[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 22 de janeiro de 2023

domingo, 16 de dezembro de 2018

[1976.] AMÍLCAR CABRAL [VIII] || TEXTOS POLÍTICOS

* AMÍLCAR CABRAL *
[1924 - 1973]

TEXTOS POLÍTICOS

Edição Henrique A. Carneiro || Julho de 1974




[Edição Henrique A. Carneiro || Julho de 1974]

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

[1962.] AMÍLCAR CABRAL [VII] || X ANIVERSÁRIO DO ASSASSINATO

* AMÍLCAR CABRAL *
[1924 - 1973]

PRINCÍPIOS DO PARTIDO E A PRÁTICA POLÍTICA 
6 - As lições positivas e negativas da Revolução Africana

Colecção "Cabral ka muri" || 1983





[Edição do Departamento de Informação, Propaganda e Cultura do C. C. do PAIGC || 1983]

[1961.] AMÍLCAR CABRAL [VI] || X ANIVERSÁRIO DO ASSASSINATO

* AMÍLCAR CABRAL *
[1924 - 1973]

PRINCÍPIOS DO PARTIDO E A PRÁTICA POLÍTICA 
5 - A Democracia Revolucionária. Fidelidade aos princípios do Partido. Para a melhoria do nosso trabalho político

Colecção "Cabral ka muri" || 1983


 [Edição do Departamento de Informação, Propaganda e Cultura do C. C. do PAIGC || 1983]

[1960.] AMÍLCAR CABRAL [V] || X ANIVERSÁRIO DO ASSASSINATO

* AMÍLCAR CABRAL *
[1924 - 1973]

PRINCÍPIOS DO PARTIDO E A PRÁTICA POLÍTICA 
4 - A independência de pensamento e de nação. Nem toda a gente é do Partido

Colecção "Cabral ka muri" || 1983


[Edição do Departamento de Informação, Propaganda e Cultura do C. C. do PAIGC || 1983]

sábado, 8 de dezembro de 2018

[1955.] AMÍLCAR CABRAL [IV] || X ANIVERSÁRIO DO ASSASSINATO

* AMÍLCAR CABRAL *
[1924 - 1973]

PRINCÍPIOS DO PARTIDO E A PRÁTICA POLÍTICA 
3 - O nosso Partido deve ser dirigido pelos melhores Filhos do nosso Povo. A luta do Povo, pelo Povo e para o Povo

Colecção "Cabral ka muri" || 1983


[Edição do Departamento de Informação, Propaganda e Cultura do C. C. do PAIGC || 1983]

[1954.] AMÍLCAR CABRAL [III] || X ANIVERSÁRIO DO ASSASSINATO

* AMÍLCAR CABRAL *
[1924 - 1973]

PRINCÍPIOS DO PARTIDO E A PRÁTICA POLÍTICA 
2 - Partir da realidade da nossa terra. Ser realista

Colecção "Cabral ka muri" || 1983


[Edição do Departamento de Informação, Propaganda e Cultura do C. C. do PAIGC || 1983] 

[1953.] AMÍLCAR CABRAL [II] || X ANIVERSÁRIO DO ASSASSINATO

* AMÍLCAR CABRAL *
[1924 - 1973]

PRINCÍPIOS DO PARTIDO E A PRÁTICA POLÍTICA 
1 - Unidade e luta

Colecção "Cabral ka muri" || 1983



[Edição do Departamento de Informação, Propaganda e Cultura do C. C. do PAIGC || 1983]

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

[1904.] ARTUR AUGUSTO DA SILVA [I]

* ARTUR AUGUSTO DA SILVA *
[14/10/1912 - 11/07/1983]


Advogado, escritor e jornalista, Artur Augusto da Silva nasceu na Ilha da Brava, Cabo Verde, em 14 de Outubro de 1912 e faleceu em Bissau em 11 de Julho de 1983.

Viveu na Guiné até aos 8 anos, estudou no Liceu Camões, onde conheceu Álvaro Cunhal e, em 1932, reencontrou-o na Faculdade de Direito de Lisboa. 

Começou muito novo a escrever em revistas, tendo sido director da revista Momento, conviveu com Fernando Pessoa, que lhe dedicou o livro Mensagem, publicou, em 1936, a revista Cartaz, juntamente com Thomaz de Mello, e colaborou na revista cabo-verdiana Claridade, entre muitas outras actividades literárias e culturais.

