[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

[0445.] Mulheres de Montemor-o-Novo [III]


Mulheres de Montemor-o-Novo [I]

[Edições Colibri, 2007] 

Amarílis Narcisa dos Santos Pereira


Angelina Maria Borla Calção


Antónia Rosa de Carvalho


Custódia Rosa Torres


Dionilde da Conceição Graça

[0444.] MULHERES DE MONTEMOR-O-NOVO [II]

* A MEMÓRIA DAS MULHERES: MONTEMOR-O-NOVO EM TEMPO DE DITADURA *

|| COORDENAÇÃO: TERESA FONSECA ||


[Edições Colibri || 2007]


A Memória das Mulheres – Montemor-o-Novo em Tempo de Ditadura, coordenado por Teresa Fonseca e colaboração de Elvira Cabrela, Maria Margarida Machado e Vitalina Roque Sofio, resgata histórias de vida de 24 mulheres que, em tempos sombrios da Ditadura Salazarista, souberam resistir e, num contexto particularmente adverso, lutar, resistir e vencer.

É um documento histórico carregado de memórias ainda recentes e os depoimentos, essenciais a quem quiser estudar a resistência antifascista no seu todo e, em particular, na componente feminina, não deixam ninguém indiferente.

Eis um excelente exemplo a seguir pela Historiografia, que tanta relutância tem tido em entrar por essa via e mais ainda quando se trata de dar voz às mulheres.

DEPOIMENTOS:

- Amarílis Narcisa dos Santos
- Angelina Maria Borla Cação
- Antónia Rosa de Carvalho
- Custódia Rosa Torres
- Dionilde da Conceição Graça
- Florentina da Visitação Catarro
- Florinda Margarida Concórdia Anes
- Fortunata Lourença dos Santos
- Gertrudes Maria Borla Calção Marmeleira
- Joaquina de Jesus
- Lisete de Jesus Liberato Rodrigues Pinto de Sá
- Maria Bernardina de Oliveira Pais
- Maria Cristina Pavia
- Maria Fernanda Testos Batista Pereira
- Maria Lourença Cabecinha
- Maria Luísa Tomate
- Maria Margarida dos Santos Machado
- Maria Matilde Caldeira Badalinho Pires
- Maria Teresa Machado Barreiros
- Mariana Amália Vidigal Alves Besuga
- Ricardina Maria Gaudêncio
- Rosalina Maria Morraceira
- Sofia dos Sanros Machado
- Vitalina da Conceição Pavia Roque Pires Sofio

domingo, 5 de janeiro de 2014

[0443] MULHERES DE ALHANDRA [I]

* As Mulheres de Alhandra por Antónia Balsinha *




[0442.] MARIA DA CONCEIÇÃO RODRIGUES PATO [I] || 1900 - 1984


Uma vida de resistência a caminho das prisões políticas salazaristas * 
[1949-1974] 

Casada com João Floriano Baptista Pato, Maria Rodrigues Pato nasceu em outubro de 1900. 

Mãe de Abel, Carlos Alberto (21/12/1920 - 26/06/1950) e Octávio Floriano Rodrigues Pato (1925-1999), “sogra” de Albina Fernandes (1929-1970) e avó de Álvaro Pato, militantes comunistas. 

Foi a mulher que mais tempo caminhou para as prisões fascistas para ver aqueles familiares, presos, em simultâneo, ou de forma continuada, a partir da década de 40: segundo palavras do neto Álvaro, "percorreu milhares de quilómetros a andar de cadeia para cadeia"


[pp. 27-31]

Em 1974, em conversa com a jornalista Gina de Freitas, publicada a 25 de setembro de 1974 no Diário de Lisboa, contou o que foram “30 anos de sofrimento”, entre maio de 1949 e abril desse ano, a partir do momento em que a PIDE prendeu o filho Carlos, morto em Caxias depois de barbaramente torturado com 130 horas de estátua e sem lhe prestarem assistência médica, apesar das insistências dos outros presos, tendo guardado “uns sapatos dele, todos rebentados devido a ter ficado muito inchado por causa das torturas” [A força ignorada das companheiras, p. 30]. 

