[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 3 de maio de 2020

[2366.] ABEL SALAZAR [V] || PORTUGAL DEMOCRÁTICO - 1956

* ABEL SALAZAR * 
[19/07/1889 - 29/12/1946]

Texto de Francisco Macedo no jornal Portugal Democrático || 4 de Agosto de 1956


[Portugal Democrático || N.º 2 || 04/08/1956 || ANTT || PT-TT-JPD-0001_m0021]

[João Esteves]

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

[2178.] ADELAIDE ESTRADA [III] || CONFERÊNCIA DE ANTÓNIO COIMBRA

* OBRA CIENTÍFICA DE ADELAIDE ESTRADA *


CONFERÊNCIA DE ANTÓNIO COIMBRA || 24 DE SETEMBRO || 18 HORAS || CASA-COMUM - REITORIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

«A conferência Obra Científica de Adelaide Estrada por António Coimbra, professor catedrático de Histologia pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que irá decorrer dia 24 de setembro, pelas 18h, na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, pretende dar a conhecer a vida e obra de Adelaide Estrada, investigadora nas áreas da Histologia, Citologia e Análises Clínicas e assistente de Abel Salazar.

Esta conferência, proferida a propósito da exposição Adelaide Estrada: Para além da Ciência, patente na Casa-Museu Abel Salazar até 2 de novembro, é integrada no ciclo multidisciplinar E Contudo, Elas Movem-se! Mulheres nas Artes e nas Ciências!, da Reitoria da Universidade do Porto, organizado por Ana Luísa Amaral, Maria Clara Paulino e Marinela Freitas, em parceria com Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.»

ANTÓNIO COIMBRA

«António Coimbra, licenciado pela Faculdade de Medicina do Porto, em 1952, foi interno no Hospital de Santo António com Corino de Andrade, de 1954 a 1960. Convidado para lecionar nessa faculdade, em 1954, por Hernâni Monteiro, torna-se assistente de Histologia e Embriologia em 1955 (o diretor era, à altura, Manuel da Silva Pinto).

Doutorado em 1962 com a tese A célula nervosa – aspetos citoquímicos. Bolseiro da Gulbenkian, de 1963 a 1965, em Montreal, onde trabalhou com C. P. Leblond na síntese do glicogénio no fígado e músculo.

Em 1971 passou a trabalhar em tempo exclusivo como professor catedrático de Histologia, embora já fosse especialista em Neurologia pela Ordem desde 1959.

Identificou, pela primeira vez, os aferentes dolorosos à medula espinal e formou um grupo de investigação em Neurociências sobre as vias de condução da dor, com o qual, até à jubilação, em 1998, publicou numerosos trabalhos e orientou muitas teses de doutoramento.

Com Corino de Andrade, publicou no «Brain» os primeiros estudos sobre a ultra estrutura do nervo periférico na paramiloidose. Foi presidente do conselho diretivo da mesma faculdade no difícil período de normalização pós-revolucionária de 1976-1977. Depois da aposentação, realizou vários trabalhos sobre a carreira científica de Abel Salazar e a História da Medicina no Porto.»

André Azevedo
Casa-Museu Abel Salazar
Rua Dr. Abel Salazar, 488
4465-012 São Mamede de Infesta
Tel: 229039827

sábado, 18 de maio de 2019

[2138.] ANTÓNIO DOS SANTOS CARTAXO [I] || PRESO POLÍTICO (1931 - 1932)

* ANTÓNIO DOS SANTOS CARTAXO *
[1875 - ?]

REPUBLICANO E OPOSITOR À DITADURA MILITAR, PRESO EM DEZEMBRO DE 1931

Filho de Gertrudes Maria de Oliveira e de António dos Santos Cartaxo, António dos Santos Cartaxo nasceu em 1875, em Santiago do Escoural - Concelho de Montemor-o-Novo. 

Comerciante em Évora, integrou, em Outubro de 1910, a Comissão Administrativa do município na sequência da implantação da República, juntamente com Felício Caeiro, Francisco de Almeida Teles do Vale, Francisco Maria Nunes, João José de Oliveira, Joaquim António Simões, José Celestino Rebolado Formosinho, Júlio do Patrocínio Martins e Manuel Gomes Fradinho.

