[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

segunda-feira, 16 de abril de 2018

[1792.] CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO || 16/04/1878

* CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO (1878 - 1911) || NASCIDA HÁ 140 ANOS, EM 16 DE ABRIL DE 1878 *

[Fotografia restaurada por João Pena Fonseca para o Museu da Guarda aquando da Exposição de 2010 || Cedida por Dulce Helena Pires Borges]


Filha de Viriato António Ângelo, de 26 anos de idade, proprietário de uma Tipografia, e de Emília Clementina de Castro Barreto, de 27 anos, Carolina Beatriz Ângelo nasceu na cidade da Guarda em 16 de Abril de 1878.

Em 20 de Maio de 1878, foi baptizada na Igreja de São Vicente, tendo por padrinhos o Dr. Afonso Barreto Pereira de Campos, autor de Classes das penas - sua graduação e diferentes espécies de aplicação ou mapa de classificação, e graduação dúplice correlativa das penas do código penal português... (1875), e sua esposa Carolina Cândida Barreto.

ASSENTO DE BAPTISMO 
 
[Arquivo Distrital da Guarda || Assento de Baptismo n.º 37 da Paróquia de São Vicente]

"Segundo filho de quatro de Viriato António Ângelo  (n. 22/10/1850), proprietário da tipografia que imprimia o Distrito da Guarda, e de Emília Clementina de Castro Barreto  (n. 20/05/1849), naturais da Freguesia de São Vicente, Guarda, cujo casamento se realizou em casa a 7 de Abril de 1877 mediante “especial licença do Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Governador deste Bispado”, Carolina Beatriz Ângelo nasceu às sete horas da noite de 16 de Abril de 1878 e foi baptizada a 20 de Maio, sendo padrinhos o Dr. Afonso Barreto Pereira de Campos  (1819/1820-25.04.1879) e a esposa Carolina Cândida de Campos Barreto, os quais assinaram o respectivo assento. 

Dos quatro irmãos, dois rapazes e duas raparigas, todos nascidos na Freguesia de São Vicente e baptizados na Igreja Paroquial pelo Padre António Bernardo Castelo, sobreviveram três: Carolina tornou-se a mais velha por Viriato, nascido a 28 de Agosto de 1876, baptizado a 24 de Setembro e tendo por padrinhos o escrivão e tabelião do Juízo de Direito da Comarca da Guarda João Teles da Cunha Valente e Emídio Augusto da Rocha Macedo, empregado das Obra Públicas, ter morrido muito novo, já depois do enlace dos pais a cujo acto assistiu quando tinha sete meses; Viriato Ângelo (01/08/1881-19/05/1940) recebeu o nome do pai e do primogénito, os padrinhos foram os avós maternos Pedro Augusto Pereira Barreto (1817/1818-26/11/1890), amanuense de Administração do Concelho e responsável pela publicação do periódico Distrito da Guarda, órgão do Partido Progressista, e Firmina Augusta de Mello e Castro Barreto (1828/1829-09/05/1891); e Corina Ângelo [do Couto] (07/01/1884-17/07/1933), sacramentada no mesmo dia em que a irmã completava seis anos, contou por padrinhos esta, referenciada como Dona Carolina Beatriz Barreto Ângelo, e Manuel Ângelo Paz e Cruz, solteiro. 

Os caminhos dos três cruzar-se-iam na capital, para onde toda a família se terá deslocado na última década de novecentos, com as raparigas a desposarem dois notáveis casapianos, futebolistas eméritos dos principais clubes e profissionais distintos, um na área da medicina e o outro enquanto arquitecto; e o irmão, funcionário público, a casar com uma cunhada de Carolina, Maria José Barreto Duarte. Aliás, da seriação dos percursos e vivências da sua numerosa família pressente-se, a par de uma verdadeira irmandade entre irmãos, cunhados e cunhadas, uma teia complexa de enlaces, ligações, ramificações e contradições ainda por destrinçar.
[...]"

[Dulce Helena Pires Borges / João Esteves, "Carolina Beatriz Ângelo: origens, famílias, parentescos, teias, afinidades...", in Catálogo da Exposição "Carolina Beatriz Ângelo - Intersecções dos sentidos, palavras, actos e imagens", organizada pelo Museu da Guarda em 2010]

[João Esteves]

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