Licenciou-se em 1938, partiu para Angola no ano seguinte e, entre 1941 e 1949, exerceu a advocacia em Lisboa, Alcobaça e Porto de Mós. 

Participou, em 1945, no Movimento de Unidade Democrática e, em 1949, envolveu-se na campanha presidencial de Norton de Matos. Na iminência de ser preso, devido às suas actividades políticas, constando o seu nome como suspeito de pertencer ao Partido Comunista, partiu para a Guiné nesse mesmo ano, onde foi advogado e se tornou amigo de Amílcar Cabral.

Na Guiné, foi um reconhecido defensor de presos políticos, participando em 61 julgamentos de guineenses acusados de sedição.
  
Preso em 1966 no Aeroporto de Lisboa, foi impedido de regressar à Guiné, o que só sucedeu em 1976, após a independência, quando o Presidente Luís Cabral o convidou para juiz do Supremo Tribunal de Justiça. Também leccionou Direito Consuetudinário na Escola de Direito de Bissau.

[Diário de Lisboa || 27 de Maio de 1980]

Casado com Clara Schwarz, com quem teve dois filhos, escreveu poesia, romance e ensaios.

Em 1980, Daniel Reis publicou no Diário de Lisboa uma crónica sobre Artur Augusto da Silva, então com 68 anos, a propósito de "Os portugueses da Guiné". Nela, o advogado refere que também defendeu presos políticos em Portugal, nomeadamente João Faria Borda, e que esteve cerca de cinco meses preso quando detido pela PIDE em 1966 [26/08 a 28/12/1966], ficando com residência fixa em Lisboa até ao 25 de Abril de 1974.

[Diário de Lisboa || 27 de Maio de 1980]

[João Esteves]

sexta-feira, 16 de março de 2018

[1768.] SOFIA POMBA GUERRA [III]

* MARIA SOFIA CARRAJOLA POMBA AMARAL DA GUERRA *
[19/07/1906 - 12/08/1976]

[Sofia Pomba Guerra || Fotografia cedida pela neta Maria Leonor Guerra Rodrigues Eisman]

Farmacêutica, analista e professora, nasceu a 19 de Julho de 1906 em São Pedro, Elvas, e cedo partiu para África.

Conhecida pelas actividades comunistas, antifascistas e anticolonialistas, sobretudo em Moçambique e na Guiné, onde viveu a partir de meados da década de 30. 

Em Lourenço Marques, publicou alguns estudos sobre frutos silvestres e produtos exportáveis, foi analista no Hospital Miguel Bombarda, leccionou na Escola Primária Correia da Silva, onde teve como aluno o poeta, jornalista e activista moçambicano Rui Nogar (1932-1993), e  aderiu ao Partido Comunista Português em Lourenço Marques, por intermédio do ferroviário Cassiano Carvalho Caldas [1915-2002/2003].

Manteve naquela cidade militância activa, colaborou nos jornais Emancipador e Itinerário, publicação editada entre 1941 e 1955, participou, entre 1947 e 1948, na construção de uma estrutura comunista local [José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal, vol. 3] e desenvolveu, juntamente com Noémia de Sousa, actividades no âmbito do Movimento dos Jovens Democratas Moçambicanos, versão local do MUDJ da metrópole, integrando a direcção. 

[Sofia Pomba Guerra || 1949 || RGP/19514]

Em 1949, tornou-se na primeira mulher branca a ser presa e deportada para a metrópole: apresentada na PIDE em 23 de Novembro de 1949, ficou detida em Caxias até 4 de Julho de 1950, quando foi libertada por ordem do Tribunal Plenário de Lisboa, por ter sido absolvida. 

[Registo Geral de Presos || RGP/19514]

Partiu então para Cabo Verde, onde se junta ao marido, e seguiu depois para a Guiné, onde veio a ser proprietária da Farmácia Lisboa e ensinou inglês no Liceu de Bissau. 

Mais uma vez, procurou reatar a actividade política, juntamente com Fausto Teixeira e o médico Gumercindo de Oliveira Correia: Pacheco Pereira refere que Sofia Pomba Guerra era vigiada pela PIDE, que sabia que a farmacêutica recebia e fazia circular revistas comunistas francesas e panfletos portugueses, procurando mesmo organizar células comunistas nos meios operários [JPP, vol. 3]. 

