[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sexta-feira, 31 de março de 2023

[3248.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [CLXXXIX] || 1926 - 1933

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CLXXXIX *

01223. Jaime da Conceição Conde [1928, 1933]

[Jaime da Conceição Conde || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-1-NT-8902 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Lagos, c. 1878, cabo do mar de 1.ª classe - reformado. Filiação: Ana da Conceição e Domingos José Conde. Casado. Residência: Setúbal. Participou no movimento revolucionário de 20/07/1928, tendo sido preso em 22/07/1928por ter acompanhado as tropas revoltosas de Setúbal para o Barreiro, e deportado para Angola em 21/08/1928Estava com residência obrigatória em Cabo Verde, por motivos políticos, quando foi abrangido pela amnistia de 05/12/1932. Apresentou-se em 16/01/1933, indo viver para a Estrada de Santos, Setúbal. Preso em 30/10/1933, à ordem do Comandante da PSP do Distrito de Setúbal, "por ser um elemento perturbador da ordem". Transferido, em 19/11/1933, do Aljube para Peniche a fim de embarcar, por ordem do Governo, para Angra do Heroísmo – Fortaleza de São João Batista, onde entrou no dia 22/11/1933. Transferido, em 13/11/1933, da 21.ª esquadra para o Aljube. Por despacho do Ministro do Interior, de 16/04/1935, foi autorizado o regresso ao Continente, tendo embarcado no “Carvalho Araújo” em 05/05/1935. Libertado em 07/05/1935, regressou a Setúbal, ficando a residir no Bairro de Santo Nicolau. Tinha dois filhos menores. Irmão de Inês da Conceição Conde, militante e ativista do Núcleo de Lagos da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.]

[Jaime da Conceição Conde || 02/05/1935 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-476_m0006]

[Jaime da Conceição Conde || 02/05/1935 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-476_m0005]

[Jaime da Conceição Conde || 08/05/1935 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-476_m0004]

[Jaime da Conceição Conde || 07/06/1935 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-14-476_m0002]

[alterado em 01/04/2023]
[alterado em 19/04/2024]
[João Esteves]

domingo, 9 de dezembro de 2018

[1958.] INÊS DA CONCEIÇÃO CONDE [I] || ALMA NACIONAL - 24/03/1910

* INÊS DA CONCEIÇÃO CONDE *
[1872 - 1917]

Activista da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, destacou-se pela sua acção educativa e republicana, antes e depois da implantação da República.

A Alma Nacional, periódico dirigido por António José de Almeida, refere-se-lhe no Nº 7 datado de 24 de Março de 1910.


[Alma Nacional || Nº 7 || 24/03/1910]

[João Esteves]

domingo, 1 de novembro de 2015

[1130.] GLÓRIA MARREIROS [VI] || ALGARVIOS (2015)

* ALGARVIOS PELO CORAÇÃO - ALGARVIOS POR NASCIMENTO *

  
Depois de 200 Algarvios do Século XX - Quem foi quem? [Edições Colibri, 2000], mais 141 nomes ligados ao seu Algarve retratados por Glória Marreiros e onde a dimensão humanista, cívica, cultural e local de cada um se sobrepõe aos meros dados biográficos, só possível por quem conviveu e conhece a essência de cada um dos evocados. 

Pesquisa exaustiva, acompanhada de fotografias que dão rosto aos retratados, cada uma das 141 narrativas apresenta um enredo diferente e, numa obra apelativa, cativante e de leitura/consulta obrigatória, Glória Marreiros foge do óbvio e recorre a apontamentos inéditos, desconhecidos ou pouco valorizados de cada um, misturados aqui e ali por memórias pessoais.

De entre os 141 nomes, todos merecendo igual interesse, salientem-se, pelas informações inéditas que contém, os de Inês da Conceição Conde e de Maria Francisca Dias de Sousa Dias, militantes de prestígio da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, e o de Maria de Jesus Simões Lopes Barroso. 

