[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

[3670.] PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0004

PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0004 * 

0005. 7 de janeiro de 1928

PRISÕES

«BARCELOS, 5 – Nesta vila, foram feitas algumas buscas domiciliárias, as quais, ao que consta, não deram resultado. Foram presos os srs. Domingos Ferreira, jornalista, e António Cunha, 1.º sargento, que foram para o Porto.»

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

[3669.] PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0003

 PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0003 *

0004. 20 de fevereiro de 1927

Apuramento de responsabilidades

«Terminaram ontem os interrogatórios de todos os indivíduos, civis e militares, que se encontram presos por motivo dos últimos acontecimentos.

O sr. capitão Mouzinho de Albuquerque esteve, ontem, na Penitenciária a ultimar processos relativos aos presos que se encontram naquela cadeia (...).

A fim de ouvir os oficiais da Armada que recolheram à referida cadeia, esteve ali o sr. contra-almirante Macedo e Couto, que se fazia acompanhar do sr. primeiro-tenente Manuel Francisco da Silva. Interrogou todos os oficiais da sua arma que ainda não haviam sido ouvidos, levantando os respectivos autos.

Aliás, por motivo dos acontecimentos ocorridos no Arsenal e no quartel de Marinheiros, esteve também na Penitenciária o capitão de mar e guerra Salazar Moscoso. Este oficial fez, ontem, entrega, no Comando Geral da Armada, do relatório que organizou acerca dos factos passados a bordo da fragata «D. Fernando».

Os do «Infante de Sagres» serão transferidos para outro vapor

O vapor «Infante de Sagres», que, como se sabe, fundeou há dias em Algés, vindo de Leixões com os presos implicados na insurreição do Porto, depois de receber a bordo os marinheiros que tinham recolhido ao forte de Sacavém, levantou ferro, cruzando na costa. Ignora-se qual o destino que àquele barco foi ordenado, mas, ao que parece, não se fará ao ultramar, devendo, por isso, fazer a transferência dos presos que leva a bordo para outro barco. Estes, porém, só seguirão depois de terem terminado os trabalhos de investigação que estão sendo dirigidos pelo sr. coronel Schiappa de Azevedo. Este oficial só depois de apurar suficientemente as responsabilidades de cada um é que fará entrega do seu relatório ao Governo.

Como, porém, já terminaram todos os interrogatórios, é natural que o embarque dos presos que se encontram na Penitenciária, quartel de artilharia 3, Monsanto e S. Julião, se efetue brevemente.

(...)

Como ajudante do delegado do Comando Geral da Armada seguiu a bordo do «Infante de Sagres» o sr. segundo-tenente Coutinho Garrido.

Nas prisões da Escola de Aplicação de Infantaria, em Mafra, deram entrada os civis Augusto Mateus, Manuel António Branco Dores, José Joaquim da Silva Lobato, João Bernardo, Carlos Herculano da Silva Gomes Vilar e José de Oliveira Júnior, acusados de comprometidos nos atentados dinamitistas contra os pontões aos quilómetros 50 (Pero Negro) e 56,500 (Dois Portos), com o fim de obstar ao avanço das forças militares que seguiam para Lisboa.

Na Trafaria

Na Casa de Reclusão da Trafaria, apenas está detido, por motivo dos últimos acontecimentos, o sr. Rafael Pereira, 2.º sargento reformado.

[João Esteves]

[3668.] PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0002

 PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0002 *

0002. 5 de fevereiro de 1927

Assalto gorado à Casa de Reclusão da Trafaria

«Ontem, de manhã, foram presos na Trafaria cinco indivíduos que ali apareceram numa «camioneta» com o propósito de assaltarem a Casa de Reclusão Militar. Conduzidos para Lisboa, foram interrogados no Governo Militar, recolhendo, depois, a várias esquadras.»

0003. 15 de fevereiro de 1927

Os presos - O «Infante de Sagres» fundeou ontem em S. José de Ribamar

«O vapor «Infante de Sagres» que, como tínhamos informado, levantara ferro do porto de Leixões anteontem à noite, fundeou ontem, por volta das 7 horas, em S. José de Ribamar.

Tentámos ir a bordo pouco depois da sua entrada no Tejo. Baldado empenho, porém. O «Infante de Sagres» está ancorado a cerca de meia milha da terra, e a sua tripulação tem ordem rigorosa para não deixar aproximar qualquer barco. Entre a terra e o «Infante de Sagres», equidistante dum e doutro, encontra-se o cruzador «Carvalho Araújo». Quando a nossa gasolina se aproximou do vapor que conduz os oficiais revoltosos do Norte, uma ordem breve e enérgica de bordo fê-lo parar. E, perante a curiosidade dos presos, que pressurosamente acorreram à amurada de estibordo para saberem de quem se tratava, declinámos a nossa identidade. Mandaram-nos esperar. Entretanto, os oficiais presos, entre os quais descobrimos muitos do Exército e alguns da G. N. R., além de vários paisanos.