Vereador responsável pelo passeio e iluminação na câmara republicana eborense, António dos Santos Cartaxo terá desempenhado o cargo de Presidente entre 13 de Fevereiro de 1913 e 21 de Janeiro de 1914.

Republicano afecto ao Partido Democrático, colaborou nos periódicos locais O Carbonário, O Democrático e A Democracia do Sul, assinando neste último "artigos progressistas e sobre figuras progressistas como Abel Salazar", segundo as palavras de António Cartaxo, seu neto, no livro Quase verdade como são memórias [Edições Colibri, 2009]. 

Assim como combateu o Sidonismo, também foi opositor à Ditadura Militar, sendo vigiado em Évora por informadores da Polícia de Defesa Política e Social. 

Segundo o seu Cadastro Político [ANTT, Cadastro Político 185], em 8 de Fevereiro de 1930 «assistiu ao almoço realizado no Hotel Alentejano, onde foram proferidos morras à Ditadura, por António Manuel Pascoal».

Em 2 de Junho do mesmo ano, acrescenta-se àquele registo a informação veiculada por um "Alfredo": «É considerado elemento irrequieto e inimigo acérrimo da Ditadura, mas no momento que passa não se nota que esteja envolvido na organização revolucionária». 

Com residência na Rua da República N.º 1, seria preso em Dezembro de 1931, «por incitar os desordeiros, quando dos tumultos levados a efeito, na Praça do Giraldo [...] no dia 13 do corrente, juntamente com Joaquim da Câmara Manuel e outros». Entregue à Polícia de Defesa Política e Social pelo Comando da PSP de Évora, regista-se que o «epigrafado é um democrático intransigente e declarou no seu depoimento ser adversário das instituições Republicanas vigentes. Era membro duma liga de união dos partidos políticos, que pretenderam organizar, com o fim de combater a actual Situação Política do País [...] É tido em Évora como um dos organizadores de tudo quanto ali se passou».

Levado para o Aljube, bem como os outros eborenses então detidos, aí travou amizade com o compositor Fernando Lopes-Graça [António Cartaxo].

[António Cartaxo || Quase verdade como são memórias || Edições Colibri, 2009]

Restituído à liberdade em 19 de Fevereiro de 1932 [Processo 237], foi-lhe fixada residência obrigatória em Lisboa e, em 15 de Março, o Ministro do Interior autorizou o regresso de António dos Santos Cartaxo a Évora.

No livro memorialista Quase verdade como são memórias, António Cartaxo narra alguns episódios da vida deste avô, com quem morou escasso tempo, e em cuja casa se respirava música.

[António Cartaxo || Quase verdade como são memórias || Edições Colibri, 2009]

[António Cartaxo || Quase verdade como são memórias || Edições Colibri, 2009]

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 185 [António dos Santos Cartaxo / PT-TT-PIDE-E-001-CX07_m0094, m0094a].
António Cartaxo, Quase verdade como são memórias, Edições Colibri, 2009.

[João Esteves]

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

[2030.] ABEL SALAZAR [IV] || PRESENÇA DE ABEL SALAZAR (1969)

* ABEL SALAZAR *
[19/07/1889 - 29/12/1946]

PRESENÇA DE ABEL SALAZAR

Editorial Inova || 1969 || Capa de Armando Alves





[Editorial Inova || 1969]

domingo, 20 de janeiro de 2019

[2027.] ABEL SALAZAR [III] || FOTOGRAFIA DE 1935

* ABEL SALAZAR *
[19/07/1889 - 29/12/1946]


Prestigiado médico, professor, investigador, cientista, pintor e opositor à Ditadura Militar e à Ditadura do Estado Novo, Abel de Lima Salazar integrou, em 1935, a primeira leva de Professores afastados compulsivamente da docência universitária.

Demitido de Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto pelo Decreto-Lei 25 317, de 13 de Maio de 1935, a fotografia inserida retrata o momento em que Abel Salazar ajuda a encher uma carroça com os seus pertences - pacotes de livro e instrumentos de trabalho - que tinha naquela instituição.

Imagem publicada em Presença de Abel Salazar, obra publicada pela Editorial Inova em Junho de 1969.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

[1541.] MARIE CURIE [I]

* MARIE SKLODOWSKA CURIE *
[07/11/1867 - 04/07/1934] 

|| DESENHO DE ABEL SALAZAR (1889-1946) QUE INTEGROU UMA COLECÇÃO DE SEIS POSTAIS EDITADA PELA DELEGAÇÃO DO PORTO DA ASSOCIAÇÃO FEMININA PORTUGUESA  PARA A PAZ NA DÉCADA DE 1940 ||

O Boletim da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, de Fevereiro de 1947, dedicou um extenso artigo a Madame Curie.





