[Cipriano Dourado]

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[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

[1937.] CLEMENTE SANCHES PARRACIAS [I] || DEPORTADO PARA ANGOLA E CABO VERDE

* CLEMENTE SANCHES PARRACIAS || DEPORTADO PARA ANGOLA (1927 - 1930), AÇORES, MADEIRA E CABO VERDE (1931 - 1932) *

[Clemente Sanches Parracias || Fotografia de 18/11/1927 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Teresa Sanches Parracias e de Alexandre Gonçalves Rocha, Clemente Sanches Parracias nasceu em 1893, em Nossa Senhora da Conceição - Novo Redondo (Angola).

Integrou o Corpo Expedicionário Português enquanto soldado do Regimento de Infantaria 14 e embarcou em 23 de Março de 1917. Nessa data, a mãe já tinha falecido e o parente mais próximo era a irmã Adelaide de Jesus Oliveira, residente em Terras de Bouro.

Em 6 de Novembro de 1927, quando tinha mais de 40 anos, foi preso por «conspirar contra a Ditadura Militar e por ter ligações revolucionárias com José dos Santos "O 90", Domingos Lopes Bibi e outros que fazem parte do grupo civil chefiado por António Silva» [ANTT, Cadastro Político 1906].

[Clemente Sanches Parracias || Fotografia de 18/11/1927 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Deportado para África nesse mesmo mês, em 15 de Novembro [Processo 3314], terá seguido para Angola.

Ao fim de quase três anos, «seguiu de Angola para os Açores a bordo do vapor "Mouzinho"».

Em 12 de Maio de 1931, embarcou no vapor João Belo «com destino a Cabo Verde, onde lhe foi fixada residência por ter tomado parte na Revolta da Madeira» [ANTT, Cadastro Político 1906].

[Clemente Sanches Parracias || Fotografia de 18/11/1927 || ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Por ter sido abrangido pela amnistia de 5 de Dezembro de 1932, regressou ao Continente, apresentou-se na Polícia Internacional Portuguesa em 17 de Janeiro de 1933 e foi residir para a Travessa das Trinas 16, em Lisboa.

NOTA: Atenção ao uso indevido das imagens sem a devida autorização do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Fontes: 
ANTT, Cadastro Político 1906 [Clemente Sanches Parrassias / PT-TT-PIDE-E-001-CX08_m0373, m0373a].
ANTT, Livro de Cadastrados, Fotografia 1804 [Clemente Sanches Parracias / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903_m0017].

[João Esteves]

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

[1726.] ANTÓNIO CARVALHO BRAGA [I]

* TENENTE || REVOLTA DOS DEPORTADOS (AÇORES) || 1931 *

Tenente do Quadro Auxiliar de Artilharia, natural da ilha de Santa Maria, António Carvalho Braga fez carreira militar nos Açores. 

Em 1931, quando era comandante do Forte de São Brás, em Ponta Delgada, aderiu à Revolta dos Deportados / Revolta das Ilhas contra a Ditadura Militar, tendo sido afastado do exército.


Filho de uma família humilde, António Carvalho Braga nasceu em 1 de Janeiro de 1885, na ilha de Santa Maria. Seguiu a carreira militar e, em 1922, atingiu o posto de Tenente. 

Segundo a nota biográfica inserida na Wikipédia, participou na criação do Albergue Nocturno (1921), e na Instituição de Beneficência Açoriana (1923), destacou-se pelo empenho em defesa dos mais desfavorecidos e colaborou nos periódicos "Diário de Angra" e "A União", e dirigiu "A Pátria" (1925), "Jornal das Ilhas" (1926-1927) e "Os Bandalhos" (1926), tendo assinado a maioria dos seus artigos sob o pseudónimo de "João das Ilhas".

Em Abril de 1931, aquando da Revolta dos Deportados, encontrava-se a prestar serviço na ilha de s. Miguel, sendo o comandante do Forte de São Brás de Ponta Delgada. Conhecido pelo seu republicanismo, aderiu àquele movimento contra a Ditadura Militar e, perante o seu fracasso, foi o último oficial daquele aquartelamento a render-se às tropas governamentais. 

Como consequência, foi-lhe fixada, "por motivos políticos" residência obrigatória no Distrito de Ponta Delgada [ANTT, Cadastro Político 4075]. Embora tenha sido abrangido pela amnistia de 5 de Dezembro de 1932, a sua carreira militar acabara aos 46 anos.

Maçon, integrou as Lojas «"Silêncio e Acção", cujos obreiros foram apanhados pela polícia, em plena reunião, em São Miguel (1933). Pertenceu ainda à Loja "8 de Abril", em Angra do Heroísmo, cujos integrantes eram, na sua maioria, saneados na sequência da Revolta dos Deportados» [Wikipédia].

Faleceu em 2 de Agosto de 1967, com 82 anos, em Água de Pau, constando o seu nome da toponímia da ilha de Santa Maria.

Fonte: ANTT, Cadastro Político 4075.

[João Esteves]