[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[1345.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXXI] || FIGUEIRA DA FOZ [I]

* CNMP || FIGUEIRA DA FOZ || 1946 *

CARTA A MARIA LAMAS DE 14 MULHERES DA FIGUEIRA DA FOZ A SOLICITAR A CRIAÇÃO DE UMA DELEGAÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS

[AP/JE || Cópia cedida por Natividade Correia em Fevereiro de 1998]

Subscritoras:

1. Celeste Harrisson.
[Celeste Pereira Harrisson. Poetisa e autora de peças de teatro, nasceu no Porto a 27 de Abril de 1907. Manteve colaboração nos periódicos O Comércio do Porto, O Jornal da Mulher, Jornal de Notícias, Notícias da Figueira, Notícias de Lourenço Marques, Portugal Feminino e A Tarde. Esteve representada na grande “Exposição de Livros Escritos por Mulheres”, organizada pelo CNMP em 1947. Terá falecido em 1977.]

2. Maria Rosa dos Santos.

3. Maria do Carmo Santos [?] Costa.
[Professora de Inglês].

4. Maria Fernanda das Neves.
[Estudante universitária].

5. Maria Madalena Nogueira e Silva.

6. Maria Isabel Marques de Andrade Salgado.

7. Maria Celinda Dias Carvalheiro.
[Comerciante. Filha de Manuel Duarte Carvalheiro e de Albertina Dias Carvalheiro, nasceu em 21 de Agosto de 1915 e faleceu a 25 de Dezembro de 2000, com 85 anos. Tal como a irmã, Maria Regina Dias Carvalheiro, associou-se desde muito nova à oposição ao Estado Novo, mantendo-se coerente com os seus ideais até à morte. Foi também ativista da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, à qual aderiu por intermédio de Eva Amado.]

8. Maria Cristina Esteves.
[Maria Cristina Damas Esteves. Filha de João Soares Esteves e de Maria Teresa Damas Esteves, nasceu em Rio de Moinhos, Abrantes, a 26 de Junho de 1912. Para além de subscritora desta carta, aderiu, por proposta de Maria Joana Rosendo Dias, à Delegação de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Residia então na Figueira da Foz, na Rua da República, 94, 1.º.]

9. Natividade Pinheiro.
[Mãe da ativista Maria da Natividade Pinheiro Correia, impulsionadora da Delegação de Coimbra.]

10. Maria Eugénia Cruz.

11. Dulce Coelho Costa Redondo.



14. Cesaltina Bengala Vasco.
[Professora, casada com o médico comunista Gilberto Vasco. Foi da sua autoria a proposta da subcomissão da Figueira da Foz organizar Cursos de Puericultura.]

[1344.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXX] || COIMBRA [V]

* CNMP || COIMBRA || 1947 *

|| GRUPO DE SÓCIAS DE COIMBRA DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || JULHO DE 1947 [?] || 

[AP/JE || Fotografia doada por Madalena Coelho Marques de Almeida (1916-2013) ||

Judite Rosales Marques de Almeida, Madalena Coelho Marques de Almeida, Clarisse, Celeste Teles de Almeida Costa, Maria Helena Pinto Loureiro, Branca, ?]

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

[1343.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXIX] || COIMBRA [IV]

* CNMP || COIMBRA || JULHO DE 1947 *

|| EXPOSIÇÃO DE BRINQUEDOS E DESENHOS INFANTIS ORGANIZADA PELAS SÓCIAS DE COIMBRA DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS ||




[AP/JE || Cópia cedida por Natividade Correia em Fevereiro de 1998]

[1342.] CONSELHO NCIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXVIII] || COIMBRA [III]

* CNMP || COIMBRA *

|| 21 DE DEZEMBRO DE 1946 || MATINÉE ORGANIZADA PELA COMISSÃO ORGANIZADORA E DE PROPAGANDA DE COIMBRA DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || 

[AP/JE || Cópia cedida por Natividade Correia em Fevereiro de 1998]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

[1341.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXVII] || COIMBRA [II]

* CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || COIMBRA || 1946 *

Carta subscrita por 113 mulheres de Coimbra e enviada a Maria Lamas, enquanto Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a solicitar a criação de uma Delegação na região centro.

[AP/JE || A cópia desta carta manuscrita foi gentilmente enviada pela Dr.ª Natividade Correia em Fevereiro de 1998]
Esta carta, com as respetivas subscritoras, foi publicada na revista Alma Feminina, órgão do CNMP, no número de Maio de 1946.

Publica-se o nome dessas 113 mulheres segundo a lista manuscrita cedida pela Dr.ª Natividade Correia. Pode haver algumas incorreções nos nomes, sendo de referir pequenas diferenças em relação à listagem saída naquela publicação. 

Para facilitar a pesquisa, os nomes estão por ordem alfabética. São "mulheres, muitas, hoje totalmente desconhecidas ou talvez até arrependidas do seu ato, outras de prestígio na sociedade atual, mas tendo todas demonstrado grande coragem numa época de ditadura fascista e de completo desprezo pelos direitos da mulher" [NC, 24/02/1998]. 

