[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quinta-feira, 9 de maio de 2024

[3408.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCXCIII

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCXCIII * 

01747. Jaime da Fonseca e Sousa [1932]

[Jaime da Fonseca e Sousa || ANTT || RGP/74 || PT-TT-PIDE-E-010-1-74]

[Tondela ou Lisboa, c. 1902. Funcionário público: impressor da Casa da Moeda. Filiação: Felisbela de Jesus Rodrigues, Artur da Fonseca Sousa. Casado. Residência: Ginjal, 69 - Cacilhas. Seria o filiado 130 da Célula 19 do Comité de Zona Nº 1 do Partido Comunista, organismo a que também pertencia Abel Augusto Gomes de Abreu e António Franco Trindade, ambos colegas de trabalho. No âmbito do trabalho partidário, desenvolvido em conjunto com aqueles dois, Álvaro Augusto Ferreira, Eleutério Lopes Grosso (caixeiro numa taberna da Calçada da Bica), Jaime Tiago e Manuel Francisco da Silva ("O Manuel Pedreiro" que faleceu em 24/08/1941, quando detido na Fortaleza de Angra do Heroísmo), guardava em sua casa «todo o material de que dispunha o Comité Central das Brigadas de Choque (Comité Revolucionário)», nomeadamente «material para fabrico de bombas e [...] bombas já feitas», «dinamite, rastilho, espoletas e balas de espingarda», «bombas de maçaneta» e «antimónio». Na sequência das detenções feitas em 24/04/1932 na Serra de Monsanto, quando muitos dos seus camaradas assistiam à demonstração e preparação de lançamento de bombas, seria preso na tarde no dia a seguir, no seu local de trabalho. Considerado «um elemento desembaraçado que procedeu consciente e perfeitamente integrado na política revolucionária do Partido comunista», foi determinado, em 10/08/1932, de Agosto, que lhe fosse «fixada residência obrigatória em Cabo Verde ou Timor, sendo-lhe aplicado o decreto Nº 20.314». Preso, durante 19 meses, na Penitenciária de Lisboa, passou para Peniche onde, em 19/11/1933, embarcou para Angra do Heroísmo, a fim de ficar detido na Fortaleza de São João Baptista. Julgado, em 24/08/1934, pela Secção dos Açores do Tribunal Militar Especial, «acusado de, com outros co-réus, no ano de 1932, por diversas vezes, ter tomado parte no fabrico, transporte, detenção e uso, para experiência, de bombas explosivas, em Lisboa e arredores» e deter «numeroso material explosivo e bombas, que guardava em sua casa», foi condenado a doze anos de prisão no degredo e multa de vinte mil escudos, ficando à disposição do Governo. Interpôs recurso, mas o mesmo Tribunal, reunido em 30/08/1934, manteve a sentença. Em Janeiro de 1935, quando se encontrava internado no Hospital Militar de Angra do Heroísmo, requereu ao Ministério do Interior a sua transferência para um hospital de Lisboa, a fim de ser operado. Embora aquele tenha deferido o requerimento, o Ministério da Guerra não terá autorizado a sua deslocação para um hospital do continente. Quatro meses depois, em 20/05/1935, quando ainda se encontrava no Hospital Militar de Angra, seria operado de urgência ao fígado. Nas anotações que constam do Registo Geral de Presos, e noutra documentação após o seu falecimento, é dado a entender que o preso não seguiu para Lisboa por a operação já ter sido feita em Angra do Heroísmo: no entanto, o pedido e autorização do ministro do Interior, bem como a solicitação ao Ministério da Guerra para promover o seu regresso ao Continente, datam de janeiro de 1935, enquanto a intervenção cirúrgica só se deu em maio. Durante o ano de 1935, foi mantida regular troca de informações entre o Ministério do Interior, o da Guerra e a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, sendo que, em 24/06/1935, em Ofício Confidencial, o Ministério da Guerra informava que o preso, internado no Hospital Militar de Angra, estava em em condições de fazer qualquer viagem. Solicitou ao Ministro do Interior, em 15/07/1935, «que lhe seja dada por expiada a pena a que foi condenado pelo Tribunal Militar Especial, alegando, entre outros motivos, o da falta de saúde e o de ter dado a sua adesão à União Nacional, por declaração que foi enviada oficialmente pelo Comando Militar dos Açores ao Ministério do Interior». Tal pretensão foi negada pela PVDE em 14/08/1935 e, apesar dos graves problemas hepáticos, seguiu em 23/10/1936  seguiu para o Campo de Concentração do Tarrafal. A sua mãe enviou, em 28/07/1938, uma carta datilografada ao ministro do Interior a solicitar a libertação do filho, assinando-a como Felisbela Rodrigues de Sousa. Nela, invocava os 15 anos de trabalho na Casa da Moeda, «sempre com exemplar comportamento», atribuía a culpa de deter explosivos a um colega de trabalho, descrevia o seu estado de saúde, tendo sentido «os primeiros ataques de fígado no campo de concentração de Angra do Heroísmo» e, por fim, referia, que «está filiado na União Nacional, adesão que meu filho fez gostosamente quando para tal foi falado». Nesta carta de súplica para que «restitua a uma pobre velha a alegria que há tanto perdeu», a mãe refere-se  a Angra do Heroísmo como um campo de concentração, o mesmo fazendo para «o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde», para onde o filho foi enviado e onde «vive no desesperante receio de uma biliosa, de que já teve sintomas, ou, o que é pior, da perniciosa» (Carta ao ministro do Interior, datada de 28/07/1938). Jaime da Fonseca e Sousa Faleceu no Campo de Concentração do Tarrafal em 07-07-1940, após alguns dias em coma. A crueldade das autoridades policiais e militares do fascismo português sobressai nos tormentos deliberadamente infligidos a Jaime da Fonseca e Sousa, apesar das diferentes diligências e súplicas da sua mãe, levando-os ao seu falecimento precoce.]