Um oficial de Marinha assomou ao alto da escada do portaló, anunciando-nos que o sr. imediato tinha ordem para não receber ninguém a bordo, e convidando-nos, por esse motivo, a afastarmo-nos.

Foi o que fizemos, dando a volta ao navio, cujo «deck», em ambos os bordos, estava cheio de presos. Depois de nos afastarmos, o «Infante de Sagres» lá continuou no seu isolamento, parecendo estar de quarentena perante a sentinela à vista do «Carvalho Araújo».

Na praia de Algés, apareceram muitos curiosos e, possivelmente, pessoas das famílias dos presos, que tiveram de se contentar com ver o «Infante de Sagres» de longe.

Alguns representantes da Empresa Nacional de Navegação, à qual pertence o «Infante de Sagres», e que experimentaram ir a bordo, tiveram a mesma resposta obtida pelo redator do Século.

Todo este rigor é devido ao facto de terem ainda que embarcar, no «Infante de Sagres», os presos militares do movimento de Lisboa, e que, com os do Porto, irão residir em vários pontos das nossas colónias onde serão julgados. Ao que nos disseram no Ministério da Guerra, o embarque dos presos far-se-á logo que, pelo Ministério das Colónias, sejam indicados os pontos para onde devem ser conduzidos. Após o embarque, o «Infante de Sagres» sairá imediatamente do Tejo.»

[João Esteves]

[3667.] PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0001

 * PRESOS POLÍTICOS 1926-1933: NOTÍCIAS || 0001 * 

0001. 15 de janeiro de 1927

Em S. Julião da Barra e na Trafaria estão presos vários políticos em evidência nos partidos

«Numa nota oficiosa fornecida pelo Governo, e que inserimos ontem, consta terem-se realizadas prisões determinadas pela démarche dos Diretórios de alguns dos partidos a que vimos fazendo referência. Segundo as nossas informações, os presos militares que se encontram na torre de S. Julião da Barra são os srs. major Vitorino Guimarães, do P. R. P.; tenente-coronel Tavares de Carvalho, major Cortez dos Santos e coronel Aníbal Ramos de Miranda, da Esquerda Democrática; general Sá Cardoso e tenente-coronel Hélder Ribeiro, da Ação Republicana. 

No forte da Trafaria encontram-se presos, entre outros, os srs. António Maria da Silva, do P. R. P., e dr. Lopes de Oliveira, do Partido Radical. 

O sr. major Tamagnini Barbosa, do Partido Nacionalista, que estava preso em S. Julião da Barra, foi posto em liberdade ontem, ao fim da tarde, tendo recolhido a sua casa pelas 21 horas. 

Por ordem do Governo, têm sido procurados para serem detidos os srs. Daniel Rodrigues, do P. R. P.; dr. José Domingues dos Santos, da Esquerda Democrática; e dr. Álvaro de Castro, chefe da Ação Republicana, os quais, ao que parece, saíram de Lisboa. 

Consta terem-se realizado ainda muitas mais prisões de políticos de relativo destaque. 

O Governo, que resolveu deportar todos os presos para S. Tomé, fretou o vapor S. Miguel, da Empresa Insulana de Navegação, a fim de os transportar para aquela nossa colónia. 

O S. Miguel deve sair em breves horas com carta de prego.»

[João Esteves]

[3666.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCV

PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCV * 

02485. Aarão Soeiro Moreira de Lacerda [1931]

Aarão Soeiro Moreira de Lacerda

[Aarão Soeiro Moreira de Lacerda.

Porto, 23/02/1890. Professor da Faculdade de Letras e da Escola de Belas Artes do Porto. Filiação: Josefina Cândida Moreira, Aarão Ferreira Lacerda (1863-1921), zoólogo, médico e professor universitário da Academia Politécnica e da Faculdade de Ciências do Porto. Casado. Residência: Praça da República, 197 - Porto. Preso, no Porto, em 13/05/1931, «por se manifestar contra a atual Situação Política do País». Levado para o Aljube local e libertado no dia seguinte. Faleceu em 07/09/1947, na Cúria, aos 57 anos de idade.]

02486. Manuel de Sousa Dias [1931]

[Manuel de Sousa Dias.

Advogado. Preso no Porto em 13/05/1931 e levado para o Aljube local.]

02487. Ricardo Vieira de Amorim [1931]

[Ricardo Vieira de Amorim.

Funcionário público. Preso no Porto em 13/05/1931 e levado para o Aljube local.]