1. Adelaide de Almeida [doméstica].
2. Adelaide Ramos Pamplona.
[Nasceu no Bombarral em 20/06/1887 e casou com António Franco Pamplona (1893-1974); as filhas Maria Fernanda e Maria Manuela também subscrevem o documento.]
3. Adélia Rosales Marques de Almeida [doméstica].
[Filha de José Marques de Almeida e de Adelaide Rosales de Almeida, nasceu em Lisboa a 27 de Novembro de 1914. Foi sócia, por proposta de Maria Joana Rosendo Dias, do núcleo local da Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Familiar de Judite e Odete Rosales Marques de Almeida, que assinam este mesmo documento. O nome Rosales também surge com a grafia Rosalles.] 
4. Alice de Quadros Figueiredo [estudante].
[Poderá ter casado com o professor primário Abílio dos Santos Costa Simões que lecionou em escolas nos municípios de Anadia e Nazaré; residiu muitos anos em Mogofores (Anadia); e foi provedor honorário da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, terra onde faleceu em 28 de Março de 2014, com 85 anos de idade.]
5. Aldina Neves de Pinho [estudante].
[Nasceu em Aveiro, em 22/07/1924. Frequentou, a partir do ano letivo de 1946-1947, a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, tendo concluído o Curso Profissional em 25 de Julho de 1950.]
6. Alzira Bouchet Gomes Simões [licenciada em Matemáticas].
[Professora, lecionou no Liceu Alexandre Herculano nos anos letivos de 1958-1959 e 1959-1960.]
7. Amália Santiago da Silva Soares.
8. Ângela Maria da Silva Venâncio Ferrer [licenciada em Letras].
9. Angelina Vaz Morais [estudante da Faculdade de Letras].
10. Armanda Fernandes Ferreira da Costa [doméstica].
[Filha de Francisco António Bichão e de Carmina Fernandes Bichão, nasceu em Ílhavo em 5 de Fevereiro de 1910. Casada, tornou-se no mesmo período, por intermédio de Maria Joana Rosendo Dias, sócia do núcleo de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz.]
11. Arménia Correia Duarte [estudante].
12. Áurea de Jesus Ribeiro [estudante de Farmácia].
13. Aurora Godinho Moreira [licenciada em Físico-Químicas].
[Licenciada em Ciências Físico-Químicas. Filha de Emídio Duarte Moreira, natural de Avelar, concelho de Ansião (Leiria), frequentou a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra entre os anos letivos de 1938-1939 e 1942-1943.]
14. Balbina da Costa Braga [doméstica].
[Filha do comerciante de Coimbra Miguel José da Costa Braga e irmã de Luísa da Costa Braga. A sobrinha, Maria Luísa Isabel Braga Temido, também subscreveu este documento.]
15. Beatriz Mendes Arnaut de Almeida.
16. Branca de Araújo Franqueira de Oliveira Pegado [doméstica].
17. Branca de Sousa Ferreira [doméstica].
18. Branca Rosa Valença Marques Pinto [estudante].
19. Carmen de Assunção Rodrigues Ribeiro Crespo [mestra do Ensino Técnico Profissional].
20. Celeste Araújo Pereira e Sousa [estudante].
21. Celeste da Cruz David dos Reis e Cunha.
22. Celeste Teles de Almeida Costa [professora].
23. Celeste Teles de Oliveira [doméstica].
24. Ernestina Batista Miranda [doméstica].
25. Esmeralda Braancamp Mancelos da Silva [estudante].
26. Glória Mendes dos Santos [estudante].
27. Gracilda Gouveia Carneiro [estudante].
28. Guilhermina Carrajola Namorado [diplomada com o curso da Escola Normal].
[Diplomada com o Curso da Escola Normal. Filha de António Eugénio da Silva Carrajola, militar natural de Vila Nova de Gaia, ficou órfã de mãe muito cedo e estudou no Instituto de Odivelas. Frequentou, em 1940-1941, o primeiro ano Ciências Históricas e Filosóficas da Universidade de Coimbra, onde foi colega de curso de João José Cochofel. Casou, em 1942, com Joaquim Namorado [1914-1986], poeta, matemático e militante comunista desde os anos 30. Guilhermina Carrajola Namorado participou na fundação, em 1942, do núcleo de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Conviveu com as principais ativistas das delegações locais de Associação Feminina Portuguesa para a Paz e do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Em 1931, o pai, tenente do Quadro Auxiliar de Artilharia, foi alvo de um processo político.]
29. Guiomar Alice Figueiredo Paixão e Costa [doméstica].
30. Inoi Aires de Andrade [doméstica].
31. Isaura de Castro César da Silva [estudante].
32. Judith Rosales Marques de Almeida [doméstica].
33. Julieta Ribeiro de Carvalho [professora do Ensino Particular].
34. Luciana Navarro Duarte Pedro.
35. Lucinda Mariana Gomes Franco [farmacêutica].
36. Madalena Coelho Marques de Almeida [licenciada em Germânicas].
37. Manuela Trindade Neto [parteira].
38. Margarida de Vasconcelos Matias Féria [doméstica].
39. Maria A. C. de Campos.
40. Maria Adelaide Cristina da Silva [estudante].
41. Maria Adelina de Queiroz B. Campos.
42. Maria Aida Fernandes Gerardo Vaz [estudante].
44. Maria Alice Ribeiro Correia [estudante].