01748. Manuel Francisco da Silva [1932]

["O Manuel Pedreiro". Lisboa ou Seixal, c. 1900. Pedreiro. Filiação: Mariana do Rosário, Francisco Manuel da Silva. Solteiro. Residência: Quinta Manuel Gil - Palma de Baixo. Preso em 25/04/1932, por pertencer à Célula 21 do Comité de Zona N.º 4 do Partido Comunista e estar envolvido do 1.º de Maio, experimentando explosivos e bombas na Serra de Monsanto. Deportado para Angra do Heroísmo em 19/11/1933 e julgado pelo TME/Açores em 24/08/1934, seria condenado a 14 anos de degredo, com prisão nesse local. Interpôs recurso, mas o TME, reunido em 30/08/1934, manteve a pena. Faleceu em Angra em 24/08/1941, «vítima duma congestão pulmonar».]

01749. Jaime Tiago [1931, 1932]

[Jaime Tiago || F. 19/05/1925 || ANTT || PT-TT-PIDE-Policias-Anteriores-1-NT-8902]

[Pampilhosa da Serra, 1899. Litógrafo da Casa da Moeda. Filiação: Delfina de Jesus. Solteiro. Residência: Rua da Moeda, 15 - Lisboa. Desenvolveu intensa atividade sindical durante a 1.ª República, nomeadamente no âmbito da Confederação Geral do Trabalho. Representou-a em ações do 1.º de Maio - 1923 (Leiria), 1924 (Sines), 1925 (Ervedal – Estremoz) e 1926 (Peniche) - e participou no IV Congresso Operário Nacional, realizado em Santarém, entre os dias 23 e 27 de Setembro de 1925. Preso em maio de 1925. Tornou-se, provavelmente no início da década de 1930, militante do Partido Comunista: integrou o Comité de Zona N.º 1, tornou-se membro do Comité Regional de Lisboa, onde tinha a cargo a agitação e propaganda. Terá sido preso em agosto de 1931. 

[Jaime Tiago || F. 04/08/1931 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

Esteve ativamente envolvido nos preparativos do 1.º de Maio de 1932, onde se previa a utilização de explosivos. Preso em 21/05/1932, «por estar envolvido em trabalhos de organização comunista, ser portador de bombas explosivas e detentor de material para o fabrico de outras e de duas pistolas». Foram-lhe, então, apreendidos o arquivo do Comité Regional de Lisboa, onde era o principal responsável devido a prisões de outros elementos. Deportado para Angra do Heroísmo em 19/11/1933 . Julgado em 18/08/1934 pelo TME, seria condenado em doze anos de degredo, com prisão no local, e multa de vinte mil escudos, ficando, depois, à disposição do Governo. Transferido, em 23/10/1936, para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde foi punido com dias de internamento na “frigideira”, integrou a Organização Comunista Prisional e, devido a divergências, transferiu-se para o grupo dos comunistas afastados. Passou, em 31/12/1945, para a tutela do Ministério de Justiça. Em janeiro de 1946, subscreveu a exposição dirigida por presos políticos no Tarrafal à Comissão Executiva do Movimento de Unidade Democrática (MUD), onde se saúda e apoia as resoluções tomadas na sessão de Outubro de 1945. Por sentença do Tribunal de Execução das Penas, datada de 13/08/1948, foi-lhe concedida liberdade condicional por quatro anos mediante o cumprimento de determinadas condições, nomeadamente a de fixar residência em casa da mulher e do sogro. Obteve a liberdade definitiva em 28/07/1952.]

