel Fernando Pais Teles Utra Machado, tenente-coronel Sarmento de Beires e coronel Hélder Ribeiro, o seu Comité Revolucionário. Preso, passou pela Penitenciária de Lisboa, foi demitido do Exército por decreto de 28/08/1931 e, em 02/09/1931, seria deportado para Timor, embarcando no vapor "Pedro Gomes". Encarcerado no campo de concentração de Oecussi, tornou-se o representante dos deportados junto das autoridades, por ser o militar mais graduado e, ao denunciar junto da Liga de Combatentes da Grande Guerra, as condições a que os prisioneiros estavam sujeitos, contribuiu para o seu encerramento. Na carta que então enviou à LCGG, deu a conhecer a insalubridade, os alojamentos, a deficiente alimentação e ausência de assistência sanitária e médica, permitindo a libertação de deportados sem que, no entanto, pudessem abandonar Timor. Excluído da amnistia aprovada em 05/12/1932, por ser um dos "50 mais perigosos", permaneceu em Timor, onde viveu com muitas dificuldades e se dedicou ao negócio do café. Faleceu em Ermera, a 22/01/1940, com 64 anos de idade.]

[João Esteves]

terça-feira, 19 de novembro de 2024

[3465.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCL

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCL *

00288. Altino José Zacarias [1932]

[
Altino José Zacarias.
S. Mamede de Infesta - Porto, c. 1904. Pintor. Filiação: Maria Rosa, José Zacarias. Solteiro. Residência: Lugar da Via Sacra, 88 - Porto, Paranhos. Preso pela PSP do Porto em 15/07/1932, "por distribuir manifestos clandestinos de propaganda subversiva". Libertado em 11/08/1932, por decisão do Diretor Geral da Segurança Pública e concordância do Ministro do Interior. Irmão de Raul Zacarias.]
[alterado em 19/11/2024]

00289. Alvarino Pires [1927]

[
Alvarino Pires.
C. 1900. Descarregador. Filiação: Mariana Pires. Residência: Travessa do Ferragial, 10 - Lisboa. Preso em 11/10/1927, "por possuir armas de guerra e cartuchos para as mesmas". Libertado em 20/10/1927.]
[alterado em 19/11/2024]

00290. Álvaro Aires Pereira [1932]

[Álvaro Aires Pereira || F. 30/08/1932 || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Álvaro Aires Pereira.
Lisboa, c. 1916. Estudante. Filiação: Alice Pereira, Agnelo Ramiro Pereira. Solteiro. Residência: Travessa da Recolhida, 4 - Lisboa. Preso em 28/08/1932, por ter provocado um agente no cais da Trafaria. Levado, incomunicável, para uma esquadra; libertado do Aljube em 30/08/1932.]
[alterado em 06/02/2022]
[alterado em 15/02/2022]

00618. António Manuel [1927]

[António Manuel.
Alferes, Q. R. Participou na Revolta de Fevereiro de 1927, sendo preso e deportado nesse mesmo mês, como muitos outros militares, para os Açores - Angra do Heroísmo.]

00619. João Alves [1927]

[João Alves.
Alferes. Chefe de Música - Caçadores 7. Participou na Revolta de Fevereiro de 1927, sendo preso e deportado nesse mesmo mês, como muitos outros militares, para os Açores - Angra do Heroísmo. Vigiado em 1930, quando era Chefe de Música de Infantaria 12. na Guarda. Segundo informação anónima de outubro de 1930, estaria comprometido no movimento revolucionário em preparação.]
[alterado em 14/04/2025]

00621. Francisco Catarino [1927] 

[Francisco Catarino.
Tenente do Exército - Cavalaria da GNR. Participou na Revolta de Fevereiro de 1927, sendo preso e deportado nesse mesmo mês, como muitos outros militares, para os Açores - Angra do Heroísmo. Em 1934, era capitão de Cavalaria em serviço no D.R.R. N.º 4. Em 31/08/1934, foi autorizado pela Secção Política e Social da PVDE a tomar posse do lugar de professor provisório de Educação Física no Liceu João de Deus, em Faro.]

[João Esteves]

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

[3464.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXLIX

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXLIX *

00280. Alípio Augusto [1927]

[Alípio Augusto.
Tenente de Caçadores 9. Participou no movimento revolucionário de 03/02/1927 que eclodiu no Porto, tendo sido preso e deportado para Angola. Regressou e apresentou-se, em 29/11/1929, no Ministério do Interior.]