45. Maria Alzira de Moura Pires Machado [estudante].
[Filha de José Pires da Silva Machado, empregado bancário, e de uma professora do ensino oficial, nasceu em Cernache, em 28 de Novembro de 1929. Em 1946, quando seria estudante liceal, fez parte do grupo que subscreveu o documento a solicitar à Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, Maria Lamas, a formação de uma delegação em Coimbra. Matriculou-se na Faculdade de Letras (e não de Direito como escreveu Henrique Gariso) da Universidade de Coimbra no ano letivo de 1948-1949, quando tinha 19 anos, e licenciou-se em Filologia Germânica em 1955, com 12 valores. Irmã de José Manuel de Moura Pinto Machado, que frequentou a Faculdade de Direito a partir do ano letivo de 1950-1951 e casou com Jaime Moura Botelho Antunes [1929-2009], colega do irmão. É autora da peça infantil ilustrada Natalinho.]
46. Maria Antónia Pereira Martinho Ferrão [licenciada em Letras].
47. Maria Augusta Campos [estudante].
48. Maria Augusta Cancela de Amorim [professora dos liceus].
[Frequentou, nos anos lectivos de 1922-1923 a 1925-1926, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.]
49. Maria Benedita Albuquerque [doméstica].
[Casada com o historiador e professor universitário Luís de Albuquerque (Luís Guilherme de Mendonça Albuquerque), 1917-1992.]
50. Maria Celeste da Silva Tavares Pinto [estudante].
[Filha de António Tavares Pinto, nasceu em Coimbra. Estudou, no final da década de 40, entre 1948-1949 e 1950-1951, na Escola de Farmácia da Universidade de Coimbra, tornando-se farmacêutica em Unhais da Serra (Farmácia Estrela). Irmã de Maria de Fátima da Silva Tavares Pinto que integrou o mesmo grupo. Com o casamento, acrescentou o apelido Ribeiro ao nome.]
51. Maria da Anunciação Almeida Oliveira [estudante].
[Estudante de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra quando integrou o numeroso grupo de mulheres da região centro que, em 1946, subscreveu o documento a solicitar a Maria Lamas, na qualidade de Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a formação de uma delegação naquela cidade. Casou com Joaquim Rosado Carmelo Rosa (Évora, 06/10/1920 – Lisboa, 21/10/2001) que fez parte da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra eleita na Assembleia Magna de 13 de Dezembro de 1944 e que seria demitida poucos meses depois, em maio de 1945, pelo governo salazarista. A Direção era presidida por Francisco Salgado Zenha e Joaquim Rosado Carmelo Rosa era o Secretário. Na Tese de Licenciatura de Maria da Anunciação, intitulada História breve do romance gótico, aparece já o nome de casada: Maria da Anunciação de Almeida Oliveira Carmelo Rosa. O marido foi um conceituado arquivista e bibliotecário, tendo trabalhado na Biblioteca Pública de Évora (1949) e na Assembleia Nacional durante 18 anos, onde cessou funções no final da década de 60 por ter sido provido no cargo de Chefe da Secretaria do Secretariado Técnico da Presidência do Conselho.]
52. Maria da Anunciação Trindade Pinharanda. 
54. Maria da Luz Elias Casanova [doméstica]. 
55. Maria da Natividade de Pinheiro Correia [doméstica].
[Filha de Natividade Pinheiro, nasceu a 9 de Fevereiro de 1922. Estudou em Coimbra, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas e fez o curso de Ciências Pedagógicas. Casada com António Correia, foi recrutada com este para o Partido Comunista em 1942, por intermédio de Fernando Pinto Loureiro, usou o pseudónimo “Maria” e desenvolveu importante papel político de retaguarda em Coimbra, nomeadamente  aquando da organização, em Julho de 1946, do II Congresso Ilegal numa casa da Lousã. Nesse mesmo ano, foi em sua casa que Álvaro Cunhal, então na mais rigorosa clandestinidade, recuperou parcialmente de uma operação de urgência motivada por uma apendicite aguda.] 
56. Maria da Natividade Mateus das Neves [estudante].
57. Maria de Fátima da Silva Tavares Pinto [estudante].
[Filha de Amélia da Silva Pinto e de António Tavares Pinto, nasceu a 8 de maio de 1929 em Coimbra, freguesia de Santa Clara. Provável irmã de Maria Celeste da Silva Tavares Pinto, subscritora da mesma petição.]
58. Maria de Lurdes Castro Lopes Duarte Pedro.
59. Maria de Lurdes Nascimento Duarte Braga Temido [professora de piano].