02488. Armando de Oliveira Soares de Albergaria [1931]

[Armando de Oliveira Soares de Albergaria.

Ajudante de notário em Macieira de Cambra. Preso em 13/05/1931 e levado para o Aljube do Porto.] 

02489. António de Barros [1931]

[António de Barros.

Advogado em Vila Nova de Gaia. Preso em 13/05/1931 e levado para o Aljube do Porto.] 

02490. Manuel de Oliveira Júnior [1931]

[Manuel de Oliveira Júnior.

Motorista - Macieira de Cambra. Preso em 13/05/1931 e levado para o Aljube do Porto.] 

02491. Sérgio Pinheiro de Aguiar [1931]

[Sérgio Pinheiro de Aguiar.

Empregado de comércio. Preso em 13/05/1931 e levado para o Aljube do Porto.] 

[João Esteves]

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

[3665.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCIV

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCIV *

02484. Horácio Brandão Garcia [1928]

[Horácio Brandão Garcia.

Vila Nova de Famalicão, 01/03/1891. Empregado da Caixa Geral de Depósitos. Filiação: Maria Brandão Garcia, Henrique Garcia Pereira Martins. Participou no movimento revolucionário de 3 de fevereiro de 1927. Preso em 05/01/1928. Enviado para Peniche em 15/10/1934, de onde foi libertado em 06/12/1934. Faleceu em 14/02/1978, em Rio Tinto.] 

[João Esteves]

domingo, 31 de agosto de 2025

[3664.] JOSÉ MANUEL ROQUE || PRESO POLÍTICO EM 1947 E 1949

 * JOSÉ MANUEL ROQUE *

[28/08/1925 - 26706/1999]

[José Manuel Roque]

No centenário do nascimento de José Manuel Roque, a filha, Vitalina da Conceição Pavia Roque Pires Sofio, escreveu esta relevante nota biográficas deste resistente antifascista.

«Nasceu a 28 de agosto de 1925, no Monte do Zambujeiro, Montemor-o-Novo, filho de Joaquim Vicente Roque e de Otília da Conceição. 

Conhecido por Zé Roque, Zé do Moinho ou Zé da Tília (para distinguir por a mãe se chamar Otília e as outras duas irmãs dela também terem filhos Zé, António, Chico, Manel…).

Em criança não foi à escola, começou a trabalhar muito novo, a guardar porcos e depois nos outros trabalhos do campo. Cresceram 5 irmãos, 4 homens e uma mulher (duas irmãs morreram muito pequenas).

Trabalhou nas herdades à volta de casa, Regadia, Gamela, Água Todo o Ano, Rio Mourinho…, Torre… na linha da Mina e em tempo de maior crise, na estrada.

O seu pai tinha vindo do Algarve (Loulé), e era proprietário de uma parcela do Monte do Zambujeiro, onde viviam, o que permitiria ter mais alguns recursos; durante alguns anos os pais tiveram a venda do Moinho da Ana.

No trabalho, no contacto com os outros trabalhadores, em ranchos com muita gente, foi tomando consciência da situação de exploração e de injustiça em que os trabalhadores rurais viviam, e cedo foi cativado e se juntou a alguns trabalhadores já organizados no Partido Comunista e começou a participar nas lutas que organizavam, clandestinamente, naturalmente, por melhores condições de trabalho.

Esteve preso em Caxias (depois de passar pelo Aljube) de junho a novembro de 1947 (por aliciamento às greves rurais).

Voltou a ser preso em setembro de 1949, para averiguações, foi julgado em julho de 1950 e condenado a uma pena de 2 anos de prisão maior celular e na suspensão de todos os direitos políticos por 15 anos. Libertado em 1952, continuando com medidas de segurança, foi punido com uma pena de repreensão pública por manifestações de indisciplina; restituído à liberdade definitiva em outubro de 1956.

Saído da prisão, não tinha vontade de voltar a trabalhar para os lavradores e eles também não lhe queriam dar trabalho; na prisão aprendeu e aperfeiçoou a leitura e a escrita, estudou com o apoio de outros presos.

Começou um pequeno negócio, com a ajuda do irmão Manuel que já tinha feito o mesmo percurso de vida, de bicicleta a pedal, comprando em Montemor (mais tarde em Évora e Lisboa) e vendendo pelos montes.

Casou com Maria Cristina Pavia em outubro de 54, aumentou o negócio, a quantidade de produtos e a área de ação, tirou a carta de condução, em Évora, depois de ter feito o exame da terceira classe, comprou um carro verde (do tempo da guerra) que pegava a manivela (Monte do “Ricome” e Monte Novo).

Trabalharam de dia e de noite, montes, aldeias, mercados, feiras.