  




[Edições Colibri, 2015]

domingo, 13 de abril de 2014

[0585.] FEMINAE [XXIII] || LETRA I

* FEMINAE || I *


0420. Ida Mary Knatchbull Kingsbury 
0421. Ilda Cardoso
0422. Ilda Ferreira 
0423. Ilda Silva
0424. Ilda Stichini
0425. Ilídia Adelaide Duarte Ribeiro 
0426. Ilse Lieblich Losa 
Ilse Losa - v. Ilse Lieblich Losa
0427. Imagens da Mulher na Literatura Portuguesa Oitocentista de Almeida Garrett e Eça de Queirós
0428. Imagens de mulheres nos manuais escolares de História
0429. Inês da Conceição Conde
0430. Inês Maria de Azevedo e Silva
0431. Inez Ernestine Johnston
0432. Infanta D. Isabel Maria
0433. Instituto Monsenhor Airosa
Institutos Secundários Femininos - v. Liceus Secundários Femininos em Portugal (1888-1906)
International Home - v. Lar Internacional de Lisboa
Intervenção Feminina - v. Associações de Mulheres nas décadas de 70
e 80 do século XX
0434. Irene Bártolo Russell
Irene de Vasconcelos - v. Irene dos Anjos Brito de Vasconcelos
0435. Irene dos Anjos Brito de Vasconcelos
0436. Irene Gouveia
Irmã Lúcia - v. Lúcia de Jesus dos Santos
Isabel Berardi - v. Maria Isabel de Oliveira Berardi
Isabel de Oliveira - v. Maria Isabel da Costa Oliveira
0437. Isabel Leite 
Isabel Maria da Conceição Joana Gualberta Ana Fran-cisca de Assis Xavier de Paula d’Alcântara Antónia Rafaela Micaela Gabriela Joaquina Gonzaga de Bragança e Borbón - v. Infanta D. Isabel Maria
0438. Isabel Marques
Isabel Pimentel - v. Maria Isabel Cortez Pinto Pimentel
0439. Isabel Rogali
Isabel Taínha - v. Maria Isabel da Costa Oliveira
0440. Isaura Ferreira
0441. Isaura Pena
0442. Isaura Rocha
0443. Isménia dos Santos 
0444. Ivone Conceição Dias Lourenço
0445. Isolina Coelho da Silva
Ivone Silva - v. Maria Ivone Silva Nunes

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

[0170.] INÊS DA CONCEIÇÃO CONDE [I] || LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS - LAGOS

* INÊS DA CONCEIÇÃO CONDE *

[Museu da Presidência da República || mpr_apaja_cx_152_doc030]