[Professora de piano. Casada com o médico comunista e oposicionista Mário Armando Braga Temido (freguesia de S. Bartolomeu, Coimbra, 03/12/1914 – Coimbra, 03/10/1980), preso em 1949. Segundo Manuel Bontempo, que a conheceu e conviveu com o casal, era uma “exímia pianista”, “fez arranjos corais para as peças de Gil Vicente que o marido dirigiu e levou por terras do distrito de Coimbra incluindo elementos telúricos” e também sofreu, enquanto professora, consequências políticas da prisão do marido. O marido exerceu clínica em Pereira (concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra), sendo conhecido como o “médico do povo”, acontecendo “também, ser, muitas vezes, chamado durante a noite para prestar apoio aos enfermos, rumando imediatamente a Pereira com a companhia da sua esposa, D. Maria de Lurdes” [http://paudecanelaementa.blogspot.pt/2009/12/pessoas-bonitas-4.html]. Maria de Luirdes Braga Temido assina o pedido a Maria Lamas com o nome completo, apresentando-se como professora de piano. A cunhada, Maria Luísa Isabel Braga Temido, farmacêutica, também subscreveu o mesmo apelo.]
60. Maria de Lurdes Reis e Cunha.
61. Maria Delfina da Cunha Borges [licenciada em Germânicas].
[Professora particular. Filha de Maria Henrique de Cunha Borges e de Viriato Borges Pereira da Silva, nasceu em Setúbal em 16 de Abril de 1905. Licenciou-se em 1939, com 14 valores, em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e frequentou, nos anos letivos de 1938-1939 a 1941-1942, o Curso de Bibliotecário Arquivista, tendo-o concluído com 15 valores. Militou, no mesmo período, no núcleo local da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, a que aderiu por intermédio de Maria Joana Rosendo Dias. Traduziu do inglês, em colaboração com António Augusto Gonçalves Rodrigues, O poder e a glória de Graham Green (Lisboa, Gama, 1946).]
62. Maria do Carmo Alarcão Júdice [doméstica].
63. Maria do Carmo Canelas de Castro Duarte.
64. Maria do Céu de Jesus Santos [estudante]
65. Maria Elisa Montezuma de Carvalho Sá Marta [licenciada em Direito].
66. Maria Emília de Pina Cabral do Espírito Santo [doméstica].
67. Maria Fernanda Antão Pinto Loureiro [mestra do Ensino Técnico].
68. Maria Fernanda de Albuquerque Amaral [doméstica].
69. Maria Fernanda Pires Correia Mourão [estudante de Farmácia].
70. Maria Fernanda Ramos Pamplona.
[Filha de Adelaide Ramos Pamplona e de António Franco Pamplona (1893-1974), nasceu em 1927 e faleceu em 2013. Integrou, tal como a mãe e a irmã Maria Manuela, o grupo de mulheres da região centro que, em 1946, subscreveu o documento solicitando a Maria Lamas a formação de uma delegação em Coimbra. O nome de casada terá passado a ser Maria Fernanda Ramos Pamplona Costa Santos e viveu em Moçambique. O irmão, António João Ramos Pamplona (Marinha Grande, 1920), frequentou a Universidade de Coimbra no final da década de 30.]
71. Maria Fernanda Rocha de Morais.
72. Maria Gouveia Telo Gonçalves da Silva [proprietária].
[Casada com Mário Silva, professor universitário da Universidade de Coimbra.]
73. Maria Guiomar Ferreira de Abreu e Lima [estudante].
[Nasceu no Machico, em 30 de Julho de 1926, e matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra no ano lectivo de 1944-1945, quando tinha 18 anos. Ainda estudante, subscreveu o documento enviado a Maria Lamas. Segundo o estudo de Henrique Gariso, concluiu o curso no ano lectivo de 1950-1951 e entre, pelo menos, 1962 e 1970, exerceu as profissões de advogada e notária em Melgaço.]
74. Maria Helena de Sousa Ferreira de Abreu e Lima [doméstica]. 
75. Maria Helena de Quadros Sampaio Gomes Madahil [estudante].
[Filha de Maria Margarida Teixeira Rebelo Veloso de Quadros Telles Sampaio Rio (Leiria, 08/06/1902) e de António Gomes da Rocha Madail (10/12/1893-1969), nasceu em Coimbra a 24 de Junho de 1926.] 
76. Maria Helena Moreira Álvares Pinto Loureiro [estudante da Faculdade de Letras].
77. Maria Helena Nogueira de Lemos [estudante].
78. Maria Helena Pereira Martins [estudante].
79. Maria Irene Fernandes Vaz [licenciada em Ciências].
[Licenciada em Ciências Biológicas. Natural de Sebal Grande, Condeixa-a-Nova, filha de António Vaz. Frequentou a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra entre 1938-1939 e 1941-1942, concluindo a licenciatura em 1942.]
81. Maria Isabel de Campos Matos da Silva [estudante de Farmácia].
82. Maria Isabel Mallaguerra Franco [doméstica].
83. Maria Isabel Trindade Pinharanda [doméstica].
84. Maria Isabel Vieira Martins [estudante].
[Filha de António Martins da Cunha, nasceu em Oliveira do Conde, concelho de Carregal do Sal. Subscreveu, com a irmã Maria Luísa Vieira Martins, o documento solicitando a Maria Lamas a formação de uma delegação do CNMP em Coimbra. Frequentou, na segunda metade da década de 40, Ciências Histórico e Filosóficas e Ciências Pedagógicas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, licenciando-se em 1953.]
85. Maria Joana Rosendo Dias [professora de Educação Física].
[Filha de João Rosendo Dias e de Emília de Sousa Duarte, nasceu em Lisboa a 1 de Outubro de 1913. Subscreveu o documento solicitando a Maria Lamas a formação de uma delegação do CNMP em Coimbra. Posteriormente, em Outubro de 1950, foi eleita Vice-Presidente da Delegação de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, agremiação a que aderira por proposta de Gabriela Monjardino Gomes Nemésio. Angariou vários nomes para a AFPP e era familiar de Maria do Carmo Rosendo Dias.]
