[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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terça-feira, 29 de novembro de 2022

[3078.] CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS || O MOVIMENTO FEMINISTA EM PORTUGAL - 1902

 * CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS *

O Movimento Feminista em Portugal

Editorial Seis-Filetes || 2002

Em setembro de 1902, o jornal portuense O Primeiro de Janeiro publicou seis artigos de Carolina Michaëlis de Vasconcelos, traduzidos do original alemão com o título genérico de “O movimento feminista em Portugal”, onde abordou a situação das mulheres em Portugal e em Espanha, considerando que, atendendo ao elevado analfabetismo das mulheres peninsulares, “a questão feminista, na península hispânica, é atualmente uma simples questão de instrução”.

A abrir o seu texto, a filologista fazia o diagnóstico de que “O combate das massas femininas em vista de melhores condições sociais está inteiramente por organizar no mundo peninsular. Elas não têm reclamado, por ora, a equiparação nos direitos civis dos dois sexos, e não pensam sequer em direitos de ordem mais elevada, como seja o do sufrágio. É perfeitamente nula a sua influência no campo político […]. As mulheres submetem-se, sem protesto sensível, à tradição secular da inferioridade […]”. Além disso, “faltam revistas, e escasseiam as corporações femininas. Nos congressos internacionais não consta que até agora tenha aparecido delegado algum representando ligas ou associações de mulheres portuguesas ou brasileiras, espanholas ou do Sul da América”.



[João Esteves]

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

[2957.] CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS || "JORNAL DA MULHER" - 07/02/1907

 * CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS *

"Jornal da Mulher - D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos" 

O Mundo || 07/02/1907

O "Jornal da Mulher", de 07/02/1907, é dedicado a Carolina Michaëlis de Vasconcelos, considerada uma feminista: "E dizemos feminista na interpretação exacta e justa que este vocábulo deve ter no mundo feminino. Feminista sem exaltações, sem exageros, compreendendo bem a educação de que a mulher precisa para ser uma alma inteligente, carinhosa e boa da sociedade em que actua e cujos destinos morais tem na sua influência como mãe e como educadora."

[O Mundo || 07/02/907]

[João Esteves]
[alterado em 02/01/2023]

terça-feira, 24 de março de 2020

sábado, 30 de maio de 2015

[0986.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXV] || 1906

* CARTÃO DE CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS A OLGA MORAIS SARMENTO || S/DATA - 1906[?] *

|| Primeira tentativa de constituição de um Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas em 1906 || 


domingo, 5 de dezembro de 2010

[0197.] CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS [I] - DOMITILA DE CARVALHO [II] || 05/12/1908

* CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS - DOMITILA DE CARVALHO *

"JORNAL DA MULHER" || 05/12/1908

No texto “Ainda a Universidade”, a redactora do “Jornal da Mulher” defende a necessidade de se criar uma Faculdade de Letras, apontando Carolina Michaëlis de Vasconcelos e Domitila de Carvalho como dotadas do perfil para serem professoras.

[O Mundo || 05/12/1908]
[João Esteves]

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

[0109.] CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS [II] || 1851 - 1925

* CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS *
[1851 - 1925]

[Civilização || 1930]

Professora e escritora, Carolina Wilhelme Michaëlis de Vasconcelos nasceu em Berlim, em 15 de Março de 1851, e faleceu em 16 de Novembro de 1925, no Porto, com 74 anos de idade.

Casou, em 1876, com Joaquim de Vasconcelos e fixou residência no Porto. 

Em 1896, publicou um conjunto de artigos em O Comércio do Porto sobre “O Congresso Feminista de Berlim”, onde saiu em defesa da compatriota Luise Ey, que se tinha pronunciado sobre a situação da mulher portuguesa.

Com a República, foi nomeada professora da Faculdade de Letras de Lisboa, onde não chegou a exercer funções, pois a de Coimbra, onde foi responsável pela cadeira de Filologia Portuguesa, estava mais próxima do Porto, cidade onde fixara residência.

