* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXIX *
00695. José Gomes da Costa Lopes [1928, 1928]
* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXIX *
00695. José Gomes da Costa Lopes [1928, 1928]
* GERMINAL DE SOUSA *
[22/05/1909 - 03/11/1968]
Militante anarquista com responsabilidade em Portugal e em Espanha, Germinal de Sousa foi preso por seis vezes (1927, 1929, 1930, 1932, 1948, 1961), permaneceu em Espanha durante quase toda a Guerra Civil desencadeada pelo golpe militar contra o governo republicano legítimo e, quando refugiado em França, ficou detido no campos de concentração de Le Vernet, passando, depois, para Djelfa e Berrouaghia, na Argélia.
Filho de Maria José de Sousa e do activista anarcossindicalista Manuel Joaquim de Sousa [1883 - 1944], Germinal de Sousa nasceu no Porto, na freguesia do Bonfim, em 22 de Maio de 1909.
Tipógrafo, a viver em Lisboa na Vila Cândida (Caminho de Baixo da Penha), terá iniciado a militância nas Juventudes Sindicalistas e no grupo anarquista "Germinal" em 1925.
Em 6 de Fevereiro de 1926, foi preso no jornal A Batalha e "libertado pelos revoltosos" (Processo 2954).
Já sob a Ditadura Militar, foi preso em 3 de Dezembro de 1927, "por ser anarquista e companheiro de Américo Vilar" [Processo 3475], sendo libertado em 28 de Maio do ano seguinte.
[Américo Vilar viria a estar associado aos acontecimentos ocorridos em Moncarapacho em 17 de Fevereiro de 1928, quando uma violenta explosão o matou, juntamente com António Calhabotas, dois anarcossindicalistas idos do Barreiro que se encontravam a preparar bombas num pardieiro]
Novamente preso em 26 de Abril de 1929, acusado de "ser bombista e fazer parte de um grupo revolucionário, tendo-se comprometido a carregar as bombas encontradas no Instituto de Medicina Legal", saiu em liberdade em 8 de Maio de 1929 [Processo 4324].
Voltaria a ser detido no ano seguinte, em 29 de Novembro, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário em preparação", e libertado no dia seguinte [Processo s/número].
Em 1931, participou na fundação da Aliança Libertária Portuguesa, sendo preso em 24 de Agosto de 1932, "por estar envolvido em organizações extremistas" e indiciado, segundo o seu Cadastro Político, por ser um dos fundadores da Aliança Libertária de Lisboa e o filiado N.º 4 - integrou o primeiro Secretariado e tornou-se, depois, Secretário da Comissão de Propaganda; libertado do Aljube em 13 de outubro do mesmo ano [Processo 507].
Em Março de 1933, era procurado pela Polícia Política "por se tratar de um elemento com graves responsabilidades" no âmbito da Aliança Libertária, tendo o processo sido enviado ao Tribunal Militar Especial [Processo 646]. Estava, então, refugiado em Espanha, onde militou na Federação Anarquista Ibérica (FAI), com quem já colaborava desde a sua fundação.
Em Março de 1935, foi expulso daquele país para França pela fronteira de Puigcerdà, devido a ser considerado um anarquista "extremamente perigoso". Permaneceu em Espanha durante quase toda a Guerra Civil desencadeada pelo golpe militar contra a República, integrando o Comité Peninsular da FAI, sendo nomeado seu Secretário-Geral em 1938. Fez parte da coluna catalã "Tierra y Libertad", com a qual combateu em Aragão, Madrid e Cuenca.
Passou, em Janeiro de 1939, para França, através dos Pirenéus, estando na constituição do Conselho Geral do Movimento Libertário Espanhol surgido em Março.
Com o desencadear da 2.ª Guerra, ficou detido nos campos de concentração de Le Vernet, em França, e Djelfa e Berrouaghia, na Argélia, residindo em Argel até 1948.
Regressou a Portugal neste ano, foi preso em 6 de Abril de 1948, "para averiguações", levado para o Aljube e transferido para Caxias em 27 de Abril; libertado em 10 de Maio [Processo 283/48].