86. Maria José de Sousa Varanda [licenciada em Germânicas].
87. Maria José Horta e Costa Henriques.
88. Maria José Osório.
89. Maria José Osório dos Santos Carvalheira [estudante].
90. Maria José Vitorino Namorado [licenciada em Filosóficas].
[Professora no Liceu Infanta D. Maria, em Coimbra, na década de 50 (4.º grupo). Filha de Maria Augusta Dinis Vitorino e de Mário Marques Vitorino, natural de Alter do Chão. Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra entre 1936-1937 e 1941-1942, beneficiando de Bolsa de Estudos. Licenciada em Ciências Históricas e Filosóficas com a monografia Breves notas sobre o Bergsonismo (1942). Irmã de António (Medicina) (Alter do Chão, 14/02/1916 – Loureiro de Silgueiros, 16/07/1981), de Egídio (Ciências Físico-Químicas) (Alter do Chão, 1920 – Carcavelos, 1976) e de Joaquim Vitorino Namorado (Ciências Matemáticas) (Alter do Chão, 30/06/1914 – Coimbra, 29/12/1986), todos estudantes da Universidade de Coimbra e com atividade política oposicionista e os dois últimos com prolongada e destacada militância no Partido Comunista. Cunhada de Guilhermina Adelaide de Araújo Carrajola, que também fez parte da Delegação de Coimbra do CNMP, e de Maria Lúcia Ramos Frutuoso (26/04/1937-08/01/2011) que integrou a Delegação de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz.]
91. Maria Judite Pinto Mendes de Abreu [licenciada em Direito].
92. Maria Leonor Cardoso de Vasconcelos [estudante].
93. Maria Luísa Fonseca de Sousa Andrade [estudante].
94. Maria Luísa Isabel Braga Themido [farmacêutica].
[Natural de Coimbra, filha de Luísa da Costa Braga Temido e de Manuel Mário de Figueiredo Temido, comerciante, casados em Fevereiro de 1911. Frequentou a Escola de Farmácia da Universidade de Coimbra no início da década de 40. Já farmacêutica, integrou o numeroso grupo de mulheres da região centro que, em 1946, subscreveu o documento a solicitar a Maria Lamas, na qualidade de Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a formação de uma delegação em Coimbra. Colaborou, em 1946-1947, com o MUD Juvenil local. Fixou-se, posteriormente, em Lisboa, onde terá falecido. O pai integrou, entre 1919-1922 e 02/01/1926-05/06/1926, a Vereação da Câmara Municipal de Coimbra; o irmão médico, Mário Armando Braga Temido [03/12/1914-03/10/1980], teve intensa atividade cultural e antifascista, sendo preso em 1949 por militância comunista; e a tia Balbina da Costa Braga, irmã da mãe, e a cunhada Maria de Lurdes do Nascimento Duarte, integraram o apelo feito a Maria Lamas. Irmã de Luís Augusto Braga Temido que frequentou, na mesma altura, a Faculdade de Coimbra (Direito).]
95. Maria Luísa Nogueira Seco [licenciada em Letras].
96. Maria Luísa Vieira Martins [licenciada em Germânicas].
[Professora. Filha de António Martins da Cunha, nasceu em Tourais, concelho de Seia. Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra entre os anos letivos de 1938-1939 e 1942-1943, licenciando-se em Filologia Germânica. Irmã mais velha de Maria Isabel Vieira Martins que também integrou o mesmo grupo. Lecionou, nos anos 40, no Liceu Bissaia Barreto - Figueira da Foz e, na década seguinte, no Liceu Rodrigues Lobo de Leiria (professora agregada do 3º grupo).] 
97. Maria Madalena Biscaia Farinha [licenciada em Matemáticas].
[Licenciada em Ciências Matemáticas. Filha de Lídia Maria Bagão da Silva Biscaia e de Severo da Silva Biscaia (Figueira da Foz, 04/12/1899-23/07/1987), que dirigia grupos de teatro, nasceu na Figueira da Foz em 28 de Abril de 1923, terra onde começou a estudar piano aos sete anos e completou o liceu, “tendo obtido a melhor nota na disciplina de Matemática no exame do 7.º ano, entre todos os alunos do país” (Marília Viterbo de Freitas). Frequentou, com distinção, a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra na primeira metade da década de 40 (1940-1944), onde foi colega, entre outros, de Joaquim Namorado. Casou, em 17 de Setembro de 1944, com João José Lopes Farinha (Abrantes, 05/07/1910 – Paris, 19/10/1957), que se tinha evidenciado desde o final da década de 20, quando estudante de matemáticas da Universidade de Coimbra, e durante os anos 30 como antifascista ativo e militante comunista, com ligações à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas. Em 1946, com o nome de Maria Madalena Biscaia Farinha, integrou o grupo de mulheres da região centro que subscreveu o documento solicitando a Maria Lamas, na qualidade de Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a formação de uma delegação naquela cidade. Devido às suas atividades