[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sexta-feira, 17 de maio de 2024

[3418.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCIII

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCIII *

01797. Herculano Ferreira Nunes [1933]

[Lisboa, c. 1911. Chofer. Filiação: Estefânia de Jesus, Eduardo Nunes. Casado. Residência: Rua Sebastião Saraiva Lima, 24. Preso pela SPS/Lisboa em 26/11/1933; libertado em 27-28/11/1933.]

01798. José António/António José Novais Temudo [1933]

[Deu entrada preso na SPS/Porto em 26-27/11/1933. Libertado do Aljube local pela SPS/Porto em 15-16/12/1933.]
[alterado em 20/05/2024]

01799. Fernando Viterbo de Campos Barbosa [1933]

[Lisboa, c. 1906. Contabilista / guarda-livros. Filiação: Amélia Viterbo de Campos Barbosa, João Augusto Barbosa. Solteiro. Residência: Bairro Clemente Vicente, 22. Andava fugido à Polícia desde, pelo menos, outubro de 1932, «por estar envolvido na organização comunista», sendo «um dos mais antigos filiados no Partido Comunista, filiação esta que data de 1921». Preso em 23/08/1933, «por fazer parte do Comité Central Executivo da Seção Portuguesa do Socorro Vermelho Internacional» e manter atividade partidária no Partido Comunista. Transferido, em 27/11/1933, da 1.ª esquadra para o Aljube. Julgado pelo TME em 22/01/1934, seria condenado a 18 meses de prisão correcional. Autor, com José de Oliveira Calvário, de um Boletim Inter-prisional feito clandestinamente no Aljube. Transferido, em 17/08/1934, para Peniche. Libertado de Peniche em 08/02/1935, por ter terminado a pena imposta pelo TME.]

[Fernando Viterbo de Campos Barbosa || 1935_02_09 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-54-492_c0002]

[Fernando Viterbo de Campos Barbosa || 1935_02_11 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-54-492_c0001]

01800. Joaquim Ferreira [1933]

[Deu entrada na SPS/Porto em 28-29/11/1933. Libertado do Aljube local pela SPS/Porto em 15-16/12/1933.]
[alterado em 20/05/2024]

01801. Abel da Silva [1933]

[Abel da Silva.
Deu entrada na SPS/Porto em 28-29/11/1933. Transferido para as prisões do Aljube/Porto. Por se encontrar doente, transitou, em 08-09/12/1933, do Aljube local para o Hospital de Santo António.]
[alterado em 17/05/2024]
[alterado em 19/05/2024]

01802. Fernando de Oliveira Carneiro [1933]

[Levado de Braga, deu entrada na SPS/Porto em 28-29/11/1933. Transitou, em 08-09/12/1933, para as prisões do Aljube local. Libertado das prisões do Aljube/Porto em 25-26/12/1933.]
[alterado em 19/05/2024]
[alterado em 24/05/2024]

01803. João Júlio Barreiro Cardoso [1933]

[Levado de Braga, deu entrada na SPS/Porto em 28-29/11/1933. Transitou, em 08-09/12/1933, para as prisões do Aljube local. Libertado das prisões do Aljube/Porto em 25-26/12/1933.]
[alterado em 19/05/2024]
[alterado em 24/05/2024]

[João Esteves]

terça-feira, 28 de julho de 2020

[2399.] ANTÓNIO BATISTA [I] || PRESO EM 1932, 1937 e 1939 - DEPORTADO PARA O TARRAFAL

* ANTÓNIO BATISTA *
[27/03/1909 - ?]

Preso por diversas vezes, António Batista terá tido, nos anos 30, papel importante na entrada e saída do país de clandestinos do Partido Comunista, até devido à sua profissão de marítimo, tendo sido deportado para o Tarrafal em Setembro de 1939.

[António Batista || 15/09/1939 || ANTT || RGP/7076 || PT-TT-PIDE-E-010-36-7076]

Filho de Rosa Gracinda e de Jacinto Batista, António Batista nasceu em 27 de Março de 1909, na Guarda.

Quando era serralheiro mecânico com residência em Lisboa, na Rua Garibaldi, foi preso em 1 de Dezembro de 1932 na fronteira de Elvas quando vinha de Badajoz, «por suspeita de ter entendimentos com emigrados políticos em Madrid, sendo portador de algumas cartas de apresentação para os mesmos quando foi de Portugal para ali» e entregue, no dia 4, pela Secção Internacional à Secção Política e Social. Como não se tivesse provado se «aquelas cartas tratavam de assuntos revolucionários ou se era apenas para [...] arranjar trabalho» [v. Processo 580], António Batista saiu em liberdade em 8 de Dezembro, por ter sido abrangido pela amnistia decretada três dias antes. 

Cinco anos depois, em 1 de Junho de 1937, quando estava referenciado como marítimo a viver na Rua dos Prazeres - 73, foi preso e entregue pelo Comando da PSP de Lisboa à Secção Política e Social da PVDE, por ter dado a guardar num estabelecimento de vinhos um embrulho que continha exemplares do jornal Avante!. Este, ter-lhe-ia sido entregue por um amigo tipógrafo a fim de fazer o envio, para o estrangeiro, de cartas e envelopes que nele se encontravam.

Recolheu à 1.ª Esquadra e foi libertado em 03 de Julho de 1937 [Processo 3068/SPS]. 

[António Batista || 15/09/1939 || ANTT || RGP/7076 || PT-TT-PIDE-E-010-36-7076]

Em 12 de Abril de 1939, António Batista estava preso na Cadeia de Monsanto, tendo sido posto à disposição da PVDE dois dias depois, «a fim de ser ouvido num processo em curso», em que era acusado por Tomás Simões Negócio de ser o elemento encarregado de arranjar embarques clandestinos. Ficou em regime de incomunicabilidade na Cadeia do Aljube [Processo 383/939 da SPS; Processo 428/39] e, em 15 de Maio, foi devolvido à Direcção das Cadeias Civis por já não interessar à PVDE. 

[António Batista || 15/09/1939 || ANTT || RGP/7076 || PT-TT-PIDE-E-010-36-7076]

Preso pela SPS da PVDE em 28 de Junho de 1939, recolheu a uma esquadra incomunicável e seguiu para o Aljube em 26 de Julho: possuía, então, uma credencial da Secção Portuguesa do Partido Comunista dactilografada em francês e que lhe teria sido entregue há cerca de seis anos, sendo suspeito de há muito integrar o aparelho de embarques, ou seja, «recebia e embarcava clandestinamente extremistas fugidos à acção desta Polícia» [Processo 791/39]. 

Deportado para o Tarrafal em 19 de Setembro de 1939, tendo integrado a 7.ª Leva, juntamente com Herculano Jorge Bragança, Joaquim Ferreira e Sebastião Viola Júnior, aí permaneceu mais de cinco anos.

Abrangido pela amnistia de 18 de Outubro de 1945, regressou a Lisboa no paquete Guiné em 1 de Fevereiro de 1946.

  [João Esteves]