[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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segunda-feira, 29 de março de 2021

[2553.] JOÃO PEDRO DOS SANTOS [I] || PRESO EM 1927, 1935 e 1936

 * JOÃO PEDRO DOS SANTOS *

[07/08/1892 - 24/05/1961]

[João Pedro dos Santos || Portugal Democrático || Agosto de 1961]

Filho de Bernardina dos Anjos e de João Pedro dos Santos, João Pedro dos Santos nasceu em 7 de Agosto de 1892, em Évora.

Cedo passou a viver em Lisboa, onde aderiu ao Partido Republicano Português. Em 1918, foi detido durante o Sidonismo e, na década seguinte esteve sempre muito próximo de José Domingues dos Santos, sendo seu secretário em 1921, quando foi Ministro do Trabalho, e em 1924, quando assumiu a Justiça. 

[João Pedro dos Santos || Fotografia de 30/04/1918 || ANTT || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Entre 04/12/1924 e 04/04/1925, foi Comissário da Polícia de Segurança e do Estado e esteve com aquele político na fundação do Partido Republicano da Esquerda Democrática, sendo candidato pelo círculo de Évora nas eleições de 08/11/1925.

Secretário da Comissão Municipal de Lisboa do PRED e Vice-Presidente da Assembleia-Geral do Centro Republicano José Domingues dos Santos, trabalhava no Ministério do Trabalho quando se deu o golpe militar de 28/05/1926. A partir daí, esteve sempre no combate à Ditadura e aos regimes que lhe sucederam. 

Preso pela primeira vez em 3 de Julho de 1927 pela Polícia de Informações do Ministério do Interior e levado para a Penitenciária com os outros detidos na mesma altura [ANTTPT-TT-MI-DGAPC-2-701-553]

Novamente preso em 13 de Setembro de 1927, «por colaborar na preparação de um movimento revolucionário», e «deportado para Angola em 18 do mesmo mês» [v. Processo 3202], de onde se evadiu. 

Vigiado, estaria já em Lisboa em 12 de Agosto de 1929, encontrando-se em «precárias circunstâncias», até porque tinha sido demitido. 

Em Março de 1933, continuava fugido à Polícia, mantendo ligações com Eduardo OrtizJoaquim José GodinhoSarmento de Beires (v. Processo 706), Joaquim Pires Jorge e José Santos Calet [Processo 730]. Julgado à revelia pelo TME em 15/03/1935, foi absolvido por não se ter provado as acusações [Processo 62/933 do TME]. 

Seria preso em 21 de Setembro de 1935, na sequência da apreensão de uma carta dirigida por Abel Lopes de Almeida a João da Costa [Processo 1646]. Levado para uma esquadra e transferido para o Aljube em 19/10/1935, foi libertado em 30 de Outubro de 1935. 

A última prisão deu-se em 5 de Novembro de 1936: levado para o Aljube, saiu em liberdade em 12 de Dezembro. 

[Diário de Lisboa || 25/05/1961]

Quando faleceu, em 24 de Maio de 1961, era membro do Conselho Fiscal da "Editorial República", proprietária do jornal República, e secretário do advogado Nuno Simões, conhecido republicano e opositor ao regime. 

[João Pedro dos Santos || Portugal Democrático || Agosto de 1961]

O jornal Portugal Democrático, publicado em São Paulo, deu destaque ao seu falecimento, aos 68 anos de idade.

[João Esteves]

quarta-feira, 6 de maio de 2020

[2369.] CIPRIANO DOURADO [IX] || PORTUGAL DEMOCRÁTICO - 1956

* CIPRIANO DOURADO *

PORTUGAL DEMOCRÁTICO || N.º 3 || 1 DE SETEMBRO DE 1956

[Portugal Democrático || N.º 3 || 01/98/1956 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0029]

domingo, 3 de maio de 2020

[2366.] ABEL SALAZAR [V] || PORTUGAL DEMOCRÁTICO - 1956

* ABEL SALAZAR * 
[19/07/1889 - 29/12/1946]