políticas, o marido foi preso pela Inspeção de Coimbra em 02/09/1936, foi transferido para Caxias em 25/10/1936 e saiu em liberdade em 7 de Dezembro por ter sido despronunciado pelo Tribunal Militar Especial. Foi novamente detido em 10/12/1936, sendo libertado em 08/03/1937. No entanto, durante a década de 40, aderiu ao salazarismo e retratou-se em carta de 16 de maio de 1949 enviada ao Diretor da polícia política, confirmando a PIDE de Coimbra, em missiva de 21 de maio de 1949, que estava completamente modificado e que “a sua esposa se tem mantido também, desde 1945, completamente alheia a assuntos políticos”. Em fevereiro de 1950 foi contratado para o desempenho das funções de 2º assistente além do quadro na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e faleceu em 1957, vítima de um enfarto de miocárdio, quando se encontrava em Paris com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer o doutoramento em Ciências Matemáticas. Maria Madalena Biscaia Farinha começou a trabalhar na Fundação Calouste Gulbenkian em 1958, onde foi Diretora do Serviço de Música, e casou, em 1960, com José Henrique de Azeredo Perdigão (Viseu, 19/09/1896 – Lisboa, 10/09/1993), passando a ser referenciada como Madalena Azeredo Perdigão. Faleceu em Lisboa em 5 de Dezembro de 1989, com 66 anos de idade.]
98. Maria Manuela Delgado de Oliveira [estudante da Faculdade de Letras].
[Filha de Maria Celeste Pires Delgado e de Mário Augusto Delgado de Oliveira, nasceu no Porto, freguesia de Victória, em 4 de Dezembro de 1927. Em 1946, quando estudante de Ciências Históricas e Filosóficas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, integrou o grupo de mulheres que solicitou a Maria Lamas a formação de uma delegação do CNMP naquela cidade. Posteriormente, no início da década de 50, quando vivia no Porto, militou na Associação Feminina Portuguesa para a Paz: sócia nº 137, segundo manuscrito de Irene Castro, desempenhou, em 1950 e 1951, as funções de 1.ª Secretária da Assembleia Geral. A cota de 3$50 seria cobrada, segundo o mesmo documento, no Conservatório de Música. Em 29 de Abril de 1952 foi presa no Porto, posta à disposição do 1.º Juízo Criminal daquela cidade e libertada em 8 de Setembro por ter prestado a caução que lhe foi arbitrada. Por decisão de 25/05/1953, foi despronunciada (Proc. 88/1952). Irmã de Jorge Alberto Delgado de Oliveira (Porto, 10/06/1916), com militância comunista na década de 40. A cunhada, Alcinda da Conceição Ferreira de Moura e Sousa Delgado [de Oliveira], era também ativista da AFPP, sendo uma das suas fundadoras.]
99. Maria Manuela Ferreira de Abreu e Lima [funcionária pública].
[Familiar de Maria Guiomar e de Maria Helena de Sousa Ferreira de Abreu e Lima, que tiveram o mesmo percurso associativo.]
100. Maria Manuela Ramos Pamplona.
[Filha de Adelaide Ramos Pamplona (Bombarral, 20/06/1887) e de António Franco Pamplona (1893-1974), nasceu em 1924 e faleceu em 2006. Integrou, tal como a mãe e a irmã Maria Fernanda o grupo que solicitou a Maria Lamas uma Delegação do CNMP em Coimbra.]
101. Maria Margarida de Bulhões Magalhães Mexia Salazar.
[O nome transcrito na revista Alma Feminina e referenciado por Natividade Correia é Maria Margarida de Bulhões Magalhães Mexia Salazar, mas pode tratar-se de Margarida de Bulhões Proença de Magalhães Mexia (Lousã, 28/02/1904 – Coimbra, 30/07/1974). Filha de Maria José Barros de Magalhães Mexia de Macedo Pimentel (Vila Nova de Pussos, Alvaiázere, 28/08/1873) e de Fernando Carlos Pinto de Campos de Magalhães Mexia (Lousã, 08/07/1876), casou aos 19 anos de idade, em 8 de Setembro de 1923, com Fernando de Faria Vessadas Salazar.]  
102. Maria Martins Pereira de Sá Marta [doméstica]
103. Maria Miquelina Neves Coelho [doméstica].
104. Maria Olívia do Nascimento Duarte [doméstica].
105. Maria Quadros de Morais Sarmento [licenciada em Físico-Químicas].
106. Maria Raquel Santos Oliveira Ribeiro [estudante].
107. Maria Rita Trindade Pinharanda [doméstica].
108. Maria Virgínia Nogueira Seco [licenciada em Matemática].
[Professora. Nasceu em Coimbra em 1923 e faleceu em 2013, filha de Júlio Nogueira Seco, empregado dos correios. Frequentou, a partir do início da década de 40, a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, licenciando-se em Ciências Matemáticas. Irmã de Maria Luísa Nogueira Seco, licenciada em Filologia Germânica e que pertenceu ao mesmo núcleo. Casou com José Machado Gil, também professor de matemática e mãe do médico psiquiatra José Augusto Seco Machado Gil (Coimbra, 13/03/1953 – Joanesburgo, 15/06/1996).]
109. Odete Rosales de Almeida [doméstica].
110. Osita Ribeiro [estudante]
111. Sofia Amélia Baptista d’Ornelas.
112. Sofia de Jesus Ribeiro [doméstica].
113. Trindade Gama Matutino [estudante].

