[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
Mostrar mensagens com a etiqueta Rafael Soares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rafael Soares. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de janeiro de 2018

[1700.] OUTROS OLHARES SOBRE A GRANDE GUERRA [II] || VILA FRANCA DE XIRA

* EXPOSIÇÃO NO CELEIRO DA PATRIARCAL || VILA FRANCA DE XIRA *


Não percam a excelente Exposição evocativa da Grande Guerra de 1914-1918 organizada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira no Celeiro da Patriarcal.

Sóbria, cativante e didáctica, surpreende pelas opções museológicas e selecção de materiais inéditos escolhidos, fruto do rigoroso e exaustivo trabalho de investigação dos responsáveis, sendo a Curadoria de Cláudia Camacho, também autora do Conceito Expositivo.

Os desenhos da frente de batalha da autoria de José Joaquim Ramos, pouco conhecidos, o Saco de Despiolhamento, o retrato de Reynaldo dos Santos por Columbano Bordalo Pinheiro e os rostos dos soldados vilafranquenses merecem, tal como a restante Exposição, olhar atento.

Também o Catálogo e o Folheto da Exposição constituem dois preciosos documentos a não perder! Trata-se, mesmo, de "Outros olhares sobre a Grande Guerra".


O meu muito obrigado a Anabela Nunes Fernandes, Bárbara Pereira, Maria Adelaide Cruz, Maria João Martinho, Pedro Carrasco e Rafael Soares por me associarem, assim como Natividade Monteiro, ao Colóquio ali realizado sob o tema "O papel da mulher na Grande Guerra" e pela forma calorosa como por todos fomos acolhidos.

[João Esteves]

domingo, 14 de janeiro de 2018

[1697.] OUTROS OLHARES SOBRE A GRANDE GUERRA [I] || VILA FRANCA DE XIRA

* EXPOSIÇÃO OUTROS OLHARES SOBRE A GRANDE GUERRA ||  CICLO DE CONFERÊNCIAS

* O PAPEL DA MULHER NA GRANDE GUERRA || 19 DE JANEIRO DE 2018 || 18H30 || CELEIRO PATRIARCAL (VFX) *

"A GUERRA, A NEUTRALIZAÇÃO DOS FEMINISMOS REIVINDICATIVOS E O TRIUNFO DO FEMINISMO NACIONALISTA OU O DECLÍNIO DOS FEMINISMOS DA 1.ª VAGA"


Embora o feminismo nacionalista tenha servido para valorizar a importância social e económica das mulheres em tempos de crise, também contribuiu para atenuar o papel das organizações feministas como grupo de pressão, esvaziando-as num contexto de unidade nacional em que a “Pátria” se sobrepunha a todas as possíveis reivindicações. 

De certa forma, aquele consubstanciava o triunfo momentâneo das ideias hegemónicas de Ana de Castro Osório em relação às restantes feministas, não mais voltando a destacar-se enquanto líder feminista, visível na sua não participação nos eventos da década de 20. 

Só que, ao contrário do próprio discurso histórico e político, a Guerra acabou por não contribuir de forma (tão) expressiva para a emancipação da mulher. 

O que se impôs foi o regresso ao lar, ainda que em novos moldes, ficando a memória dos heróis e dos mortos... masculinos: “O final da guerra mostrará quão frágeis foram as suas conquistas, quão conservadora é a guerra em matéria de relação entre os sexos e até que ponto se pôde fazer regressar as mulheres ao lar e às tarefas do seu sexo”. 

Portugal não constituiu, nem podia constituir, excepção!