[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

[2236.] JOSÉ ARTUR DOS SANTOS CARDOSO [I] || ASSALTO AO QUARTEL DE BEJA - 1962

* JOSÉ ARTUR DOS SANTOS CARDOSO *
[10/12/1932 - 19/07/1982]

[José Artur dos Santos Cardoso || 03/08/1965 || ANTT || RGP/25049 || in José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo]

O esboço biográfico de José Artur dos Santos Cardoso, preso por ter participado, na madrugada de 1 de Janeiro de 1962, no Assalto ao Quartel de Beja, só foi possível a partir do rigoroso livro José António Cabrita A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça [Câmara Municipal de Palmela, 2017], sendo que as informações apresentadas e documentação referida têm por suporte aquela obra.

[José António Cabrita || 2017 || Câmara Municipal de Palmela]

Filho de Jesuína dos Santos e de Artur dos Santos Cardoso, José Artur dos Santos Cardoso nasceu na Moita em 10 de Dezembro de 1932.

Pintor, integrava os quadros do Barreiro da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses - CP.

A viver em Pinhal Novo aquando do Golpe de Beja, integrou o «comando Serra» [p. 95], teve «lugar de certo destaque nas acções de planeamento e de recrutamento» e foi em sua casa que ocorreram reuniões conspirativas, tendo aí pernoitado algumas vezes o amigo Manuel Serra.

[José Artur dos Santos Cardoso || 03/08/1965 || ANTT || RGP/25049 || in José António CabritaA PIDE em Pinhal Novo]

Implicado nas três tentativas de assalto ao quartel de Beja, seria preso pela PIDE em 30 de Março de 1962 e, pelo menos, interrogado em 3 e 7 de Abril. Permaneceu no Aljube cerca de uma semana e, em 6 de Abril, seguiu para Caxias, só sendo julgado em 29 de Julho de 1964. Condenado a 2 anos anos e um mês, passou para o Forte de Peniche em 25 de Setembro. 

[José Artur dos Santos Cardoso || 03/08/1965 || ANTT || RGP/25049 || in José António CabritaA PIDE em Pinhal Novo]

José Artur dos Santos Cardoso só saiu em liberdade vigiada em 31 de Julho de 1965, obtendo liberdade definitiva em 28 de Janeiro de 1971.

Faleceu em 19 de Julho de 1982, com 49 anos.

Fonte:
José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça, Câmara Municipal de Palmela, 2017, pp. 95-108.

[João Esteves]

[2235.] JOSÉ FERREIRA DA SILVA [I] || ASSALTO AO QUARTEL DE BEJA - 1962

* JOSÉ FERREIRA DA SILVA *
[29/09/1933 - 15/04/1986]

Este esboço biográfico de José Ferreira da Silva, preso por ter participado, na madrugada de 1 de Janeiro de 1962, no Assalto ao Quartel de Beja, só foi possível a partir do rigoroso livro José António Cabrita A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça [Câmara Municipal de Palmela, 2017], sendo que as informações apresentadas e documentação referida têm por suporte aquela obra.

[José Ferreira da Silva || 13/03/1965 || ANTT || RGP/25059 || in José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo]

Filho de Inês Soares Ferreira da Silva e de João Ferreira da Silva Júnior, José Ferreira da Silva nasceu na Guiné, em 29 de Setembro de 1933, onde o pai trabalhava como agricultor.

[José António Cabrita || 2017 || Câmara Municipal de Palmela]

A família fixou-se em Pinhal Novo, tendo a mãe trabalhado no consultório do médico Manuel Veríssimo da Silva, também ele preso pela PIDE na sequência dos acontecimentos de 1 de Janeiro de 1952.

Ainda não tinha 15 anos quando foi admitido nas oficinas do Barreiro da CP como aprendiz eventual. Quase a completar os 22 anos, quando cumpria o serviço militar no Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-ferro, concluiu o Ensino Primário Elementar (Agosto de 1955).

Regressado à CP, foi despedido em 3 de Junho de 1958, acusado de se ter ausentado sem motivo.

Desempregado, foi aliciado, pelo amigo José Artur dos Santos Cardoso, para participar no assalto ao quartel de Beja no último dia do ano de 1961.

Conheceu, nesse mesmo dia, Manuel Serra, Edmundo Pedro e Gualter Basílio, tendo partido num carro para Beja juntamente com os dois últimos e João Manuel da Silva Martins, primo de José Artur.

Durante o tiroteio ocorrido durante o assalto, fugiu do quartel com outros e encontrou uma furgoneta onde já estavam Amadeu Gonçalves de Almeida Ferrão, António Vieira Franco e outro indivíduo, todos implicados no caso. Sem ninguém que lhes prestasse apoio no Algarve, o grupo dirigiu-se para Beja e, perante o fracasso da acção, todos regressaram a casa, tendo José Ferreira da Silva saído em Setúbal e apanhado o comboio para Pinhal Novo.