Retomou, então, contactos com antigos companheiros, nomeadamente com Acácio Tomás de Aquino, Emídio Santana, José dos Santos e Raul Curado.
Preso pela sexta, e última vez, em 22 de Junho de 1961, "por exercício de actividades contra a segurança do Estado", levado para o Aljube e transferido, em 29 de Junho, para Caxias, acabou por ser libertado, "mediante termo de identidade e residência", em 4 de Julho [Processo 645/61].
Faleceu em 3 de Novembro de 1968, com 59 anos.
* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXVIII *
00691. Celso dos Santos [1928, 1937, 1944]
[Porto - Bonfim, 18/08 ou 09/1909, sapateiro - Porto. Filiação: Maria Rosa Ferreira dos Santos e Alfredo dos Santos. Preso em 21/07/1928, quando tinha 18 anos, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário de 20 de Julho"; libertado em 31/07/1928. Preso em 07/06/1937, no Porto, "por fazer parte das Juventudes Comunistas", numa célula controlada por Rodrigo Nóbrega Pinto Pizarro, estar a organizar outra, para quem terá convidado Horácio Pereira Marques, fazer propaganda do Socorro Vermelho Internacional e participar, em Dezembro de 1936 e Janeiro de 1937, na distribuição, em Gaia e Matosinhos, do manifesto intitulado "Frente Popular Portuguesa" (Processo 117/937, 650/937, 32/938 - Porto; 213/938 - Sede, 3377/SPS). Julgado pelo TME em 20/07/1938 e condenado na multa de 600 escudos que, caso não fosse liquidada, seria convertido num mês de prisão; como não a tivesse pagado, foi libertado em 20/08/1938.
[Celso dos Santos || F. 28/06/1944 || ANTT || RGP/6934 || PT-TT-PIDE-E-010-35-6934_p2_m0271a]
* FERNANDO MATA *
[09/06/1885 - 30/07/1950]
Filho de Rita Maria de Jesus e de Francisco Fernandes Mata, Fernando Mata nasceu em Molelos - concelho de Tondela, em 9 de Junho de 1885.
Ex-guarda das Cadeias Civis, conhecido por "O Malhado", era vigiado desde, pelo menos, Setembro de 1928, por conspirar "activamente contra a Situação" e ser "chefe de um grupo civil revolucionário", sendo preso em 17 de Novembro, "acusado de cumplicidade no atentado praticado contra o Director das Cadeias Civis" e ter "reuniões conspiratórias na Cadeia do Aljube". Referido como tendo participado "no movimento de 19 de Outubro", foi libertado em 05 de Março de 1929 (v. Processo 4101).
Preso em 2 de Dezembro de 1930, "por andar envolvido em manejos revolucionários", cumpriu 90 dias no aljube, de onde saiu em 3 de Março de 1931 (v. Processo 4717). Residia, então, na Rua dos Mouros, n.º 3.
Já identificado como trabalhador e a viver no Penedo da Ajuda - Cordoaria, foi preso pela terceira, e derradeira vez, em 20 de Agosto de 1937, "para averiguações".
Permaneceu na 1.ª Esquadra (07/09/1937, 10/01/1938) e em Caxias, para onde fora transferido em 23 de Outubro.
Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 15 de Janeiro de 1938, foi condenado a 10 anos de degredo com prisão e uma multa de vinte mil escudos, ficando, depois, à disposição do Governo (Processo 1210/37).
Passou, então, pelo Aljube (17/01/1938), Peniche (19/01/1938) e 1.ª Esquadra, antes de ser enviado, em 23 de Maio de 1938, para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, de onde regressou em 23 de Julho de 1943 e levado para Peniche.
Transferido para a Penitenciária de Lisboa em 19/07/1945, "para hospitalização", ficou à disposição do Ministério da Justiça a partir de 31 de Dezembro de 1945.
Faleceu no Hospital de S. José em 30 de Julho de 1950, segundo ofício da Cadeia do Forte de Peniche de 07 de Agosto.
