[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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terça-feira, 26 de março de 2024

[3374.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCLIX

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCLIX *

01533. Manuel Sousa Lopes [1933]

[Deu entrada na Delegação do Porto da Seção Política e Social em 17/10/1933. Transferido, em 19-20/10/1933, para o Aljube do Porto.]
[alterado em 28/03/2024]

01534. Henrique Pereira Maia [1930, 1933]

[Freguesia de Massarelos - Porto, c. 1903. Empregado da Câmara Municipal de Lisboa. Filiação: Augusta Alves, Godofredo Exposto. Solteiro. Rua Gomes Freire, 22 - Porto. Preso pela Polícia de Informações do Porto por fazer parte de um grupo de manifestantes que, no dia 5 de outubro de 1930, «andou pelas ruas do Porto dando vivas subversivos e morras à atual Situação» [Processo 4697-J]. Libertado em 17/10/1930. Deu entrada na Delegação do Porto da Seção Política e Social em 17/10/1933 e transferido, em 19-20/10/1933, para o Aljube local. Libertado das prisões do Aljube/Porto em 25-26/12/1933.]
[alterado em 28/03/2024]
[alterado em 24/05/2024]

01535. João Paulino de Sousa [1927, 1930, 1933, 1940]

[João Paulino de Sousa || F. 13/07/1940 || RGP/12475 || PT-TT-PIDE-E-010-63-12475]

[João Paulino de Sousa.
Serra d´El-Rei - Peniche, 03/03/1906. Empregado de Comércio. Filiação: Maria Paulina, Adriano de Sousa. Casado. Residência: Freguesia de S. Pedro - Torres Vedras. Quando soldado, terá participado na revolução de fevereiro de 1927, tendo estado preso no Forte de São Julião da Barra. Foi-lhe, então, apreendida uma carta "na qual ele fazia várias disposições, no caso de morrer numa próxima revolução". Preso em 30/04/1930, "por tentar dar fuga a Edmundo Gonçalves na ocasião em que este foi preso". Deu entrada na Delegação do Porto da Seção Política e Social em 17/10/1933 e transferido, em 19-20/10/1933, para o Aljube local. Terá partido para Espanha e seria preso em 04/07/1940, em Vilar Formoso, por "ser combatente nos marxistas espanhóis". Enviado para a cadeia daquela localidade e levado, em 13/07/1940, para a sede da PVDE, deu entrada no Aljube e, depois, foi sendo sucessivamente transferido para Caxias (21/12/1940), novamente Aljube (06/02/1941), Caxias (13/03/1941) e Peniche (04/08/1941). Embarcou para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, em 04/09/1941. Libertado em 01/01/1946, por ter sido abrangido pela amnistia de 05/12/1932. Regressou em 01/02/1946, no vapor "Guiné".]
[alterado em 28/03/2024]
[alterado em 11/03/2025]

01536. António Borges Clemente [1933]

[Coimbra, c. 1910. Tipógrafo em Coimbra. Filiação: Maria Clemente, António Clemente. Preso no Porto quando tinha 23 anos, por estar envolvido na impressão de alguns números do jornal republicano clandestino "A Verdade". A detenção deveu-se ao agente da PSP de Coimbra, e colaborador da Polícia Política, Artur da Costa ("o 11"), que o seguira. Deu entrada na Delegação do Porto da Seção Política e Social em 17/10/1933 e transferido, em 24/10/1933 para o Aljube local. Transferido do Aljube do Porto para Peniche, a fim de ser deportado para Angra. Integrou a leva de 143 presos políticos que, em 19/11/1933, embarcou no vapor "Cuanza" com destino à Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, onde chegou a 22/11/1933. Torturado e espancado, tal como os outros tipógrafos, foi julgado em 27/08/1934 e condenado a 420 dias de prisão e perda dos direitos políticos por cinco anos. Saiu em liberdade em 09/01/1935, já depois de ter cumprido a pena a que fora condenado. Na sequência deste mesmo processo envolvendo o jornal "A Verdade", foram presos na mesma altura, entre outros: António Maria de Oliveira (tipógrafo); António Maria Malva do Vale (médico); Henrique José Pereira de Matos (aprendiz); João da Silva (escultor, cunhado de António Sérgio); os irmãos José, Jaime e Mário Gomes dos SantosManuel Pereira Júnior (servente); Manuel Reis Gomes; e Neves Rodrigues.]
[alterado em 28/03/2024]
[alterado em 10/05/2024]

[António Borges Clemente || 15/12/1934 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-430_c0006]


[António Borges Clemente || 15/12/1934 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-430_c0004/0005]

[António Borges Clemente || 17/12/1934 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-430_c0008]

[António Borges Clemente || 19/12/1934 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-430_c0007]

[António Borges Clemente || 24/12/1934 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-430_c0003]

[António Borges Clemente || 10/01/1935 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-430_c0002]

[António Borges Clemente || 12/01/1934 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-430_c0001]

[João Esteves]

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

[1719.] ANTÓNIO MARIA DE OLIVEIRA [I]

* ANTÓNIO MARIA DE OLIVEIRA || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO *

Filho de Maria Nunes e de José de Oliveira, António Maria de Oliveira nasceu em Coimbra por volta de 1897, já que foi preso com 36 anos, em 1933.