Depois detiveram Abel, empregado bancário, para ver se denunciava Octávio Pato, na clandestinidade desde 1945; de seguida, em 1961, calhou a vez a este e a Albina Fernandes, sua companheira, serem detidos com os dois filhos pequenos em Caxias; e, por último, em 1973, foi o neto, preso onze meses e um dia, sendo libertado de Peniche em 26 de abril de 1974. 
[João Esteves]

* Júlia Coutinho, no blogue As Causas da Júlia, insere a fotografia de Maria Rodrigues Pato, assim como a respectiva entrevista publicada no Diário de Lisboa *

[0441.] FLORA MAGRO [I] || 25 ANOS A CAMINHO DAS PRISÕES SALAZARISTAS

* FLORA CARLOTA ALVES MAGRO *

25 ANOS A CAMINHO DAS PRISÕES SALAZARISTAS



Casada com Francisco Félix Tavares Magro (1896-1946), natural de Arronches.

Juntamente com Herculana de Carvalho e Maria Rodrigues Pato, Flora Magro passou parte da vida a caminho das prisões políticas salazaristas e marcelistas, onde estiveram, enquanto presos políticos, o filho José Alves Tavares Magro (1920-1980), a nora Aida Magro (1918-2011) e o genro Joaquim Pires Jorge (1907-1984), todos militantes ou dirigentes do Partido Comunista.

Segundo Gina de Freitas, “é um exemplo de grande coragem, resistência física e moral” em defesa das condições prisionais dos familiares e tomou conta, juntamente com o filho João, das duas netas, filhas, respectivamente, de José e Aida Magro e de Maria Helena Magro e Pires Jorge. 


[pp. 51-55]

Em 1974, com 78 anos, declarou, em entrevista a Gina de Freitas, que “durante 23 anos andei sempre a caminhar para as cadeias” e, entre 1951 e 1974, “só tive três meses de férias”, já que, alternadamente ou em simultâneo, chegaram a estar todos presos, à excepção da filha Helena, que entrou para a clandestinidade em 1945 e aí morreu em 1956, “no termo de uma gravidez muito difícil” [M. Tengarrinha], sem mais voltar a vê-la e só sabendo do triste desenlace três meses depois. 

Deslocou-se constantemente à Rua António Maria Cardoso, sede da PIDE, ao Aljube, a Caxias e ao Forte de Peniche, já que o filho esteve 21 anos preso, a nora seis e o genro, quando o conheceu, dez.         
[João Esteves]

sábado, 4 de janeiro de 2014

[0440.] BEATRIZ PINHEIRO [I]

Beatriz Paes Pinheiro de Lemos
[1872-14/10/1922]



- Escritora e professora.

- Filha de Francisco Pinheiro e de Antónia Paes de Figueiredo,  nasceu em Viseu, em 1872. 

- Pertenceu à geração das republicanas e feministas portuguesas mais relevantes do princípio do século XX. 

- Fez a estreia literária na revista académica A Mocidade, quando ainda era aluna do liceu. 

- Com o marido, Carlos de Lemos, poeta e professor do Liceu de Viseu que, em 1909, foi Presidente da Comissão Municipal Republicana, sendo então perseguido pelo seu posicionamento político, dirigiu a revista literária Ave Azul (1899-1900). 

- Aí assinou textos dedicados à emancipação feminina e, considerando que o feminismo pretendia “pôr a mulher em condições de viver dignamente na sociedade, por meio do seu trabalho, sem precisar dum homem que a mantenha” [15/11/1899, p. 500], incitou as mulheres à luta, para “que reivindiquem os seus direitos, que façam por conquistar a igualdade civil e política, que sejam nos bancos das Escolas as dignas rivais dos mais inteligentes e dos mais estudiosos” [15/8/1899, p. 324]. 

- Nos seus escritos, revelou-se defensora da independência económica das mulheres e considerava que ela só era possível de alcançar com uma educação diferente para o sexo feminino.
- Colaborou nos periódicos A Beira, Nova Aurora (1900-1901), Almanaque das Senhoras* (1901, 1916, 1924), A Crónica (1900-1906), Alma Feminina (1907-1908), e O Garcia de Resende (1908-1909). 

