[Cipriano Dourado]

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[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

[2628.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XCIX] || 1926 - 1933

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XCIX *

00747. Cesário dos Santos [1932]

[Lisboa, 1905, serralheiro - Lisboa. Filiação: Maria José. Solteiro. Entregue pela Polícia Internacional Portuguesa à Polícia Especial do Ministério do Interior em 22/01/1932 (Processo 359-A), "por suspeita de estar envolvido em organizações avançadas", integrar o Grupo de Defesa Sindical e fazer propaganda dentro do Arsenal da Marinha. Libertado do Aljube em 06/05/1932, juntamente com António Augusto, também serralheiro e com quem tinha sido preso.]

00748. António Pires [1932]

[Libertado em 09/05/1932, no mesmo dia que Afonso Marques, industrial de sapataria.]

00749. Torcato Marques Faria [1932]

[Preso pela Secção de Vigilância em 11/05/1932. Transferido, em 29/11/1932, da Penitenciária para o Hospital do Desterro, onde ficou internado sob prisão.]
[alterado em 26/03/2023]

00750. Vlademiro Mendes Coelho [1932]

[Lisboa, 1906, servente de pedreiro - Lisboa. Filiação: Brígida Amália Coelho e José Mendes. Solteiro. Entregue, em 02/05/1932, pelo Grupo de Artilharia Pesada N.º 2, aquartelado no Forte da Ameixoeira, "por suspeita de fazer parte de um grupo de indivíduos que apedrejou uma das sentinelas de serviço àquele Forte, que se viu forçada a fazer fogo" (Processo 362-A). Libertado pela Secção de Vigilância em 12/05/1932, no mesmo dia que Adão Duarte, António José Fernandes, António Maria, César Aguiar Ferreira Quaresma, Francisco dos Santos Violante, Francisco José da Cruz, Francisco Ventura, Jaime Augusto Abrunhosa, José Pires ("O Espanhol"), Kropotkine Lopes de Oliveira, Martinho Osório e Paulino de Vilhena, todos eles presos por diferentes motivos políticos e envolvidos noutros processos.] 

00751. António José Fernandes [1932]

[Linhares, 1902, médico - Lisboa. Filiação: Susana Amélia de Sampaio Fernandes e Manuel António Fernandes. Solteiro. Preso em 20/04/1932, "acusado de manter ligações revolucionárias com o Capitão Rebelo de Almeida, ex-Capitão Carlos Vilhena, Dr. Paulino de Vilhena, Francisco Afonso, Reis e Sousa, um sargento da Aviação de apelido Casquilho e outros" (Processo 362). Libertado pela Secção de Vigilância em 12/05/1932, no mesmo dia que Adão Duarte, António Maria, César Aguiar Ferreira Quaresma, Francisco dos Santos Violante, Francisco José da Cruz, Francisco Ventura, Jaime Augusto Abrunhosa, José Pires ("O Espanhol"), Kropotkine Lopes de Oliveira, Martinho Osório, Paulino de Vilhena e Vlademiro Mendes Coelho, todos eles presos por diferentes motivos políticos e envolvidos noutros processos.] 

00752. José Pires - "O Espanhol" [1928, 1930, 1932]

[Saboia, 1893, corticeiro - Lisboa. Filiação: Libânia Guerreiro e Manuel Pires. Casado. Preso em 28/11/1928, "por estar implicado no movimento revolucionário em preparação"; libertado em 08/12/1928 (Processo 4138). Preso em 21/03/1930, "por ordem superior"; libertado em 10/06/1930 (Processo 4547-C). Preso em 19/04/1932, "por suspeita de ser detentor ou conhecedor do local onde se encontram bombas"; libertado pela Secção de Vigilância em 12/05/1932, "por falta de elementos" (Processo 351). Solto no mesmo dia que Adão Duarte, António José Fernandes, António Maria, César Aguiar Ferreira Quaresma, Francisco dos Santos Violante, Francisco José da Cruz, Francisco Ventura, Jaime Augusto Abrunhosa, Kropotkine Lopes de Oliveira, Martinho Osório, Paulino de Vilhena e Vlademiro Mendes Coelho, todos eles presos por diferentes motivos políticos e envolvidos noutros processos.] 

