[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

[1309.] ANTÓNIO MARIA CARNEIRO FRANCO (PAI) [I] || 1860 - 1923

* ANTÓNIO MARIA CARNEIRO FRANCO *

[04/03/1860 - 03/12/1923]

Natural de Vilar Maior, Concelho de Sabugal.

Casado com Lucinda Augusta Rodrigues [19/05/1866-13/03/1933], natural de Mortágua.

Pai de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886 - 1965], de António Maria Carneiro Franco [22/10/1895-26/05/1946] e de Aníbal Carneiro Franco [20/02/1903 - 08/10/1957], entre outros filhos.

Antigo Fiscal do Selo, foi assassinado em Coimbra, em 3 de Dezembro de 1923, segunda-feira, às cinco horas da tarde.

Tinha 63 anos.

[Gazeta de Coimbra || 04/12/1923]

domingo, 2 de novembro de 2014

[0827.] ANÍBAL CARNEIRO FRANCO [II]

* ANÍBAL CARNEIRO FRANCO *

[20/02/1903 - 08/10/1957]

Professor do Ensino Secundário particular.

Filho de António Maria Carneiro Franco [04/03/1860-03/12/1923] e de Lucinda Augusta Rodrigues [19/05/1866-13/03/1933], nasceu a 22 de Março de 1903 e terá falecido em 1956.


[Lucinda Augusta Rodrigues e António Maria Carneiro Franco]

Irmão de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886-1965], de Ivandro César Carneiro Franco [1889-1889], de Albano Carneiro Franco [n. 11/12/1892], de António Maria Carneiro Franco [22/10/1895-26/05/1946], de César Carneiro Franco [n. 14/04/1898-1980 (?)], de José Luís Carneiro Franco [14/09/1900-19/03/1969], de Virgínia Maria Carneiro Franco  [11/01/1905-29/07/1935] e de Amílcar Rodrigues Carneiro Franco [n. 12/03/1909], este último casado com Maria Amália Dias [Lourenço Marques, 16/12/1915 - Brasil, 26/03/2015].

Frequentou, na década de 1920, a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, leccionou no Colégio Portugal e, na década seguinte, empenhou-se na oposição local à ditadura.  

Preso em Coimbra a 9 de Setembro de 1936, com 33 anos de idade, por suspeita comunista e acusado de propaganda subversiva, tentativa de organização da Frente Popular naquela cidade e de receber listas para angariar donativos a favor dos antifascistas espanhóis.

Foram arguidos do mesmo processo [TT, PIDE/DGS, SC, PC 1184/36]: Albano Pires Fernandes Nogueira (despronunciado); António Mano Fernandes, estudante membro da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas que faleceu, a 30 de Janeiro de 1938, por falta de assistência médica, tendo sido transferido já moribundo de Peniche para os Hospitais Universitários de Coimbra; António Ventura (alfaiate); Augusto Serra (trabalhador jornaleiro); Fernando Lopes Graça; Jaime Augusto; Manuel Augusto de Oliveira (trabalhador jornaleiro); João José Lopes Farinha (despronunciado e que, posteriormente, se retratou da sua actuação política, declarando-se fiel à orientação política do Estado Novo); José Gomes dos Santos (empregado comercial); Manuel Nunes (trabalhador jornaleiro); Mário Freitas Morais (despronunciado); Raul Mariz Seabra.  

[Pormenor de um postal enviado à sobrinha no Natal de 1936]

Transferido para Caxias a 25 de Outubro de 1936.

[in Alberto Vilaça, Para a história remota do PCP em Coimbra 1921-1946, Edições Avante!, 1997]

Em 14 de Abril de 1937, foi condenado em tribunal a 22 meses de prisão correcional, restando cumprir 439 dias.

Transferido para o Forte de Peniche em 26 de Abril de 1937, sendo libertado na última semana de Junho de 1938.

[Aníbal Carneiro Franco e Maria Rodrigues]

Casou, posteriormente, em 17 de Abril de 1948, com Maria Rodrigues [Franco], viúva do irmão António Maria Carneiro Franco. Nascida a 29 de Maio de 1909, em S. Pedro do Sul, emigrou para o Brasil em 1958 depois de ter novamente enviuvado. 

