[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
Mostrar mensagens com a etiqueta Gertrudes Pereira Paulino da Silva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gertrudes Pereira Paulino da Silva. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de maio de 2016

[1463.] ESTÓRIAS DO TEMPO DA OUTRA SENHORA [V] || RTP2

* ESTÓRIAS DO TEMPO DA OUTRA SENHORA || RTP2 || EDGAR FELDMAN *

|| 4.º EPISÓDIO || 9 DE MAIO || 23H30 || TIPOGRAFIAS CLANDESTINAS ||


Durante quase toda a ditadura, as tipografias clandestinas do PCP editaram regularmente o jornal Avante! e diversas publicações clandestinas. Como eram feitos estes jornais, quem os fazia, os perigos que corriam, Tudo isto nos é relatado por antigos tipógrafos. 

|| TIPOGRAFIAS CLANDESTINAS ||

Há, ainda, uma História por fazer e divulgar das Tipografias Clandestinas que, com uma dedicação e sacrifício de Homens e Mulheres, funcionaram de forma ininterrupta durante quase cinco décadas de Ditadura.

E, é bom relembrar, onde havia uma tipografia clandestina, lá estavam mulheres, algumas já evocadas, outras que merecem sair do anonimato. 

|| MANUEL DA SILVA || GERTRUDES PAULINO ||

[Edições Avante! || 1996]

|| CARLOS PIRES ||

[Edições Avante! || 2011]

quinta-feira, 31 de julho de 2014

[0717.] GERTRUDES PEREIRA PAULINO DA SILVA [II]

 
* GERTRUDES PAULINO *
[20/04/1923 - --/04/2012]

[Fotografia retirada do Blogue Antifascistas da Resistência]

29 anos consecutivos na clandestinidade (1945-1974)

Na História das Oposições há muitos nomes por (re)descobrir, estudar, enquadrar e revelar, tarefa tanto mais difícil quando viveram durante décadas em situação clandestina sem nunca terem sido detectados pela polícia política. É o caso de Gertrudes Paulino, com 29 anos consecutivos de clandestinidade, assumindo constantemente identidades diferentes, sem que a historiografia dedicada aos 48 anos de Ditadura a incluam ou sequer a mencionem.   

Costureira. 

Nasceu em Vila Franca de Xira a 24 de Abril de 1923 e faleceu em Abril de 2012, com 72 anos de militância comunista em 89 de vida. 

O pai, militante do Partido Comunista, trabalhava num armazém que tinha um negócio de cereais e possuía um barco com que os transportava; a mãe, costureira, fazia fatos para fora. 

Cresceu em Vila Franca, fez o exame da 4.ª Classe e gostaria de ter sido professora, desejo inviabilizado pelas condições económicas da família, com seis filhos a cargo.

Marcada pelo espírito solidário da mãe e muito influenciada pelo pai, começou a ler muito nova o Avante! clandestino, a interessar-se por Alves Redol [1911-1969] e Soeiro Pereira Gomes [1909-1949] e a prestar atenção à situação em que viviam os trabalhadores e camponeses da lezíria. 


Coordenou em 1943-1944, com Georgette Ferreira e Otília Borrelho, uma greve das costureiras nas alfaiatarias locais e empenhou-se na formação de um sindicato daquelas. 

Em 1944, integrou o mesmo trio que juntou mulheres trabalhadoras junto à Praça de Touros de Vila Franca de Xira aquando da Marcha da Fome em 8 de maio de 1944 e destacou-se no apoio dados aos presos e suas famílias. 

No ano seguinte, com apenas vinte e dois anos, entrou na clandestinidade, formando casa com Manuel Luís da Silva Júnior [n. 27/08/1908], militante comunista desde 1932 com quem viria a casar, ainda que só depois do 25 de Abril. 

[Manuel da Silva || Fotografia retirada do Antifascistas da Resistência]

No âmbito da militância no Partido Comunista, esteve, tal como o companheiro, durante quase trinta anos consecutivos ligada à imprensa clandestina e a tipografias ilegais, sem nunca ser detida: passou pelo Algarve (Caldas de Monchique, onde conviveu com Maria Clementina Ventura, Luz de Tavira, São Brás de Alportel), Viseu (Besteiros), Cartaxo (Ereira), Torres Novas, Malveira, Porto, Lisboa (Rua Vítor Bastos, em Campolide, Travessa Barbosa, Tv. do Possolo, R. Arco do Carvalhão), Setúbal, Matosinhos, Famalicão e Vila do Conde.