00753. Francisco Ventura [1931]

[Mafra, 1887, carroceiro - Lisboa ou Azenhas do Mar. Filiação: Quitéria do Rosário e António Ventura. Casado. Preso, pela PSP, em 28/09/1931 e entregue na Secção de Justiça e Informação daquele Comando, "acusado de haver tomado parte no movimento revolucionário de 26 do mês passado". Libertado pela Secção de Vigilância em 12/05/1932 (Processo 173), no mesmo dia que Adão Duarte, António José Fernandes, António Maria, César Aguiar Ferreira Quaresma, Francisco dos Santos Violante, Francisco José da Cruz, Jaime Augusto Abrunhosa, José Pires, Kropotkine Lopes de Oliveira, Martinho Osório, Paulino de Vilhena e Vlademiro Mendes Coelho, todos eles presos por diferentes motivos políticos e envolvidos noutros processos.] 

00754. Francisco dos Santos Violante [1927, 1928, 1930, 1931, 1933, 1933, 1936]

[Francisco dos Santos Violante || ANTT || RGP/5654 || PT-TT-PIDE-E-010-29-5654]

[Pernes - Santarém, 1883, ex-oficial de diligências / comerciante - Santarém. Filiação: Maria Rosa e Manuel dos Santos Violante. Casado. Terá participado na Revolução de 14/05/1915 e na Revolução de Fevereiro de 1927, tendo, então, sido preso e demitido de oficial de diligências do Comissariado da Polícia, "por estar implicado no corte de comunicações telegráficas próximo de Santarém". Vigiado em Outubro de 1928 por ser "um dos elementos conspiradores de Santarém" e preso em 29/11/1928, "por estar implicado no movimento revolucionário de 20 de Julho, em Santarém"; libertado em 05/03/1929 (Processo 4130). Preso em 22/04/1930 e entregue pela Polícia de Informações em 24/04/1930, foi enviado, em 08/05/1930, para Angra do Heroísmo. Preso pela Polícia de Santarém e entregue, em 12/10/1931, à Secção de Justiça e Informações do Comando do PSP de Lisboa, por se ter evadido dos Açores e tomado parte, no Funchal, para onde se dirigira com outros deportados fugidos da Ilha de S. Miguel, "onde estava com residência fixada", para participar no movimento revolucionário das Ilhas de Abril de 1931. Falhada a Revolta, permaneceu escondido naquela cidade até embarcar para Lisboa, em 19/07/1931, no vapor alemão "Madrid", usando o nome Jacob Rodrigues. Desembarcou na capital em 28/07/1931 e terá seguido para Santarém, vindo a ser acusado de tomar "parte no movimento revolucionário de 26 de Agosto último, desenvolvendo grande actividade conspiratória nos arredores de Santarém". Libertado pela Secção de Vigilância em 12/05/1932 (Processo 169-A), no mesmo dia que Adão Duarte, António José Fernandes, António Maria, César Aguiar Ferreira Quaresma, Francisco José da Cruz, Francisco Ventura, Jaime Augusto Abrunhosa, José Pires, Kropotkine Lopes de Oliveira, Martinho Osório, Paulino de Vilhena e Vlademiro Mendes Coelho, todos eles presos por diferentes motivos políticos e envolvidos noutros processos. Preso em 13/03/1933, "por suspeita de fazer parte da organização civil revolucionária, em Santarém"; libertado em 20/03/1933 (v. Processo 754). Enviado, em 30/05/1933, pelo Comando da PSP de Santarém, "sob a acusação de estar envolvido em manejos revolucionários", nomeadamente no processo de fabrico e transporte de bombas, envolvendo António Marques, que conhecera quando estivera preso na Penitenciária por motivos políticos, Augusto Porfírio Fragoso, Joaquim Martinho do Rosário e Manuel Nunes da Silva (Processo 746). Sofreu transferência de cárcere em 11/10/1933.  Libertado em 20/04/1934, depois de cumprida a pena imposta pelo TME. Entregue, em 18/11/1936, pelo Comando da PSP de Santarém à SPS da PVDE, ficando preso no Presídio daquela cidade. Transferido para Lisboa em 12/01/1937, recolheu à 1.ª Esquadra e, em 16/01/1937, seguiu para Caxias; em 25/11/1937, foi transferido para o Aljube e libertado em 23/12/1938, "por ter sido indultado".]
[alterado em 23/03/2024]