O irmão, Ernesto Carneiro Franco, foi também várias vezes detido na sequência da Ditadura Militar e do Estado Novo, tendo sido deportado, em 1929, para a Fortaleza de Angra do Heroísmo e preso, já sexagenário, no Aljube e em Caxias (1947-1948). Conspirou, na década de 30, com o Grupo dos Budas, sediado em Espanha, e integrou a oposição republicana sediada no Brasil, país onde se exilou entre 1949 e 1965.

Adenda: agradecemos a Cristina Valente as preciosas informações sobre as datas de nascimento, casamento e falecimento. 

[João Esteves]

sábado, 18 de outubro de 2014

[0804.] ANTÓNIO MARIA CARNEIRO FRANCO [I] || REGIMENTO DE INFANTARIA 23

* ANTÓNIO CARNEIRO FRANCO *
[22/10/1895 - 26/05/1946]

ALFERES DE INFANTARIA DURANTE A I GRANDE GUERRA || REGIMENTO DE INFANTARIA N.º 23


[Setembro de 1917, em França]

Filho de António Maria Carneiro Franco [04/03/1860-03/12/1923] e de Lucinda Augusta Rodrigues [19/05/1866-13/03/1933], nasceu em Figueira de Castelo Rodrigo a 22 de Outubro de 1895 e faleceu a 26 de Maio de 1946, com 50 anos de idade.

Irmão de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886-1965], de Ivandro César Carneiro Franco [1889-1889], de Albano Carneiro Franco [n. 11/12/1892], de César Carneiro Franco [n. 14/04/1898], de José Luís Carneiro Franco [14/09/1900-19/03/1969], de Aníbal Carneiro Franco [n. 20/02/1903], de Virgínia Maria Carneiro Franco  [11/01/1905-29/07/1935] e de Amílcar Rodrigues Carneiro Franco [n. 12/03/1909].

[01/07/1927, em Malanje]

Teve uma filha do primeiro casamento, Maria Helena, que faleceu aquando do segundo parto, a 22 de Outubro de 1946, no dia do aniversário natalício do pai e no mesmo ano do desaparecimento deste.

[22/10/1927, aos 32 anos]

Casou, em segundas núpcias, com Maria Rodrigues [Franco], nascida a 29 de Maio de 1909 em S. Pedro do Sul, tendo tido mais duas filhas: Virgínia Maria Rodrigues Carneiro Franco [n. 10/04/1938] e Belmira Maria Rodrigues Carneiro Franco [n. 01/09/1941], ambas naturais de Castro Daire e que emigraram para o Brasil, juntamente com a mãe, em 1958.

[28/07/1936, em Castro Daire]

O Espólio E25 do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional contém uma fotografia sua datada de Outubro de 1917. Pertence ao conjunto iconográfico sobre a Grande Guerra existente no espólio de Jaime Cortesão [Esp. E25/1665-1666].

[João Esteves]

sexta-feira, 19 de março de 2010

[0016.] JOSÉ LUÍS CARNEIRO FRANCO [I] || 1900 - 1969

* JOSÉ LUÍS CARNEIRO FRANCO *
[Figueira de Castelo Rodrigo, 14/09/1900 - Coimbra, 19/03/1969]

[José Luís Carneiro Franco || 1968]

Filho de António Maria Carneiro Franco, nascido em Vila Maior, concelho do Sabugal, em 1860, e de Lucinda Augusta Rodrigues, nascida em Mortágua em 1866, José Luís Carneiro Franco nasceu em 14 de Setembro de 1900, em Figueira de Castelo Rodrigo, e faleceu de doença oncológica em 19 de Março de 1969, nos Hospitais Universitários de Coimbra.

Irmão de Ernesto Carneiro Franco [07/11/1886 - 1965] que interveio activamente na implantação da República; de António Maria Carneiro Franco [22/10/1895 - 26/05/1946], alferes que integrou o Regimento de Infantaria 23 durante a I Guerra; e de Aníbal Carneiro Franco [n. 20/02/1903], professor antifascista que esteve preso por militância comunista em Caxias e em Peniche na segunda metade da década de 30.

Casado com a professora primária Berta da Conceição Gomes [25/11/1903 - 04/02/1994]; genro de João Gomes Júnior; e cunhado de José Gomes dos Santos.  

[João Esteves]