No entanto, onde a sua actuação mereceu destaque e obteve reconhecimento foi junto do embrionário nacionalismo independentista, patente nas referências elogiosas que muitos dos dirigentes guineenses fazem ao seu papel anticolonialista, nomeadamente no auxílio à organização clandestina de reuniões, na prestação de informações relevantes sobre prisões iminentes, como a de Carlos Correia, e na preparação de fugas, como a de Luís Cabral. 

Esteve associada, em janeiro de 1959, à fundação do Movimento de Libertação da Guiné, trabalhando na sua farmácia Epifânio Souto Amado e Osvaldo Vieira, que seria um dos principais combatentes do PAIGC, morto em 1974. 

Amílcar Cabral [1924-20/01/1973], com quem Sofia conviveu na década de 60, no discurso pronunciado num Seminário de Quadros do PAIGC, efectuado entre 19 e 24 de novembro de 1969, referiu-se à contribuição de dois brancos na fuga de Luís Cabral da capital guineense, afirmando explicitamente que “uma pessoa que teve influência no trabalho do nosso Partido em Bissau, foi uma portuguesa. Só quem não está no Partido é que não sabe isso. Ao Osvaldo, a primeira pessoa que lhe ensinou coisas para a luta, foi ela, não fui eu. Eu não conhecia o Osvaldo” [AC, Alguns Princípios do Partido, pp. 21-22].

Posteriormente, Luís Cabral, na sua Crónica de Libertação, evoca os contactos que manteve com esta “deportada para a Guiné, com a indicação de se tratar de um elemento altamente perigoso” e que, “embora vigiada pela polícia política, cujo chefe veio morar mesmo em frente da sua casa, retomou na primeira oportunidade as suas actividades políticas”. 

 [Sofia Pomba Guerra com o Marido, Dr. Guerra || Fotografia cedidas pela neta Leonor]

Relacionou-se com Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Fernando Fortes, Luís Cabral, a quem deu lições de Inglês do 7.º ano do liceu, e muitos outros e, “apesar da posterior separação da actividade anticolonialista do movimento geral antifascista, a dr.ª Sofia Pomba Guerra continuou, como no passado, a ser a amiga e conselheira de cada um de nós” [idem]. 

O rótulo de desterrada política antifascista e comunista acompanhou-a por todos os locais por onde passou e nunca tal a impediu de intervir politicamente e manter-se fiel às suas ideias. 

Faleceu em 12 de Agosto de 1976, tendo Luís Cabral reencontrado em Portugal o marido, o dr. Guerra, “que parecia estar sempre muito distante das actividades da esposa, [mas] era um grande patriota e democrata português que encorajava e apoiava essa activi-dade” [idem],  com a filha mais nova Tafia. 

Feminae. Dicionário Contemporâneo, editado pela CIG em 2013, contém a biografia de Sofia Carrajola Pombo Guerra, com a respectiva bibliografia [neste dicionário consta, incorrectamente, Carrejola em vez de Carrajola, sendo o nome completo correto Maria Sofia Carrajola Pomba Amaral da Guerra].

NOTA: Agradece-se, mais uma vez, a cedência das Fotografias e as informações prestadas pela Neta, Sr.ª D. Maria Leonor Guerra Rodrigues Eisman.

[João Esteves]

sexta-feira, 12 de junho de 2015

[0998.] SOFIA POMBA GUERRA [I]

* MARIA SOFIA CARRAJOLA POMBA AMARAL DA GUERRA *

[19/07/1906 - 12/08/1976]

Farmacêutica, analista e professora, nasceu a 19 de julho de 1906 em São Pedro, Elvas, e cedo partiu para África.

Conhecida pelas actividades comunistas, antifascistas e anticolonialistas, sobretudo em Moçambique e na Guiné, onde viveu a partir de meados da década de 30. 

Em Lourenço Marques, publicou alguns estudos sobre frutos silvestres e produtos exportáveis, foi analista no Hospital Miguel Bombarda, leccionou na Escola Primária Correia da Silva, onde teve como aluno o poeta, jornalista e activista moçambicano Rui Nogar (1932-1993), e  aderiu ao Partido Comunista Português em Lourenço Marques, por intermédio do ferroviário Cassiano Carvalho Caldas [1915-2002/2003].

