[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

terça-feira, 25 de março de 2025

[3523.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXCII

PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXCII * 

02189. Manuel António Vieira [1927, 1930, 1931]

[Manuel António Vieira.
Campo Maior, 1874. Filiação: Eulália das Dores Vieira, António Gonçalves Caixeiro. Casado. Capitão de Infantaria. Integrou, como alferes, o CEP: embarcou em 05/07/1917, participou, em 09/04/1918, na Batalha de La Lys, desapareceu em combate e foi feito prisioneiro pelos alemãs. Comandante da 1.ª Companhia do Batalhão N.º 2 da GNR, participou ativamente no movimento revolucionário de 7 de fevereiro, em Lisboa, integrando o seu "comité revolucionário", juntamente, entre outros, com Agatão Lança. Preso, passou pela Penitenciária de Lisboa e, em 21/02/1927, embarcou no vapor "Lourenço Marques", sem qualquer julgamento, com destino a Angola (Sá da Bandeira / Lubango). Autorizado a regressar, a fim de ser julgado, desembarcou em Lisboa em 02/12/1927, ficando em prisão domiciliária. Julgado pelo TME em 11/08/1928, seria condenado a dois anos de prisão correcional e separação do serviço militar. Interpôs recurso para o Supremo Tribunal Militar, tendo o TME de 10/11/1928 reduzido a pena para um ano de prisão. Entrou, em 29/07/1929, no Forte de S. Julião da Barra, de onde saiu em 23/06/1930. Acusado de continuar a conspirar, tendo enviado da prisão uma carta ao tenente Manuel António Correia, seria detido em julho, ficando a bordo da fragata D. Fernando. Libertado em 25/07/1930, o Governo fixou-lhe residência obrigatória no Fundão, decisão que não se concretizou, continuando em Lisboa. Acusado de estar envolvido no movimento revolucionário de 26/08/1931, foi preso em 30/08/1931 e enviado para o Forte de S. Julião da Barra, onde permaneceu até 20/09/1931. Trabalhou, entre 1932 de 1944, na Agência Militar. Faleceu em 01/01/1951, em Lisboa, com 76 anos. Foi sepultado no talão dos Combatentes da Grande Guerra - cemitério do Alto de S. João.]

[República || 02/01/1951]

[República || 03/01/1951]

[João Esteves]

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