A revista A Mulher e a Criança, órgão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas dirigido por Maria Veleda, congratulou-se com a sua nomeação, pelo que tinha de “honroso para o novo regime e para o feminismo, em Portugal”, considerando-a como um acto de justiça.

Inscreveu-se, em Setembro de 1913, como subscritora da Obra Maternal e foi nomeada, em 1914, Presidente Honorária do Corpo Administrativo do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

Quando da sua morte, a revista Alma Feminina dedicou-lhe um número especial com textos de Áurea Judite Amaral, Aurora Teixeira de Castro, Branca de Gonta Colaço e Maria Susana Ruivo.

[Ver Virgínia Dias, “Lisboa, toponímia no feminino VIII”, Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, N.º 8, 2002, pp. 199-215; Virgínia Dias, "Carolina Wilhelme Michaëlis de Vasconcelos", Dicionário no Feminino (Séculos XIX-XX), Livros Horizonte, 2005].

[João Esteves]

domingo, 7 de novembro de 2010

[0070.] CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS [I] || MARIA OLGA DE MORAIS SARMENTO DA SILVEIRA [I]

* CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESA *

CARTÃO DE CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS PARA OLGA DE MORAIS SARMENTO

Cartão, sem data, enviado no sentido de se diligenciar na constituição de um Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas ainda na 1.ª década do século XX.

«Fundado em Março de 1914, sob a égide da médica ginecologista Adelaide Cabete (1867-1935), o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas tornou-se na mais importante e duradoura organização de mulheres da primeira metade do século XX português e foi a única a lograr perdurar para além do Armistício, mantendo actividade ininterrupta até 1947, quando as autoridades salazaristas determinaram o seu encerramento.

A primeira tentativa de se fundar em Portugal um Conselho terá surgido ainda na primeira década, quando Carolina Michaëlis de Vasconcelos apresentou à escritora Olga de Morais Sarmento a canadiana Mrs. Sânford, “vinda de longe, em viagem de propaganda, a fim de tentar a formação de um Conselho Nacional de Mulheres portuguesas dispostas a trabalharem energicamente a favor do Bem” . Num cartão, não datado, Carolina Michaëlis sugere-lhe que reunisse “em sua casa algumas senhoras que falam inglês – e que desejam colaborar no movimento feminista”, já que “prestava-nos, com certeza, um grande serviço”, podendo recorrer àquelas que constituíam a Liga Portuguesa da Paz. Tais diligências não tiveram consequências e só em 1914 é que ele se concretizaria, em resultado do empenho de Magalhães Lima, “grande republicano e incansável propagandista das ideias novas” , e da feminista Adelaide Cabete.».

["Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947)", Faces de Eva, n.º 15, 2006, pp. 113-135]

[João Esteves]

quinta-feira, 25 de março de 2010

[0027.] BRANCA DE GONTA COLAÇO [I] || 1880 - 1945

* BRANCA EVA DE GONTA SYDER RIBEIRO COLAÇO *

[08/07/1880 - 22/03/1945]

Morre, com 64 anos de idade, a escritora Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço.

Filha de Tomás Ribeiro e de Ann Charlotte Syder, a poetisa Branca de Gonta Colaço nasceu em Lisboa em 8 de Julho de 1880 e casou, em 1898, com o pintor Jorge Colaço.

Escritora conceituada, cujas opiniões monárquicas expressou nos periódicos O Dia e O Talassa, militou activamente no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas a partir de meados da década de 20 e colaborou na revista Alma Feminina, onde assinou textos sobre Carolina Michaëlis de Vasconcelos e Adelaide Cabete.

Presidiu, durante anos consecutivos, às Secção da Paz (1928-1934) e de Arte (1936, 1937).

Foi incluída, com obras diversificadas, na “Exposição de Livros Escritos por Mulheres”, organizada pela agremiação na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1947. 

Tal como outras escritoras suas contemporâneas, recebeu a Ordem de Santiago de Espada. 

[Novidades || 23/03/1945]