[João Esteves]

sexta-feira, 10 de julho de 2020

[2388.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [L] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || L *

0465. António Augusto [1932]

[Celorico da Beira, 1909, serralheiro / operário no Arsenal da Marinha. Entregue pela Polícia Internacional Portuguesa à Polícia Especial do Ministério do Interior em 22/01/1932 (Processo 359-A), "por suspeita de estar envolvido em organizações avançadas" e integrar o Grupo de Defesa Sindical. Libertado do Aljube em 06/05/1932, juntamente com Cesário dos Santos, também serralheiro e com quem tinha sido preso].
[alterado em 03/12/2021]

00466. António Bandeira Cabrita [1928, 1931]

[António Bandeira Cabrita || Fotografia retirada do livro Algarvios pelo coração, Algarvios por nascimento, de Glória Marreiros]

[António Bandeira Cabrita.
Vila Real de Santo António, 20/06/1910. Estudante de Ciências - Lisboa. Filiação: Emiliana Bandeira Cabrita, António Casimiro Cabrita. Solteiro. Residência: Rua do Alecrim, 20 - Lisboa. O pai, republicano, era tesoureiro da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e detinha um estabelecimento comercial explorado pela esposa, tendo o casal tido quatro filhas e um filho. A estudar em Lisboa, onde concluiu o liceu e frequentava a universidade, desenvolveu relevante atividade política e conspirativa sempre que regressava, nas férias, à terra. Colaborou no semanário "Pequeno em Tudo", nomeadamente com artigos sobre a criança e o ensino, e deve-se ao seu empenho a congregação de todos os sindicatos locais num único - o Sindicato dos Trabalhadores de Terra e Mar de Vila Real de Santo António -, a cuja direção pertenceu, juntamente com António Vicente Campinas, seu conterrâneo nascido no mesmo ano. Preso em 24/07/1928, "por estar comprometido na explosão de bombas de Moncarapacho e no movimento revolucionário de 20" de Julho (Revolta do Castelo), e libertado em 27/08/1928. Militante e dirigente do Partido Comunista, seria  preso em 25/08/1931, quando tinha 21 anos, "por ser um perigoso agitador comunista" e estar envolvido na revolta contra a Ditadura Militar de 26 de agosto de 1931. Foi-lhe apreendida "grande quantidade de documentos" na sua residência e, deportado para Timor em 02/09/1931, foi desembarcado no pequeno enclave de Oécussi, um Campo de Concentração cercado por arame farpado e vigiado por sentinelas armadas de metralhadoras. Aluno de Ciências, terá trabalhado no Laboratório Químico-Biológico do Hospital Dr. Carvalho, em Lahane, Dili. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932 e autorizado a regressar, seguiu para Macau "na situação de deportado político", de onde se ausentou em julho de 1934, "desconhecendo-se o destino que seguiu", alvitrando-se que terá seguido para a União Soviética através da China. Foi um dos primeiros portuguesas a alistar-se contra os revoltosos de Franco: promovido a tenente, terá morrido na batalha de Talavera de la Reina, travada em 3 de setembro de 1936. Tinha 26 anos. Por decisão da Comissão Administrativa de V. R. de S. António, em reunião de 12/06/1976, foi atribuído o seu nome a uma praceta.]
[alterado em 23/04/2025]

00467. António Banheiro Nunes Barros [1929]

[António Banheiro Nunes Barros.
Alter do Chão, c. 1903. 1.º cabo Telegrafista (de Infantaria 11?). Filiação: Angelina Banheiro, Domingos Nunes Barros. Solteiro. Preso em 14/04/1929, "por suspeita de estar comprometido na organização revolucionária de Infantaria 11". Libertado em 25/04/1929.]
[alterado em 04/04/2025]

[João Esteves]