Na vida clandestina passou por médica e professora. 

Usou o pseudónimo “Maria” e os dois filhos nasceram na clandestinidade: a rapariga, quando tinha três anos, foi para casa de uma tia-avó, enquanto o rapaz, nascido em 1954, partiu para a União Soviética com sete anos e formou-se em engenharia de telecomunicações. 

Só em 1974, após 29 anos de separação, é que Gertrudes Paulino reencontrou os pais. 

O jornal O Mirante entrevistou-a e dedicou-lhe várias páginas em 2006.

Feminae. Dicionário Contemporâneo incluiu estes dados biográficos.

[João Esteves]

domingo, 11 de maio de 2014

[0631.] GERTRUDES PEREIRA PAULINO DA SILVA [I]


- GERTRUDES PEREIRA PAULINO DA SILVA -

[24.04.1923-04.2012]

29 anos consecutivos na clandestinidade
[1945-1974]
[...]
[in Feminae. Dicionário Contemporâneo, Lisboa, Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, 2013]

quarta-feira, 2 de abril de 2014

[0570.] FEMINAE [XXI] || LETRA G

* FEMINAE || G *


Gabriela da Cunha - v. Gabriela da Cunha De Vecchi
0375. Gabriela da Cunha De Vecchi
Gabriela De Vecchi -  v. Gabriela da Cunha De Vecchi
0376. Gabriela Lucey 
0377. Gabriela Pedro
0378. Gabriela Velutti
0379. Galiana
Gastão Vidal de Negreiros -  Pseudónimo de Ana Augusta Plácido.
0380. Georgina Cardoso
0381. Georgina Conde
0382. Georgina Cordeiro
Georgina Costa -  v. Georgina Pinto da Costa
0383. Georgina de Carvalho
0384. Georgina Gonçalves
Georgina Pinto -  v. Georgina Pinto da Costa
0385. Georgina Pinto da Costa
0386. Georgina Vieira
0387. Gerarda Viana
0388. Gertrudes Angélica da Cunha
0389. Gertrudes Carneiro
0390. Gertrudes Carolina Mariares Pinto Coelho
Gertrudes Palmeirim -  v. Gertrudes Rita da Silva
0391. Gertrudes Pereira Paulino da Silva
0392. Gertrudes Ribeiro da Costa Tomás
0393. Gertrudes Rita da Silva
Gertrudes Rosa Marques -  v. Bonequeiras de Estremoz
0394. Gertrudes Sabrosa
Gina Conde -  v. Georgina Conde
0395. Gladys Mary Leslie Baker
0396. Glicínia Quartin
GRAAL -  v. Associações de Mulheres nas décadas de 70 e 80 do século XX
Graça Pina de Morais -  v. Maria da Graça Monteiro Pina de Morais
0397. Grace Thornton 
0398. Gracinda de Jesus Costa
Graziela Cintra -  v. Maria Graziela Lindley Cintra Gomes
Grémio Feminino de Lisboa -  v. Clube Lisboeta de Senhoras 
Grupo Autónomo de Mulheres do Porto (GAMP) -  v. Associações de Mulheres nas décadas de 70 e 80 do século XX
Grupo de Mulheres da Associação Académica de Coimbra -  v. Associações de Mulheres nas décadas de 70 e 80 do século XX
Grupo de Mulheres de Lourosa -  v. Associações de Mulheres nas décadas de 70 e 80 do século XX 
Grupo de Mulheres do Porto -  v. Associações de Mulheres nas décadas de 70 e 80 do século XX
0399. Gualdina Soromenho de Carvalho
0400. Guilhermina Augusta Xavier de Medim Suggia
0401. Guilhermina Bárbara de Sousa Avelar Pinto Tavares 
0402. Guilhermina Carlota da Trindade Silva
0403. Guilhermina de Macedo
0404. Guilhermina de Moraes Sarmento
Guilhermina Suggia -  v. Guilhermina Augusta Xavier de Medim Suggia