Tudo devidamente planeado, quando fui para a escola, nasceu a minha irmã (Otília Pavia Roque) e mudámos para Montemor (com uma pequena diferença de um ano nos planos), para a “Loja do Povo”.

Muito, muito clandestinamente, foram sempre apoiando as famílias dos presos políticos e o PCP e acompanhando a situação política. Tínhamos um rádio, ouvíamos a Rádio Portugal Livre e a Rádio Moscovo. Houve uma participação ativa nas campanhas de Norton de Matos, de Humberto Delgado e nas de 1969 e 1973.

Em 1973 entraram na sociedade da Casa dos Compadres, com uma loja grande e muito moderna, onde o 25 de Abril os encontrou.

Porque era necessário reforçar o número de pessoas disponíveis para organizar e dinamizar a luta, eles responderam ao desafio, deixaram a loja e foram para funcionários do PCP, durante vários anos, a tempo inteiro, levando os recursos que tinham…

Com o desgaste da saúde, voltaram a casa…

O Zé Roque foi um dos criadores e responsáveis da Comissão de Moradores do Largo dos Paços do Concelho, sempre presente no Secretariado das Associações do Concelho de Montemor, nas comemorações do 25 de abril e da Festa das Colheitas. 

Durante anos dinamizou as Comissões de Base de Saúde.

Foi sócio fundador e dinamizador da Associação de Artesãos do Concelho, a Ciranda.

Na URAP, foi um dos organizadores da construção do Monumento aos Resistentes Antifascistas do Alentejo inaugurado no dia 1 de junho de 1996.

Foi artesão, agricultor e pescador.

Teve dois netos, o João e a Joana, que acima de tudo, agradecem o privilégio de brincar e conviver com um Homem que só lhes deu os melhores exemplos dia após dia.

Na manhã de 26 de junho de 1999, com 74 anos, depois de ter voltado da Feira de S. João, pela meia-noite e sem nenhum aviso, sentiu-se mal e morreu para nossa grande dor e tristeza.

Vitalina da Conceição Pavia Roque Pires Sofio

28/08/2025»

NOTA: um enorme agradecimento à neta de José Manuel Roque, Joana Sofio, o envio deste contributo para a história da resistência antifascista e a disponibilidade para o partilhar publicamente através deste blogue.

Num tempo em que muitos se calaram, houve quem resistisse e fosse perseguido e preso!

[João Esteves]

domingo, 22 de junho de 2025

[3663.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCIII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCIII *

02483. Jerónimo Neves Ribeiro [1929]

[Jerónimo Neves Ribeiro || F. 27/04/1929 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Jerónimo Neves Ribeiro.
Lisboa, c. 1902. Funcionário público. Filiação: Rosária Maria das Neves, António Augusto Ribeiro. Casado. Residência: Rua Teófilo Braga, 28. Preso em 08/04/1929, "por ter ligações revolucionárias com alguns sargentos", e libertado em 28/05/1929.]

[João Esteves]

sábado, 21 de junho de 2025

[3662.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCII

PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCII * 

02482. Jaime Augusto Lopes Silva Leite [1928, 1933]

[Jaime Augusto Lopes Silva Leite || F. 28/06/1928 || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Jaime Leite ou Jaime Augusto Lopes Silva Leite.
Lisboa, c. 1885. Empregado de comércio. Filiação: Maria Augusta da Nazaré Ramos Leite, Eduardo Augusto Lopes da Silva Leite. Casado. Residência: Rua S. João da Praça, 77, 1.º - Lisboa. Preso em 27/04/1928, "por fazer parte do complô de Algés", e libertado em 08/07/1928. Preso em 04/11/1933, por suspeita, e libertado em 05/11/1933.]

[João Esteves]

sexta-feira, 20 de junho de 2025

[3661.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCI

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXCI *

02481. Joaquim Caetano [1929]

[Joaquim Caetano || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Joaquim Caetano.
Preso em 09/01/1929, "por pertencer a um grupo civil e assistir a reuniões de caráter revolucionário", e libertado em 11/01/1929. A data da fotografia indica que já teria estado preso.]

[João Esteves]

quinta-feira, 19 de junho de 2025

[3660.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXC

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDXC *

02480. Livretino das Neves [1929, 1930]

[Livretino das Neves || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Livretino das Neves.
Lisboa, c. 1908. Estudante de Direito. Filiação: Maria da Piedade Fernandes, Joaquim das Neves. Solteiro. Residência: Avenida Luís Bivar, 14 - Lisboa. Estudante da Universidade de Lisboa entre 1925/1926 e 1932/1933. Preso em 02/04/1929, "por ter entendimentos com vários políticos em evidência e por ser o agente de ligação da organização revolucionária de Caçadores 7". Libertado em 15/05/1929. Segundo uma informação, datada de 17/11/1929, era considerado "agente de ligação do Dr. Malva do Vale, que faz parte do "comité" civil". Preso em 15/03/1930, "acusado de conspirar contra a Ditadura Militar", e libertado no mesmo dia. No seu registo fotográfico aparece inscrito "falecido".]

