[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 26 de julho de 2020

[2395.] A CONDIÇÃO DA MULHER PORTUGUESA [I] || COLÓQUIO (1967)

* A CONDIÇÃO DA MULHER PORTUGUESA *
[25 DE NOVEMBRO DE 1967]

[A Condição da Mulher Portuguesa || Editorial Estampa || 1968 (1.ª edição)]

Em 25 de Novembro de 1967, no dia em que um violento temporal afectou a região de Lisboa, originando cheias que provocaram centenas de mortes, realizou-se um Colóquio sobre "A Condição da Mulher Portuguesa" organizado por Urbano Tavares Rodrigues.

Intervieram Agustina Bessa-Luís, Augusto Abelaira, Isabel da Nóbrega, Isabel Martins [Isabel Barreno], Maria da Conceição Homem de Gouveia e Sousa, Natália Nunes e Sérgio Ribeiro [Sérgio Ferreira Ribeiro].

Os depoimentos, com apresentação de Urbano Tavares Rodrigues, foram publicados pela Editorial Estampa em 1968, integrados na Colecção Polémica por si dirigida. O livro foi reeditado em Março de 1972, tendo o apelido Martins sido substituído pelo Barreno [Maria Isabel Barreno de Faria Martins].



[A Condição da Mulher Portuguesa || Editorial Estampa || 1972 (2.ª edição)]

[João Esteves]

terça-feira, 18 de abril de 2017

[1575.] DICIONÁRIO DE HISTÓRIA DE PORTUGAL - O 25 DE ABRIL [I] || VOLUME 1

* O 25 DE ABRIL, O PERÍODO REVOLUCIONÁRIO E A DEMOCRACIA NO MASCULINO OU DA INVISIBILIDADE HISTORIOGRÁFICA DAS MULHERES *

[Figueirinhas || 2016]

Obra aliciante e oportuna, dirigida a todos quantos queiram reler, estudar, revisitar ou iniciar-se no período histórico entre 25 de Abril de 1974 e 28 de Junho de 1976, é constituída por 8 volumes em formato A5 e cerca de 800 verbetes, distribuídos por mais de centena e meia de colaboradores sob a coordenação de António Reis, Maria Inácia Rezola e Paula Borges Santos.

Sendo que um Dicionário constitui o resultado datado de opções metodológicas, historiográficas, ideológicas e, até, políticas, nunca é exaustivo e permite leituras e olhares diferenciados sobre o produto final.

E, numa primeira abordagem, há algo que se destaca no seu 1.º volume, datado de 2016 e formado pelas Letras A e B: dos 80 verbetes, apenas 4 são referentes a nomes femininos.

As contempladas são três escritoras (Sophia de Mello Breyner Andresen, Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa-Luís, Fiama Hasse Pais Brandão) e uma activista política, com percurso antifascista e após a revolução de 25 de Abril (Beatriz Magalhães Almeida Cal Brandão). 

Ou seja, as mulheres correspondem a 5% do total de entradas do 1.º Volume. 

Residual, demasiado residual, quando se sabe que elas tiveram papel activo nesse período histórico, dando continuidade a uma intervenção cada vez mais evidente durante a década de 60 e inícios dos anos 70.

Pode ser que os outros volumes invertam esta tendência.