LAGOS DA REPÚBLICA || 2010

«Inês da Conceição Conde
João Esteves

Professora de instrução primária, foi, apesar da sua condição modesta, activista de referência da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, tanto na Praia da Luz (Lagos), onde presidiu ao núcleo local, quer em Lisboa. Ainda no Algarve, contribuiu para subscrições, felicitou o Directório pela adesão de Miguel Bombarda ao Partido Republicano (Julho de 1910) e responsabilizou-se, juntamente com o marido, pelo funcionamento de uma escola gratuita para o sexo feminino na Praia da Luz, subsidiada pela Liga através da quotização das sócias da localidade. Em Setembro de 1910, chegou a ter a frequência de 64 crianças e, devido ao trabalho desenvolvido, recebeu constantes elogios, ao ponto de Maria Veleda a considerar como “uma das senhoras que melhores serviços tem prestado à democracia, pelo seu amor à instrução”. Também a revista Alma Nacional, de António José de Almeida, enalteceu o labor desta “mulher, saída do Povo”, que conseguiu sustentar uma escola onde, “através de ásperos sacrifícios, se ministra a primeira educação moral e a primeira instrução aos desvalidos da sorte”, e a revista A Mulher e a Criança lembrou que, “se em todas as pequenas terras de província pudéssemos contar com uma alma como a sua, a causa da liberdade estaria ganha”. No primeiro trimestre de 1910, ter-se-á deslocado a Lisboa para obter a habilitação como professora do método João de Deus, tendo sido acolhida por Maria Barata e Guilhermina de Battaglia Ramos, viúva do poeta, formada por Manuel Jacinto e apoiada por Frederico Caldeira e Elísio de Melo, da Associação das Escolas Móveis. Quando eclodiu a República, participou nas reuniões realizadas em Lisboa, secretariou a histórica assembleia-geral de 26 de Outubro de 1910 e acompanhou a direcção da Liga na entrega das suas reivindicações, e das listas solicitando a Lei do Divórcio, ao primeiro governo republicano. Entre 21 de Novembro de 1910 e 6 de Abril de 1911, esteve como docente da Associação das Escolas Móveis em Pouca Pena (Soure). Aderiu depois à Associação de Propaganda Feminista e, enquanto subscritora da Obra Maternal, desempenhou, em 1914, as funções de 2.ª Secretária da Mesa da Assembleia Geral. Em Abril de 1916, e quando já se encontrava doente, a APF abriu uma subscrição em seu benefício, de forma a custear o regresso ao Algarve, para junto dos irmãos Jaime, cabo-de-mar em Sagres, e José da Conceição Conde, que vivia em Lagos, ambos assinantes do jornal A Semeadora. Faleceu em 1917, vítima de tuberculose. Então, e mais uma vez, a imprensa feminista enalteceu as suas qualidades de propagandista e de “apaixonada alma de revolucionária”.

Bib.: António de Deus Ramos Ponces de Carvalho, Éléments pour l’Histoire d’une École de Formation des Instituteurs de Maternelle, Lisboa, 1991, p. 56; João Esteves, A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas - uma organização política e feminista (1909-1919), Lisboa, ONG do Conselho Consultivo da CIDM, 1992; João Esteves, As Origens do Sufragismo Português, Lisboa, Editorial Bizâncio, 1998; João Esteves, “Conde, Inês da Conceição”, Dicionário de Educadores Portugueses (dir. de António Nóvoa), Porto, Edições ASA, 2003, pp. 384-385; “A catástrofe do Ribatejo”, A Mulher e a Criança, n.º 2, Maio de 1909, p. 8, col. 2; “Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 2, Maio de 1909, p. 14, col. 1; “Expediente da Liga - […] - Comissão da Luz”, A Mulher e a Criança, n.º 3, Junho de 1909, p. 13, col. 2; “Informações, respostas e indicações”, A Mulher e a Criança, n.º 10, Janeiro de 1910, p. 12, col. 2; “Vida Republicana - Liga Republicana das Mulheres Portuguesas”, O Mundo, 14/2/1910, p. 2, col. 3; “Festas Democráticas”, O Mundo, 7/3/1910, p. 1, cols. 3-5; “Pela Infância - Obra Maternal”, O Mundo, 20/3/1910, p. 4, col. 2; “Uma benemérita”, Alma Nacional, n.º 7, 24/3/1910, p. 107; “Expediente da Liga - Sessão comemorativa do 1.º aniversário da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas”, A Mulher e a Criança, n.º 11, Abril de 1910, pp. 10-14; “Expediente da Liga - […] - Expediente da Obra Maternal”, A Mulher e a Criança, n.º 11, Abril de 1910, p. 14, col. 2; “Expediente da Liga - […] - Expediente da comissão de propaganda da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 12, Maio de 1910, p. 14, col. 1; “Dr. Miguel Bombarda”, O Mundo, 7/7/1910, p. 1, col. 2; “Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 15, Agosto de 1910, p. 12, col. 1; “Pela instrução - Liga Republicana das Mulheres Portuguesas”, O Mundo, 12/9/1910, p. 2, col. 7; “Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 16, Setembro de 1910, p. 11, col. 2 e p. 12, col. 1; “Vida Republicana - A Liga Republicana das Mulheres reúne e delibera”, O Mundo, 21/10/1910, p. 2, col. 6; “Reclamações Feministas - A Liga Republicana das Mulheres em acção”, O Mundo, 27/10/1910, p. 3, col. 7; “Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 17, Outubro de 1910, pp. 10-12; “Expediente da Liga”, A Mulher e a Criança, n.º 18, Novembro de 1910, p. 12, col. 1; “Expediente da Liga - […] - Subscrição aberta pela Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em benefício das vítimas da Revolução”, A Mulher e a Criança, n.º 20, Janeiro de 1911, p. 10, col. 2; “Expediente da Liga - Relatório”, A Mulher e a Criança, n.º 21, Fevereiro de 1911, pp. 10-11; “Obra Maternal”, A Madrugada, n.º 25, 31/8/1913, p. 3, col. 4 e p. 4, col. 1; “Lista das sócias propostas pela Comissão Administrativa da Obra Maternal, para fazerem parte dos corpos gerentes, no ano de 1914”, A Madrugada, n.º 29, 31/12/1913, p. 4, col. 1; “Obra Maternal”, A Madrugada, n.º 30, 31/1/1914, p. 2, col. 3; “Inês da Conceição Conde”, A Semeadora, n.º 22, 15/4/1917, p. 4, col. 3, n.º 23, 15/5/1917, p. 4, col. 3 e n.º 24, 25/6/1917, p. 4, col. 3.».

