[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

segunda-feira, 4 de abril de 2016

[1422.] MÁRIO SACRAMENTO [V]

* MÁRIO EMÍLIO DE MORAIS SACRAMENTO *
[07/07/1920 - 27/03/1969]

[Em 13 de fevereiro de 1968, Mário Sacramento anota no seu Diário (Limiar, 1975, p. 211): "Deram-me hoje este retrato, tirado - sem que eu me apercebesse - no café. Velhinho! Nem sabia quanto!"]

Completados, a 27 de março de 2016, 47 anos sobre o seu desaparecimento físico, Mário Sacramento, um dos raros escritores que, consciente e dolorosamente, sacrificou a vida pessoal e a vaidade inteletual do "conforto" das letras em detrimento de uma constante e desgastante luta diária contra o fascismo, continua a passar despercebido, a não ser devidamente estudado e mencionado e a ser, praticamente, desconhecido das novas gerações.

Se o empenhamento político e partidário, apesar de, muitas vezes, se sobrepor a tentação de o escamotear, cívico, cultural e literário perdurou a seguir ao prematuro desaparecimento aos 48 anos de idade, sendo homenageado, por vários dos seus companheiros, recordado no Brasil, em junho de 1969, por Joaquim Barradas de Carvalho, lembrado, em maio de 1974, na cidade de Aveiro, evocado através de depoimentos há muito recolhidos e tardiamente editados em 2006 sob o título Livro de Amizade, o nome de Mário Sacramento, enquanto figura tutelar do combate ao fascismo no distrito de Aveiro, principal obreiro dos seus Congressos Republicanos e um dos mais conceituados oposicionistas a nível nacional, tem vindo a ser silenciado, apesar do estudo académico de Eunice Malaquias Vouillot, editado em 2011 pelo Campo da Comunicação.

Mário Sacramento foi, ainda, sócio auxiliar da Delegação do Porto da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, a irmã, Maria Ivone Sacramento, integrou, com morada em Ílhavo, a mesma agremiação, e a cunhada, Dalila Marques Maia [04/11/1925 - 26/04/1993], irmã de Cecília Marques Maia,  sua mulher, destacou-se enquanto ativista do MUD Juvenil em Coimbra, tendo estado presa.  
  
Referencia-se aqui a Carta-Testamento redigida por Mário Sacramento em 7 de abril de 1967 e publicada pela Editorial Inova em março de 1973. O meu agradecimento à Livraria/Editora Modo de Ler, do Porto, e ao Editor José da Cruz Santos pela pronta generosidade em facultar este raríssimo exemplar.



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