Manteve naquela cidade militância activa, colaborou nos jornais Emancipador e Itinerário, publicação editada entre 1941 e 1955, participou, entre 1947 e 1948, na construção de uma estrutura comunista local [José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal, vol. 3] e desenvolveu, juntamente com Noémia de Sousa, actividades no âmbito do Movimento dos Jovens Democratas Moçambicanos, versão local do MUDJ da metrópole, integrando a direcção. 

Em 1949, tornou-se na primeira mulher branca a ser presa e deportada para a metrópole: apresentada na PIDE em 23 de novembro de 1949, ficou detida em Caxias até 4 de julho de 1950, quando foi libertada por ordem do Tribunal Plenário de Lisboa, por ter sido absolvida. 

Partiu então para Cabo Verde, onde se junta ao marido, e seguiu depois para a Guiné, onde veio a ser proprietária da Farmácia Lisboa e ensinou inglês no Liceu de Bissau. 

Mais uma vez, procurou reatar a actividade política, juntamente com Fausto Teixeira e o médico Gumercindo de Oliveira Correia: Pacheco Pereira refere que Sofia Pomba Guerra era vigiada pela PIDE, que sabia que a farmacêutica recebia e fazia circular revistas comunistas francesas e panfletos portugueses, procurando mesmo organizar células comunistas nos meios operários [JPP, vol. 3]. 

No entanto, onde a sua actuação mereceu destaque e obteve reconhecimento foi junto do embrionário nacionalismo independentista, patente nas referências elogiosas que muitos dos dirigentes guineenses fazem ao seu papel anticolonialista, nomeadamente no auxílio à organização clandestina de reuniões, na prestação de informações relevantes sobre prisões iminentes, como a de Carlos Correia, e na preparação de fugas, como a de Luís Cabral. 

Esteve associada, em janeiro de 1959, à fundação do Movimento de Libertação da Guiné, trabalhando na sua farmácia Epifânio Souto Amado e Osvaldo Vieira, que seria um dos principais combatentes do PAIGC, morto em 1974. 

Amílcar Cabral [1924-20/01/1973], com quem Sofia conviveu na década de 60, no discurso pronunciado num Seminário de Quadros do PAIGC, efectuado entre 19 e 24 de novembro de 1969, referiu-se à contribuição de dois brancos na fuga de Luís Cabral da capital guineense, afirmando explicitamente que “uma pessoa que teve influência no trabalho do nosso Partido em Bissau, foi uma portuguesa. Só quem não está no Partido é que não sabe isso. Ao Osvaldo, a primeira pessoa que lhe ensinou coisas para a luta, foi ela, não fui eu. Eu não conhecia o Osvaldo” [AC, Alguns Princípios do Partido, pp. 21-22].

Posteriormente, Luís Cabral, na sua Crónica de Libertação, evoca os contactos que manteve com esta “deportada para a Guiné, com a indicação de se tratar de um elemento altamente perigoso” e que, “embora vigiada pela polícia política, cujo chefe veio morar mesmo em frente da sua casa, retomou na primeira oportunidade as suas actividades políticas”. 

Relacionou-se com Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Fernando Fortes, Luís Cabral, a quem deu lições de Inglês do 7.º ano do liceu, e muitos outros e, “apesar da posterior separação da actividade anticolonialista do movimento geral antifascista, a dr.ª Sofia Pomba Guerra continuou, como no passado, a ser a amiga e conselheira de cada um de nós” [idem]. 

O rótulo de desterrada política antifascista e comunista acompanhou-a por todos os locais por onde passou e nunca tal a impediu de intervir politicamente e manter-se fiel às suas ideias. 

Faleceu em 12 de Agosto de 1976, tendo Luís Cabral reencontrado em Portugal o marido, o dr. Guerra, “que parecia estar sempre muito distante das actividades da esposa, [mas] era um grande patriota e democrata português que encorajava e apoiava essa activi-dade” [idem],  com a filha mais nova Tafia. 

Feminae. Dicionário Contemporâneo, editado pela CIG em 2013, contém a biografia de Sofia Carrajola Pombo Guerra, com a respetiva bibliografia [neste dicionário consta, incorretamente, Carrejola em vez de Carrajola, sendo o nome completo correto Maria Sofia Carrajola Pomba Amaral da Guerra].


[João Esteves]