[José Ferreira da Silva || 13/03/1965 || ANTT || RGP/25059 || in José António CabritaA PIDE em Pinhal Novo]

Preso em 11 de Abril de 1962, metido nos curros do Aljube e interrogado, em 3 de Maio por Álvaro Pereira de Carvalho e Sílvio Mortágua, foi levado para Caxias no dia 4.

[José Ferreira da Silva || 13/03/1965 || ANTT || RGP/25059 || in José António CabritaA PIDE em Pinhal Novo]

Em 25 de Maio, foi posto à ordem do Tribunal Militar Territorial de Lisboa, sendo julgado só no ano seguinte, em 29 de Julho.

Casou na prisão de Caxias,  em 3 de Dezembro de 1963, com Palmira da Silva Reis Neto, com quem já vivia.

Julgado em 29 de Julho de 1964, tendo por advogado Eduardo Fernandes, foi condenado a dois anos de prisão maior, suspensão de direitos políticos por 15 anos e medida de segurança de liberdade vigiada durante 2 anos. Saiu em liberdade condicional em 12 de Março de 1965, por decisão do 2.º Juízo Criminal de Lisboa A liberdade definitiva só chegaria em 25 de Maio de 1970.

Segundo testemunho de sua mulher a José António Cabrita, «ele não sabia ao que ia» tendo sofrido muito na prisão: «não o deixavam dormir e que o metiam numa sala com água a cair» [p. 115].

Libertado, trabalhou em Torres Vedras, na Fábrica Hipólito e, depois, no Hotel da Ericeira. Após 25 de Abril de 1974, o casal regressou ao Pinhal Novo, trabalhando na Setenave.

Faleceu aos 52 anos, em 15 de Abril de 1986, no Hospital de S. José.

Fonte:
José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça, Câmara Municipal de Palmela, 2017, pp. 109-117.

[João Esteves]

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

[2195.] ANTÓNIO MARREIROS [I] || MARINHEIRO DEPORTADO PARA O TARRAFAL

* ANTÓNIO MARREIROS *
[06/01/1910 - 12/07/1971]

Este esboço biográfico de António Marreiros, "aquele que esteve preso no Tarrafal porque era contra o Salazar" [p. 37] só se tornou possível a partir do rigoroso livro José António Cabrita A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça [Câmara Municipal de Palmela, 2017], sendo que as informações apresentadas e documentação referida têm por suporte aquela obra.

[António Marreiros || ANTT || RGP/4261 || PT-TT-PIDE-E-010-22-4261]

Filho de Gertrudes da Conceição [18/09/1889 - 16/01/1958] e de Nicolau Florentino [1883 - 23/10/1961], António Marreiros nasceu em Ferrarias, freguesia de Algoz - concelho de Silves, em 6 de Janeiro de 1910.

[Processo SPS n.º 1985, 2.º vol. || PT-TT-PIDE-E-009-1985-2_m0191]

Carpinteiro e ainda a viver na freguesia de Algoz, casou com Rosália da Trindade Cabrita [m. 11/05/2000]. Posteriormente, já a viver na Cova da Piedade, ingressou na Marinha de Guerra, sendo grumete de manobra do navio Bartolomeu Dias aquando da revolta dos marinheiros de 8 de Setembro de 1936.

[Processo SPS n.º 1985, 1.º vol || PT-TT-PIDE-E-009-1985-1_m0090]

Preso nesse mesmo dia e entregue pelas autoridades da Marinha à PVDE, foi enclausurado na Mitra, transferido para a Penitenciária dez dias depois e julgado pelo Tribunal Militar Especial em 13 de Outubro, sendo condenado a 5 anos de prisão maior celular, seguidos de dez anos de degredo ou, em alternativa, a 17 anos de degredo em possessão de 2. Classe. 
 
[Processo SPS n.º 1985, 2.º vol. || PT-TT-PIDE-E-009-1985-1_m0164]

Pena pesadíssima para quem não dirigiu a revolta, apesar de ter participado nela, andando armado e ter passado para o navio Afonso de Albuquerque para o sublevar.

[Processo SPS n.º 1985, 2.º vol. || PT-TT-PIDE-E-009-1985-2_m0191]

Quatro dias depois, em 17 de Outubro, António Marreiros embarcou no cargueiro Luanda a caminho do Tarrafal, de onde só sairá em Junho de 1953, mas para ainda dar entrada no Forte de Peniche.

Com mais 37 marinheiros que participaram no levantamento de Setembro, integrou a primeira leva de presos que inaugurou o Campo de Concentração, chegando na tarde de 29 de Outubro de 1936.