Tinha completado 65 anos, dos quais treze anos e meio em prisões do fascismo.
[João Esteves]
* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXVII *
00688. Ezequiel Pereira da Costa [1929]
* NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE VICTOR DE SÁ *
[19/10/1921 - 31/12/2003]
Fascismo no quotidiano
1.ª edição - 1989 || Página a Página: Setembro de 2021
A História liga-se à vida de cada um!
"A nossa vida, a vida de cada um, por mais comesinha, está tão envolvida na história, que nós podemos ser inconscientes dela, mas ela agarra-nos o destino e marca-nos profundamente a existência." [p. 16]
* JOSÉ PEREIRA CALÇÃO *
PRESO POLÍTICO EM 1917, 1927, 1928, 1933 E 1938
Filho de Maria Leonor Calção e de Joaquim Pereira Calção, José Pereira Calção nasceu em 1 de Setembro de 1889, em Castelo Branco.
Terá participado activamente na defesa da 1.ª República já que, em Abril e Junho de 1917, foi proposto para ser reconhecido como "revolucionário civil", tendo a respectiva lista de nomes abrangidos sido discutida em sessões do Parlamento.
Nesse mesmo ano, o periódico A Manhã, de 17/12/1917, noticiava que José Pereira Calção se encontrava entre os detidos na Penitenciária de Lisboa na sequência do golpe militar de Sidónio Pais ["Os presos políticos"].
Com o triunfo de nova Ditadura, desta vez em Maio de 1926, José Pereira Calção envolveu-se em movimentações contrárias, tendo sido preso, "por ordem superior", em 22 de Fevereiro de 1927, "sendo entregue à Polícia Militar"; terá sido libertado em 15 de Maio ["Ecos da Revolução", notícia censurada de O Século de 16/05/1927 (PT-TT-EPJS-A-2-006)]. Era então empregado da Casa da Moeda.
Novamente preso em 23 de Junho do ano seguinte, "por ser chefe duma organização de grupos civis", saiu em liberdade em 24 de Agosto de 1928.
Já como serralheiro e considerado "chefe dum grupo revolucionário" na zona de S. Paulo, onde residia, foi regularmente vigiado pela Polícia de Defesa Política e Social entre Agosto e Dezembro de 1929, disso dando conta relatórios de informadores, assinalando os seus contactos e deslocações.
Novamente preso em 10 de Julho de 1933, "para averiguações" [Processo 743], seria entregue, em 13 de Julho, ao Delegado do Procurador da República do 1.º Juízo Criminal.
A última prisão, a quarta desde 1926, verificou-se em 14 de Junho de 1938, quando tinha 48 anos, "para averiguações". Levado para a 1.ª Esquadra, foi transferido para o Forte de Caxias em 12 de Julho e libertado em 17 de Agosto [Processo 748/38].
* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXVI *
00680. Abel Augusto Braceiro [1928]
00681. António da Silva Dias [1930]
[Vieira de Leiria, 1896, laminador com residência em Agualva. Filiação: Amélia da Silva Dias e António Dias. Preso em 13/12/1930, "por suspeita de conspirar contra a Situação". Libertado em 22/12/1930.]
00682. Abel Augusto Monteiro [1928]
00683. Agostinho Fernandes de Carvalho [1927]
[Sapateiro. Preso em 10/05/1927, "por ser anarquista". Libertado em 13/05/1927.]
00684. Albertino Borges de Oliveira [1928]
[Preso em 14/10/1928, "por soltar gritos subversivos"; libertado em 20/10/1928. Em Setembro de 1947, foi pedido o seu Cadastro.]
00685. Albertino Pinheiro [1927]
[Preso em 23/02/1927, "por tomar parte num assalto a uma Esquadra de Polícia, sendo entregue à Polícia Militar em 25-2.º-927".]
00686. Alberto Constante [1928, 1928]
[Preso em 01/05/1928, "por ser detentor de explosivos e reunir várias vezes com elementos bombistas"; libertado em 08/07/1928. Preso em 21/07/1928, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário de 20 de Julho"; libertado em 27/08/1928.]