[João Esteves, 11/02/2016]

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

[1340.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXVI] || COIMBRA [I]

* CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS || COIMBRA || JANEIRO DE 1946 *

Em Janeiro de 1946, Maria da Natividade Pinheiro Correia, militante comunista de Coimbra casada com António Correia, assinou, com as iniciais M. C., na Gazeta de Coimbra, então periódico "largamente influenciado pelos comunistas locais" [Alberto Vilaça], o artigo "Porque não se cria em Coimbra uma delegação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas", o qual constituiu o primeiro passo para a sua efetiva concretização.  

[Gazeta de Coimbra || Janeiro de 1946]

A cópia deste artigo, bem como outra documentação e informações, foi gentilmente enviado pela autora, Dr.ª Natividade Correia, em Fevereiro de 1998.

[1339.] LISBOA [XIV]

* LISBOA || 2016 *


[Lisboa || Graça || Fevereiro de 2016]

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

[1337.] SINTRA [I]

* SINTRA || 2016 *




[Sintra || Janeiro de 2016]

[1336.] ANA DE CASTRO OSÓRIO || CASA EDITORA "PARA AS CRIANÇAS" [II]

* CASA EDITORA "PARA AS CRIANÇAS" || COLEÇÃO PARA AS CRIANÇAS *

 
["Jornal da Mulher", O Mundo || 23 de Outubro de 1907]

[1335.] ANA DE CASTRO OSÓRIO || CASA EDITORA "PARA AS CRIANÇAS" [I]

* CASA EDITORA "PARA AS CRIANÇAS" || COLEÇÃO PARA AS CRIANÇAS *
 
Começou por funcionar em Setúbal, na Praça de Bocage, 114-116; depois, quando em 1914 regressou do Brasil, passou para prédio da Rua do Arco do Limoeiro, onde viviam os pais

Ana de Castro Osório, "Aos 24 anos e solteira, lançou-se no empreendimento que a tornou nacionalmente conhecida e pô-la em contacto com crianças, jovens, educadores, homens de letras, jornalistas e políticos: a Coleção Para as Crianças, a primeira tentativa sistemática de criar uma Biblioteca Infantil Ilustrada de inspiração portuguesa destinada aos mais novos, mediante a publicação regular, às suas custas, de fascículos de histórias assentes, essencialmente, em contos tradicionais, histórias maravilhosas e fábulas, muitas das vezes adaptados, recriados ou traduzidos pela sua pena. Para além da recolha direta de narrativas de diversas províncias, a partir da tradição oral e popular (O Homem da Moca, Branca Flor, A Maria das Silvas) e da recriação de outros (A Princesa Muda), editou originais seus (Alma Infantil, As Boas Crianças, Os Animais), fez incursões pela poesia e teatro infantil (A Comédia da Lili), adaptou e traduziu, em colaboração com Luise Ey [1854-1936] e Afonso Hincker, contos dos irmãos Grimm, Charles Perrault e Hans Christian Andersen, tendo em atenção que se dirigiam ao público infanto-juvenil.

Se o conteúdo era essencial, [...], a parte da ilustração não o era menos, tal como indiciava a pretensão de ser uma Biblioteca Infantil Ilustrada, recorrendo, para isso, à colaboração de conceituados artistas: Alfredo de Morais, aguarelista e ilustrador; [António Tomás da] Conceição Silva, pintor; Hebe Gonçalves; Laura de Almeida Nogueira, que, em 1914, pintou em guache um esboço de Ana de Castro Osório; Leal da Câmara, pintor, ilustrador e caricaturista; Mily Possoz, pintora; e a jovem Raquel Roque Gameiro que, desta forma, iniciou a carreira de ilustradora. Num dos casos, serviu-se de desenhos do filho mais novo, então com três anos (Os animais, 1ª edição).

[...]

O primeiro fascículo saiu em Abril de 1897 , o começo não podia ter sido mais auspicioso, já que obteve, em 1898, o Grande Diploma de Honra na Exposição da Imprensa, e foram editados 18 volumes ou séries: a 1ª, 3ª, 4ª, 8ª, 12ª, 13ª e 14ª intitularam-se Contos tradicionais portugueses; a 2ª, 6ª e 7ª correspondiam a Contos maravilhosos da tradição popular; a 5ª (Alma infantil), 9ª (As boas crianças) e 10ª (Os animais) eram originais seus; a 11ª (Alguns contos de Grimm) e 15ª (Histórias escolhidas) resultaram da tradução direta do alemão pela amiga Luise Ey; a 16ª continha Contos e fábulas em verso da autoria de Paulino de Oliveira; e às duas últimas séries, 17ª e 18ª, deu o nome de Teatro Infantil." 


