[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 16 de fevereiro de 2014

[0517.] ALBERTINA GAMBOA [I]

* ALBERTINA OLINDA PAIVA RUA DE GAMBOA *
[1873 - 24/10/1930]


Professora primária do ensino oficial. 

Nasceu em Figueira de Castelo Rodrigo, em 1873.

Interveio de forma sistemática nos primeiros 15 anos do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

Delegada suplente do Grupo Feminista Português (1915) ao CNMP.

Assinou textos no Boletim Oficial e na revista Alma Feminina, quase todos de cariz educativo.

Secretariou reuniões desde, pelo menos, 1916.

Exerceu cargos directivos, como os de Vogal da Direcção (1917, 1922, 1923, 1927), Secretária das Actas (1926) e Presidente do Conselho Fiscal (1920, 1928, 1929).

Integrou a comissão organizadora do Primeiro Congresso Feminista e de Educação (1924), onde defendeu a tese “A mulher como educadora”.

Desempenhou as funções de Vogal da comissão responsável pelo Primeiro Congresso da Liga Abolicionista Portuguesa. 

Iniciada na Maçonaria em 1920, com o nome simbólico de Luísa Lígia.

Casada com Porfírio António de Gamboa, Inspector dos Correios e Telégrafos.

Mãe de Adelino César Rua de Gamboa (médico) e de Leopoldina Celeste Rua de Gamboa (advogada). 

Irmã das activistas Otília Berta de Paiva Rua (professora) e Ema Camila de Paiva Rua (funcionária do Ministério do Comércio) e da farmacêutica Áurea Palmira de Paiva Rua.

Faleceu em Lisboa, a 24 de Outubro de 1930, com 57 anos, quando pertencia ao quadro da Escola Oficial N.º 6. 

Acerca das suas concepções enquanto educadora, repartidas por dezenas de artigos, textos e intervenções em Congressos, consultar o Dicionário de Educadores Portugueses publicado sob a direcção de António Nóvoa [Porto, ASA, 2003].

[João Esteves]

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

[0516.] ILDA PINTO DE LIMA [I]

Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas *
- I Congresso Feminista e de Educação || 1924 -
* ILDA PINTO DE LIMA *

Professora com a especialidade de educação infantil e aluna distinta da Escola Normal.

Militou no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. 

Interveio no Primeiro Congresso Feminista e de Educação como representante do Instituto Feminino de Educação e Trabalho, tendo defendido a tese “Bibliotecas infantis”. 

Representou, no mesmo Congresso, a colega Regina do Carmo, autora da tese "Escolas ao ar livre".
[João Esteves]

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

[0515.] REGINA DO CARMO [I]


I Congresso Feminista e de Educação *
- 1924 -

- Professora do Instituto Feminino de Educação e Trabalho.

- Pertenceu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e, em 1917, foi eleita Vogal Adjunta da Comissão de Beneficência.

- Enviou ao Primeiro Congresso Feminista e de Educação (1924) a tese “Escolas ao ar livre”, onde enunciou as vantagens deste tipo de ensino, já praticado nas escolas do Estoril e Grafanil, criadas pelo Instituto Feminino de Educação e Trabalho. 

- Por não ter podido comparecer, fez-se representar pela professora Ilda Pinto de Lima.

sábado, 11 de dezembro de 2010

[0222.] DEOLINDA LOPES VIEIRA [I] || 1888 - 1993

* DEOLINDA LOPES VIEIRA PINTO QUARTIN *
[08/07/1888 - 08/06/1993]

[Deolinda Lopes Vieira || 1928 || Pormenor de uma fotografia do II Congresso Feminista]

Deolinda Lopes Vieira manteve, durante a sua longa existência, a mesma coerência e coragem enquanto educadora e cidadã, tendo sido uma das mulheres a integrar o movimento libertário.

Natural de Beja, frequentou a Escola Normal de Lisboa, onde foi aluna de Luís Passos, especializou-se no ensino infantil e exerceu a profissão na Escola Oficina n.º 1. 

Após a implantação da República, interveio no Segundo Congresso Nacional do Livre Pensamento, onde secretariou uma das sessões nocturnas (17/10/1910).

Dinamizadora do ensino da puericultura na escola, Deolinda Lopes Vieira evidenciou-se no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas a partir do início da década de 20, intervindo no âmbito da sua actividade profissional: em Abril de 1923, foi a autora do manifesto às associadas, apelando à sua intervenção em defesa da mulher grávida e da criança; presidiu à Secção de Educação entre 1922 e 1926; e, entre 1927 e 1929, foi eleita Presidente da Secção de Educação Infantil, sendo a responsável pelos seus relatórios.

Nos primeiros anos da década seguinte continuou ligada à Comissão responsável pela Educação (1931, 1933-1934), secretariou reuniões e exerceu o cargo de Vogal da Direcção (1932). Entretanto, foi iniciada na Maçonaria em 1923, tendo integrado a Loja Humanidade do Direito Humano, com o nome simbólico de Igualdade.

Deolinda Lopes Vieira foi, ainda, uma das oradoras da sessão solene comemorativa do aniversário do CNMP (1923); desempenhou as funções de Vogal da comissão organizadora do Primeiro Congresso Feminista e de Educação (1924), sendo a autora da tese Educação de anormais; foi vogal da Comissão Organizadora do Primeiro Congresso Abolicionista Português (1926); apresentou, no 2.º Congresso, a tese Escola única (1928); participou na recepção promovida pelo Conselho a Adelaide Cabete quando do seu regresso de África; e, em Outubro de 1931, representou-o no Congresso Internacional de Protecção à Criança.

Depois de um interregno, Deolinda Lopes Vieira Pinto Quartin voltou a aderir ao CNMP, integrando o numeroso grupo de Lisboa que, em 1945, se filiou na agremiação.

Para além das intervenções em reuniões dedicadas aos problemas educativos e associativos, foi essencialmente através da imprensa que expôs o seu pensamento. 

Colaborou em Amanhã, revista popular de orientação racional, publicada em Lisboa, em 1909; Boletim Oficial do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e Alma Feminina; Educação, revista quinzenal de pedagogia, publicada em 1913; Educação Social, revista de pedagogia e sociologia, editada entre 1924 e 1927, dirigida por Adolfo Lima; Escola Nova, porta-voz da Associação de Professores de Portugal; Revista de Educação Geral e Técnica; Boletim da Sociedade de Estudos Pedagógicos; A Voz do Professor, Órgão da Associação do Professorado Primário Terceirense, publicado em 1909-1910, em Angra do Heroísmo; e no Suplemento Literário e Ilustrado - A Batalha.

Casada com António Tomás Pinto Quartin, faleceu em Lisboa, em 1993, com 104 anos de idade.

[João Esteves]