00687. José Pereira Calção [1927, 1928, 1933, 1938]
* MANUELA ESPÍRITO SANTO *
Uma história Ilustrada da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
AJHLP || Setembro de 2021
Em mais um trabalho de investigação minucioso e rigoroso, Manuela Espírito Santo revisita e reconta, em 39 capítulos repartidos por dois volunes, incluindo a exaustiva listagem dos sócios correspondentes, auxiliares e efectivos, a História desses quase 140 anos da AJHLP, Associação que "Atravessou a monarquia, assistiu à implantação da República, viveu revoltas e revoluções, duas guerras mundiais, a peste, a cólera e outras epidemias", mantendo "intacta a sua matriz: a Cultura, a Beneficência e a Intervenção Cívica, elementos distintivos que, quanto a mim, justificam a sua longevidade." [p. 005]
Tal como já nos habituou em livros anteriores, nomeadamente os dedicados a Manuel Dias da Fonseca [2012], Virgínia Moura-Lobão Vital [2015] e Óscar Lopes [2015], o encadeamento, cativante, da narrativa é acompanhada de um grafismo apelativo, nunca descurando a preocupação de enquadrar cada momento revisitado e elucidar os respectivos protagonistas, intercalando passado e presente com a finalidade de deixar o legado da AJHLP aos vindouros: "os homens passam, mas é preciso manter vivo o espírito que presidiu à sua fundação para o entregar, límpido e honrado, aos que continuarão no futuro" [Vol. II, p. 168].
Trabalho hercúleo, esta magnífica e invulgar edição em dois volumes, proficuamente ilustrada com centenas de fotografias e outra documentação, inédita, vai muito além de um "repositório da vida social e cultural dos últimos 140 anos na cidade do Porto": é, também, o repositório da vida do próprio país desde finais do século XIX à actualidade.
É uma sorte e uma felicidade enorme poder aceder a mais este livro de Manuela Espírito Santo!
[João Esteves]
* MÁRIO DE CARVALHO *
De maneira que é claro...
"De maneira que é claro..." que estes "lampejos" seleccionados de Mário de Carvalho transbordam, no deliberado despojamento de nomes e repleto de enredos subentendidos, vivências (in)comuns a tantos, despertando memórias de um outro país que existiu e não pode ser ocultado.
Entre tantas outras reminiscências, "Põe os olhos no chão" evoca o longínquo "quando abrires a porta baixa, sempre, os olhos", ensinamento básico ouvido em criança, e continuado quando jovem, para "defesa e protecção de todos".
* MARIA LAMAS *
NASCIDA HÁ 128 ANOS (06/10/1893 - 06/12/1983)
MULHERES. PAZ. LIBERDADE / MARIA LAMAS
Capa do Catálogo da Exposição realizada na Assembleia da República de 19 de Outubro a 6 de Dezembro de 2017
Organização:
Margarida Moleiro (Museu Municipal Carlos Reis / Município de Torre Novas)
Textos:
Alexandra Luís
Catarina Inverno
Catarina Martins
Cristina Duarte
Elza Pais
Heloísa Apolónio
José Gabriel Pereira Bastos
Manuela Tavares
Margarida Freira Moleiro
Maria Leonor Machado de Sousa
Patrícia Fonseca
Teresa Leal Coelho
Teresa Joaquim
Regina Marques
Virgínia Baptista
* MULHERES E ASSOCIATIVISMO EM PORTUGAL 1914-1974 *
1 DE OUTUBRO
Intervenções e Resistências: Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974 é o título da conferência que tem lugar a 1 de outubro de 2021, entre as 9h45 e as 17h00, exclusivamente online, e de acesso livre.
Investigadores/as da História e da Sociologia apresentam pesquisas sobre associações que desempenharam um papel significativo ao nível político e social, ao longo de 60 anos.
O encontro inscreve-se no âmbito da história das mulheres e nos estudos de género e é organizado pelo projeto Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974, coordenado pela historiadora Anne Cova (investigadora responsável) e pela socióloga Vanda Gorjão (corresponsável).