Tipógrafo em Coimbra, foi detido por estar envolvido na impressão de alguns números do jornal republicano clandestino A Verdade na tipografia de Manuel Reis Gomes, situada na Rua da Sofia, 116 [Alberto Vilaça, "O jornal republicano clandestino A Verdade", Revista de História das Ideias, 23, 2002]. 


Tal como o tipógrafo António Borges Clemente, envolvido no mesmo processo, foi levado para o Aljube e, depois, para Peniche. 

Fez parte da leva de 143 presos políticos que, em 19 de Novembro de 1933, embarcou no vapor Quanza com destino à Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, onde chegou a 22.

Julgado em 27 de Agosto de 1934, foi condenado a 430 dias de prisão e perda dos direitos políticos por cinco anos.

Libertado em 9 de Janeiro de 1935, já depois de ter concluído a pena.

[ANTT || RGP/11]

Na sequência deste mesmo processo envolvendo o jornal A Verdade, foram presos na mesma altura, entre outros: Manuel Reis Gomes, também ele deportado e vários anos encarcerado; João da Silva (escultor, cunhado de António Sérgio); António Maria Malva do Vale (médico); Neves Rodrigues; António Borges Clemente (tipógrafo); Henrique José Pereira de Matos (aprendiz); Manuel Pereira Júnior (servente); e os irmãos Jaime Gomes dos Santos, Mário Gomes dos Santos e José Gomes dos Santos (deportado para Angra do Heroísmo, voltaria a suceder o mesmo anos depois). 

Fontes: ANTT, RGP/11; Alberto Vilaça, "O jornal republicano clandestino A Verdade", Revista de História das Ideias, 23, 2002; Alberto Vilaça, Resistências Culturais e Políticas nos Primórdios do Salazarismo, Campo das Letras, 2003.

[João Esteves]

sábado, 27 de janeiro de 2018

[1708.] ANTÓNIO BORGES CLEMENTE [I] || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO EM 19/11/1933

* ANTÓNIO BORGES CLEMENTE || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO *

Filho de Maria Clemente e de António Clemente, António Borges Clemente nasceu em Coimbra por volta de 1910.

Tipógrafo em Coimbra, terá sido preso em Outubro de 1933, com 23 anos, por estar envolvido na impressão de alguns números do jornal republicano clandestino A Verdade na tipografia de Manuel Reis Gomes, situada na Rua da Sofia, 116 [Alberto Vilaça, "O jornal republicano clandestino A Verdade", Revista de História das Ideias, 23, 2002]. 



Preso no Porto pelo agente da PSP de Coimbra e colaborador da Polícia Política Artur da Costa ("o 11"), que o seguira.

Levado para o Aljube e, depois, para Peniche, fez parte da leva de 143 presos políticos que, em 19 de Novembro de 1933, embarcou no vapor Quanza com destino à Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, onde chegou a 22.

[ANTT || RGP 2]

Torturado e espancado, tal como os outros tipógrafos, foi julgado em 27 de Agosto de 1934 e condenado a 420 dias de prisão e perda dos direitos políticos por cinco anos.

Saiu em liberdade em 9 de Janeiro de 1935, já depois de ter cumprido a pena a que fora condenado.

Na sequência deste mesmo processo envolvendo o jornal A Verdade, foram presos na mesma altura, entre outros: Manuel Reis Gomes, também ele deportado e vários anos encarcerado; João da Silva (escultor, cunhado de António Sérgio); António Maria Malva do Vale (médico); Neves Rodrigues; António Maria de Oliveira (tipógrafo); Henrique José Pereira de Matos (aprendiz); Manuel Pereira Júnior (servente); e os irmãos Jaime Gomes dos Santos, Mário Gomes dos Santos e José Gomes dos Santos (deportado para Angra do Heroísmo, voltaria a suceder o mesmo anos depois). 

Fontes: ANTT, RGP 2; Alberto Vilaça, "O jornal republicano clandestino A Verdade", Revista de História das Ideias, 23, 2002; Alberto Vilaça, Resistências Culturais e Políticas nos Primórdios do Salazarismo, Campo das Letras, 2003.

[João Esteves]