Texto de Francisco Macedo no jornal Portugal Democrático || 4 de Agosto de 1956


[Portugal Democrático || N.º 2 || 04/08/1956 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0021]

[João Esteves]

sábado, 2 de maio de 2020

[2365.] JOAQUIM LEMOS DE OLIVEIRA - "O REPAS" [II] || ASSASSINADO PELA PIDE EM FEVEREIRO DE 1957

* JOAQUIM LEMOS DE OLIVEIRA - "O REPAS" *
[21/05/1908 - 14-15/02/1957]

[Joaquim Lemos de Oliveira || 30/01/1957 || ANTT || RGP/19520 || PT-TT-PIDE-E-010-98-19520]

O percurso político do barbeiro Joaquim Lemos de Oliveira começou muito cedo, tendo aderido às Juventudes Comunistas ainda durante a 1.ª República, em 1922, com 14 ou 15 anos. Com a Ditadura instituída em 28 de Maio de 1926 e a sua rápida fascização, tornou-se num dos primeiros presos políticos de Fafe. A continua militância no Partido Comunista levou-o a ser preso por cinco vezes entre 1936 e 1957, tendo aparecido morto numa das celas da Subdirectoria do Porto da PIDE aquando da última detenção, após vários dias de tortura da estátua e bárbaros espancamentos. 

[Portugal Democrático || N.º 11 || Maio de 1957 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0096]

Joaquim Lemos de Oliveira faleceu, em 14 ou 15 de Fevereiro de 1957, numa das celas da Subdirectoria da PIDE no Porto. Quando no caixão, a mulher e os filhos puderam ver que «tinha ferimentos na cabeça e equimoses no corpo», tendo a PIDE procurado que o funeral fosse feito em Fafe tarde e às escondidas. Este, realizado no dia 19 de Fevereiro, constituiu «um momento importante de protesto e de revolta contra a PIDE e a GNR que vigiaram com mão de ferro as cerimónias» [Artur Ferreira Coimbra, Desafectos ao Estado Novo - Episódios da Resistência ao Fascismo em Fafe, 2003].

Advogados de Coimbra dirigiram-se ao Presidente do Conselho Geral da Ordem de Advogados a solicitar a sua intervenção no apuramento do sucedido.

[Portugal Democrático || N.º 11 || Maio de 1957 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0096]

Por sua vez, dezenas de advogados de todo o país dirigiram, sem sucesso, uma exposição ao Ministro da Presidência, «exigindo um amplo e rigoroso inquérito das causas da morte do Repas e de um outro preso a seguir assassinado, Manuel Silva Júnior, de Viana do Castelo» [o nome correcto é Manuel Zola Pereira Fiúza].

[Portugal Democrático || N.º 11 || Maio de 1957 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0096]

[João Esteves]

quinta-feira, 30 de abril de 2020

[2364.] RUY LUÍS GOMES [II] || PORTUGAL DEMOCRÁTICO (1956)

* RUY LUÍS GOMES *
[05/12/1905 - 27/10/1984]

Fotografia publicada no N.º 2 do jornal Portugal Democrático, editado em São Paulo

[Portugal Democrático || N.º 2 || 04/08/1956 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0018]

[2363.] ISAURA ASSUNÇÃO DA SILVA (BORGES COELHO) [III] || PORTUGAL DEMOCRÁTICO (1956)

* ISAURA ASSUNÇÃO DA SILVA (BORGES COELHO) * 
[20/06/1926 - 11/06/2019]

Notícia do jornal Portugal Democrático (São Paulo) sobre a sua prisão, julgamento e condenação em 1954

[Portugal Democrático || N.º 2 || 04/08/1956 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0017]

[2362.] PORTUGAL DEMOCRÁTICO [I] || SÃO PAULO (1956-1975)

* PORTUGAL DEMOCRÁTICO *

N.º 1 || SÃO PAULO || 7 DE JULHO DE 1956



 [ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0008]

quinta-feira, 26 de abril de 2018

[1797.] PAZ E TERRA || 43 ANOS DE FASCISMO EM PORTUGAL [I]

