[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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terça-feira, 29 de abril de 2014

[0613.] FEMINAE [XXX] || Letra M [IV]

* ENTRADAS *


* LETRA M [IV] *

0699. Maria Eugénia Martins Correia
0700. Maria Falcão
0701. Maria Feliciana de Faria e Rebelo
0702. Maria Fernanda de Paiva Tomás
0703. Maria Filomena Rosada Conceição e Silva Bacelar Leoni 
0704. Maria Francisca Benedita [Princesa da Beira e do Brasil D.]
0705. Maria Francisca Dantas Machado
Maria Francisca Teresa - v. Laura Verediana de Castro e Almeida Soares
0706. Maria Frazão
0707. Maria Gonzalez
0708. Maria Graziela Lindley Cintra Gomes 
0709. Maria Hedwiges
0710. Maria Helena Alves Tavares Magro
0711. Maria Helena de Carvalho Félix
Maria Helena Magro - v. Maria Helena Alves Tavares Magro
0712. Maria Helena Martin Monteiro de Barros Spínola
0713. Maria Helena Moreira de Sá e Costa
0714. Maria Helena Silveira da Silva
0715. Maria Inácia
0716. Maria Inácia da Luz
0717. Maria Irene Virote Santos
0718. Maria Isabel Cortez Pinto Pimentel
0719. Maria Isabel da Costa Oliveira
0720. Maria Isabel de Oliveira Berardi
0721. Maria Isabel Marques de Andrade Salgado
0722. Maria Isabel Osório Macedo
0723. Maria Ivone Silva Nunes
0724. Maria Jemina
0725. Maria Jesuína da Conceição Marques
0726. Maria Joana Morais Perdigão Queiroga de Almeida
0727. Maria Joana Pereira 
0728. Maria João Gaudêncio Simões George
Maria João George - v. Maria João Gaudêncio Simões George
0729. Maria José
0730. Maria José das Neves
0731. Maria José de Almeida
0732. Maria José de Almeida Couto 
0733. Maria José de Almeida Furtado de Mendonça 
Maria José de Furtado de Mendonça - v. Maria José de Almeida Furtado de Mendonça
0734. Maria José de Mendonça
0735. Maria José de Noronha
0736. Maria José dos Santos
0737. Maria José Escazena
0738. Maria José Fernandes 
0739. Maria José Pereira
0740. Maria José Pires dos Santos
0741. Maria José Ribeiro Gomes de Abreu Vilas Soares
0742. Maria Josefa de Melo
0743. Maria Júlia Baptista Guerreiro
0744. Maria Júlia Canedo
0745. Maria Juliana
0746. Maria Julieta Guimarães Gandra
Maria Laura dos Santos - v. Laura Santos
0747. Maria Leite da Silva Tavares Paes Moreira
Maria Lemos de Magalhães - v. Maria da Conceição de Lemos Coelho de Magalhães
0748. Maria Leolinda de Magalhães Torres e Pilar
0749. Maria Letícia Reis Clemente da Silva
0750. Maria Libânia dos Santos Costa Pessoa 

[Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

[João Esteves]

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

[0495.] MARIA HELENA MAGRO [I] || VIVER, LUTAR E MORRER NA CLANDESTINIDADE (1923 - 1956)

* MARIA HELENA ALVES TAVARES MAGRO *

[01/01/1923 - /12/1956]

VIVER, LUTAR E MORRER NA CLANDESTINIDADE

[Maria Helena Magro || Fotografia in 100 Anos de Luta (1921-2021) || Edições Avante! || 2021] 

Militante clandestina do Partido Comunista Português nas décadas de 40 e 50 do século XX, faleceu em Dezembro de 1956.

Filha de Francisco Félix Tavares Magro [1896-1946] e de Flora Carlota Alves Magro, irmã de João e José Alves Tavares Magro [1920-1980] e cunhada de Aida de Freitas Loureiro Magro [1918-2011], Maria Helena Alves Tavares Magro nasceu em 1 de Janeiro de 1923.

Frequentou o Liceu Filipa de Lencastre onde, segundo Vanda Gorjão, Alda Nogueira, nascida em 19 de Março do mesmo ano, se tornou sua amiga inseparável.

Matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa no ano lectivo de 1940/41, participou nas greves académicas de 1941 e ingressou, em 1943, no Partido Comunista.

Em finais de 1945, quando frequentava o 4.º ano, foi incentivada pelo irmão José, “no pequeno jardim defronte da Casa da Moeda”, a integrar os quadros clandestinos do Partido, naquele que seria o último encontro entre ambos. Jamais abandonou a clandestinidade ou voltou a ver os familiares.

Aluna com altas classificações, deixou o curso por concluir e viveu, durante onze anos consecutivos, na clandestinidade, sem nunca ser presa. Tornou-se, então, companheira de Joaquim Pires Jorge [1907-1984], de cuja união nasceu a filha Clara.

Escreveu, a partir de 1947, no jornal 3 Páginas e em A Voz das Camaradas das Casas do Partido, com o pseudónimo Manuela; em O Militante assinava com o nome de Clara.

O último artigo, sobre “A Importância da Cultura Geral”, data de Novembro de 1956. Em Dezembro, em vésperas de completar 34 anos, morreu no hospital de complicações de parto do segundo filho.

Margarida Tengarrinha, no livro Quadros da Memória, evoca este desenlace, até porque Pires Jorge se encontrava então em sua casa, e a importância que Helena Magro, que nunca conheceu pessoalmente, teve na adaptação à sua própria vida clandestina.

[Desenho de Margarida Tengarrinha publicado, em Abril de 1961, em A Voz das Camaradas das Casas do Partido]

Aquando da morte, José Dias Coelho escreveu no jornal Avante! palavras sentidas e o seu retrato em gravura, da autoria de Margarida Tengarrinha, foi publicado no número de Abril de 1961 de A Voz das Camaradas das Casas do Partido.

Com cerca de dois anos de idade, Clara, um dos muitos “filhos da clandestinidade”, foi entregue à família da mãe e criada pelo tio João Luís e pela avó Flora Magro que, durante vinte e três anos consecutivos, em condições inimagináveis, andou a caminho das cadeias políticas para visitar o filho (José Magro), a nora (Aida Magro) ou o genro (Pires Jorge), encarcerado entre 1961 e 1971, a quem levava a filha nas visitas de fim-de-semana ao Forte de Peniche.

Júlia Coutinho, no seu blogue As Causas da Júlia, evocou-a no dia 1 de janeiro de 2009, data em que completaria 86 anos de idade.

[João Esteves]