00281. Alípio Baptista [1927, 1930]

[Alípio Batista.
Santo André de Poiares, c. 1884. Comerciante. Filiação: Rosa Ferreira, João Batista. Solteiro. Residência: Rua da Paz, 36 - Lisboa. Preso em 25/02/1927, acusado de ter participado no movimento revolucionário de 07/02/1927. Preso pela PSP e entregue em 28/08/1930, por ser portador de uma pistola sem que estivesse munido da respetiva licença. Libertado em 16/09/1930.]
[alterado em 18/11/2024]

00282. Alípio Henriques da Cunha [1929]

[Alípio Henriques da Cunha.
Penacova, c. 1892 Ajudante de esquadra. Filiação: Maria Rosa da Cunha, Joaquim Henriques dos Santos. Residência: Rua Nova do Loureiro, 49 - Lisboa. Preso em 29/03/1929, "por ter tido reuniões revolucionárias com o cadete Álvaro de Castro". Posto à disposição da PSP em 30/04/1929, regressou à P. I. em 24/05/1929 e foi libertado em 28/05/1929.]
[alterado em 18/11/2024]

00283. Alípio José da Cruz Oliveira [1933]

[
Alípio José da Cruz Oliveira.
Capitão de Infantaria e 2.º Comandante da Carreira de Tiro de Espinho. Subcomandante da PSP durante a I República. Terá estado envolvido no movimento revolucionário de 20/07/1928, em Lisboa, e mantinha contactos regulares, no Porto, com Eduardo Ferreira dos Santos Silva. Vigiado desde, pelo menos, Novembro de 1928. Em 1930, aparece referenciado como tendo contactos com Cesário Bonito e Veloso de Araújo. No ano seguinte, é apontado como tendo ligações com Rómulo de Oliveira e, segundo o Processo 218, também assistiu a reuniões em casa de Manuel dos Santos a fim de realizar o "Socorro Republicano". Informa-se, em abril de 1933, que era o representante, no Porto, do grupo de Ribeiro de Carvalho e, em 17/07/1933, foi pedida a fixação de residência fora daquela cidade, sendo-lhe fixada residência em Bragança. Requereu, em agosto, para transferir a sua residência para o Porto, o que não foi autorizado por ainda subsistirem as razões que levaram ao seu afastamento.]
[alterado em 18/11/2024] 

00284. Alípio Pedro de Mesquita [1933, 1933]

[Alípio Pedro de Mesquita || Capitão farmacêutico || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Alípio Pedro de Mesquita.
Santa Comba Dão, c. 1884. Funcionário público do Ministério das Finanças. Filiação: Antónia Henriques da Conceição Mesquita, Manuel Pedro de Mesquita. Casado. Residência: Rua Almeida e Sousa, 56. Preso em 10/05/1933, por estar envolvido em manejos revolucionários com Luís Ricardo Dias Henriques e Sarmento de Beires; saiu em liberdade condicional em 20/05/1933, com residência fixada em Lisboa. Restituído à liberdade condicional em 04/10/1933. Preso em 17/11/1933, quando se apresentou na SPS por estar em liberdade condicional.  Julgado pelo TME em 18/12/1933, foi amnistiado ao abrigo do decreto de 05/12/1932 e libertado nesse mesmo dia.]
[alterado em 26/05/2023]
[alterado em 20/04/2024]
[alterado em 21/05/2024]
[alterado em 18/11/2024]

00285. Alípio Pereira [1931]

[Alípio Pereira.
Pousos - Leiria, c. 1902. Filiação: Maria da Piedade, Joaquim Pereira Timóteo. Residência: Freguesia dos Pousos - Leiria. Preso em novembro de 1931, em Leiria, por transportar uma mala e um cesto com bombas explosivas a pedido de José Duarte, barbeiro naquela cidade. No entanto, não tinha conhecimento do que levava, tendo sido o próprio a chamar um guarda. Ficou detido, mas não foi entregue à SPS.]
[alterado em 18/11/2024]

00286. Alípio Pires [1931]

[Alípio Pires.
Vinhais, c. 1864. Proprietário. Filiação: Ermelinda de Jesus Afonso, Domingos Pires Paula. Casado. Residência: Mourisca - Concelho de Águeda. Entregue na Secção de Justiça e Informações do Comando da PSP de Lisboa em 23/09/1931, por ser detentor de seis bombas explosivas e várias munições de guerra, alegando que lhe tinham sido fornecidas aquando da implantação da República. Libertado em 16/10/1931, "atendendo à sua idade avançada".]
[alterado em 18/11/2024]

00287. Alírio Tavares da Fonseca [1930]

[Alírio Tavares da Fonseca.
Bonfim - Porto, c. 1905. Guarda-livros. Filiação: Ana Ferreira Pinto da Fonseca, António Tavares da Fonseca. Casado. Residência: Rua Duque de Palmela, 86 - Porto. Preso pela Polícia de Informações do Porto por, no 05/10/1930, fazer parte de um grupo que andou pelas ruas da cidade a dar vivas subversivos e morras à Situação. Enviado para Lisboa em 06/10/1930 e libertado em 17/10/1930.]
[alterado em 18/11/2024]

[João Esteves]