[João Esteves]

quarta-feira, 18 de junho de 2025

[3659.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXIX

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXIX *

02479. José Magalhães Carvalhal ou José Magalhães de Barros [1928]

[José Magalhães Carvalhal ou José Magalhães de Barros || ANTT || PT-TT-PIDE-Policias-Anteriores-1-NT-8902]

[José Magalhães Carvalhal ou José Magalhães de Barros.
Abrantes, c. 1894. Marítimo. Filiação: Francisca Marques da Conceição, Manuel José Magalhães. Casado. Residência: Pátio dos Quintalinhos, 10 - Lisboa. Preso em 28/07/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de 20", e deportado para Angola em 21/08/1928. Regressou em 13/04/1929 e apresentou-se no Ministério do Interior, indo residir para o Pátio dos Quintalinhos.]

[João Esteves]

sábado, 14 de junho de 2025

[3658.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXVIII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXVIII *

02478. Manuel Borges Casimiro [1927, 1927]

[Manuel Borges Casimiro || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Manuel Borges Casimiro.
Lisboa, c. 1902. Serralheiro. Filiação: Emília Pais Loureiro, José Borges Casimiro. Solteiro. Residência: Rua Latino Coelho, 69 - Lisboa. Preso em 20/02/1927, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de 7 de fevereiro", e entregue à Polícia Militar em 22/02/1927. Preso em 13/11/1927, "por conspirar contra a Ditadura Militar", e deportado para Timor em 22/11/1927. Encontrava-se, em 1930, com residência fixada nas Lajes do Pico, Açores, tendo viajado no vapor "Lima", em 16/09/1930, da Madeira para S. Miguel. Por despacho do Ministro do Interior, datado de 05/01/1931, foi autorizada a sua transferência para a ilha da Madeira, onde desembarcou em 22/01/1931. Autorizado a regressar a Lisboa, viajou no vapor "Lima" e, em 27/05/1931, entrou no Aljube. Libertado em 03/06/1931.]

[João Esteves]

sexta-feira, 13 de junho de 2025

[3657.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXVII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXVII *

02477. João de Brito [1928]

[João de Brito || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-4-NT-8904]

[João de Brito.
Tavira, c. 1909. Empregado de comércio ou empregado de escritório. Filiação: Catarina Rosa Pimenta de Brito, João Antunes de Brito. Casado. Residência: Rua dos Fanqueiros, 101 - Lisboa. Empregado de escritório de Francisco António Fernandes. Preso em 25/01/1928, "por ter ligações revolucionárias com Norberto Guimarães, Hamilton Guedes, João Pereira de Carvalho e Adalberto Claro Chaves, servindo de intermediário entre estes indivíduos e o Francisco António Fernandes". Libertado em 28/01/1928.]

[João Esteves]

[3656.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXVI

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXVI *

02474. Manuel Pinto dos Santos [1927]

[Manuel Pinto Santos || F. 29/01/1929 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Manuel Pinto dos Santos.
Lisboa, c. 1885. Funcionário público - Chefe da Fiscalização da Bolsa Agrícola. Filiação: Rosa da Silva, Dionísio Pinto Santos. Casado. Residência: Calçada da Graça, 39 - Lisboa. Transferido, em meados de 1928, para a Delegação do Porto da Bolsa Agrícola, deu parte de doente, sendo considerado "o chefe dirigente do grupo revolucionário do Bairro de Alcântara, tendo conhecimento de todo o material explosivo e de guerra que no mesmo bairro se armazena". Preso em 15/01/1929 e libertado em 05/03/1929.]

02475. José Sebastião Gomes [1928]

[José Sebastião Gomes.
Preso pela Polícia de Informações do Ministério do Interior em 25/12/1928, por "andar numa camioneta, no Barreiro, dando gritos subversivos". Libertado em 28/12/1928.]

02476. João de Brito [1930, 1933]

[João de Brito.
Portalegre, c. 1895. Funcionário público - tesoureiro da CGD. Filiação: Maria José de Brito, João Batista de Brito. Casado. Residência: Rua A - Letras J. B., Bairro Foz - Algés. Pertenceu ao Partido Republicano Português e foi Provedor da Misericórdia de Portalegre. Preso em 07/02/1930, "por presidir a uma conferência em Portalegre em 31 de janeiro e permitir que o conferente desse ocasião a alteração da ordem, por sair do tema da mesma conferência". Libertado em 20/02/1930, "depois de entregar à Assistência Pública a quantia de 6.000$00". Preso em 25/08/1933, "por manter ligações revolucionárias com o coronel Velez Caroço, tendo ido ao Alentejo várias vezes conferenciar com este oficial e ter dado em sua casa uma reunião de caráter revolucionário, onde compareceram o ex-tenente Piçarra, ex-tenete Quilhó e ex-alferes Saloio". Libertado em 04/09/1933. Faleceu a 20/12/1954.]

