[Cipriano Dourado]

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[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quarta-feira, 1 de maio de 2019

[2129.] O CERCO À SEDE DA PIDE/DGS DE COIMBRA [I] || 26-30 DE ABRIL DE 1974

* O CERCO À SEDE DA PIDE/DGS DE COIMBRA || 26-30 DE ABRIL DE 1974 *

O cerco à sede da PIDE/DGS de Coimbra, situada na Rua Antero de Quental, feito pelos populares, iniciou-se em 26 de Abril e só terminou ao fim de quatro tensos dias, em 30 de Abril, quando à hora do almoço os agentes foram finalmente retirados da Rua Antero de Quental pelos militares e levados para Peniche.

[Lápis de Memórias || 2014]

Cronologia e fotografias recolhidas no livro A Força do Povo. O 25 de Abril em Coimbra, com texto de Victor Costa, imagens de Alexandre Ramires e edição de Lápis de Memórias [Abril de 2014]. 

1. O cerco à sede da PIDE/DGS, onde se encontravam barricados e armados os seus agentes, foi uma iniciativa popular e iniciou-se no dia 26 de Abril: por volta das 22 horas, a PSP cercou os populares. 

[Coimbra || 26/04/1974 || Polícia junto à sede da PIDE || Fotografia de Fátima Saraiva]

2. Na madrugada do dia 27 de Abril, os militares dirigiram-se, finalmente, para a sede da PIDE e «as forças policiais eclipsaram-se». 

[Coimbra || 27/04/1974 || Sede da PIDE/DGS ocupada pelos militares || Fotografia de Fernando Marques]

3. No dia 28 de Abril, chegou a Coimbra a força de paraquedistas comandada pelo tenente-coronel Rafael Durão, representante da Junta de Salvação Nacional.

4. No dia 29 de Abril, a sede da PIDE/DGS continuava sem ser tomada e cercada pelos populares.

[Coimbra || 29/04/1974 || Concentração junto à sede da PIDE/DGS || Fotografia de Fernando Marques]

5. No dia 30 de Abril, a concentração popular mantém-se.

[Coimbra || 30/04/1974 || Retirada da placa da sede da PIDE/DGS || Fotografia de Fernando Marques]

6. Finalmente, «pela hora de almoço do dia 30 de Abril, os pides são retirados pelos militares da sua sede na Rua Antero de Quental, e levados para Peniche. (Tinha valido a pena, pelos vistos, a nossa insistência junto de Rafael Durão). Só então terminou o cerco à Pide, que teve início no dia 26 de Abril, tendo terminado também o foco de tensão que ele significava e que durara três dias e meio».

[Coimbra || 30/04/1974 || Saída do director da PIDE || Fotografia de Fernando Marques]

[Coimbra || 30/04/1974 || Saída de agentes da PIDE || Fotografia de Fernando Marques] 

[João Esteves]

domingo, 19 de junho de 2016

[1497.] O 25 DE ABRIL EM COIMBRA [I]

* A FORÇA DO POVO. O 25 DE ABRIL EM COIMBRA *

|| TEXTO: VICTOR COSTA || IMAGENS: ALEXANDRE RAMIRES ||

|| COIMBRA || LÁPIS DE MEMÓRIA || 2014 ||


O 25 de Abril de 1974 foi uma conquista (e não uma dádiva).

Este livro de Victor Costa, embora comece a narrativa em 1969, com o fortalecimento do Movimento Democrático de Coimbra, é elucidativo quanto ao papel das forças progressistas para o fazer triunfar perante um poder consolidado e decidido a resistir.

Dado muito significativo é o cerco à sede da PIDE de Coimbra, feito pelos populares, ter começado em 26 de Abril e só ter terminado ao fim de quatro tensos dias, em 30 de Abril, quando à hora do almoço os agentes foram finalmente retirados da Rua Antero de Quental pelos militares e levados para Peniche.

Por aqui passa também a constituição dos novos poderes democráticos, nomeadamente na Universidade, na Cidade, na representação do Estado, nas Autarquias do Distrito.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

[0729.] JOSÉ GOMES DOS SANTOS [V]

* JOSÉ GOMES DOS SANTOS *
[1899-1991]
[Manifestação de 26/04/1974 - Coimbra,
in Victor Costa e Alexandre Ramires, A força do Povo. O 25 de Abril em Coimbra, Lápis de Memórias, 2014]
- MUD JUVENIL - 1946 -
[in Alberto Vilaça, O MUD Juvenil em Coimbra. História e estórias, Campo das Letras, 1998]


Na década de 1930, em parte devido ao caso que envolveu o jornal A Verdadeligado a Afonso Costa e com alguns números publicados clandestinamente e escondidos no armazém do pai [João Gomes Júnior, 0363], José Gomes dos Santos "passou" por Peniche (1933), Fortaleza de Angra do Heroísmo e Aljube (1939-1940), onde "conviveu" com Miguel Torga, de quem tinha toda a obra autografada e com dedicatória, caso raríssimo naquele autor. 

Alberto Vilaça descreveu, no seu livro À Mesa d'A Brasileira, a importância do relacionamento de José Gomes dos Santos com escritores, artistas e inteletuais.