[Boletim N.º 4 da Associação Feminina Portuguesa para a Paz || Fevereiro de 1947]

quinta-feira, 26 de maio de 2016

[1486.] ABÍLIO MENDES [II] E ABEL SALAZAR [III] || CORRESPONDÊNCIA POR JAIME MENDES

* CORRESPONDÊNCIA DE ABÍLIO MENDES COM ABEL SALAZAR || POR JAIME MENDES *

No dia 24 de Maio de 2016, na Biblioteca da Ordem dos Médicos repleta de assistência, foi apresentado pelo Dr. Manuel Sá Marques e por António Ventura o livro Correspondência de Abílio Mendes com Abel Salazar, de Jaime Mendes. 

O elucidativo texto do Dr. Manuel Sá Marques merece ser lido aqui, no seu Blogue Bernardino Machado.

[Âncora Editora || 2016]

sexta-feira, 20 de maio de 2016

[1482.] ABEL SALAZAR [II]

* ABEL SALAZAR. RETRATO EM MOVIMENTO *

A propósito do lançamento no dia 24 de Maio da Correspondência de Abílio Mendes com Abel Salazar, de Jaime Mendes, eis um livro que recolhe vários testemunhos acerca de Abel Salazar, editado pelo Campo das Letras em 1998.

|| Organização: de Luísa Garcia Fernandes || Nota Introdutória: Nuno Grande || Direcção Gráfica: Armando Alves ||





[Porto || Campo das Letras || 1998]

segunda-feira, 16 de maio de 2016

[1477.] ABÍLIO MENDES [I] E ABEL SALAZAR [I] || CORRESPONDÊNCIA POR JAIME MENDES

* CORRESPONDÊNCIA DE ABÍLIO MENDES COM ABEL SALAZAR || POR JAIME MENDES *


|| LANÇAMENTO || BIBLIOTECA HISTÓRICA DA ORDEM DOS MÉDICOS || 24 DE MAIO DE 2016 || 18H30 ||


Sobre Abel Salazar [1889-1946] consultar, entre outros, o texto de Helena Pato para o Blogue Antifascistas da Resistência, de 20 de Maio de 2015.

Sobre o percurso profissional, cívico e humanista do médico Abílio da Costa Mendes [1911-1992], ver o escrito do filho Jaime Teixeira Mendes no Blogue Caminho Salomão, de 19 de Janeiro de 2010, e a biografia da autoria de António Ventura no Blogue Antifascistas da Resistência, de 14 de Junho de 2015.

[2016 || Âncora Editora]

sábado, 9 de agosto de 2014

[0718.] ADELAIDE ESTRADA [I] || 1898 - 1979

* ADELAIDE AUGUSTA FERNANDES ESTRADA *
[29/09/1900-18/10/1979]
Adelaide Estrada e Abel Salazar
[in http://visaodopassado.blogspot.pt/2013/03/momentos-de-abel-salazar.html]
Médica e cientista.

Nasceu no Porto, em 1898, cidade onde se tornou assistente livre da Faculdade de Medicina, e faleceu com 81 anos, e 18 de Outubro de 1979.

Bolseira e estagiária do Instituto de Alta Cultura.

Integrou instituições científicas e manteve na imprensa, nacional e estrangeira, prolixa colaboração sobre histologia, citologia e análises clínicas. 

Colaborou, em 1936, na revista Pensamento, órgão do Instituto de Cultura Socialista que se publicou no Porto entre 1930 e 1940. 
António Luís Gomes e Adelaide Estrada - 28/09/1952

Colaboradora, discípula e amiga de Abel Salazar [1889-1946], afastado da Universidade em 1935, participou na oposição ao Estado Novo e apoiou as candidaturas de Norton de Matos e Humberto Delgado nas eleições presidenciais de 1949 e 1958. 

Abel Salazar desenhou o seu ex-libris e pintou o retrato de Adelaide  Estrada, sem que esteja datado [20,2 cm x 11 cm]. 

[João Esteves]