Aí permaneceu quase 17 anos, tendo por directores do Campo os capitães Manuel Martins dos Reis (1936-1937), José Júlio da Silva [17/11/1937 - 20/10/1938] e João da Silva [1938 - 1940], que saiu dali para dirigir a prisão do Forte de Caxias, José Olegário Antunes [1940 - 1943], que estivera à frente do Forte de São João Baptista, Filipe do Nascimento Barros [1943 - 1945] e, por fim, David Prates da Silva [1945 - 1954].

António Marreiros, que pertencia à Organização Comunista Prisional, integrou a duríssima Brigada Brava, uma criação do PIDE Henrique de Sá e Seixas e conheceu a "frigideira", onde penou 42 dias: "A história de António Marreiros, no Tarrafal, é a história de uma bruteza sem limites" [p. 62]: "Dele, provindas de punho próprio, não se revelaram cartas, ou outros escritos [...]. De António,  o que se pode ler são as dedicatórias postas no verso de meia dúzia de fotografias, todas com datas do ano de 1950" [p. 62].

[António Marreiros || Dezembro de 1949 ? || Fotografia do Acervo do filho, publicada por José António Cabrita em A Pide em Pinhal Novo]

A sua família recebeu notícias e fotografias, como a de cima, aquando da ida ao Tarrafal de Herculana e Luís Alves Carvalho, em finais de 1949, para ver o filho Guilherme da Costa Carvalho, também aí encarcerado. 

Só sairia do Tarrafal em Junho de 1953, sendo levado para Peniche, onde permaneceu preso alguns meses.

Quando foi libertado, depois de 17 anos de clausura, tinha 43 anos, os seus pais já tinham falecido sem nunca os ter voltado a ver, o filho contava 22 anos e meio.

[António Marreiros || ANTT || RGP/4261 || PT-TT-PIDE-E-010-22-4261]

Estabeleceu-se, então, em Pinhal Novo, terra onde já tinha familiares, tomando, por trespasse, uma taberna.

Como escreve José António Cabrita a finalizar o capítulo dedicado a este tarrafalista, "Bandidos! Canalhas! Era quase só o que se escutava de António Marreiros, o que esteve no Tarrafal porque era contra o Salazar, no tempo que lhe sobrou de vida depois do seu martírio no pântano da morte" [p. 69].

Fontes:
José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça, Câmara Municipal de Palmela, 2017, pp. 33-69.

ANTT, Registo Geral de Presos 4261 [António Marreiros / PT-TT-PIDE-E-010-22-4261].

ANTT, Processo SPS n.º 1985, 1.º vol. [PT-TT-PIDE-E-009-1985-1] e Processo SPS n.º 1985, 2.º vol. [PT-TT-PIDE-E-009-1985-2].

[João Esteves]

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

[2194.] ARTUR PEREIRA DAS NEVES [I] || PRESO POLÍTICO (1967 - 1970)

* ARTUR PEREIRA DAS NEVES *
[n. 27/12/1929]

Este esboço biográfico de Artur Pereira Neves só se tornou possível a partir do livro de José António Cabrita A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça [Câmara Municipal de Palmela, 2017], sendo que todos os dados apresentados e documentação referida têm por suporte aquela obra.

[Artur Pereira das Neves || 24/05/1967 || ANTT || RGP/27769 || in José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo]

Filho de Cláudia da Piedade Varino e de José das Neves Barateiro, Artur Pereira das Neves nasceu na Batalha em 27 de Dezembro de 1929.

Serralheiro mecânico e exímio jogador de xadrez, vivia em Pinhal Novo com a operária têxtil Maria da Graça Sousa Neves, ambos militantes do Partido Comunista: "tinham uma actividade política muito intensa", organizando, por exemplo, piqueniques nos pinhais próximos que "mais não eram do que reuniões com um cunho marcadamente político" [p. 120].

Com 37 anos, em 24 de Maio de 1967, pelas oito horas da manhã, foi preso na Cometna, em Palmela, quando estava a iniciar o trabalho, ao mesmo tempo que outra brigada da PIDE entrava na sua residência em Pinhal Novo, onde se encontrava a mulher que, por mera coincidência, fazia anos, levando "um volumoso escrito que Artur vinha laboriosamente compondo sobre a situação política em Portugal" [p. 121] e nunca recuperado, apesar das diligências efectuadas após 1974.

Encaminhado, primeiro, para Setúbal, seguiu, depois, para Caxias, aonde o iam buscar para os interrogatórios e torturas na António Maria Cardoso. 