[República || 21/12/1954]

[João Esteves]

quinta-feira, 12 de junho de 2025

[3655.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXV

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXV *

02473. Joaquim Pinheiro Vila [1927, 1927]

 [Joaquim Pinheiro Vila || F. 21/12/1927 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Joaquim Pinheiro Vila.
"O Quim Maneta". Porto, c. 1908. Empregado de comércio ou vulcanizador. Filiação: Maria Vila, José Carvalho Pinheiro. Solteiro. Residência: Rua Gomes Freire , 208 ou Rua de Santa Catarina, 17 - Porto. Preso em 14/05/1927, "por ser anarquista"; libertado em 16/05/1927. Considerado "fabricante de bombas", no Porto, e "implicado no movimento revolucionário", foi preso à 1.30 do dia 17/10/1927 e levado, incomunicável, para o Regimento de Infantaria 18. Deportado, em 08/01/1928, para os AçoresInterveio, em 08/04/1931, quando estava deportado em São Miguel, na Revolta das Ilhas contra a Ditadura e, durante o processo de rendição daquela ilha, dirigiu-se para Madeira no vapor "Pero de Alenquer", juntamente com outros revoltosos civis e militares, quase todos deportados. Integravam, ainda, o grupo a bordo do vapor: Álvaro Garrido Castro (segundo sargento cadete), António Mendes, António Silva Reis, Augusto César Loureiro (capitão), Bartolomeu Severino, Basílio Lopes Pereira, Deodato Ramos, Francisco da Conceição Rodrigues, Francisco Violante, Joaquim Pinto de Lima, José Filipe Piçarra (tenente), Leonel Ferro Alves, Luís Emílio Seca (tenente), Manuel Alegria Vidal e Teotónio Malta Jota (tenente). Novamente  detido, seguiu da Madeira para Cabo Verde, onde lhe foi fixada residência. Não foi abrangido pela amnistia de 05/12/1932, mantendo-se na condição de deportado político até agosto de 1944.]

[João Esteves]

quarta-feira, 11 de junho de 2025

[3654.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXIV

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXIV *

02470. António Maria da Costa [1927]

[António Maria da Costa.
Preso, entrou na Cadeia Nacional em 22/10/1927. Preso em 23/08/1928, "por conspirar contra a Situação". Libertado em 24/08/1928.]

02471. António Acácio Nunes [1927]

[António Acácio Nunes.
Tenente de Infantaria 8. Ido da Penitenciária, deu entrada na Casa de Reclusão Militar do Porto em 23/10/1927, a fim de ser julgado pelo TME por participação, no norte, no movimento revolucionário de fevereiro.]

00600. Artur Martins Parada [1927, 1933]

[Artur Martins Parada.
Tenente do Exército - Caçadores 9. Participou na Revolta de Fevereiro de 1927 contra a Ditadura Militar, sendo preso e deportado nesse mesmo mês, como muitos outros militares, para os Açores - Angra do Heroísmo. Por ter sido arquivado o seu processo, regressou ao Porto em outubro de 1927. Preso em 1933, a pedido da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado.]

02472. Sousa Santos [1927]

[Sousa Santos.
Póvoa do Varzim. Tenente miliciano - dr. Acusado de estar envolvido no movimento revolucionário de fevereiro de 1927, terá sido libertado da Casa de Reclusão Militar do Porto em 24/10/1927.]

[João Esteves]

terça-feira, 10 de junho de 2025

[3504.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLXXVIII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCLXXVIII *

02151. Alfredo Simões Pimenta [1928, 1930]

[Alfredo Simões Pimenta || F. 18/08/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Alfredo Simões Pimenta.
Preso em 14/08/1928, por estar implicado no movimento revolucionário de 20 de julho"; libertado em 24/08/1928. Preso em 28/01/1930, "por suspeita de estar vigiando o Forte de Almada na noite de 20 e de ter abandonado 10 cartuchos de espingarda de guerra e um de pistola"; libertado em 03/02/1930.]

02152. António Rola [1927]

[António Rola
Civil. Participou, em Lisboa, na revolução de 07/02/1927. Esteve preso no Forte de Elvas e, em Agosto de 1927, foi transferido para a Cadeia Nacional a fim de ser julgado pelo Tribunal Militar de Santa Clara em 22/08/1927.]