[In Dicionário no Feminino (sécs. XIX-XX) || Livros Horizonte || 2005 || 
Direcção || João Esteves e Zília Osório de Castro]

[João Esteves]

sexta-feira, 2 de abril de 2010

[0050.] ADELINA DA GLÓRIA PALETTI BERGER [I] || 1865 - 1923

* ADELINA DA GLÓRIA PALETTI BERGER *
[28/03/1865 - 29/07/1923]

Filha do escrivão Belchior da Costa Paletti [Lagos, 02/10/1830] e de Ana Vitória Marim [Lagos, 19/12/1832], nasceu em 28 de Março de 1865 na freguesia de S. Sebastião, em Lagos, e foi baptizada em 27 de Janeiro de 1866. 

Casou com o professor José Júlio Lapelier Berger, nascido em 31 de Dezembro de 1868 na freguesia de Santa Maria de Lagos e que presidiu, ainda durante a Monarquia, à vereação republicana do município.

Realizou-se em sua casa a primeira reunião do núcleo local da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (19/02/1909), foi eleita Presidente, devido à recusa de Maria do Carmo Raimundo, e a cópia da acta enviada à dirigente nacional Ana de Castro Osório (24/02/1909). 

A militância terá sido intensa em 1909 e 1910: remeteu, em nome das sócias de Lagos, donativos para as vítimas do violento terramoto que abalou o Ribatejo em 1909; solidarizou-se com o movimento de protesto pelo fuzilamento, em Espanha, de Francisco Ferrer (Outubro de 1909); saudou Afonso Costa pelas posições assumidas na Questão Hinton (Abril de 1910); e felicitou, em missiva de 9 de Julho de 1910, Miguel Bombarda pela adesão ao Partido Republicano.

Empolgada com a implantação da República, deslocou-se a Lisboa e, em 27 de Outubro, acompanhou, com Inês da Conceição Conde, a direcção nacional da Liga na entrega da primeira representação aos membros do Governo Provisório. Aquando do plebiscito interno sobre a revisão dos Estatutos, que decorreu a partir de Setembro de 1910, alinhou com as posições anticlericais lideradas por Maria Veleda.

Faleceu em 29 de Julho de 1923, com 58 anos, em Lisboa, e o marido faleceu em 4 de Março de 1934, também na capital, na freguesia de São Sebastião, estando o republicanismo de ambos patente nos nomes atribuídos aos filhos, todos começados pela letra R: Rogério [n. 21/11/1899], Renato [n. 15/05/1903], Reinaldo e Roberto Paletti Berger.

Provável familiar de Julieta Augusta Paletti e de Dionísia Rosa Paletti, activistas da mesma secção.

[v. João Esteves, "Adelina da Glória Paletti Berger", Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Livros Horizonte, 2005]


[João Esteves]