[1334.] GRUPO PORTUGUÊS DE ESTUDOS FEMINISTAS [IV]

* GRUPO PORTUGUÊS DE ESTUDOS FEMINISTAS || 1907-1908 *

Reunião, em 23 de Julho de 1908, do Grupo Português de Estudos Feministas. Deliberou-se enviar um telegrama ao Congresso Feminista de Paris, notando-se alguma disputa entre as feministas e republicanas que colaboravam no jornal República, dirigido por Artur Leitão, e as articulistas do "Jornal da Mulher", seção do jornal O Mundo, onde pontificavam Albertina Paraíso e Virgínia Quaresma. 

[República || 24/07/1908]

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

[1331.] GRUPO PORTUGUÊS DE ESTUDOS FEMINISTAS [I]

* GRUPO PORTUGUÊS DE ESTUDOS FEMINISTAS || 1907-1908 *


Fundado em 1907 por Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete, Carolina Beatriz Ângelo e Maria Veleda, entre outros nomes, o Grupo Português de Estudos Feministas tinha por objectivo difundir o feminismo e doutrinar as portuguesas através da edição de livros e folhetos.

[Contracapa de Folheto editado em 1908] 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

[1330.] MARIA BENEDITA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE FARIA PINHO [I]

* MARIA BENEDITA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE PINHO *
[05/04/1865 - 12/01/1939]

Escritora, tradutora, feminista e republicana.

Filha de Maria do Amparo Raposo Mouzinho de Albuquerque [16/01/1843 – 03/04/1883] e de Diogo de Faria e Vasconcelos de Pinho Soares de Albergaria [08/11/1840 – 20/04/1901], Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Faria Pinho nasceu em 5 de Abril de 1865 [e não em 1864 como erroneamente é referido no Dicionário no Feminino (Livros Horizonte, 2005)], em Figueiró dos Vinhos, e faleceu em 12 de Janeiro de 1939, em Lisboa.

Casou, em 1 de Julho de 1882, quando tinha 17 anos, com o general Joaquim Lúcio Lobo [20/04/1851 – 24/03/1953], de quem se divorciou em 17 de Maio de 1911. 

Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinho foi uma defensora convicta dos ideais republicanos, disso dando conta na sua correspondência com Bernardino Machado e que se encontra depositada no Fundo Bernardino Machado da Fundação Mário Soares.

Integrou a primeira direção da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, tendo secretariado a importante assembleia geral de 27 de Fevereiro de 1909, aquela que marcou a fundação oficial da agremiação, e fez parte da comissão dirigente e proprietária da revista A Mulher e a Criança [1909-1911], tendo-se demitido posteriormente, em Julho de 1910, juntamente com Ana de Castro Osório, por não concordar que a publicação ficasse dependente dos corpos gerentes da Liga, perdendo autonomia.

Defensora da Lei do Divórcio, auxiliou a campanha a seu favor encetada antes da implantação da República e dinamizada por Ana de Castro Osório, constando o seu nome entre os apoiantes publicados no jornal O Mundo [“Jornal da Mulher - Em favor do divórcio”, O Mundo, 14/07/1909].

Amiga e correlegionária da professora Cristina Torres dos Santos [1891-1975]. Quando eclodiu a revolução, evidenciou-se, em 6 de Outubro de 1910, na grande manifestação nocturna de apoio à implantação da República realizada na Figueira da Foz e empunhou a bandeira da Liga [“A República na Província – Na Figueira da Foz”, O Mundo, 09/10/1910]. 

Em 1914, Benedita Mouzinho de Albuquerque constituiu, com Ana Augusta de Castilho, Ana de Castro Osório e Antónia Bermudes, a Comissão Feminina “Pela Pátria” [“A Questão Atual – As mulheres e a guerra”, A Semeadora, nº 1, 15/07/1915] e publicou, em 1915, a pequena coletânea de contos As andorinhas de forma a angariar dinheiro para essa iniciativa. 

Colaborou na imprensa de Leiria, traduziu, para a revista A Mulher e a Criança, o folhetim Les Deux Vies de Paul e Victor Margueritte, centrado na questão do divórcio, e escreveu diversos romances na década de dez. 

Trabalhou como tradutora para o jornal O Mundo, tendo solicitado, por mais de uma vez, a intervenção de Bernardino Machado para que a recomendasse junto de Artur Leitão e de França Borges. Também traduziu romances, nomeadamente de Tolstoi, e assinou textos evocativos de Fausta Pinto da Gama, falecida em 1910 [“Fausta”, A Mulher e a Criança, nº 13, Junho, 1910], e de Mariana Osório de Castro, desaparecida em 1917 [A Semeadora, nº 30, 30/12/1917].

Morou na Rua João de Barros, 8, 3.º Esq, junto a Santo Amaro, e na Travessa de Santa Quitéria, 31, 2.º, em Lisboa, cidade onde faleceu.

[João Esteves]

[1329.] COMISSÃO FEMININA "PELA PÁTRIA" [VI]

* COMISSÃO FEMININA "PELA PÁTRIA" || 1914-1916 *


|| EDIÇÃO DE PEQUENOS CONTOS DE MARIA BENEDITA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE PINHO , REVERTENDO A RECEITA PARA A COMISSÃO FEMININA "PELA PÁTRIA" ||


[Lisboa || Imprensa de Manuel Lucas Torres || 1915]