[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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terça-feira, 17 de março de 2020

[2308.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [I] || 1926 - 1933

* LISTAGEM, EM CONSTRUÇÃO E INCOMPLETA, DE PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || I * 

00001. Aarão Agnelo de Oliveira [1925, 1929, 1934, 1937]

 [Aarão Agnelo de Oliveira || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-4-NT-8904 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Aarão Agnelo de Oliveira.
Póvoa de Lanhoso, 13 de dezembro de 1900. Empregado de comércio / desempregado. Filiação: Maria da Purificação Almeida, Joaquim Evaristo de Oliveira. Solteiro. Residência: Rua Campo de Ourique, 65. Preso, pela primeira vez, durante a 1.ª República, em 14 de junho de 1925, «por desrespeito à GNR»; libertado em 15 de junho de 1925. Preso em 11 de janeiro de 1929, «por ordem superior»; libertado em 23 de janeiro de 1929. Preso na Praça do Comércio em 27 de julho de 1934, «juntamente com outros indivíduos já bem conhecidos desta polícia, por suspeita de que ali estivessem tratando de assuntos revolucionários»; libertado em 14 de agosto de 1934. Preso em 26 de maio de 1937, «para averiguações», recolheu à 1.ª esquadra; libertado em 16 de junho de 1937.]
[alterado em 12/12/2021]
[alterado em 25/10/2024]
[alterado em 25/02/2026]

00002. Abel Augusto Gomes de Abreu [1932, 1937, 1944]

[Abel Augusto Gomes de Abreu || ANTT || RGP/191 || PT-TT-PIDE-E-010-1-191_m0388]

[Abel Augusto Gomes de Abreu.
Santa Isabel - Lisboa, 24/06/1899. Gráfico da Casa da Moeda. Filiação: Maria de Oliveira Gomes, Manuel Maria Gomes de Abreu. Casado. Residência: R. do Sacramento, à Lapa, 74 / R. do Conde, 73. Seria o filiado 150 da Célula 19 do Comité de Zona 1 do Partido Comunista, usando o pseudónimo "Vasconcelos". Envolvido na preparação da jornada de 29/02/1932, com Álvaro Augusto Ferreira, António Franco Trindade, Eleutério Lopes Grosso e Jaime da Fonseca e Sousa e, depois, nas comemorações do 1.º Maio, tendo sido preso na Serra de Monsanto em 24/04/1932, quando "assistia à demonstração de lançamento de bombas, onde se encontrava recebendo lições para aquele fim". Considerado "um elemento perigosíssimo, duma atividade extraordinária tanto na parte organizadora como na parte revolucionária". O seu processo foi enviado ao TME em 24/02/1933, tendo sido julgado  em 20/10/1934, "acusado de, em 1932, por diversas vezes, ter tomado parte no fabrico, transporte, detenção e uso, para experiência, de bombas explosivas". Seria condenado, para além da prisão preventiva entretanto sofrida, a dez anos de degredo "numa das Colónias". Interpôs  recurso e em novo julgamento, realizado em 03/11/1934, a pena foi alterada para dois anos de prisão correcional, cumprida em parte com a prisão preventiva, e "dois anos de multa, à razão de três escudos diários". Enviado para o Aljube em 04/12/1934 e transferido para a Fortaleza de Peniche em 9, foi libertado em 04/02/1935. Residia, então, na Rua do Conde, 73 - Lisboa. Preso em 05/03/1937, "para averiguações", "por suspeita de manter ligações com os seus antigos colegas da Casa da Moeda, para fins de organização comunista", foi levado para uma esquadra na situação de "incomunicável". Libertado em 02/04/1937, por estar "afastado de todos os assuntos de carácter político-social". Preso em 17/02/1944, deu entrada nas Cadeias Civis Centrais de Lisboa. Julgado pelo TME em 15/03/1944 e absolvido, terá sido libertado no mesmo dia.]