[Câmara Municipal de Palmela || 2017]

Dias depois da prisão, a sua mulher organizou um documento em abono do companheiro e reclamando a sua libertação, contendo o abaixo-assinado um total de 86 assinaturas, entre as quais as de 24 mulheres. Nessa recolha, participou activamente o filho, então com doze anos e estudante da Escola Comercial e Industrial de Setúbal, onde era aluno de excelência, assim continuando apesar da situação criada quanto às dificuldades económicas e emocionais. Em 6 de Junho, treze dias decorridos sobre a detenção do marido, endereçou-o ao director da PIDE por correio. 

Maria da Graça Sousa Neves não se ficou por aquela missiva e enviou uma carta ao director da PIDE protestando contra a prisão do marido que "há dois meses me foi levado do lar" sem que "ninguém lhe tivesse explicado as razões", expressando "a sua grande preocupação pelo aspecto cadavérico que Artur mostrava, em consequência dos maus-tratos que lhe estavam a ser infligidos, assim como se insurgia contra o corte de visitas que a PIDE tinha imposto". Por fim, solicitava "uma audiência ao director da PIDE, para, de viva voz, lhe poder expressar o seu descontentamento" [p. 124].

[Câmara Municipal de Palmela || 2017]

Preso em Caxias, foi duramente torturado, física e psicologicamente, na António Maria Cardoso: socos, pontapés, agressões com objectos vários, pistolas encostadas à cabeça e submetido, numa das vezes, à  tortura da estátua durante treze dias e treze noites, recusando, quase sempre, a responder a perguntas ou a assinar qualquer auto [p. 125].

Já quando tinha sido preso recusara olhar a objectiva da máquina fotográfica dos carcereiros, aparecendo de olhos cerrados aquando do acto de tirar as fotografias que constam do Registo Geral de Presos, sendo visível uma mão a segurar-lhe a cabeça.

[Artur Pereira das Neves || 24/05/1967 || ANTT || RGP/27769 || in José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo]

Apesar do seu mutismo, a PIDE tinha um extenso relatório sobre as suas actividades, considerando que entrara para o Partido Comunista em 1958, quando trabalhava nos estaleiros da CUF, na Rocha do Conde de Óbidos, estando ligado, inicialmente, a Firmino João Martins [n. 29/05/1925], preso em Abril de 1963 e condenado a 24 meses de prisão correccional.

Dessas informações, constava que usara o pseudónimo de Alberto, organizara uma célula naqueles estaleiros e distribuíra panfletos e outra imprensa clandestina. Em meados de 1962, fora enviado para a União Soviética, tendo saído clandestinamente do país, aí permanecendo dez meses para frequentar a Escola Central do PCUS com o apelido Torres.

Regressado em Junho de 1963, não voltou ao trabalho que tinha, passando para a Sorefame e, depois, para a Cometna, onde ingressou em 1965 e terá formado uma célula, vivendo numa semi-clandestinidade. A sua residência em Pinhal Novo teria, então, servido de ponto de apoio do Partido Comunista.

Também foi acusado de formar uma célula em Pinhal Novo, o que levaria à prisão de cinco pessoas sem qualquer outra prova além de conhecerem Artur Neves.

Julgado em 19 de Fevereiro de 1968, foi condenado a 2 anos e 10 meses de prisão maior, 15 anos de suspensão de direitos políticos e aplicação de medidas de segurança de internamento de 6 meses a três anos, prorrogável.

Perante o Tribunal Plenário, Artur Pereira das Neves afirmou que a polícia o "havia torturado com o fim de o obrigar a assinar autos por ela forjados ao que ele se opôs" e, por isso, "recorreu a outro estratagema: prender pessoas suas amigas e obrigá-las à confissão de factos, por meio de torturas, que o incriminassem a ele. Que essas pessoas em breve ali iriam responder e que para elas pedia o perdão do Tribunal visto serem falsos os seus depoimentos" [p. 136].

Entrou no Forte de Peniche em 9 de Março, de onde só saiu em liberdade condicional em 21 de Dezembro de 1970. A definitiva só chegaria em 14 de Novembro de 1972.

Artur Pereira das Neves voltou, então, à acção política, mantendo a militância enquanto pôde ser activo. Como não foi reintegrado na Cometna, conseguiu colocação na Mague, em Alverca onde, depois de algum tempo, passou a viver com a família.

Fonte:
José António Cabrita, A PIDE em Pinhal Novo. Para que a memória não esmoreça, Câmara Municipal de Palmela, 2017, pp. 119-136.

[João Esteves]

domingo, 8 de abril de 2018

[1786.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE || LIVROS NO ALJUBE

* LIVROS NO ALJUBE || JOSÉ ANTÓNIO CABRITA || A PIDE EM PINHAL NOVO: PARA QUE A MEMÓRIA NÃO ESMOREÇA *

|| 10 DE ABRIL || 18.30 || 

APRESENTAÇÃO: NUNO NETO MONTEIRO | DESIDÉRIO MACAU ||