- Correspondente local da Liga Portuguesa da Paz, dirigida por Alice Pestana, nunca deixou de caucionar a propaganda republicana e aderiu à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

- Empenhou-se na campanha a favor da aprovação da lei do divórcio e reivindicou o ensino e a enfermagem laicas, servindo-se da imprensa para difundir o seu ideal. 

- Diplomada em Ciências e Letras, terá começado a leccionar em 1900. Poucos anos volvidos sobre a implantação da República passou a residir em Lisboa, onde era professora provisória do Liceu Maria Pia e leccionava Francês, Geografia e História. 

- Foi escolhida, juntamente com Ana Augusta de Castilho, Ana de Castro Osório, Luthgarda de Caires, Joana de Almeida Nogueira e Maria Veleda, para fazer parte da comissão que deveria representar as feministas portuguesas no sétimo Congresso da International Women Suffrage Alliance, a realizar em Budapeste. 

- Em 8 de Junho de 1916, proferiu no Liceu Maria Pia a conferência “A Mulher Portuguesa e a Guerra Europeia”, editada pela Associação de Propaganda Feminista. 



- Segundo Henrique Perdigão, “deve-se-lhe a criação da Escola Liberal João de Deus, para raparigas pobres, fundada como protesto à educação congreganista por ocasião do célebre ‘caso Calmon’”, e pertenceu ao Instituto de Coimbra. 

- Faleceu em Lisboa, em 14 de Outubro de 1922.

 [João Esteves,
v. Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Lisboa, Livros Horizonte, 2005]

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

[0439.] MULHERES DO ALENTEJO NA REPÚBLICA [I]

* 17 BIOGRAFIAS DE MULHERES DA REPÚBLICA *

|| Anastásia Salgado, Carlos Carapinha, Idalete Giga ||




Um livro desaparecido e, finalmente, reencontrado, gentilmente oferecido pela doutora Idalete Giga

[0438.] LUCINDA MARIANA GOMES FRANCO [II] || 1923 - 2012

* LUCINDA MARIANA GOMES FRANCO *
[01/11/1923 - 10/01/2012]

[Setembro de 1992]
* Excerto de um texto escrito para os Netos aos 79 anos *

[0437.] Aida Magro [V]


- Aida de Freitas Loureiro Magro -

- II Congresso Republicano de Aveiro -
[15, 16 e 17 de Maio de 1969]

Mensagem de Aida Magro em nome de um grupo de famílias de presos políticos

[pp. 159-161]

[0436.] AIDA MAGRO [IV]


* AIDA DE FREITAS LOUREIRO MAGRO *

** Aida Magro foi um dos nomes fotografado e entrevistado no livro Por teu livre pensamento. Histórias de 25 ex-presos políticos portugueses, organizado por Rui Daniel Galiza (textos) e João Pina (fotografias) **

[pp. 21 e 75-82]

[0435.] AIDA MAGRO [III]


* AIDA DE FREITAS LOUREIRO MAGRO *

- Depoimento de AIDA MAGRO a GINA DE FREITAS (1974) -



[pp. 13-20]

[0434.] AIDA MAGRO [II]


* AIDA DE FREITAS LOUREIRO MAGRO *


[pp. 139-147]

- Rose Nery Nobre de Melo insere, neste trabalho editado em 1975 pela Seara Nova, a “Biografia Prisio­nal” entrecortada por esclarecimentos de Aida Magro.

[0433.] AIDA DE FREITAS LOUREIRO MAGRO [I] || CARTA A MARCELO CAETANO - 23/10/1973

* AIDA DE FREITAS LOUREIRO MAGRO *
[04/04/1918-11/11/2011]
[Aida Magro || F. 27/05/1957 || ANTT || RGP/22551]

* Carta a Marcelo Caetano, datada de 23/10/1973, a exigir a libertação do marido, José Magro, preso há 12 anos consecutivos, num total de 21, e de outros presos políticos *



[João Esteves]