[Abel Gomes de Abreu || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-54-491]

[alterado em 12/12/2021]
[alterado em 25/10/2024]
[alterado em 13/04/2025]

00003. Abel Baptista da Silva [1928]

[Abel Baptista da Silva.
1883. Capitão de Infantaria - Batalhão de Caçadores 7. Preso em 20/07/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário desse dia". Deportado para Angola em 21/08/1928. Em 1931, foi-lhe fixada residência obrigatória em Cabo Verde. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932.]
[alterado em 15/05/2023]
[alterado em 25/10/2024]

[João Esteves]


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

[1624.] ABEL AUGUSTO GOMES DE ABREU [I] || PRESO EM 1932, 1937, 1944

* ABEL AUGUSTO GOMES DE ABREU *

PRESO EM 1932, 1937, 1944 || ALJUBE || PENICHE

[Abel Augusto Gomes de Abreu || ANTT || PT-TT-PIDE-E-10-1-191]

Referenciado somente como "bombista" no Livro 1 do Registo Geral de Presos [ANTT], tendo dado entrada no Aljube em 4 de Dezembro de 1934, o percurso político de Abel Augusto Gomes de Abreu começou antes: foi preso, pela primeira vez, em 24 de Abril de 1932, na sequência de intervenção política do Partido Comunista, partido onde militava activamente.

Filho de Maria de Oliveira Gomes e de Manuel Maria Gomes de Abreu, Abel Augusto Gomes de Abreu nasceu em 24 de Junho de 1889, em Lisboa. 

Gráfico da Casa da Moeda, a viver na Rua do Sacramento, 74, seria o filiado 150 da Célula 19 do Comité de Zona 1 do Partido Comunista, com o pseudónimo "Vasconcelos", trabalhando com Álvaro Augusto Ferreira, António Franco Trindade, Eleutério Lopes Grosso e Jaime da Fonseca e Sousa. 

Segundo transcrição do Cadastro elaborado pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, era «um elemento perigosíssimo, duma actividade extraordinária tanto na parte organizadora como na parte revolucionária» [ANTT, PIDE, Serviços Centrais, Cadastros / Cadastro Político 5268].

Em 24 de Abril de 1932, foi preso na Serra de Monsanto quando «assistia à demonstração de lançamento de bombas, onde se encontrava recebendo lições para aquele fim». 

[Abel Augusto Gomes de Abreu || ANTT || PT-TT-PIDE-E-10-1-191]

Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 20 de Outubro de 1934, foi «acusado de, em 1932, por diversas vezes, ter tomado parte no fabrico, transporte, detenção e uso, para experiência, de bombas explosivas», sendo condenado, para além da prisão preventiva entretanto sofrida, a dez anos de degredo «numa das Colónias».

Abel Augusto Gomes de Abreu interpôs  recurso e em novo julgamento, realizado em 3 de Novembro de 1934, a pena foi alterada para dois anos de prisão correccional, cumprida em parte com a prisão preventiva, e «dois anos de multa, à razão de três escudos diários».

Enviado para o Aljube em 4 de Dezembro de 1934 e transferido para a Fortaleza de Peniche em 9, foi libertado em 4 de Fevereiro de 1935. Vivia, então, na Rua do Conde, 73, 1.º - Lisboa.

[Abel Augusto Gomes de Abreu || ANTT || RGP/191 || PT-TT-PIDE-E-10-1-191]

Novamente preso em 5 de Março de 1937 e levado para uma esquadra incomunicável, por «suspeita de manter ligações com os seus antigos colegas da Casa da Moeda, para fins de organização comunista», foi libertado em 2 de Abril por estar «afastado de todos os assuntos de carácter político-social». 

Preso, pela última vez, em 17 de Fevereiro de 1944, foi absolvido pelo Tribunal Militar Especial de 15 de Março.

O nome de Abel Augusto Gomes de Abreu consta do Memorial dos Presos Políticos de Peniche, inaugurado em 25 de Abril de 2017.

Fontes:
ANTT, Cadastro Político 5268 [Abel Augusto Gomes de Abreu / [PT-TT-PIDE-E-001-CX05_m0007, m0007a].
ANTT, Registo Geral de Presos 191 [Abel Augusto Gomes de Abreu / PT-TT-PIDE-E-10-1-191].

[João Esteves]