A historiadora francesa Françoise Thébaud, da universidade de Avignon, fará a conferência de abertura do evento e a historiadora espanhola Mónica García-Fernández, da universidade del País Basco, a conferência de encerramento.
O encontro está organizado em 3 sessões.
Na 1.ª, analisam-se associações fundadas entre 1914-1919.
Na 2.ª, reflete-se acerca de associações de oposição ao Estado Novo fundadas entre 1935 e 1973.
Na 3.ª, estarão de destaque as associações fundadas na década de 1960.
O programa e os resumos podem ser consultados no website do projeto de investigação.
* MULHERES E ASSOCIATIVISMO EM PORTUGAL (1914-1974) *
1 de Outubro || Conferências online
O projeto de investigação 𝐌𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐞 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐞𝐦 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝟏𝟗𝟏𝟒-𝟏𝟗𝟕𝟒 estuda associações femininas que desempenharam um papel significativo ao nível político e social desde o início da Primeira Guerra Mundial até ao 25 de Abril de 1974.
Desenvolvido no ICS-ULisboa, e financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (PTDC/HAR-HIS/29376/2017), conta, entre a equipa, com:
Anne Cova (Investigadora Responsável)
Vanda Gorjão (Investigadora corresponsável)
Célia Costa
Sílvia Espírito-Santo
João Esteves
Ana Isabel Freire
Ana Costa Lopes
Natividade Monteiro
Raquel Rego
Manuela Tavares
Site do projeto: https://womass.wordpress.com/
* ALICE JORGE *
[1924 - 2008]
“Vendedoras de Lisboa” || 1957
Xilogravura sobre papel (58/100)
A fotografia não reproduz a qualidade da xilogravura, nomeadamente quanto às cores.
* MARIA BARREIRA *
[1914 - 2010]
Artista plástica e professora, Maria Barreira integrou o Movimento de Unidade Democrática e a Associação Feminina Portuguesa para a Paz, tendo sido afastada do ensino oficial devido ao seu posicionamento antifascista.
Reprodução comprada numa sessão política nocturna muito acalorada realizada, talvez, em Junho/Julho de 1974, no Liceu D. Leonor.
* GAZETA LITERÁRIA *
N.º 8 || 2020
Edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Excerto de Cecília Sacramento na sequência da perda da sua filha, quando estava grávida de oito meses, devido à forma como decorreu a terceira prisão do marido e às humilhações que tanto a magoaram aquando da brutal invasão do quarto do casal por uma brigada da PIDE.
Transcrição de Jorge Sarabando no texto evocativo de Mário Sacramento: "Era Maio, o tempo das rosas" [Gazeta Literária, 8, p. 48].
* GAZETA LITERÁRIA *
N.º 8 || 2020
Edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto: fotografia de capa de Bernardo Santareno.
* GAZETA LITERÁRIA *
N.º 8 || 2020
* UNA NUEVA HISTORIA DE LOS FEMINISMOS IBÉRICOS *
Tirant Humanidades || Valencia || 2021
Editoras: Silvia Bermudez || Roberta Johnson
Activismo, pensamento e publicações periódicas da Península Ibérica, desde o século XVIII até à segunda década do século XXI.
Acabado de sair, com a colaboração de 30 especialistas de Portugal, Inglaterra, Nova Zelândia e Estados Unidos, assim como da Catalunha, Galiza, País Basco e Estado espanhol.
Edição actualizada de versão em inglês, com quatro novos capítulos.
"Este es un volumen imprescindible y de lectura obligada hoy dia ya que las reflexiones, escritos, demandas y luchas que aquí se narran siguen siendo absolutamente relevantes para la sociedad del siglo XXI".
Um muito obrigado a Silvia Bermúdez e Roberta Jonhson pelo desafio, rigor e excelência do renovado trabalho colectivo.
[João Esteves]
* NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE VICTOR DE SÁ *
[19/10/1921 - 31/12/2003]
O SAMPAIO DA "REVOLUÇÃO" NAS FRACTURAS DO SÉCULO
Edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto || 2021