* 43 ANOS DE FASCISMO EM PORTUGAL *

[Revista Paz e Terra, ano IV, nº 10, Dez 1969, editora Civilização Brasileira]

Agradeço a Júlia Coutinho o envio e a partilha da Capa e Índice da revista brasileira Paz e Terra, dedicada aos 43 Anos de Fascismo em PortugalO número 10, saído em Dezembro de 1969, é inteiramente dedicado à denúncia do que se vivia em Portugal e foi da responsabilidade dos dirigentes do Portugal Democrático [Júlia Coutinho26 de Abril de 2018].

Nesta revista de Dezembro de 1969, constam quatro textos - da autoria de Augusto Aragão, de Joaquim Barradas de Carvalho, de Miguel Urbano Rodrigues e de Mário Moutinho de Pádua - que não fazem parte da edição portuguesa de 1974.



[Documentos cedidos por Júlia Coutinho || 2018]

"Na altura Barradas de Carvalho e Margarida ainda estavam no Brasil mas em breve iriam de novo para a Sorbonne, Paris, tal como Vítor Ramos iria dar aulas durante dois anos na universidade em Davis, Estados Unidos. Maria Antónia Fiadeiro também deixaria São Paulo e o Portugal Democrático para regressar ao exílio europeu. 

Todos fugiam à ditadura brasileira que se implantara em 1964. Apenas Vítor Ramos regressou por ter família brasileira e filhos adolescentes.

Dos autores dos artigos, apenas Augusto Aragão faleceu pouco antes do 25 de Abril, o que foi tremendamente injusto.

Vítor Ramos faleceu a 3 de Maio 74, sem regressar, mas viveu a alegria da boa notícia.

Miguel Urbano Rodrigues chegou a Portugal em Maio de 74 e foi o de maior longevidade, falecendo recentemente. 

O grande amigo de VR do tempo da Faculdade de Letras e da militância política dos anos quarenta e cinquenta, Joaquim Barradas de Carvalho, o único que poderia ter feito alguma coisa pela sua memória, morreria prematuramente em 1980.

Outros amigos: Jorge de Sena e Casais Monteiro. O primeiro faleceu em 79 e o Casais não chegaria a Abril de 74" [Júlia Coutinho26 de Abril de 2018].

* EDIÇÃO PORTUGUESA || JUNHO DE 1974 *


Como se pode observar, na capa só varia o número de anos vividos em Fascismo, totalizando, então, 43 anos e, em 1974, 48. No interior, não constam quatro textos, os da autoria de Augusto Aragão, de Joaquim Barradas de Carvalho, de Miguel Urbano Rodrigues e de Mário Moutinho de Pádua.



quarta-feira, 25 de abril de 2018

[1794.] 48 ANOS DE FASCISMO EM PORTUGAL [I]

* 48 ANOS DE FASCISMO EM PORTUGAL *

|| COMPILAÇÃO DE TEXTOS POR CARME D. CARVALHAS IMPRESSA EM JUNHO DE 1974 || DISTRIBUIDOR: LIVRARIA LER ||

Livro editado imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974, contém um conjunto de documentos referentes à Oposição Antifascista em Portugal e no Estrangeiro e à luta Anticolonial.

O primeiro texto é da autoria de Vítor Ramos (25/04/1920 - 03/05/1974), exilado político desde 1952, fundador, em São Paulo, do jornal Portugal Democrático e que faleceu de emoção na sequência do 25 de Abril, quando se preparava para regressar a Portugal. 




[Cadernos Maria da Fonte - 4 || 1974]

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[0889.] MÁRIO SACRAMENTO [III] || JOAQUIM BARRADAS DE CARVALHO [II]

* TEXTO DE JOAQUIM BARRADAS DE CARVALHO PUBLICADO NO EXÍLIO BRASILEIRO EM JUNHO DE 1969 *


[Portugal Democrático, nº 141, Junho de 1969]
[in Joaquim Barradas de Carvalho, O obscurantismo salazarista, Seara Nova, 1974]