[João Esteves]

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

[2261.] JOSÉ MANUEL SARAIVA DE AGUIAR [I] || PRESO DUAS VEZES, DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO (1935 - 1943)

* JOSÉ MANUEL SARAIVA DE AGUIAR *
[1896 - ?]

Alfaiate, preso por duas vezes, a primeira por ser anarquista e, depois, enquanto activista comunista, José Manuel Saraiva de Aguiar permaneceu encarcerado mais de treze anos, sete e meio dos quais deportado em Angra do Heroísmo (Dezembro de 1935 - Julho de 1943).

[José Manuel Saraiva de Aguiar || 03/08/1932 || ANTT || Livro de Cadastrados 3 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Ana da Conceição Saraiva e de Fortunato José de Aguiar, José Manuel Saraiva de Aguiar terá nascido em 1896, em Vila Nova de Foz Côa.

Preso em 26 de Maio de 1927, «por ser anarquista, constando o seu nome de uma relação da União Anarquista Portuguesa» [Processo 3115], só saiu em liberdade em 1 de Junho de 1928 [ANTT, Cadastro Político 1190].

Quatro anos depois, em 26 de Junho de 1932, voltou a ser preso, desta vez acusado de «fazer parte das "brigadas de choque" do Partido Comunista Português».

[José Manuel Saraiva de Aguiar || ANTT || Livro de Cadastrados 3 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

O seu Cadastro Político, inicialmente da autoria da Polícia Internacional Portuguesa, tanto enquadra a sua actividade enquanto simpatizante do Partido Comunista, como refere a sua militância no âmbito da Célula N.° 5, integrando o Comité de Zona N.° 1, com Afonso Henriques Ventura, Francisco Campos e Jaime Tiago.

Teria passado para a Célula N.° 12, controlaria as Células Números 1, 3, 18 e 19 e faria parte do Comité Regional de Lisboa, enquanto representante do Comité de Zona N.° 1, reunindo-se aquele muitas vezes em sua casa.

Utilizando o pseudónimo "Morgado", mantinha contactos regulares com Júlio César Leitão [Célula 3 do Comité de Zona N.° 1], Manuel Alpedrinha e Manuel Francisco Roque Júnior. Na sequência da prisão de vários militantes comunistas na Serra de Monsanto, em 24 de Abril de 1932, José Manuel Saraiva de Aguiar participou em reuniões com o fim de serem reorganizadas as "brigadas de choque", debilitadas pela intervenção policial, e preparar a jornada do 1.º de Maio.

Nesse propósito, bem como o de retomar o fabrico de bombas, reuniu-se ou encontrou-se, em momentos diferentes, com Afonso Henriques Ventura, António Manuel Castilho da Cunha Belém, Francisco Campos, Francisco Rodrigues [filiado 51 da Célula 5], Jaime Tiago, Manuel Francisco Roque Júnior, Raúl Maneta, entre outros.

Preso Jaime Tiago, é afirmado pela PIP que José Manuel Saraiva de Aguiar retirou da sua casa todo o arquivo do Comité Regional, havendo, no entanto, outras fontes que referem que aquele foi mesmo apreendido.

Considerado como tendo uma «actividade extraordinária e extremamente perigoso», foi determinado por despacho do Ministro do Interior [Albino dos Reis], de 10 de Agosto de 1932, a sua deportação para Timor ou Cabo Verde [Processo 460/SPS].

Em resposta ao requerimento de José Manuel Saraiva de Aguiar solicitando a restituição à liberdade, o Ministro do Interior deliberou, por despacho de 19 de Janeiro de 1933, o respectivo julgamento pelos Tribunais Especiais, o que sucedeu em 21 de Novembro de 1934.

[José Manuel Saraiva de Aguiar || ANTT || RGP/243 || PT-TT-PIDE-E-010-2-243_m0091]

Condenado a 10 anos de prisão em degredo, ficando, depois, à disposição do Governo [Processo 14/933 do TME], interpôs recurso dessa sentença, tendo o TME de 28 de Novembro anulado o primeiro julgamento.

[José Manuel Saraiva de Aguiar || ANTT || RGP/243 || PT-TT-PIDE-E-010-2-243_m0091]

No entanto, o TME, em julgamento de 4 de Dezembro de 1935, voltou a condená-lo mantendo a primeira decisão [Processo 14/933 do TME]. A pesada pena a que foi condenado terá, ainda, a ver com o facto de ser acusado de, juntamente com Francisco Campos e Jaime Tiago, ter planeado atentados pessoais contra o Ministro das Finanças [António de Oliveira Salazar] e o Capitão Baleizão do Passo.