02153. Pompeu Pereira [1927]

[Pompeu Pereira.
Vila Nova de Poiares, c. 1888. Funcionário Público. Filiação: Glória de Jesus, António Pereira. Casado. Residência: Poiares. Preso em 22/09/1927, "acusado de fazer parte de um complô revolucionário em Vila Nova de Poiares" e andar a fazer propaganda contra o Governo., deu entrada na esquadra do Governo Civil de Coimbra. Seguiu para Lisboa e "suicidou-se" em 28/09/1927, quando se encontrava detido nGoverno Civil de Lisboa.]

02154. Fernando Gomes da Fonseca Godinho [1927]

[Fernando Gomes da Fonseca Godinho.
Coimbra, c. 1895. Proprietário. Filiação: Clementina Cardoso Godinho, António Gomes da Fonseca. Casado. Residência: Poiares. Preso em 22/09/1927, "acusado de fazer parte de um complô em Vila Nova de Poiares" e estar em contacto com o antigo deputado Alfredo Guisado, deu entrada na esquadra do Governo Civil de Coimbra. Seguiu para Lisboa. Transferido, em 29/09/1927, do Governo Civil de Lisboa para a Cadeia Nacional. Libertado desta prisão em 22/10/1927.]
[alterado em 10/06/2025]

[João Esteves]

domingo, 8 de junho de 2025

[3653.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXIII

PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXIII * 

02468. António Gomes Ferreira [1927]

[António Gomes Ferreira.
Capitão de infantaria. Preso em fevereiro de 1927, por ter participado no movimento revolucionário de 7. Libertado da Cadeia Nacional em 22/10/1927. Vigiado, continuou a conspirar, nomeadamente em Vila Real, segundo informação datada de 14/05/1930.]

02469. Francisco Cardoso Figueiredo [1927]

[Francisco Cardoso Figueiredo.
TenentePreso em fevereiro de 1927, por ter participado no movimento revolucionário de 7. Libertado da Cadeia Nacional em 22/10/1927.]

[João Esteves]

sábado, 7 de junho de 2025

[3652.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXII *

02467. Augusto Veríssimo de Magalhães [1910, 1913, 19131927, 1929]

[Augusto Veríssimo de Magalhães.
Marco de Canaveses, c. 1868. Funcionário público. Filiação: Balbina Maria, José Veríssimo de Magalhães. Casado. Residência: Rua da Bica de Duarte Belo, 66 - Lisboa. Preso em 04/10/1910, "por ser revolucionário e andar armado". Preso em 02/05/1913, "por porte de arma proibida": enviado ao general da 1.ª Divisão do Exército. Preso em 27/08/1913, "por desordem", e remetido ao 3.º Juízo. Preso em 10/08/1927, "por suspeita de ter tomado parte no movimento revolucionário de 7 de fevereiro". Acusado de envolvimento nos acontecimentos ocorridos em Faro naquele dia, com outros sargentos, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial de Santa Clara em 22/10/1927, tendo sido absolvido juntamente com outros réus do mesmo processo. Aparece, então, como contínuo da Caixa Geral de Depósitos e a defesa coube ao tenente-coronel Tamagnini Barbosa. Preso em 07/01/1929, "acusado de fazer parte do grupo civil do José de Alcântara". Libertado a 05/03/1929.]

[João Esteves]

quinta-feira, 5 de junho de 2025

[3651.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXI

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXXI *

02464. Avelino do Nascimento Gonçalves [1927]

[Avelino do Nascimento Gonçalves.
2.º sargento de Infantaria - GNRPreso sob a acusação de envolvimento nos acontecimentos ocorridos em Faro a 07/02/1927. Defendido pelo tenente-coronel Tamagnini Barbosa, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial de Santa Clara em 22/10/1927, tendo sido absolvido juntamente com outros réus do mesmo processo.]

02465. António Gonçalves [1927]

[António Gonçalves.
2.º sargento de Infantaria - GNRPreso sob a acusação de envolvimento nos acontecimentos ocorridos em Faro a 07/02/1927. Defendido pelo tenente-coronel Tamagnini Barbosa, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial de Santa Clara em 22/10/1927, tendo sido absolvido juntamente com outros réus do mesmo processo.]

02466. José de Sousa Melo [1927, 1928]

[José de Sousa Melo.
Loulé, c. 1886. 2.º sargento. Filiação: Maria Paula Sousa Rosado, Francisco José de Melo. Integrava a GNR quando foi preso sob a acusação de envolvimento nos acontecimentos ocorridos em Faro a 07/02/1927. Defendido pelo tenente-coronel Tamagnini Barbosa, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial de Santa Clara em 22/10/1927, tendo sido absolvido juntamente com outros réus do mesmo processo. Preso em 01/01/1928, quando teria residência em Aveiro e era 2.º sargento de Cavalaria 8, "por figurar na lista do preso Diógenes Fernandes Costa. Enviado, em 13/01/1928, o processo ao Ministério da Guerra.]