Na Biografia Prisional inscrita no Registo Geral de Presos, há a anotação de ter ido para o Aljube em 20 de Outubro de 1934 e, em 19 de Dezembro, enviado para Peniche.

Voltou ao Aljube em 10 de Dezembro de 1935, embarcando, em 18 de Dezembro, para Angra do Heroísmo, de onde regressou em 9 de Julho de 1943 para dar entrada em Peniche.

Abrangido pela amnistia e indulto de 18 de Outubro de 1945, José Manuel Saraiva de Aguiar foi libertado em 1 de Novembro.

NOTA: Atenção ao uso indevido das imagens sem a devida autorização do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 1190 [José Manuel Saraiva de Aguiar / PT-TT-PIDE-E-001-CX12_m0299, m0299a, m0299b, m0299c].

ANTT, Registo Geral de Presos 243 [José Manuel Saraiva de Aguiar / PT-TT-PIDE-E-010-2-243].

[João Esteves]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

[2048.] ANTÓNIO DAS NEVES [I] || MILITANTE COMUNISTA - PRESO POLÍTICO (1931 - 1934)

* ANTÓNIO DAS NEVES *
[1899 - ?]

MILITANTE COMUNISTA || PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DA CLASSE DOS CAIXEIROS DE LISBOA || PRESO POLÍTICO (1931 - 1934)

[ANTT || Fotografia 1929 || 03/08/1932 || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Maria Assunção e de Evangelino das Neves, António das Neves terá nascido em 1899, em Lisboa.

Caixeiro, a residir na Calçada de Santana nº 59 - 3.º, foi preso em 10 de Novembro de 1931 pela Secção de Justiça e Informações do Comando da PSP «por ser figura marcante no meio comunista», sendo, ainda, o Presidente da Direcção da Classe dos Caixeiros de Lisboa [ANTT, Cadastro Político 4261].

Libertado em 13 de Janeiro de 1932 [Processo 142], voltou a ser novamente preso em 13 de Junho do mesmo ano, acusado de ser «o filiado nº 127 da Célula 18 do Comité de Zona Nº 1, do Partido Comunista Português» [Cadastro Político].

[ANTT || Fotografia 1929 || 03/08/1932 || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Mais uma vez, António das Neves é referido como Presidente da Associação de Classe dos Caixeiros, tendo por Vice-Presidente Manuel Pilar Coelho, membro da Direcção do Partido Comunista e, segundo João Arsénio Nunes, o principal impulsionador da sua reorganização a partir da conferência de Abril de 1929.

No âmbito das suas actividades naquela Associação, cuja Direcção «é toda simpatizante comunista e tem como divisa a de Carlos Marx "Proletários de todos os países, Uni-vos"» [Cadastro Político], terá convidado Manuel Alpedrinha [Manuel Augusto da Rosa Alpedrinha, RGP/137] para leccionar Português, Geografia e Economia nos cursos que ali funcionavam.

Enquanto caixeiro, recebia na loja onde estava empregado diversa correspondência partidária, levantada, entre outros, por Jaime Tiago [RGP/76].

Nas declarações prestadas à Polícia Política, António das Neves terá referido, entre outras informações, que fora convidado por Manuel Alpedrinha para integrar o Secretariado Político do Partido Comunista, o que recusara; sabia que aquele camarada, José de Sousa e Manuel Francisco Roque Júnior [RGP/13641] eram procurados, dando, por várias vezes, abrigo a este último; que a sede clandestina estaria instalada em casa do alfaiate Crescêncio Teixeira [Artur Gomes Crescêncio Fernandes Teixeira, RGP/671]; e que manteve contactos para a comemoração do 1.º de Maio, nomeadamente com Jaime Tiago, Saraiva de Aguiar [José Manuel Saraiva de Aguiar, RGP/243] e um tal Vaquinhas.

[ANTT || Fotografia 1929 || 03/08/1932 || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Por tudo isto, e porque estava iminente a adesão da Classe dos Caixeiros à Comissão Sindical segundo documentos apreendidos noutras circunstâncias, António das Neves foi considerado «elemento activo e perigoso» [Cadastro Político; Processo 460].

Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 21 de Novembro de 1934, aquele considerou «em dar como não provado o crime em que o epigrafado era acusado» e absolveu-o, sendo António dasNeves libertado nesse mesmo dia. 

NOTA: Atenção ao uso indevido das imagens sem a devida autorização do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 4261 [António das Neves / PT-TT-PIDE-E-001-CX06_m0842, m0842a, m0842b].
ANTT, Livro de Cadastrados - 3, Fotografia 1929 [António das Neves / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903_m0025].

[João Esteves]