[João Esteves]

segunda-feira, 2 de junho de 2025

[3650.] VALENTINO DINIS TAVARES GALHARDO || FACULDADE DE LETRAS - HISTÓRIA

 * VALENTINO GALHARDO *

1928, Tavira. Coronel.

Discreto, de uma amabilidade rara, sempre oportuno nas suas intervenções e muito respeitado, Valentim Tavares Galhardo enveredou pelo curso de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa após ter passado à reserva.

Homem de vasta cultura, dono de um sorriso franco e acolhedor, era presença habitual com o Diário de Lisboa debaixo do braço, que lia e discutia com avidez. 

As tardes que antecediam as aulas de Hernâni Resende tornavam-se mais ricas pela sua presença, animadas por conversas que ultrapassavam largamente o efémero. 

Falava-se da guerra colonial, dos seus breves tempos na RTP — de onde fora rapidamente afastado —, da família, de quem falava com enorme orgulho, e, claro, de História. A de Portugal e a outra.

Infelizmente, perdeu-se, na voragem de empréstimos sem retorno, o livro que publicou em edição de autor — um volume raro de apontamentos pessoais e que espelhava bem quem era.

[Diário de Lisboa || 01/04/1975]

[João Esteves]

sábado, 31 de maio de 2025

[3649.] MANUEL CAMPO LIMA (1916 - 1996) || "POLÍCA DE A a Z" - FERNANDO PITEIRA SANTOS

 * MANUEL CAMPOS LIMA *

[1916 - 1996]

Figura indissociável da luta antifascista, foi o último diretor do jornal "O Diabo", proibido pela Censura em 21 de dezembro de 1940.

Aquando da homenagem que lhe foi prestada por democratas algarvios, em Portimão, a 16 de dezembro de 1984, Fernando Piteira Santos evocou-o na rubrica Política de A a Z, seção de leitura incontornável, publicada no "Diário de Lisboa" no dia seguinte.

[Diário de Lisboa || 17/12/1984]

[3648.] MANUL CAMPOS LIMA (1916 - 1986) || HOMENAGEM - 16/12/1984

 * MANUL CAMPOS LIMA

[1916 - 1996]

HOMENAGEM DOS DEMOCRATAS DO ALGARVE || 16/12/1984

[Diário de Lisboa || 13/12/1984]

[3647.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXX

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CDLXXX *

02459. José Alves Correia [1927]

[José Alves Correia.
Chefe de Polícia do Porto. Preso, no Porto, por envolvimento no movimento revolucionário de fevereiro de 1927. Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 28/10/1927.]

02460. Valentim Augusto Montanha [1927]

[Valentim Augusto Montanha
2.º sargento do Regimento de Infantaria 13. Preso por ter participado no movimento revolucionário de fevereiro de 1927. Integrava o Regimento de Infantaria 13, sediado em Vila Real, o qual seguiu, de comboio, para a Régua e, depois, para o Porto, para se juntar às tropas revoltosas. Esteve preso no Forte da Graça, Elvas, de onde foi transferido para a Casa de Reclusão Militar do Porto em outubro de 1927, a fim de ser julgado pelo TME.]

02461. Flávio António Chaves [1927, 1927]

[Flávio António Chaves.
1.º cabo do Regimento de Infantaria 10Preso por ter participado no movimento revolucionário de fevereiro de 1927. Entrou, em outubro de 1927, no Hospital Militar do Porto, estando a aguardar julgamento pelo TME. Preso em 22/11/1927: o processo foi enviado ao Ministério da Guerra em 10/12/1927.]

02462. Joaquim Francisco [1927]

[Joaquim Francisco.
2.º sargento de Infantaria - GNRPreso sob a acusação de envolvimento nos acontecimentos ocorridos em Faro a 07/02/1927. Defendido pelo tenente-coronel Tamagnini Barbosa, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial de Santa Clara em 22/10/1927, tendo sido absolvido juntamente com outros réus do mesmo processo.]

02463. Alfredo Sabino Gonçalves [1927]

[Alfredo Sabino Gonçalves.
2.º sargento de Infantaria - GNRPreso sob a acusação de envolvimento nos acontecimentos ocorridos em Faro a 07/02/1927. Defendido pelo tenente-coronel Tamagnini Barbosa, foi julgado pelo Tribunal Militar Especial de Santa Clara em 22/10/1927, tendo sido absolvido juntamente com outros réus do mesmo processo.]

[João Esteves]